Lidos de junho/2016

Junho e começo de julho, tá? Logo mais começa a Maratona de Férias 2016, então o próximo post de Leituras estará relacionada a ela.

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#33: Fúria Vermelha – Pierce Brown

De tanto ver o booktubers falando desse livro, resolvi dar uma chance. Conta a história de uma sociedade interplanetária de castas dividida em cores, sendo o dourado o topo da hierarquia. O personagem principal, o Darrow, é um vermelho – que são tipo os Dalits. Ele vive no subsolo de Marte, num trabalho horrendo, mas é feliz. Devido a vários acontecimentos, ele resolve lutar contra essa mesma sociedade que o criou. Ou seja, é a premissa de quase todos os livros YA fantasia/distopia. Eu não me importo porque adoro narrativas de quebra de sistema. O livro é muito bem escrito, com um cenário interessante e cenas de ação sem iguais. Só que… não achei essa 8a maravilha não. Acho que criei expectativas muito grandes, sabe? Pensei que explodiria a minha cabeça, mas acabou só sendo um livro legal.

Daí também já comecei a ler o Filho Dourado, mas me cansei na metade. Não abandonei ainda. Só que eu não sou tão fascinada assim por excesso de ação (e é só que li até agora). Por isso fui direto para próxima leitura.

#34: Tá todo mundo mal – Jout Jout

O livro das crises é um ótimo passatempo. Impossível não se identificar com os dramas piscianos da Jout Jout. Gostei principalmente dos da adolescência, que eram resumidos em “ser sempre A amiga dos meninos” e o “a falta de queixo”; muito eu. Já os mais atuais… uns eram ótimos, outros um tanto descartáveis, na minha opinião. Ainda assim tenho mais carinho pela youtuber depois de ler as crônicas da sua vida.

#35: A lente de Marbury – Andrew Smith

Pensem num livro que me tirou da zona de conforto? Li forçada para o primeiro encontro do Clube do Livro da Autêntica. Não que não tenha gostado. Apesar de em vários momentos duvidar da minha sanidade, como Jack, o narrador e protagonista, achei a experiência da leitura extremamente interessante. Um resumo: Jack é um menino normal até que é sequestrado por um maluco que quase o estupra. Depois disso, ele viaja pra Inglaterra com o seu melhor amigo e lá “recebe” um par de óculos muito doido que, sempre que o coloca, o transporta para Marbury – um mundo apocalíptico onde ele está sempre correndo de criaturas meio zumbis. É ou não é perturbador? Agora imaginem estar o tempo todo na cabeça de Jack, vivendo no mundo real e no mundo de Marbury, questionando-se o tempo todo o que está acontecendo. Até agora, quando me lembro da história, sinto um desconforto interno.  Principalmente por causa do fim! O fim não fez sentido algum… Pena que é uma trilogia. Sério.

#36: Münchhausens Abenteuer – Rudolph Erich Raspe

FullSizeRender-11Não se deixem enganar pelo autor na foto do livro. G.A. Bürger foi apenas o tradutor alemão do original escrito em inglês. A parte estranha é que o Sr. Raspe era alemão também. Vai entender…

O Barão de Münchhausen é uma figura notória na cultura germânica. O verdadeiro era um militar que viveu no fim do século XVI. A persona criada por Raspe, ainda hoje faz sucesso com as suas aventuras exageradas. A cada viagem, o barão encontra criados esdrúxulos, animais pitorescos e sobrevive às situações mais inimagináveis. A leitura foi um pouco difícil porque continha um tempo verbal que só fui aprender na última unidade do livro de alemão do semestre. Estou morrendo de vontade de comprar o livro ilustrado em português e assistir aos filmes sobre ele. 🙂

#37: United as One – Pittacus Lore

Minha resenha no SKOOB: Impressionante. Gosto muito dos Legados de Lorien, principalmente pela forma que o autor construiu a série com livros completos e mini-histórias. Ainda assim, temia pela finalização por conta da proporção da batalha contra os Mogadorianos e porque acho o ritmo da narrativa de “Lore” um tanto irregular. Talvez por esperar o pior, “United as one” me surpreendeu positivamente. TODOS os personagens foram bem utilizados e tiveram conclusões interessantes. Respeitosas, sabe? Eu que acompanho tudo desde o início, fiquei bastante feliz com o resultado.

