Porque não vou para Bienal de SP

Título sensacionalista.

Keine Panik! Não vou fazer textão criticando o maior evento literário do Brasil ou dar um depoimento pesado sobre a minha vida. Na verdade, muita coisa boa tem acontecido!

Quem me acompanha, sabe que fui uma das curadoras da 32a Feira do Livro de Brasília. Muitas primeiras vezes; organizar, delegar e participar ativamente de um evento literário. Aprendi tanto! Apesar de ter quebrado a cara em alguns momentos, o saldo foi muito positivo. Ganhei uma bela bagagem de experiência e vários amigos e contatos interessantes em 10 dias intensos.

Daí depois tive tempo para descansar?

Neca de pitibiribas.

Já na semana seguinte comecei uma nova maratona. Logo ganhei uma nova rotina e TANDANDAN um novo emprego!!!

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Pois é, sai a Marina professora e entra a Marina editora. E-D-I-T-O-R-A. Confesso que ainda não me acostumei com o título, mas já estou exercendo a posição e dando o meu melhor. Como isso aconteceu? Resumidamente, o meu editor abriu uma nova editora e me chamou para trabalhar com ele. Projetos lindos têm aparecido; a bagagem literária só cresce. Estou louca para contar mais, porém vou esperar o site da Trampolim ficar pronto.

Tá. Daí eu sou escritora e trabalho numa editora, por que diabos não posso ir para Bienal? Não seria o local ideal para estar no momento?

Sim, não e talvez.

A verdade é que até chegamos a bolar (Trampolim) um plano de ida, mas acabou não dando certo. Eu poderia ir sozinha, mas preferi ficar aqui em Brasília, adiantar trabalhos e viajar tranquila no dia 11/09. Será uma viagem especial para celebrar a minha recuperação, a do meu pai (sim, ele também fez uma cirurgia) e presentear a mãe maravilhosa que tenho, que cuidou da gente com muito carinho. Quem quiser saber para onde vou, só me seguir duplamente no Instagram (@aparedebrancadomeuquarto e @marinoli22). 😉

Então é isso. Não vou para Bienal de São Paulo. Fiquei tristinha quando alguns leitores vieram me procurar empolgados, perguntando se conseguiriam me conhecer pessoalmente. Não vai ser DESTA vez. Com certeza, outras virão!

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Meu diário ortognático 2 – 22 dias depois

Cá estou (sobre)vivendo o pós-operatório. Já posso passear entre humanos, mas não posso dirigir e é recomendável evitar lugares fechados. Meus movimentos estão mais livres, porém abaixar a cabeça pode resultar em mais inchaços na bochecha. Se trabalho demais, minhas fome não suporta a minha dieta, que consiste em caldos, suco e iogurte. Ah! Consigo comer chocolate também, pelo menos. Mais 23 dias e posso voltar a mastigar.

Ainda assim, cada dia é uma nova vitória. É o lábio inferior que se movimenta, o rosto que afine, a mordida que se ajeita ou a acne que diminui. Sim… ACNE! Para evitar possíveis processos alérgicos durante a cirurgia, colocam um componente que é difícil de se eliminar e que acaba desencadeando num belo rosto adolescente. Já fui ao dermatologista e estou cuidando disso. Também tenho frequentado a fisioterapia. A meta é abrir a boca um pouco mais cada sessão. Atualmente conto com 25mm de abertura (o normal é tipo 40).

Quanto às minhas atividades, voltei às aulas de alemão na semana passada. Não se preocupem, eu quase não perdi nada da fala. Não reproduzo alguns fonemas simplesmente porque meus lábios não colaboram. Acupuntura tenho feito em casa (obrigada, professor). Ainda não tenho condições de voltar pro meu trabalho voluntário, infelizmente. De casa, consigo resolver tudo da Feira do Livro e do mundo da escrita.

E é isso.

Não, claro que não tem só isso! Agora vou falar da cirurgia em si e dos perrengues que passei na primeira semana pós-operação.

