Caí de paraquedas no K-pop World Festival – Parte 3

Apesar das falhas no microfone, a abertura da competição deu-se sem nenhum problema. Aliás, fiquei impressionada com o grupo de dança do Korea ON que se apresentou em meio a um pot-pourri de grandes sucessos do k-pop nos últimos anos. Super Junior, Girls’ Generation, 2NE1, Wonder Girls são alguns exemplos que animaram o público. E eu quase gritei quando reconheci o mesmo Hugo Takumi desta entrevista lá, brilhando no palco!

Depois de três minutos de pop coreano, de repente, “dynamic dynamite, I’m gonna be your dynamite” toma conta dos meus ouvidos. Várias meninas se levantam e gritam. Eu saco minha câmera para filmar o momento. Champs estava no palco. Foram só trinta segundos (o final da música), mas ainda assim foi o suficiente para deixar o teatro Unip num alvoroço só.

Pyong retorna ao palco, anuncia os jurados das categorias de canto e de dança e um vídeo das audições dos concorrentes é mostrado no telão. Na minha cabeça, imagino a Effie dos Jogos Vorazes dizendo “May the odds be ever in your favor”.

Não pretendo descrever cada competidor, grupo ou solo. Lá no grupo do K-pop BR Covers já divulgamos os ganhadores e todos que estavam ali, repito, TODOS mereciam estar tanto no festival quanto entre os premiados. Infelizmente as minhas amadas QUEENS não ficaram entre os três primeiros. Meninas, vocês são sempre as rainhas do meu coração. Ainda assim preciso comentar alguns pontos que sucederam nas apresentações.

O evento teve quatro blocos, sendo o primeiro e o terceiro dedicado ao canto e os demais à dança. Os problemas no som persistiram, então todas as apresentações que envolviam microfone foram extremamente prejudicadas. “Não tinha retorno”, Gabi e Bia desabafaram quando me viram. Sabem o que isso significa? Que nenhum cantor conseguia se ouvir enquanto estava no palco. “Fiquei com medo me arriscar”, ouvi Camila comentando sobre alguma parte em que soltaria um de seus agudos.

Mais tarde, ainda ouviria o quarteto Sangosô (ganhadores do terceiro lugar) e a solista Mônica Neo (finalmente nos conhecemos! Ela interpretou minha versão de Goose’s Dream no Dream Concert 2012 em São Paulo) comentarem a mesma coisa.

Ainda sobre a categoria de canto, devo destacar outra coisa: o público brasiliense. Em dois momentos específicos a plateia fez a diferença e deu todo o apoio necessário para os competidores. Não cheguei a entrevistá-los, mas imagino as meninas do Kadum com a pressão de serem as primeiras a se apresentar e também o nervosismo do UCSX por ter saído lá de Rondônia para participar do festival. Parabéns a todos. Sério mesmo.

E se por um lado os blocos um e três enfrentaram os problemas acima, a galera do dois e do quatro pode dar seu 100% sem pestanejar. Nenhuma música parou no meio, ninguém caiu no palco ou se machucou. Os finalistas de dança deram um show de técnica e interpretação. Todos se saíram tão bem que estava difícil de escolher minhas apresentações favoritas (apesar de eu já ter falado várias vezes na internet que os grupos Dangerous e Allyance roubaram meu coração). E o bacana foi que, num intervalos entre blocos, um grupo de b-boys, o Natural Rocker, chamou a atenção da plateia com suas acrobacias inusitadas.

E foi num desses intervalos também que o embaixador da Coreia do Sul chegou no evento. Ele estava atrasado! Já virou brasileiro. Aiai…

No início do último bloco, houve mais problemas com o som e, dessa vez, com os vídeos no telão também. Pyong, então, subiu ao palco para apresentar alguns truques de mágica. Foi legal, mas comecei a me irritar com a quantidade de transtornos que o teatro Unip estava tendo. Porém, um salva de palmas para o próprio Pyong que soube improvisar da melhor maneira possível.

Daí as apresentações acabaram. Pensei que os vencedores logo seriam anunciados, mas antes ainda houve um sorteio de várias camisetas, DVDs e CDs de K-pop e do Champs (com a presença do Champs, há). Inicialmente tudo estava correndo bem, mas uma staff, de repente, avisa que o a entrega dos prêmios precisava ser mais rápido. Pyong acelera o ritmo. A camisa roxa aparece de novo, os nomes são chamados num nível “Velozes e Furiosos”, os vencedores das categorias também e o K-pop World Festival acaba. A essa altura estava morrendo de fome e nem percebi que algo estava muito errado.

Foto de carteirinha de colégio. Senta na cadeira e sai! Fonte: brazikorea.com.br
Foto de carteirinha de colégio. Senta na cadeira e sai! Fonte: brazikorea.com.br

Saio do teatro e me dirijo ao camarim. Enquanto esperava pelas QUEENS e a Natasha, reflito sobre aquele fim de evento corrido e sem noção. O que estava acontecendo?

A resposta veio rápido.

Seguranças da Unip apareceram e começaram a pressionar para que todos deixassem o lugar. Na correria, nem me lembro de quem me deu a informação. O negócio é o seguinte: O contrato previa que o teatro deveria fechar as portas às 22:00. Eram 22:00 e tanto e o local ainda estava cheio. Inacreditável. Fomos realmente expulsos do lugar. Não tiro a razão da Unip e ninguém foi mal educado nem nada. Eu só acho que devido ao nível do evento, o final deveria ter sido, sei lá, mais “glamoroso”.

E essa foi minha experiência no K-pop World Festival! Apesar dos apesares, foi legal presenciar uma competição oficial do pop coreano na minha cidade. Até a equipe da rede televisiva SBT não quis perder a oportunidade.

Antes de terminar gostaria de agradecer a Nat Belus por ter me convidado para participar. Nunca imaginei que voltaria a ser jornalista por um dia nessa situação, cobertura de evento (Capital Fashion Week deixou cicatrizes na minha alma). Também gostaria deixar meu agradecimento ao Kayo, o tal organizador equipe de comunicação que citei na parte 1. Pedi tanto que ele nos deu a camisa laranja! E, por fim, vale agradecimento ao Yudi, namorado da Bia. Ele foi minha companhia fixa melhor amigo do festival inteiro, emprestou carregador e ainda me ajudou carregar água e pipoca doce por todos os cantos.

É isso. Espero que tenham gostado.

Não sei se haverá outras experiências do tipo, mas essa com certeza vai ficar gravada na minha memória para sempre.

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2 comentários sobre “Caí de paraquedas no K-pop World Festival – Parte 3

  1. Eu.. sinceramente esperava mais pelo nível do concurso ser internacional. Poxa até o Dream concert foi melhor em TUDO. Problemas no som e video foram os piores pois mais prejudicados foi o pessoal do canto, que a musica começava baixa e eles tinham q pedir para aumentar enquanto tentavam se concentrar no canto.

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