K-pop World Festival 2015

Mais um K-Pop World Festival. Desta vez, nada de cair de paraquedas; fui convidada com meses de antecedência para cobrir o evento pelo KPBRC. E, com isso, já dava para prever que o evento seria diferente da correria do ano passado.

IMG_3797Minhas previsões começaram a se concretizar logo na entrada. Cheguei dez minutos após a abertura dos portões. Havia fila porque, quem entrasse, portaria uma pulseira (rosa para a plateia, azul para a imprensa). Subo as rampas do teatro do colégio La Salle e me deparo com uma exposição sobre a Coreia do Sul. Às portas, integrantes do staff entregam DVDs e postais de bandas coreanas. Mesmo não sendo a maior fã do SHINee, adoro ganhar coisas de graça.

Dentro do teatro, encontro Natasha Belus, amiga fundadora do KPBRC. Ela conta que a organização (ela também é membro do KOREA ON, responsável pelo KWF do ano passado e deste) vem se preparando desde o início de 2015. Garantiu também que não devem ocorrer problemas de mídia. Em especial para os competidores de canto, havia retorno de voz testado e aprovado. O único porém é que, provavelmente, não teríamos pontualidade asiática. Acontece.

Resolvo caminhar um pouco pelo local. Ainda é possível escolher qual cadeira se sentar. Enquanto voltava para a minha, escuto o melhor comentário do mundo. “Esse povo do k-pop é muito louco, já chega nos lugares dançando”, disse alguém. Fiquei imaginando o que “alguém” falou quando Ice Cream do Red Velvet começou a tocar e a grande maioria das pessoas se levantou para dançar. Ou quando Bulletproof do BTS apareceu e todos gritaram e cantaram loucamente.

São 17:12. Pergunto para outra conhecida do staff sobre quando o KWF teria início. Ela responde que a avaliação de figurino estava acontecendo atrás do palco e todos jurados já estavam presentes! “Deve começar em, no máximo, quinze minutos”, Jana acrescenta. Dito e feito. Às 17:26, as luzes se apagaram e o espetáculo se deu.

Apresentações

Os mestres cerimônia foram Nina (Daebak? Só sei que a conheço de vista e de algum lugar) e Kenji (ex-CHAMPS). Apesar de algumas trapalhadas, tipo confundir Roraima com Rondônia, os dois me surpreenderam positivamente. Dava para ver que não tinham muita experiência no ramo, mas souberam como contornar – sendo objetivos com a função. Havia uma piadinha ali, outra lá. Porém, em nenhum momento eles deixaram de ressaltar que faziam parte de uma equipe organizadora e o que importava mesmo era os competidores.

E os competidores… Cada um que subiu ao palco, realmente merecia estar ali. Não houve apresentações ruins, apenas algumas que brilharam mais do que outras. Algo natural para, bem, competições. A seguir, seguem as impressões e sentimentos que cada um me passou:

– Kayak
Dupla de Brasília, com muitos fãs ao meu redor. Levaram o segundo lugar do ano passado e, por isso, minhas expectativas quanto a ela era alta. Repetindo a dose, interpretaram AKMU. As vozes se misturaram perfeitamente na versão dos irmãos coreanos para Eyes, Nose, Lips do Taeyang. O nervosismo, porém, pode ter atrapalhado um pouquinho na execução dos instrumentos.

– Elisabeth
Brasiliense. Optou por uma música do k-drama Heirs, Growing Pains II da banda Cold Cherry. O tom era masculino, mas Elisabeth segurou as notas super bem. No refrão, ela se soltava. Gostaria de tê-la ouvido mais como no refrão.

– Érica Shinomoto
De Manaus, Érica entrou no palco com um sorriso e um violão. Não sei que música ela cantou (foi mal…). Adorei a apresentação porque, além do timbre agradável, Érica parecia estar se divertindo no palco. Resultado? A plateia se empolgou junto.

– Kannon
Mais um brasiliense. Rapaz talentoso, mexe com música. Entrou no palco cheio de atitude, digna de Boom Dada do T.O.P. Foi a primeira vez que vi tanto rap coreano na voz de um brasileiro. Incrível.

– Alex
Outro brasiliense, conhecido pelo público. Tocou três instrumentos ao mesmo tempo para dar vida a Replay do SHINee. A voz dele é muito bonita, mas não gostei muito das modificações de ritmo feitas.

– Tammy Bueno
Só tem brasiliense na competição de canto? Enfim, outra apresentação de Eyes, Nose, Lips do Taeyang, mas agora em sua versão original. Fiquei impressionada com o tom grave e doce ao mesmo tempo, assim como a sua interpretação passional.

