Projeto Parede Branca: O início do fim e Lucas

Há quatro meses e três dias eu anunciava aqui que o primeiro ato do Projeto Parede Branca estava concluído. Pois bem, agora digo aqui estou no início do fim (daí o título do post). Demorei mais do que o esperado porque, vou admitir, não escrevi nadica de nada em janeiro. Aliás, aconteceu foi outra catarse do Projeto Lene, mas isso vai ficar para outro post. Só voltei ao projeto mesmo no final de fevereiro. Daí passei das duzentas páginas (!!!) e, agora, os pontos solto da vida da Mariana estão começando a se juntar para o desfecho. Se eu continuar neste ritmo, creio que o livro estará completo no meio ou no fim de abril. #oremos

A história tem andado muito bem, obrigada. Apesar de travar em alguns capítulos específicos, outros fluem tão rapidamente que acaba compensando. Atualmente, estou no 33°. Não, eu não planejo capítulos, mas consigo esquematizar o que acontece em cada um. Às vezes são necessárias divisões, mas, no geral, eles contém de seis a treze páginas do Word na fonte Cambria 12. Vou confessar que capítulos maiores que isso tendem a confundir a minha cabeça, então, consequentemente, confundiria a cabeça da Mariana também.

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Natsuki Takaya traduzindo meus pensamentos em palavras: A história realmente parece ter vida própria

Um último comentário é que ainda me impressiono com todo esse processo de fazer um livro. Às vezes parece que você é apenas um instrumento, as personagens têm vida própria e andam com as próprias pernas. O engraçado que foi quando estava refletindo sobre isso que li a fala de uma autora de mangás (Fruits Basket de novo) falando exatamente sobre essa dinâmica! —–>

Mariana não tem tanto esse direito porque eu e ela somos basicamente uma só (uma das desvantagens da narrativa em primeira pessoa). Porém, Lara é a personagem mais ativa do Projeto Parede Branca. Juro, quando estou pensando em escrever alguma fala dela, ela, de repente, já falou algo completamente diferente.

Fora ela, ainda há outro cara que não me dá trabalho nenhum porque faz tudo sozinho. Não, ele não foi citado aqui no Aspirante a Escritora ainda. Enfim, chegou a vez de apresentá-lo. Com vocês, Lucas Vilar!

Lucas Vilar, o irmão mais novo da Mariana

“-       E então, não vai me contar como foi o primeiro dia de aula? – Minha mãe perguntou quando terminei meu prato de sopa e me movi para sair da mesa. Ela queria perguntar isso desde o início do jantar, mas tentei ignorar os olhos verdes e pidões dela (por sinal, algo que a genética não tinha me dado).

–       Aposto que ela se deu mal. Todos sabem que a Mariana não é a melhor na matéria de sociabilidade – meu adorável irmão de quinze anos (sarcasmo) resolveu opinar.

–       Lucas! Não fale assim da sua irmã!”

Essa é primeira aparição de Lucas, na primeira página do capítulo segundo. Já deu para notar como é a relação dele com a nossa protagonista, né? Os dois definitivamente não se bicam. Lucas está sempre tirando sarro da cara da super séria Mariana. Só que não se deixem enganar, ele não é um moleque pentelho. Pelo contrário, ao longo da história ele se mostra como um menino muito maduro e observador. E, bom, isso não estava programado para ele. Pelo menos não neste livro…

Voltando a falar do trecho ali em cima, Lucas e Mariana não se parecem fisicamente. Ele puxou os traços e trejeitos da mãe, dona Carla. Ou seja, é meio aloirado e tem olhos verdes. Ele também é baixinho, mas isso não é um problema. Tanto que acabou elegendo a  Lara como sua musa inspiradora (Lara tem uns 1, 78 e ele, 1,67 no máximo). Isso aí, Lucas. Tamanho não é obstáculo para o amor. rs

Acho que eu poderia escrever mais uns três parágrafos falando sobre esse menino. Sim, ele é um dos meus queridinhos. Como falar mais implicaria em revelar algumas partes do enredo, vou parar por aqui. Para compensá-lo (Lucas segue a lei da “troca equivalente” e só faz as coisas se tiver algo em troca), vou deixá-lo como a estrela do post. Ian, Diego e Júlia vão ficar para o próximo.

Nossa. Acabei de imaginá-lo perfeitamente na minha cabeça fazendo o sinal de legal com os dedos e sorrindo, aprovando essa minha decisão!

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3 comentários sobre “Projeto Parede Branca: O início do fim e Lucas

  1. Quando era mais nova arrisquei uma ficction… Já disse isso antes né?… Eu tinha a ilusão de que se planejasse ia ficar tudo bem… Mas entendo completamente a frase que os personagens tem vida própria. Apesar do pano de fundo sair da minha cabeça, eles agiam contra a minha vontade. As vezes isso era legal, oras frustrante, porque eu mesma deixava de gostar de um personagem que antes amava e depois amava um que eu não gostava tanto… bizarro isso. Mas escrevia como uma pirralha, então os erros e profundidade eram bem toscas… Recuperei alguns arquivos escondidos no baú do meu computador para reler… e véi. Nem parece que fui eu que escrevi. Sinto saudade deles as vezes, mas sinto que realmente não nasci pra ser escritora, gosto mesmo é de me apaixonar e torcer pelos personagens de outrem. Tô bastante curiosa com seu livro. Vou te obrigar a guardar um exemplar autografado quando lançar. Não esquece de mim viu?

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