Em breve, um post só falando SOBRE o fim da série!

Lidos de maio/2016

Definitivamente foi um bom mês para leituras. Poderia ter sido mais, já que tive 14 dias de exílio dentro de casa? Poderia. Porém, dei prioridade aos filmes da minha lista da Netflix que a preguiça não me deixava assistir.

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#23: A última princesa – Fábio Yabu

Sou fã do Yabu desde a época dos Combo Rangers fase bolinha. Ainda assim, soube da existência desse livro por acaso – uma amiga leu e postou suas impressões no Instagram. Fiquei super curiosa. Qual foi a minha surpresa logo depois? Essa mesma amiga me enviou o exemplar dela cheio de marcações como presente!!! Obrigada, Steady!!! A história da princesa que só queria livrar seu povo da escravidão e acabou expulsa do seu reino é maravilhosa. Não vou contar mais do enredo porque acabaria destruindo possíveis surpresas ao saberem quem a princesa realmente é. Amei demais a leitura.


#24: Orange – Ichigo Takano

IMG_8166Que mangá maravilhoso. Posso ficar horas falando do desenvolvimento dos personagens, do plot e da forma sensível que as inseguranças da vida foram abordadas. Mas serei mais sucinta. Orange conta a história da Naho, que no primeiro dia de aula recebe uma carta de si mesma 10 anos no futuro. Na carta há detalhes dos dias que aconteceram e conselhos para evitar que o amigo Kakeru morra. Sério, que narrativa sensível e sensacional. Entrou na minha lista de mangás favoritos.

Ah sim! No final de cada volume do mangá outra história muito bonitinha de duas gêmeas descobrindo o amor. Muito fofo!

#25: Last Defense – Pittacus Lore

Mais um livreto da série dos Legados de Lorien. Por sinal, talvez o mais fraco de todos. É sobre a trajetória de Malcom Goode enquanto “O destino da número dez” ocorria. Eu gosto do personagem, mas ele sempre acaba nos mesmos dilemas. Apesar de Last Defense mostrar novos aspectos da participação do governo americano na invasão mogadoriana, não há nada que surpreenda.

#26: A Coroa – Kiera Cass

A série da Seleção é uma espécie de guilty pleasure para mim. O enredo inteiro me passa a impressão de uma fanfiction de Naruto bem divertida, principalmente no arco da America. No da Eadley, não senti tanto isso por causa da própria Eadley. Adoro o jeito prepotente dela, que me lembra muito o da Mariana do Parede Branca. Gostei também de ver o crescimento dos participantes da nova Seleção, apesar de escancarar o machismo existente no tratamento da mulher na mídia. Ainda assim foi legal ver as muralhas do coração da Eadley caindo aos poucos. Isso se mantém no último livro da série. Acertei a escolha dela e amei demais. Quanto à abordagem dos problemas sociais… sinceramente? Em nenhum momento dos cinco livros as revoltas do povo me convenceram, então nem me importava com elas. Na verdade, algumas vezes tinha vontade de pulá-las. O mais problemático, porém, é a conclusão da história: muito corrida. Uma pena.

#27: Persépolis – Marjane Satrapi

Como comentei no Instagram, adoro histórias reais contadas em quadrinhos. No caso do Persépolis isso ainda é mais profundo por ser uma autobiografia da autora. Marjane é iraniana e viveu a guerra de seu país. Ela começa narrando a infância, passa pela adolescência conturbada na Áustria e termina no início da idade adulta, antes de migrar definitivamente para França. É muito interessante ver que, mesmo inserida numa cultura extremamente opressora, Marjane conserva a sua identidade como descendente persa. Aliás, ela tem orgulho das origens, tradições e valores.

