Por uma nova jornada e uma nova auto-introdução

“O que eu quero mesmo é ser escritora”.

Essa frase vem acompanhando minha vida há um bom tempo. Porque, bem, eu sempre quis ser escritora. É fato.

Ok. SEMPRE é exagero. Mas eu realmente tenho esse desejo desde que tinha, sei lá, uns nove-dez anos de idade, quando todos a minha volta viviam me dizendo que eu tinha talento para inventar histórias (ou estórias, até hoje não sei se essa palavra caiu mesmo) e que eu deveria explorar isso.

Só que, como vocês já devem ter notado, não existe nenhuma faculdade que tenha um curso que te fará um escritor de sucesso. Aliás, às vezes nem é preciso escrever bem para ficar conhecido. Basta ter um enredo que cative um público. A parte de “cativar” é até ensinada na Publicidade, mas não é o bastante para quem gosta de colocar imaginação no papel, como eu.

Certo, mas por que estou dizendo isso do curso? O que tem a ver com a frase lá em cima?

Desenvolverei mais para frente. Não se preocupem. Antes, no entanto, gostaria de incitar outras perguntas: Já repararam que a maioria dos escritores famosos se formaram em algo, trabalharam e depois resolveram se dedicar a literatura? Ou, se não é assim, são prodígios e artistas que gostam de escrever? O que fazer quando não se é um prodígio e nem se quer esperar muito tempo? Escrever logo? E se o sucesso nunca chegar? Como sobreviver?

Como EU vou sobreviver?

Sim, essas últimas perguntas são as que tenho me feito desde que decidi que queria ser escritora.  Por não ser nenhum prodígio, acabei optando pelo caminho mais seguro – trabalhar e deixar meu sonho para depois. Daí que vem a frase de início. Sabe aquelas introduções que você faz em curso? “Oi. Meu nome é Marina, tenho tantos anos. Estou estudando/sou formada em XXX, mas o quero mesmo é ser escritora”.

Só que o que se deve fazer antes de ser escritora? Não existe uma regra. Eu poderia tentar qualquer coisa. De engenharia a gastronomia, de atletismo a pedagogia, de tantas profissões a outras. Para vocês terem uma ideia, eu comecei com Publicidade, passei para Sociologia e terminei como jornalista. Mas se me perguntarem se quero seguir a profissão, eu provavelmente farei uma cara de desespero e direi que não.

O que não quer dizer que eu não seja grata por ter escolhido o Jornalismo no final. Às vezes era tedioso ficar escrevendo notícias sobre assuntos que eu nem gostava, mas o curso me deu a técnica que combina comigo – clara e direta, igual a dos jornais. Então, valeu a pena. Mas sair da faculdade traz o peso do desemprego. E se eu não me via atuando na área que me formei, imagina em outra? Principalmente alguém como eu, que gosta de tudo um pouco.

Felizmente eu meio que encontrei um caminho para seguir e que comentarei em outra oportunidade. Agora, falarei o porquê de ter montado esse blog.

É o seguinte: resolvi tomar um risco.

Há duas semanas cansei de ficar no mundo das ideias e parti para a ação definitiva. Comecei a digitar dois livros e todo dia me obrigo a escrever, pelo menos, duas páginas ou mais de cada (exceto finais de semana, por enquanto). Isso também tem me levado a altas reflexões sobre narrativa, construção de personagens e enredo, e até sobre minha própria preparação como escritora. A conclusão mais importante, porém, foi a de que já não posso deixar isso tudo só para mim; preciso compartilhar. Ser escritora não é isso? Dividir as palavras da minha mente e coração com os demais?

E, assim, criei o blog “Aspirante a Escritora”. Quero dividir meus pensamentos, apoio e, por que não, um trechinho de minhas histórias (ou estórias) com vocês. Até domingo estava com medo de cria-lo porque não me sinto capacitada para escrever sobre “ser escritora”. Oras, ainda estou engatinhando nesse caminho. O que me fez mudar de ideia foi uma mensagem de um biscoito da sorte. Não estou brincando. Já é o segundo que me apoia nesse assunto (leia mais sobre o primeiro aqui).

Foto postada no meu Instagram. O momento mágico aconteceu num China in Box da Asa Norte.
Foto postada no meu Instagram (08/09). O momento mágico aconteceu num China in Box da Asa Norte.

“A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Se eu não julgo ter o conhecimento necessário para falar sobre escrita, a imaginação vai compensar.

Vai que o blog comece a ficar conhecido, eu lance meu primeiro livro e ele seja um sucesso? É uma possibilidade. E, com certeza, é melhor do que ficar parada, tentando decidir o que devo fazer. Escrevendo aqui, já estarei colocando energia para fazer com que meu sonho finalmente se torne realidade.

Uau. Isso me faz viajar.

Já estou até imaginando o dia em que a minha auto-introdução será “Oi. Meu nome é Marina, tenho tantos anos. Estou estudando/sou formada em XXX e também sou escritora.”  Melhor ainda será quando eu mudar a última frase e ficar assim:

“Oi. Meu nome é Marina, tenho tantos anos E sou escritora.”

Espero contar com o apoio de vocês nessa jornada.

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14 comentários sobre “Por uma nova jornada e uma nova auto-introdução

  1. Muita sorte pra você. Outro dia me peguei pensando nessas coisas também, na verdade estou meio que capengando na faculdade, chegou a um ponto de não ter mais certeza do que eu farei mesmo… Mas uma coisa eu tenho CERTEZA! Não importa que caminho você escolher você vai até o final, porque se for um verdadeiro objetivo ninguém vai te deter! Porque tudo que a gente ama e faz com prazer preenche nossa alma, fortalece nosso espírito e nos faz feliz ^^.

    Ps: Quando você lançar seu primeiro livro vou querer uma cópia autografada. hehe

  2. Opa, adoro histórias! Adoro um blog pra ler e, quando virar livro, quero minha cópia autografada também. Estou feliz de ter presenciado um dos momento determinantes no nascimento dessa escritora. Que a imaginação te dê asas 🙂

  3. Marina, boa sorte na sua nova atividade de escritora. Amo isso, também. Começar logo é muito bom, reflete bem esses tempos de Internet. Mas, uma coisa não invalida a outra. A carreira sonhada pode ser alcançada e as duas seguirem juntas. Seja feliz. Torço por você , com todo meu carinho.

  4. Olá. Meu nome é Thiago e eu sou quadrinista. Haha
    Tecnicamente sou formado em Design, mas bah, não importa qual faculdade você faz e sim o que você faz com a faculdade que escolheu. Eu passei e ainda passo pelos mesmos sentimentos que você. E se não der dinheiro? E se ninguém gostar? Eu não sou bom o suficiente.. Mas aí eu simplesmente continuo seguindo em frente, porque nada me dá mais prazer do que isso que escolhi pra mim.
    Felizmente ninguém nasce sabendo tudo e a prática leva à perfeição. Isso torna tudo mais simples: basta começar e não desistir. Ter feito este blog foi um excelente começo. Agora não desista dele. Estarei aqui do seu lado te acompanhando sempre.
    Beijocas

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