A cirurgia

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Durou 4h30. E foi trabalho completo – maxila, mandíbula e queixo. Entrei no centro cirúrgico umas 6h50. Deitei na maca, introduziram o soro, aplicaram algo na minha veia e… acordei! Pensei que fosse rolar aquele momento embaraçoso de estar grogue e falar besteira pros médicos, mas a anestesia geral veio direto. Porém, admito, despertar na sala de recuperação é bem desesperador. Você sabe onde está, mas nada faz sentido. Enfermeiras e enfermeiros mexem em você toda hora, tirando a temperatura ou dando medicamento. Daí tiraram algo do meu nariz e eu percebi que estava com aqueles respiradores. Queria ir ao banheiro e tinha uma sonda. Desesperador.

A parte mais louca foi um cara que chegou pra tirar raio-x. E eu tinha que colaborar! Mal conseguia me mexer, mas precisava levantar o ombro pra que a placa ficasse no lugar certo. Depois descobri que era algo necessário pro plano de saúde. E logo depois pude ir para o quarto, então foi alívio parar de recitar a musiquinha das preposições do Dativ.

Ver meus pais foi um alívio. Tipo porto seguro, sabe? Mesmo que ainda estivesse super fora de órbita. Fui apresentada a enfermeira que cuidaria de mim ali no quarto e também até quarta-feira daquela semana. Pessoas que pensam em fazer a cirurgia, contratem uma enfermeira. A minha foi um anjo. Márcia, eterna gratidão.

Passei uma noite no hospital. Foi tão ruim quanto a que fiz aquele teste do sono numa clínica. Acreditam que foi tipo a primeira vez que fiquei num hospital? Ano retrasado fiz um mini procedimento na garganta que demorou 15 minutos, mas só. Nunca tinha recebido soro ou visto a equipe em ação. Minha conclusão: o pessoal da saúde é muito corajoso. Eu nunca aguentaria.

De volta pra casa – fase gelo

No domingo à tarde já estava em casa. Amém. Nada como estar no seu ambiente. Eu poderia ler e assistir às séries que quisesse, era o que eu pensava. Ledo engano. Após a novela de arranjar um jeito melhor para escorar as costas, eu não podia me mexer muito. Estava na fase gelo. Ou seja, o tempo todo tinha gelo no meu rosto pra conter o edema da cirurgia.

Sabem o que é ficar  o tempo todo com gelo no rosto? Não parar de sentir frio, ficar com o nariz entupido e se desesperar por isso? Isso sem contar a cabeça que pesava como nunca. Não dava pra ler, muito menos assistir filme ou seriado. Foram dois dias de tortura, deitada e com as costas doendo. A sorte é que deveria aturar isso até quinta-feira. Felizmente a Márcia convenceu o cirurgião a me passar logo pra fase calor.

Antes da tal fase, preciso comentar outras tristezas: que coisa horrorosa é tomar todos os remédios triturados e dissolvidos na água. Inchada do jeito que estava, me engasgava com tudo. Se eu me levantasse, babava. E o nariz? Cada “minhoca de sangue”! Palavras da Jout Jout!

Fase calor – amém, posso me sentar de verdade

Agora eu precisava (e ainda preciso) colocar compressas quentes no rosto três vezes ao dia. Acabou a alergia de imediato! A cabeça já não pesava tanto, até porque o inchaço diminuia a cada dia. Passava o dia em frente à TV ou lendo. Não mudou tanto desde, então. A autorização pra usar o computador veio na semana seguinte.

Nada muito extraordinário aconteceu, a não ser a parte de que quase zerei minha lista da Netflix. Não durou muito.

Semana que vem (e se a minha pele ficar mais apresentável) devo fazer um vídeo pra dar mais detalhes da recuperação. 🙂

Meu diário ortognático 1

Olá!

Hoje trago para vocês o primeiro de uma série de vídeos sobre a cirurgia ortognática. A minha está agendada para amanhã (7/5/16), pela manhã! Foram dois anos de aparelho, exames e consultas para que ela finalmente se concretizasse. E eu estou muito empolgada!