#28: A sala de banho – Mylle Silva

A coleção de contos da autora é, no mínimo, impressionante. Extremamente intimistas, variando do romântico ao lúdico, alguns contos podem causar estranhamento. O prefácio me ajudou neste quesito: explica que Mylle tem conhecimento prático e profundo das tradições japonesas (ela já morou na terra do sol nascente). De fato, em vários momentos me peguei imaginando o quanto tal conto poderia ser facilmente um curta de animação ou oneshot de uma revista semanal. A leitura, porém, foi bem fora da minha zona de conforto. O bom é que, quando terminamos obras assim, sentimos aquele orgulhinho por ter tido a coragem de mergulhar num lago de letras desconhecido.

#29: No vermelho – Arisson Tavares

Outro livro de contos. Diferente do anterior, a leitura fluiu como água. O tom mais voltado para o humor ajudou, não vou negar. Confesso que ainda não entendi bem o porquê do título, mas adorei a variedade de temas. Futebol, casamento, astronautas, tem de tudo. E apesar do sorriso, vários contos são também reflexivos. O mais legal de tudo é que, por conhecer o autor, escutei a voz dele na minha cabeça em vários momentos. 😀

#30: Admirável mundo novo – Aldous Huxley 

Admirável mundo novo foi finalmente riscado da minha lista de livros que sempre estudei, mas que nunca li de fato. Onde estudei? Na faculdade de comunicação. Afinal, a obra de Huxley é uma ficção que trata de manipulação. Tá que neste caso não é só da sociedade, é dos nossos genes. Nesta civilização não há mais nascimentos naturais, nem noção de família. Todos são felizes, cada um nas suas castas. E quando você se sente triste, pode tomar sua dose de soma – a droga que escraviza todos. Ex-estudante de ciências sociais que sou, não teve como não amar este clássico – um prato cheio para análises antropo e sociológicas.

#31: Simon VS. A agenda Homo sapiens – Becky Albertalli

Eu li este livro praticamente em “uma sentada”, iniciei às 17:00 e só fui largar às 01:00. A leitura é extremamente fácil, mas significativa. A história de Simon tentando lidar com as chantagens de um sem-noção que o ameaça a expor sua sexualidade para escola é muito singela. Ele é homossexual, porém não está afim de contar isso para outras pessoas. Claro, direito dele! Talvez o mais instigante do livro seja as pistas para descobrir quem é Blue, o confidente virtual de Simon. Ah! E as referências aos mangás, yaoi e fanfics?! Mais minha vida adolescência, só o livro que viria a seguir!

#32: Fangirl – Rainbow Rowell

Gente… por onde começar? Tem tanta coisa para comentar, discutir e se divertir! Cather, a personagem principal, é adorável tanto nas suas inseguranças quanto no seu lado tiete incomparável. Aliás, acho que quem não tem esse lado, não se identifica com a história. Tem romance? Tem. Desenvolvimento de personagens? Sem dúvida. Mas a paixão de Cather pelo mundo de Simon (o Harry Potter do mundo dela) é a atração principal. Fãs como a gente criam fanfics, decoram os quartos, fazem amigos com interesse em comum, colecionam artigos. Vemos algum trailer ou clipe, choramos de emoção. Nos pegamos encarando aquele pôster maravilhoso e sentimos o coração bater mais rápido. Fangirl é sobre isso: a beleza de amar algo com todas as forças. E isso fica mais evidente na Cather porque ela é do tipo que odeia mudanças – ela quer tudo continue funcionando do jeito que era antes. Quando se muda para um dos dormitórios faculdade, dividindo quarto com uma desconhecida mal encarada, ela se vê totalmente fora da zona de conforto. E o transtorno de ansiedade não apoia. Enquanto Cather vai descobrindo o mundo novo que se abre, não deixa de lado as fanfictions e o mundo de Simon. Isso faz com que ela comece a bater de frente com a irmã gêmea, Wren, que decide que quer curtir a vida. Só que, no fim, o lado fã nunca nos deixa. Podemos amadurecer e continuarmos adorando nossas séries de livro, TV, filmes, quadrinhos, artistas, etc.

Saindo um pouco da história, fiquei feliz em finalmente ler algo desta autora. Em algumas resenhas do Parede Branca de parceiros literários fui comparada com ela. Acho que ainda preciso evoluir muito para tanto, mas, ao mesmo tempo, identifico pontos que nos unem: personagens com vozes próprias, situações familiares e amor no ponto de vista de alguém que não liga tanto para romance.