– Cibelle
A vencedora do KWF do ano passado voltou. Desta vez, ela trouxe de João Pessoa (ou seria Picos no Piauí, confusa estou) uma apresentação poderosa de 1,2,3,4 da LeeHi. Como já a acompanho há um tempo, não me impressionei com a evolução de um ano. Mentira. Fiquei impressionada sim. No meio da música, aparentou um pouco de cansaço. Ainda assim, arrasou nas notas finais e na pose.

– Bianca Carvalho
Goiana, praticamente vizinha. Optou por cantar Heaven da Ailee. E cantar Ailee é sempre uma baita de uma responsabilidade. Mas isso não foi um problema para Bianca. Apesar de estar com o microfone fixo, me chamou a atenção o quanto ela usava os braços para interpretar a música.

– Francine
A última brasiliense (do canto) também levou seu violão para o palco. Demonstrou muita capacidade vocal em Come Back Home do 2NE1. Gostei do rap e plateia pareceu concordar comigo.

– Para2dise
Diretamente de Salvador, o grupo misto dançou Can’t Be Friends do M.Pire. Interpretação impecável. O mesmo vale para o figurino. Mas a música… Sério, não gosto nada dessa música.

– K-Hyung
Representando Pernambuco, minha segunda terra, o grupo fez a performance de Hyde do Vixx. Hipnotizada, quase que me esqueço de gravar o snap. Não vou falar mais nada porque sou tiete deles e todo mundo sabe.

– Dynami
Com toda a simpatia de Natal, Dynami me fez sorrir com a apresentação de Too Very So Much do MYNAME. Baixei a música quando cheguei em casa porque não conseguia parar de pensar na energia bacana que eles me passaram no palco. Impressionante!

– West Sky
Alô, Brasília! Segunda vez no KWF, o grupo caprichou na execução de Maximum do TVXQ. Até elementos de cena e balãozinho distribuído para a plateia teve. Mais uma vez, fiquei tão hipnotizada que quase me esqueço de gravar o snap.

– Candy Pink
Tive vontade de chorar quando, no telão, apareceu que o grupo de Porto Velho iria dançar Kiss Kiss do Ladies Code. Foi só apresentação começar, que deixei as lágrimas de lado. Mais uma performance onde claramente as pessoas estavam se divertindo.

– Black Pearl
Gritos e mais gritos após o anúncio do último representante de Brasília da noite. A menina na outra ponta da minha fileira teve um ataque de emoção enquanto cantava Overdose do EXO. Vi muita atitude no palco. Naquela hora pensei: eles vão ganhar o prêmio de popularidade.

– Navy
Para fechar com chave de ouro, Porto Velho aparece mais uma vez no palco e dança Everybody de SHINee. As roupas ficaram lindas e a sincronia entre os membros foi bastante perceptível. Ótimo trabalho.

Deixei tudo registrado no Snapchat. Vocês podem conferir a seguir. E, se quiserem mais fotos, só dar uma passada no meu Instagram (@marinoli22).

Avaliação final

Se o vídeo acima já foi assistido, os resultados da competição são sabidos. Mas e o resultado do evento KWF como um todo? Olha, o KOREA ON está de parabéns. Não foi só na entrada que a organização se destacou, durante os intervalos (que aconteciam entre quatro apresentações, mais ou menos) Nina e Kenji sorteavam pôsteres e outros presentes. No ano passado, os “mimos” ficaram todos para o final. Observava os staffs indo e vindo às vezes com pressa, mas nunca com o olhar de desespero do ano anterior.

O público também se portou de maneira espetacular. Respeitaram e apoiaram todos os competidores. Não ouvi nenhum comentário maldoso. Acho que eles acabaram entrando no clima organizado do evento.

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Minha única “reclamação” vai, de novo, para a pontualidade. Só que, ao mesmo tempo, tenho consciência que foi feito possível e o impossível para que atrasos não acontecessem. O maior gap veio entre a apresentação especial do Empório Cultural (adorei! Quero assistir ao musical quando estrear) e a escolha dos vencedores da noite. Os concorrentes eram tão bons que o júri (outro upgrade – contou com professores de canto, dança e língua coreana) não conseguia chegar a um veredicto. Nada mais justo, não é? Para compensar, o DJ subiu o som do teatro do La Salle e, de repente, eu estava numa balada de K-pop que nunca fui.

Em resumo, adorei participar e cobrir o KWF 2015. Espero que mais como estejam por vir e que eu possa estar presente para prestigia-lo.

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