 

Sei que vídeo já falei, mas quero repetir aqui: o resultado dará um salto na minha qualidade de vida. Respirar melhor, dormir melhor, fazer exercícios melhor; tudo melhor. De quebra vou “ganhar” um rosto mais harmônico. O queixo pequeno que sempre me deixou meio bolada, porém que aprendi a amar, vai se sobressair. E, com a dieta de líquido e pastoso por 45 dias, ainda emagrecerei bem. É quase um “dia de princesa com o Netinho” que dura 8 meses de recuperação completa e não precisa de maquiagem.

Daqui a 15 dias volto para falar da cirurgia e como está sendo a recuperação. 🙂

 

Diarinho: antes que 2016 realmente comece

O ano só começa mesmo depois do Carnaval. Porém o que andei fazendo antes de chegar até aqui? Escrevi versões e…

Pernambuco

Passei o Natal, Ano Novo e o início de janeiro todo em terras pernambucanas. Quer dizer que eu fui para praia todo dia? Não. Anormalmente, choveu muito no Recife. Só entrei no mar em Porto de Galinhas, onde o mormaço me matou no 4o dia seguido de praia. Eu e o Sol não temos a melhor relação do mundo. Também passei alguns dias em Gravatá, cidade na serra, terra de cobras verdes e escorpiões. Quando não estava lutando pela minha vida e amando a minha priminha Laís, eu assistia à Netflix.

Netflix até a clonagem do meu cartão

Eu poderia fazer uma lista de tudo que assisti, mas não vou conseguir. Clonaram meu cartão de crédito e não pude renovar a oitava maravilha da internet. Tá sofrido e não posso checar meu histórico.

Comecei com uma maratona de filmes da década de 80 que nunca havia assistido. O primeiro foi “Curtindo a vida adoidado”. Achei bem mais ou menos, muito provavelmente por ter assistido na época errada. Depois, “The Wonders”, que amei de paixão. Sempre fui muito fã da música “That thing you do”. Agora a amo ainda mais depois do filme. Para finalizar o bloco, “Os Goonies”. Gente, que história incrível! Voltei a ser criança e ri demais com o Bocão.

A segunda maratona foi de animes. “Terror in Ressonance”, um ótimo thriller sobre terrorismo em Tóquio. “Kotoura-san”, uma brisa de fofura e paranormalidade. Pena que o encerramento é tão bobo… e também teve MADOKA MAGICA. Nossa, acho que um dia farei um post só para falar dessa história perturbada e incrível ao mesmo tempo.

12154322Seriados. O melhor de todos – “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que já indiquei para todos os meus amigos. Eu não costumo gostar de séries cômicas, porém a Kimmy quebrou esse paradigma. “Scream”, série baseada nos filmes do “Pânico” também me surpreendeu! Gostei bastante, um ótimo passatempo apesar de não ter adivinhado o assassino. Conferi o fenômeno “Sense8” e mal posso esperar por uma próxima temporada. Meus núcleos favoritos são: o indiano, o africano, o alemão (Wolfgang <3) e o mexicano. O abacaxi foi a canadense “Between”. A premissa de um vírus matando todo mundo acima de 22 anos é legal, mas os personagens e atores são muito ruins.

Voltando a falar de filmes. Deixarei breves comentários dos filmes que me lembro de ter assistido. Haja memória!

– Superbad: uma vergonha alheia atrás da outra.
– Os Delírios de Consumo de Becky Bloom: difícil…
– O Âncora: ri demais!
– Orgulho e Preconceito: Mr Darcy s2
– Noiva e Preconceito: quero dança indiana no meu casamento.

Além da Netflix

– A Escolha Perfeita 2: a apresentação final é de arrepiar!
– Perdido em Marte: quem diria que o Ridley Scott poderia fazer um filme divertido?
– O Clube de Leitura de Jane Austen: aqueceu meu coração (e ainda não li nada da autora).
– Ex-Machina: PERTURBADO, mas muito bom.
– A 5a Onda: Adaptação fraaaaca…

Curso intensivo de alemão A2.1

Por três semanas seguidas eu tive aula todos os dias, das 18:30 às 21:45. Cansativo, mas muito bom. O legal é que o meu professor também já tinha sido meu colega de trabalho na escola que ainda dou aula. O mundo dá voltas! Quando não estava no Goethe, estava estudando, assistindo a filmes em alemão e escutando música em alemão. Foi um baita de um mergulho na língua. Breve vai ter post falando da música germânica.