Lidos de abril/2016 + Minha 1a maratona literária

Desta vez o post sobre os lidos do mês é um pouco diferente…

 

Pois é! Fiz este vídeo meio capenga, assim como a capa sem graça. Perdoem-me, eu quase reprovei na matéria de diagramação da faculdade de Jornalismo e TV (também como matéria) nunca foi o meu forte. Mas, como eu já deixo claro no início, tudo que tenho produzido no meu novo canal do YouTube é um experimento.

Espero o feedback de vocês! E aviso que até o final da semana farei outro vídeo para contar sobre a grande transformação da minha vida que está para acontecer. :B

 

Lidos de Março/2016

Li tanto este mês que estou de ressaca! Só não reclamo mais porque estou determinada a mudar meus hábitos de leitura (para melhor).

Começando com o Laila e o mundo das ideias da Raquel Mieko. Assim que vi o livro no Instagram, fiquei louca para comprá-lo. Motivo: abordagem filosófica. Raquel narra a história de Laila, uma menina curiosa com uma personalidade bipolar, que levava sua vida comum até conhecer Martin em seus sonhos. A partir das discussões entre os dois (e o amor que surge entre eles), o mundo da filosofia grega é mostrado e Laila se torna mais crítica com o mundo real. Foi uma leitura interessante, mas admito que pode não ser palatável para todos.

Já a Revolução dos bichos do George Orwell deve agradar gregos e troianos. Esse livro é o típico caso de que estudei, mas nunca li de fato. Eu sabia do que se tratava, mas não tinha ideia do quão bom o tema era tratado. O contexto: II Guerra Mundial. Crítica: o governo ditatorial de Stálin. Resultado: uma fábula onde animais se revoltam contra os humanos, instalam as próprias regras e, no final, agem como humanos. É a análise perfeita de qualquer construção de ditadura. MARAVILHOSO.

Daí veio o Literatura por Mulheres e eu soube que a minha próxima leitura seria Mariposa da Patrícia Baikal. Gente, que escrita maravilhosa e fluída ela tem. A trama gira em torno do senador Nícolas que tenta denunciar um esquema de corrupção do governo e acaba pondo a vida em risco. A sorte dele é que conta com a Mariposa, uma espécie de super heroína mascarada e misteriosa que sempre o salva nas horas mais perigosas. É impressionante o quanto a história é atual, apesar do clima ser um tanto fantasioso. Recomendo.

Para não deixar meu lado otakinha de lado, terminei a série Limit da mangaka Keiko Suenobu. Infelizmente a premissa do mangá era melhor do que a história em si. Quando li o primeiro volume, achei que seria algo mais macabro e assustador. Afinal, houve um acidente com um ônibus escolar e, a princípio, apenas cinco meninas sobreviveram. Uma delas, Morishige, sofria bullying de outras duas. Numa das primeiras aparições  parece que ela orquestrou todo o acidente graças a um pacto das cartas de tarot (acho) que ela tanto insiste em jogar. Porém, a história vai tomando outro rumo e passa se enfocar mais na sobrevivência e nos desafios íntimos de cada um. O final é bonitinho, não vou mentir. Só que eu queria SANGUE!

Então veio O sol é para todos da Harper Lee. Vou já dizer que ele entrou direto na minha lista de livros favoritos de todos os tempos. Que história incrível, bem escrita e atemporal! Na época da Grande Depressão, somos apresentados à rotina que a menina Scout leva numa cidade interiorana do sul dos EUA. Sua vida ganha novas nuances quando o pai, o advogado Atticus, aceita defender um rapaz negro acusado de estuprar uma jovem branca. Assim, Scout começa a explorar e a perceber a realidade humana, os preconceitos e a moral de cada um. Emocionante, maravilhoso, genial. Acho que deveria ser obrigatório discuti-lo em todas as escolas do mundo.

