Caí de paraquedas no K-pop World Festival – Parte 2

Ainda estava entusiasmada com a notícia da vinda do Champs ao K-pop World Festival. Precisava dividir a informação com alguém, então quase abraço a Natasha quando finalmente aparece (ela estava acertando os últimos detalhes de come seria a filmagem).

 -Nat, o Champs vai estar na abertura do evento.

– É, eu sei. Já filmei eles chegando aqui no teatro.

Meu furo estava furado… No final, acho que só eu que não sabia da vinda do primeiro grupo de B-pop. Ontem a Natasha também me passou uma reportagem do Jornal de Brasília falando do Champs na abertura. Bela jornalista eu sou.

Aliás, eu não sabia de muita coisa. Logo depois da minha parceira de Kpop BR Covers desaparecer mais uma vez, tomei um susto ao ver o youtuber (aspirante a paquita) Pyong perto do palco, falando com uma staff de camisa roxa, a equipe da administração. Pois é. Seria ele o apresentador de toda a competição. Nota metal de não cair mais em nenhum evento de paraquedas, principalmente se eu vou cobri-lo.

Enfim.

O teatro Unip começa a encher. Olho para trás e vejo que 80% das cadeiras já estava ocupada. Enquanto isso, era possível ouvir os organizadores testando o som. E eu ainda precisava de personagens.

Encontro Aryanne Rodrigues e Cássia Matos na fileira atrás da minha e inicio um diálogo. As duas conheceram o k-pop pelo irmão da Cássia. Estudantes da Unip, estavam saindo da faculdade quando notaram uma movimentação no teatro. Resolveram entrar por curiosidade. “Não sabemos o que esperar da competição, mas estamos empolgadas”, expressa Aryanne. Era bom saber que eu não era única desinformada ali. Já Bruno Falcão, de 15 anos, tem outra história – ele se programou para ir ao festival desde quando soube da existência dele. “Sempre que dá, vou a eventos de k-pop”, comenta. Outro detalhe: ele é ativo no grupo de facebook do Kpop BR Covers… Caramba. Em que mundo eu estava vivendo?

Converso também com Thiago Santos, outro membro agregado a staff de comunicação. Ele está fazendo mestrado em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP). O tema? Algo como a identidade do k-popper brasileiro. Para quem não sabe, estudei cinco semestres de sociologia, por isso acabei me esquecendo do mundo e trocando ideias bastante interessante com Santos (vale outro post!). Tanto que nem notei quando o relógio marcou 18:00 e o festival não começou.

Quinze minutos depois, começo a ficar preocupada. Observo camisas laranjas correndo de lá para cá e nada da situação se resolver. O que estava acontecendo?

Laranjinhas até em cima do palco!
Laranjinhas até em cima do palco!

Os problemas no som persistiam, uma staff me explica. Pelo que entendi, o técnico do teatro não facilitou para a produção do Korea ON e agora eles estavam fazendo o impossível para resolver o que ainda não estava funcionando.

E mais. Se o evento tinha apoio da emissora KBS, temi pela imagem do K-pop World Festival. Coreanos não toleravam atrasos. Aprendi isso quando estava morando em Cambridge, na Inglaterra. Num belo domingo, combinamos (amiga belga, amiga alemã, coreanos desconhecidos e eu) de almoçar juntos. Cheguei atrasada, como boa brasileira. Sabe o que aconteceu? Eles meio que me ignoraram a refeição inteira! A sorte é que tenho uma personalidade cativante cof cof e eles me perdoaram ainda naquela tarde. Mas, sério, foram momentos tensos.

Felizmente o atraso não chegou a uma hora. Às 18:40, Pyong subiu ao palco e anunciou que o evento se iniciaria. O microfone que ele usou falhou duas vezes.

Continua…

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