E não é que teve Carnaval também?

Acabei indo num dos blocos aqui de Brasília. Do bloco em si não aproveitei muito. Aquilo era um inferno de tanta gente. Agora do pós-bloco tenho história para contar por anos. Não tenho fotos de nada, apenas memórias.

Diarinho: Netflix, dança e cirurgia

Faz tempo que eu não falo da minha vida, não é?

Netflix

Eu não queria assinar o Netflix porque eu sabia que isso ia acontecer. Eu me conheço. Não jogo nenhum jogo no meu video game se não estiver de férias, do contrário não vou parar até terminar. O mesmo vale para jogos de celular. Série de livros? Seriados? Dramas? Mesmo esquema porque não vou me cansar até que eu saiba de tudo. Eu me vicio muito facilmente nesse tipo de coisa.

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Não é nenhuma super produção, mas adorei entender como várias passagens de Harry Potter surgiram =)

Mas o meu editor insistiu, sabe? Disse que tinha um  filme-documentário da J.K. Rowling que valeria a pena ver. Eu vi. Bem legal mesmo, ASSIM COMO ESSE CATÁLOGO INTEIRO DE POSSIBILIDADES. Aiai… Montei uma lista linda de filmes, seriados e animes. Dezembro e Janeiro prometem.

Falando em animes…

Com a facilidade do Netflix, animes estão muito mais acessíveis. O negócio é que: eu sempre serei uma #eternaotakinha. Porém, fazia tempo desde a última vez que busquei novos animes pra assistir, além dos que seguiam os mangás que acompanho. Já fiz maratona de Seven Deadly Sins/Nanatsu no Taizai, My Little Monster/Tonaru no Kaibutsu-kun (OK, esse mangá eu já tinha lido) e Knights of Sidonia.

Nanatsu foi amor ao primeiro episódio. Espero ansiosamente por uma segunda temporada. Enquanto isso, leio o mangá. A narrativa é incrível e um dia pretendo fazer um post só sobre ela. Já Knights of Sidonia, me prendeu lá no terceiro capítulo. Não coloquei o mangá na lista de prioridades, até porque já li tudo que acontece na Wikipédia. Agora é torcer por uma terceira temporada!

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QUERO FANFICS DESSA JOÇA QD///

#leiaumnacional

Claro que não vou comentar os livros que li aqui, mas estou impressionada com a quantidade de autores nacionais que tenho encontrado. Isso sem contar os originais que tenho lido para a Thesaurus. Sim, você leu corretamente. Mas não, não vou entrar em detalhes agora. 2016 promete~

Dança

IMG_5347Só que 2015 ainda não acabou! Semana que vem vai ter apresentação da Academia Juliana Castro, onde danço. A coreografia do Jazz Intermediário está incrível e estou super ansiosa pela performance. De hoje até terça-feira da semana que vem, os ensaios serão pesados. Quero dar o melhor de mim porque muito provavelmente só voltarei a dançar em 2017. Por que? Próximo item.

A cirurgia se aproxima

Na semana passada visitei o cirurgião que fará a minha cirurgia ortográfica. Pensei que poderia fazê-la logo depois do carnaval, mas deve ficar para final de Março ou começo de Abril.

Calma. Que cirurgia?

Explico, até porque acho que nunca comentei aqui no blog. No início do ano passado tive a confirmação de que o meu queixo precisa ser colocado para frente (taí um resumo do que será a cirurgia). Isso porque não tenho espaço suficiente para respirar, o que me causa cansaço contínuo e problemas para acordar. Quando usei aparelho pela primeira vez (de 10 aos 14 anos), fiz todo um tratamento para evitar a cirurgia. Não teve jeito e agora estou desfazendo todo o trabalho.

