Diarinho: O drama ao me deparar com o “Nada Dramática”

Terminou a última aula (como professora) da semana e resolvi ir ao shopping. Passei pela FNAC. Tinha um objetivo claro, mas não sou de ignorar livrarias, por isso entrei. Eis que dou de cara com um livro. “Nada Dramática”, Dayse Dantas. Eu já tinha ouvido falar dele. Conheço uma pessoa que tem ligação com a autora. Sabia do que se tratava. Mesmo assim, me surpreendi ao ler a sinopse:

Gostei da capa
Gostei da capa

Nada Dramática – Aventuras e desventuras de uma garota que sobreviveu ao ensino médio sem ser popular, sem fazer mimimi… e sem conseguir evitar de se apaixonar – Dayse Dantas

Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas. Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.

Nossa! O pano de fundo é parecidíssimo com o do Projeto Parede Branca! As personagens principais estão na mesma série, são aplicadas na escola e têm um irmão cujo o nome começa com a letra “L”. OE? Qué issO? Magia Negra? “Transmimento de Pensassão”? Sério, se a câmera da loja me filmou quando eu estava processando o que lia, veria meu queixo caído.

Não vou mentir. Um milhão de coisas passaram pela minha cabeça sobre a minha história. E se 0s leitores acharem que eu copiei a Daisy? Devo desistir? Começar outro projeto encasquetado na minha mente? O que eu faço? Quero comprar o livro. Preciso ler o que está escrito. Mas e se eu me influenciar… o que eu faço??? Isso foi um resumo.

Respirei fundo. Mudei de atitude.

Essa autora é uma pessoa. Eu sou outra. Em comum, devemos amar livros e ter o sonho de ser escritora há anos. Vamos lá, eu acredito que as ideias estão aí pairando pelo espaço e tempo. Os escritores e os criativos são apenas pessoas que conseguem captá-las e transformá-las em obras. Abraçamos a mesma ideia. Ou apenas criamos histórias com planos de fundos parecidos. Ponto. Quantos filmes americanos falam sobre o último ano da High School? E os livros da Meg Cabot que tratam sempre da mesma coisa, só que com backgrounds diferentes (adoro do mesmo jeito, ok?).

Enfim, eu não posso desistir do Projeto Parede Branca.

Ufa.

Olhei para o “Nada Dramática” de novo. Decidi que não o compraria naquele momento, mas que seria a minha primeira aquisição assim que o meu livro estivesse pronto. Voltei para casa com a mente tranquila. Li algumas resenhas (todas positivas) a respeito da história antes de escrever este post. Realmente parece ser muito boa!

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