Na fila eterna da Forever 21

No dia 18/10, uma loja da rede americana Forever 21 foi aberta aqui, em Brasília. Disseram que, nesse dia de inauguração, a fila de espera para conseguir entrar no lugar era de três horas, no mínimo. Vi algumas fotos e pensei: sério que tem gente que se sujeita a ficar parada todo esse tempo sem fazer nada? E as costas? Ai que dor. Só que além dessa reclamação, veio a curiosidade: será que os produtos valem tanto a pena quanto dizem? Decidi que iria averiguar.

Combinei, então, com uma amiga para irmos juntas na quinta-feira (24/10). Chegaríamos às 10:15 e iríamos direto para a loja, achando que lotaria mais tarde. Só que, no dia, atrasamos meia hora. Fomos direto para a loja. Já havia uma fila de doze cotovelos para entrar. Ficamos por três minutos e saímos. Não valia a pena.

Eu me senti desafiada. “A fila não iria me vencer! Na sexta-feira não trabalho e madrugaria no shopping para entrar na Forever 21!”, disse para mim mesma.

Daí no outro dia acabei derrotada de novo. Eu errei o caminho para o shopping e acabei aparecendo lá às 9:57. Quando saí do carro, vi adolescentes correndo para a entrada. Acelerei o passo. Às dez em ponto já tinha uma fila enorme entrando na loja! Não consegui entrar na primeira leva, mas era décima da fila. Com certeza eu estaria lá dentro em breve.

Perto do segurança que controlava a entrada da mulherada, pude ouvir dados e histórias bem interessantes. Duzentas pessoas podiam entrar na loja quando ela abria. Vinte minutos depois, mais dez ou vinte eram liberadas também. Mulhores com carrinho de bebê tinham passe livre e também tinham direito a um acompanhante. Não me surpreendi quando duas mamães tentaram entrar com quatro acompanhantes. Olhei para trás. A fila já tinha quatro cotovelos. O segurança disse que estava vazio comparado aos outros dias.

Meu Deus.

Finalmente entrei. Ouvi alguém dizendo que eram permitidas apenas seis peças no provador de roupa (e não podia pedir para a vendedora trocar). Assim, catei logo o que precisaria provar e corri para o canto provadores. Adivinhem o que encontrei? Mais fila lógico. Umas doze pessoas estavam na minha frente. Não desanimei, mas fiquei morrendo de raiva de três meninas que furaram fila na minha frente e ainda discutiam como conseguiriam passar com sete peças. Eita, jeitinho brasileiro.

Enquanto isso, uma “madame” estava reclamando alto que não iria enfrentar a fila. Ficou reclamando porque ninguém abriu caminho para ela.

Quando saí do provador, a fila já estava circulando metade da loja. Nem a pau que eu entraria nela de novo. Dei mais uma olhada no interior. Era tanta informação e gente que já estava ficando tonta. Vi uma menina de saia provando um short por de baixo da saia, achei criativo. Um rapaz da loja a reprimiu. É. Realmente era injusto com as pessoas que ainda estavam esperando pra entrar no provador.

Então, chegou a hora de pagar. Claro que tinha mais fila. A pior de todas porque a minha paciência havia se extinguido. Na minha frente, uma menina magrela usou a mesma estratégia de provar as roupas no meio da loja. Outra pessoa chamou a atenção dela. A magrela deu de ombros e disse que não se importava. Um exemplo de pessoa. Pior foi ver pessoas dizendo que fariam o mesmo na próxima. Aiai.

Por fim saí da loja. Fiquei duas horas no inferninho. Optei por comprar roupas mais neutras porque pressinto que todo mundo vai sair com as mesmas peças nas próximas semanas. Os preços realmente são bons, então valeu a pena esperar nas filas… um pouco e se você estiver com tempo. Só não apreciei ficar presenciando a falta de senso das pessoas. Se elas fazem o que fizeram neste contexto que apresentei, imagina o que não fazem na vida afora?

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