Foi horrível meio frustrante me ver de aparelho de novo, sabe? Felizmente, quando penso nos ganhos que terei logo (boas noites de sono e um belo queixo), relaxo… um pouco. Porque daí vem a ansiedade para que tudo aconteça de uma vez. Até porque a recuperação completa é de um ano! Por isso só devo voltar pro Jazz em 2017.

Enfim, se quiser saber um pouco mais do procedimento, a Jout Jout pode explicar:

E o lado nerd em chamas

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#pronta

Além dos meus animes e mangás, me esqueci de citar outras duas coisas que têm deixado o meu lado nerd em evidência.

  • Eu vou para a estreia de Star Wars: O despertar da força. Ganhei o ingresso porque uma amiga se separou do boy, o que foi bem trágico. Não ia fazer desfeito, né? Já garanti meu óculos 3D do BB8.
  • Meus amigos e eu resolvemos jogar RPG. Sou uma completa noob, mas estou adorando a experiência de ser uma meia-elfa druida do deserto.

 

E essa tem sido a minha vida.

 

Diarinho: 4 dias na Dinamarca

“Marina, um mês sem dar as caras aqui no blog ou na página no facebook? Não tem vergonha não?”

Não. Porque na primeira parte de julho estava super focada trabalhando no “Parede Branca” (um livro pra sair dá trabalho, viu?) e, na segunda, viajei com os meus pais. E este post vai ser sobre uma parte desta viagem porque ainda faltam algumas coisas para eu voltar a falar do primeiro meu primeiro livro.

Como o título já sugere, passei quatro dias na Dinamarca. Todas as noites, antes de dormir, fazia um resumo do que havia acontecido. Agora que estou postando aqui, adicionarei algumas informações para qualquer internauta que acabe no MARINESCRITORA quando buscar por relatos da Escandinávia.

Dia 1
Finalmente chegamos em Copenhagen. Foram 12h de avião no total, mas umas 30h sem dormir quase nada. O fuso horário acabou comigo… No hotel, deixamos as coisas e já saímos pra conhecer a cidade. Resultado? Nos perdemos, claro. Apesar do mapa em mãos, os nomes impossíveis de serem lidos dificultavam a localização. Ainda bem que todo mundo aqui fala inglês. Entramos num lugar e perguntamos para a atendente “que prédio é este?”. “O City Hall (Rådhus)”, ela respondeu. “Obrigada”, saí do prédio porque finalmente nos achamos no mapa. Será que ela pensou que éramos doidos?

Passeamos bastante, pedimos “almojanta” de pão negro dinamarquês com salmão defumado  (Delícia!) no Kafe Kys (RECOMENDO! Fica numa rua cheia de cafés e restaurantes, paralela  à Frederikgabe/Østergade – a rua dos turistas)  voltamos pro hotel para só acordar no outro dia.

Impressões:
– Que lugar lindo!
– Quanta gente bonita!
– Como essas mulheres conseguem ter essa pele de pêssego?
– Estou com inveja do item acima.

Dia 2
Acordei com uma mensagem de um amigo venezuelano dizendo que estava aqui em Copenhagen também! Estávamos com planos de visitar Malmö, uma cidade na Suécia que engloba “A Grande Copenhagen”. Isso porque muitos suecos trabalham em Copenhagen e voltam para o seu país depois do expediente. Incrível! Questionei sobre a barreira do idioma e Angel (o venezuelano) afirmou que eles se entendem muito bem apesar das diferenças. Isso sem contar que todos os suecos também falam inglês. Gostei de Mälmo!

Voltando para a estação principal de Malmö
A estação de trem de Malmö

Voltando a Copenhagen, conhecemos uma brasileira-dinamarquesa no trem. Ela se apresentou quando perguntamos se o Angel conhecia um lugar bom de salmão para almoçarmos (ele já está aqui há três meses). Eis que Layla entra na conversa e sugere dois lugares. O salmão une as pessoas! Daí começamos a conversar, né? Super gente boa, trabalha com artes e não consegue se acostumar com o inverno sem sol. Pediu para adicionar no facebook e farei isso daqui a pouco.

