“A escolha do futuro”

Este vai ser um “Biscoito da Sorte” diferente. Descritivo, de observação. Se quiser, não leia. Mas aviso: os eventos que irei descrever, podem ser de grande valor também. Mesmo sendo baseados numa ficção coreana.

Ontem à noite assisti ao último episódio de Marry Him If You Dare. Sinceramente, estou encantada com o fechamento até agora. Ao mesmo tempo, entendo o porquê de o drama não ter tido a audiência desejada (média de 4,3 %, baixa). Engraçado, né? Bom, vamos às explicações.

Apesar de se encaixar na categoria de “viagens no tempo”, aos poucos comecei a perceber que a história de MHIYD ia muito além da personagem principal escolher Kim Shin, o homem que ela amava e que a levaria ao desastre, e SeJu, o milionário fofo e louco por ela. MiRae, no final, não ficou com nenhum dos pretendentes; preferiu seguir seu caminho sozinha e crescer profissionalmente. Tanto Kim Shin quanto SeJu concordaram com isso e trilharam seus próprios caminhos também. Yoo Kyung foi outra que parou de reclamar por SeJu não ter ficado com ela (os dois se casariam no futuro se a versão de 2043 da MiRae não tivesse voltado no tempo e mudado tudo) e resolveu tocar a vida que ela tinha no presente.

"Por que eu deveria decidir o presente pensando num futuro que ainda nem está aqui?"
“Por que eu deveria decidir o presente me baseando num futuro que ainda nem chegou?”

Três anos depois, ninguém está traumatizado. Pelo contrário, todos estão muito bem: MiRae lançou um livro de sucesso (!), Kim Shin é âncora de um novo programa, SeJu voltou a estudar no exterior e Yoo Kyung é apresentadora de televisão. Talvez outro quadrado amoroso se forme quando se encontrarem novamente, talvez não. Não importa, na verdade. Eles estão vivendo o presente deles. Assim como a MiRae do futuro que, apesar de todo o sofrimento, voltou para ficar com o Kim Shin dela. Era isso que a deixava feliz no “agora” de 2043.

Foram dezesseis episódios. Nenhum beijo. Grandes demonstrações de amor cessaram com o decorrer da série. E é isso que chama público na maioria das vezes. Também não houve tantas cenas de ação (outro chama-gente). A história se desenvolveu com muito diálogo e auto-reflexões. Nem todo mundo tem paciência para isso. EU tenho. Acho que foi por isso que me apaixonei por esse k-drama.

Priorizar o crescimento das personagens ao que o público gosta é arriscado. Simpatizo com esse risco. Respeito demais os escritores dessa história. Provavelmente essa vai ser minha linha de pensamento. Aliás, o Projeto Parede Branca já vai ser um pouco assim. Aguardem.

Para finalizar o post, gostaria de comentar o título, “A escolha do futuro”. MiRae, como disse outra vez, significa “futuro” em coreano. Mas, o mais legal, é que o nome de MHIYD na Coreia do Sul é esse. Mais sensacional ainda (nem estou empolgada rs) é que esse também foi o nome do livro de sucesso da MiRae. Sério, adoro trocadilhos. Achei esse genial.

Eu também tomei minhas próprias decisões para o futuro, mas baseadas no presente (ALELUIA). O inferno astral passou e veio a clareza da mente. Só que, bem, isso vai ser assunto para outro momento.

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