Lidos de Janeiro/2016

Eu havia comentado que mudaria a estrutura dos “Comentários Skoob” e aqui estamos nós. Em essência ainda é um espaço para que eu comente sobre os livros que li. Só que agora não vou mais me comprometer com notas. Quem quiser vê-las, só acessar minha página do Skoob mesmo (e não confiem no que marco como “Lendo” #dica).

Comecei o ano com A garota das laranjas do Jostein Gaarder. Não poderia ter sido melhor. Sempre digo que o meu livro favorito é o “Mundo de Sofia”, então foi uma experiência incrível ler outra obra do mesmo autor. A história da garota das laranjas é muito mais simples que a de Sofia, o que não significa que seja menos profunda. O adolescente norueguês Georg Roed encontra uma carta gigantesca do pai, que faleceu quando ele tinha três anos. Sério, é o resumo. E é muito emocionante ver como a narrativa se desenvolve entre Georg e o pai; parece um quebra-cabeça que, depois de decifrado, mostra uma imagem muito mais linda do que a prometida na caixa. Acho que finalmente estou descobrindo o meu autor favorito.

Bride-and-prejudice
No meu casamento quero que tenha dança indiana

Ainda na praia, li o segundo livro do ano – Primeiras impressões da LRDO. Comentei no Instagram que fiz toda uma pesquisa antes de mergulhar no livro porque a história é uma versão moderna de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Pois é, nunca li nada da Sra. Austen. Não sou muito fã de romances de época, sabe? E por ser uma obra tão aclamada, achei que deveria saber do que se tratava antes. Assisti ao filme da Keira Knightley (achei lindo), depois a versão Bollywoodiana (gente, adorei demais toda aquela breguice) e li alguns artigos na internet. Fiquei com raiva porque não consegui evitar e acabei me apaixonando pelo Mr. Darcy. Não senti os mesmos amores pelo Frederick Darcy contemporâneo, mas não recusaria se me desse mole, mas ainda assim me envolvi completamente com a história. Muito legal ver os personagens no Brasil, comendo muffin do Starbucks e usando celular! Só tinha vezes que eu precisava parar um pouco porque não aguento muitas cenas românticas de uma vez. A astrologia explica que é o meu Vênus em Capricórnio.

Voltando para Brasília, vi que o filme do livro A quinta onda do Rick Yancey estrearia em uma semana. Acho que nunca disse claramente aqui no blog, mas tenho uma certa fixação por adaptações/versões. Posso passar uma tarde no youtube só comparando a mesma música da Disney em vários idiomas. E isso se extende aos filmes. E, caramba, acabei de me tocar que fiz a mesma coisa com “Orgulho e Preconceito”. Tá aí um bom exemplo. Enfim. Voltando. Já tinha ouvido falar na Quinta Onda e achei que seria o momento perfeito para conhece-la. Li o livro todo em praticamente um dia. Tenho uma queda por tramas e invasões alienígenas. Gostei também da forma que a história é organizada, em grandes capítulos com vários menores para mostrar o ponto de vista de um personagem. Aliás, o favorito: Zumbi.

No dia seguinte iniciei a continuação, O mar infinito. Demorei um pouco mais nesse porque, afinal, é o que acontece com os livros do meio de trilogias. Até a metade, estava achando tudo bem mediano (ironia). Era só o desdobramento do final do anterior, sem sair de um único lugar. Daí o terceiro ato salva o livro inteiro. Obrigada, Especialista/Ringer. Não tenho a mínima ideia de como será o final.

Quanto ao filme, achei bem fraquinho. Simplificaram vários pontos, o que é normal. Porém, não conseguia deixar de pensar que foi pura preguiça dos roteiristas. Boas adaptações surgem com doses de ousadia e criatividade. Perderam a oportunidade de faturarem com uma nova franquia.

castelo01A quinta e última leitura de Janeiro foi O vitral encantado da Diana Wynne Jones. Só conhecia o trabalho da autora pelas adaptações animadas (DE NOVO) feitas pelo Studio Ghibli. Nada como ler a fonte, né? Fiquei “encantada” com a escrita da Sra. Wynne Jones (parabéns ao tradutor também). Talvez, por ter morado e conhecido o countryside inglês, foi muito fácil imaginar várias partes do livro. O principal? A descrição dos personagens, caricata e deliciosa, assim como o decorrer dos eventos. O que me impressionou é que mesmo com o uso do “exagero”, todos ainda são muito verdadeiros – incluindo os seres mágicos. Que dom maravilhoso esse dos britânicos! Transformam uma fuga de um garoto de 12 anos para uma casa interiorana em uma trama fantástica. Para ficar perfeito, o livro só precisava de revisor e diagramador mais atentos. Sério, tem muito travessão faltando na edição. Não vale dizer que eles ficaram invisíveis graças à magia da história.

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