Fomos ao restaurante que Layla indicou (Algo como SkinderBuksed, numa ruela também paralela à Østergade, na super praça Kongens Nytorv – cheio de pratos típicos da região)! Que salmão incrível! Nada como pegar dica de nativos, né? Depois do almoço, nos despedimos de Angel! Ele vai embora da Dinamarca amanhã. O destino realmente queria nos encontrássemos na última badalada.

Turistar descansada e agora com os pontos do mapa com legenda em português é outra coisa (outra ajuda do Angel). Nada de se perder. Conhecemos Nyhavm (uma espécie de marina super descolada), a igreja de mármore, o palácio real Amelienborg (sem querer, presenciamos a troca de guarda!) e tiramos foto com a “Pequena Sereia” de H.C. Andersen. Passamos pela casa dele também. Mais um escritor “visitado” na minha coleção!

Amelienborg Slotsplads
Amelienborg Slotsplads

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Mapa com “legendas” em português

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Nyhavn

Impressões:
– Quase todo mundo aqui é da minha altura (1,74) ou maior. Incrível!
– As mulheres, mesmo magras, não são super finas “parisienses”. Elas têm quadril e uma estrutura tipo a minha. Já não tenho mais tanta inveja da pele delas.
– Ô cidade cara!

Dia 3
Pegamos um trem às 10:00 e chegamos meia hora depois em Roskilde, antiga capital da Dinamarca. A cidade é uma fofura e abriga um museu Viking! Fomos direto para lá. Após a visita cheguei algumas conclusões:
– os cabras eram machos porque os barquiNHOS que eles navegavam quase não tinha proteção, viu?
– eles nem eram tão violentos assim;
– ainda assim eles eram bem legais.

Um navio Viking de verdade!
Um navio Viking de verdade!

Voltando pra Copenhagen, resolvemos fazer um passeio de barco pela cidade (perto da praça Nytorv). Apesar de ter sobrado só lugar ruim, o momento foi muito agradável. E eu nem fiquei enjoada! Passamos pelos canais da cidade e entramos no Chistianshavn, a comunidade hippie e estruturada que fica numa ilha.

Impressões:
– apesar das pessoas serem muito bonitas, tá faltando um charme latino nessa galera.
– já disse que essa cidade é muito cara?

Dia 4
Madrugamos e pegamos um trem para Holsingør (Duração de 01:10~01:20). Lá fica o Kronborg, castelo no qual Shakespeare retrata a peça de Hamlet (mesmo que ele nunca tenha estado lá). O lugar é enorme! A parte mais bacana é a estátua do Holger, um guerreiro Viking de pedra que acordará caso a Dinamarca seja invadida. Depois tem um tour muito “obscuro” pelas masmorras. Aventura total! Outro detalhe sobre Helsingør: é a cidade dinamarquesa mais próxima da Suécia. Do Kronborg dá para ver o outro país perfeitamente.

O Kronborg visto da baia
O Kronborg visto da baia

Em Copenhagen partimos para o último destino: o castelo de Rosenborg. A decoração é horrorosa, mas é possível ver o tesouro da família real! RYCO!

Coroa da rainha #quero
Coroa da rainha #quero

Para  fechar a despedida, fomos no café Songenfri (na esquina da terceira ou quarta rua paralela à Frederikgade/Østergade). Típico lugar dinamarquês também!

Considerações finais:
Eu não esperava nada da Dinamarca, então foi tudo uma grata surpresa. Em Copenhagen dá pra fazer tudo a pé, as ruas são limpas e os monumentos, conservados. Tudo é bem sinalizado, mas nem sempre as placas estão em inglês. Na estação central de trem sempre tem alguém para apoiar também. Recomendo trazer casaco quente no verão. E preciso voltar um dia para visitar o Tivoli, o parque de diversões mais antigo da Europa, e o Museu Louisiana.

Daí pegamos um avião para Berlim, na Alemanha. Mas isso conteúdo para outro post. 😉