Escrevendo Textos

Título autoexplicativo, não? Pois bem, não vou me alongar na introdução. Apenas gostaria de dedicar o post à amiga, Mariana, que veio me pedir dicas para melhorar nas redações. Espero que possa te apoiar na arte da escrita e que este apoio também sirva de apoio para outras pessoas.

Muito provável que este não seja um dos meus melhores trabalhos, mas vou me esforçar.

Primeiramente, não espere fazer um texto super sensacional de primeira. Existe sim pessoas que nascem com o talento para escrita, mas a maioria que vem para terra nasce com a propensão a desenvolvê-lo. E como se desenvolve um talento? Prática, prática e prática.

Certo, mas como vou praticar se nem sei como começar?

Calma gafanhoto, vamos falar disso agora mesmo. O primeiro a ser feito soa tosco, mas é isso aê: comece do começo. E o que é o começo? Ora, qual é o objetivo do texto. Do que se tratará? Amor, amizade, seu cachorro ou uma frase na porta de um banheiro. Tudo é válido. Tendo isso claro, pergunte-se para quem você vai escrever; quem é o seu público. Tá, eu sei que seria ideal que todos pudessem ler, mas não é assim que funciona. Por isso, entenda quem é a audiência que você quer atingir. Conhecendo-a, você vai saber imediatamente o tom, o vocabulário e o formato a serem utilizados.

Como o objetivo e o público claros, é hora de buscar as informações das quais você quer falar. Intende-se por informação não só dados ou notícias factuais, mas também memórias e observações. Afinal como você vai escrever sobre um sonho que teve apenas fazendo um busca no Google? O sonho foi você quem teve. Agora, se quiser buscar os possíveis significados daquilo que você se lembra enquanto estava dormido, junte a memória e os fatos. Por que não? Deixa o texto ainda mais interessante.

O primeiro ato está completo. Até então, você não escreveu nada, certo? Apenas organizou tudo na sua cabeça ou num caderninho de notas. Hora de botar as mãos na massa!

Texto, texto, texto. Como iniciar um texto? Olha, o certo seria dizer que é da maneira que você acha melhor. Prevejo que talvez esteja confuso(a) sobre qual seria essa maneira. Essa é a graça, não tem uma maneira. Se fosse numa matéria jornalística, o mais correto seria seguir o formato da pirâmide invertida. Assim, no primeiro parágrafo, responde-se as seis perguntas fundamentais: O que? Onde? Quando? Como? Quem? E por que? Elas vêm daquele objetivo que estabelecemos lá em cima, no post. O que pode ser feito, no entanto, é encontrar qual é o questionamento mais importante a ser introduzido. Exemplifico. Se o tema da escrita é a arquitetura da cidade Brasília, indague-se qual será o enfoque do texto. São as formas como não se vê em nenhum lugar do mundo? Temos aí um “o que”. Se é sobre as dificuldades enfrentadas pelos candangos, um “quando” e “quem”. Pois é, há combinações também.

Outra forma de começar a tudo é montar um quebra-cabeças. Escreva trechos ou parágrafos que já estejam bem claros na sua mente. Depois é só tentar encaixar as peças e ver qual é a ordem que mais combina com o seu estilo. A partir daí, você vai completando o que falta.

Agora, digamos que você já fez tudo isso, gostou do resultado e está para fechar o texto. Como fazer isso de forma genial? O melhor conselho, na minha opinião, é para de pensar assim. A conclusão tem que vir naturalmente e “genial” é um conceito que vai variar de pessoa para pessoa. O que eu mais gosto de fazer é resgatar algo que foi dito lá no início; uma recapitulação do objetivo para que o leitor lembre o porquê de ter começado a ler seu trabalho. Não precisa ser algo didático tipo “conclui-se então que tananatananatanana”. Pode ser um agradecimento igual ao que coloquei no início do post.

E aí, deu aquela subidinha na barra do navegador para checar?

Acho que a última linha seria um ótimo final, mas ainda gostaria de ressaltar alguns pontos antes de concluir de fato.

1 – Não fique parado. Escreva qualquer coisa e não se julgue por isso (você terá bastante tempo depois). Muitas vezes, ficamos estáticos olhando para a tela do computador, pensando na maneira perfeita de iniciar o texto. Se o seu quebra-cabeça começou no meio, vá lá e monte o meio. Geralmente, quando se inicia a ação, o restante das ideias vêm logo em seguida.

2 – Não se prenda ao título. Aliás, deixe-o para o final, como já falei anteriormente. Quando se é escritor, você percebe que o texto tem vida própria. Ao colocarmos um título antes, automaticamente ignoramos todas as possíveis ideias (e novos títulos) que só estavam esperando pela nossa ação.

3 – Não se esqueça da revisão. Terminou o texto? Vá fazer um lanchinho, comer algo e esvaziar a mente. Só aí volte e inicie a revisão. Quando estamos trabalhando em algo por muito tempo, temos a tendência de a ignorar os erros e não enxergá-los. Por isso que é bom dar essa parada. Assim você vai relê-lo com uma “mente nova”.

É isso. Espero que tenham gostado das dicas. Tenho plena consciência de que não são novas e nem as melhores do mundo, mas pode ter sido a primeira vez que você lê algo do tipo de uma futura escritora. E, se isso não faz diferença e o texto ainda precisa ser redigido, trate de fechar esta janela e colocar as mãos na massa!

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