Inspiração: emoção, razão ou intuição?

O que te inspira?

Já ouvi muita gente falando que a inspiração vem do “âmago da alma” ou “da busca pelo belo e perfeito”, tudo bem lado direito do cérebro (emocional). Faz bastante sentido, afinal, a arte está diretamente ligada a emoção. Gosto, porém, de ser mais abrangente; creio que a experiência fica muito mais rica se usarmos nosso lado racional também.

E o que seria esse lado racional? Talvez aquele espírito de cronista, sabem? O de questionar e estranhar o cotidiano em que se está inserido. Esse “estranhar” também se relaciona com os primeiros passos da metodologia de pesquisa – observar e indagar o que pode a vir ser o objeto de estudo. E quer algo mais racional do que a ciência?

Passando a “razão” e a “emoção”, ainda existe um outro “ão”: a intuição. Infelizmente, essa bichinha aí foi meio que rebaixada ao longo do processo evolutivo da raça humana. Por estar relacionada com nossos instintos mais antigos e selvagens, ela perdeu lugar no mundo “desenvolvido”. É uma pena.

A palavra intuição vem do latim intueri, que significa considerar, ver interiormente e contemplar. Deixar isso para os filósofos? Pode até ser, mas estaríamos perdendo a oportunidade de entrar em contato com a nossa sabedoria. E eu dou muito valor a ela. Sem contar que, segundo a fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo de São Paulo, Virgínia Marchini, a mente intuitiva abre a porta para respostas inovadoras e não dogmáticas*. É a tal da criatividade também.

ConclusÃO: Ao meu ver, a inspiração pode ser buscada nos três lados que citei no título do post. Prender-se a um só está bem, mas, no fundo, todos estão interligados. Enxergar isso é difícil, principalmente porque tendemos a priorizar um mais do que outro. Mas não é impossível. A técnica que funcionou para mim foi da busca pelo autoconhecimento, assim me conectei novamente com a minha emoção e intuição (é, eu era daquelas que escolhia sempre o método racional).

Se hoje me perguntarem o que me inspira, eu direi tudo. Porque é “tudÃO” mesmo. Da conversa mais banal às falas de Dalai Lama, de uma música tocante a um filme cheio de explosões e do belo ao feio. A lista é enorme, ainda bem.

O melhor é quando essa lista se transforma em histórias bacanas. Um último “ão”  aparece. Alguma ideia de qual seja?

A resposta é a gratidão.

*Em entrevista a Superinteressante

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2 comentários sobre “Inspiração: emoção, razão ou intuição?

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