Para fechar o post, no fim do mês mergulhei na duologia Vivian contra o apocalipse e Vivian contra a América da Katie Coyle. Não sei como a série tem média 3.9 no Skoob porque achei o enredo sensacional. Imaginem viver num país em que uma religião severa e tosca tomou conta de tudo: da política, dos meios de consumo e de comunicação. O que fazer quando um arrebatamento de escolhidos acontece e os seus pais crentes somem da face da Terra? Pois é, foi o que sucedeu com a protagonista. Ela tinha tudo para se desesperar completamente, mas algumas pistas indicam que tudo não passa de uma armação. Com ajuda da melhor amiga, seu crush e uma crente meio esquisita, eles resolvem atravessar os EUA em busca de respostas. Apesar de às vezes achar a Vivian muito boba e  imatura, a senti muito humana também. Porém, para mim, os livros são muito mais a trama e a crítica social do que os personagens. O jeito que a Igreja Americana é abordada é muito divertido e… real. Eu realmente gostei da duologia e estou indicando para todo mundo.

Lidos de Fevereiro/2016

O mês de Fevereiro foi menor, teve Carnaval e três dias de feriado. Eu gostaria de ter lido muito, mas não foi o que aconteceu. Estava na vibe dos filmes e voltei com a vontade de ir ao cinema. Ainda bem porque fiquei duas semanas sem a Netflix; algo horrível e ao mesmo tempo libertador.

Numa ida à livraria, voltei com Ms. Marvel e Como eu era antes de você. Cheguei em casa e já mergulhei na história da Kamala Khan. Eu não sou muito de quadrinhos americanos, apesar do meu mozão eterno ser o Capitão América, mas me apaixonei. O traço é bacana, o desenvolvimento do enredo cativante e a personagem genial. Amei principalmente a questão existencial que rodeia a vida de Kamala – ela nasceu nos Estados Unidos, é de família paquistanesa e não sabe onde se encaixa na sociedade. Meus olhos brilham toda vez que se depara com discussões sociológicas e culturais.

Logo depois iniciei Como eu era depois de você da Jojo Moyes. Já tinha gostado do trailer da adaptação pro cinema, gostei ainda mais do livro. Li tudo em praticamente um dia! Não conseguia largar da Clark e do Will. A história dos dois é envolvente, divertida e um tanto melancólica. Cada um tem sua vida presa ao passado, mas aos poucos Will começa a instigar Clark a sair e descobrir o mundo. É claro que chorei que nem uma criança no final, porém a lembrança de uma leitura excelente ficou.

Buscando treinar o alemão, escolhi Jungs sind keine Regenschirme. Comprei ano passado junto com o material  do nível que estou agora. OK. Tradução: Jovens não são guarda-chuvas. Sim, comprei pelo nome inesperado. Conta a história de uma menina que está preocupada em encontrar o par perfeito para acompanhá-la no baile de conclusão do curso de dança de salão. O porquê do título, já não me lembro. Tut mir leid, sinto muito…

Por fim, li um graphic novel brasileiro chamado Dois irmãos dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. A obra original é de Milton Hatoum. Sério, fiquei muito impressionada com a história. Não li o livro AINDA, portanto não sei AINDA se o trunfo vai para os adaptadores ou para o escritor de fato. Talvez para os dois. Manaus, século passado, uma família libanesa e irmãos gêmeos tomados pelo ódio que têm um do outro. Pelo que conheci de Moon e Bá, não é a toa que o senhor Hatoum é um dos maiores escritores vivos do Brasil.

Lidos de Janeiro/2016

Eu havia comentado que mudaria a estrutura dos “Comentários Skoob” e aqui estamos nós. Em essência ainda é um espaço para que eu comente sobre os livros que li. Só que agora não vou mais me comprometer com notas. Quem quiser vê-las, só acessar minha página do Skoob mesmo (e não confiem no que marco como “Lendo” #dica).

Comecei o ano com A garota das laranjas do Jostein Gaarder. Não poderia ter sido melhor. Sempre digo que o meu livro favorito é o “Mundo de Sofia”, então foi uma experiência incrível ler outra obra do mesmo autor. A história da garota das laranjas é muito mais simples que a de Sofia, o que não significa que seja menos profunda. O adolescente norueguês Georg Roed encontra uma carta gigantesca do pai, que faleceu quando ele tinha três anos. Sério, é o resumo. E é muito emocionante ver como a narrativa se desenvolve entre Georg e o pai; parece um quebra-cabeça que, depois de decifrado, mostra uma imagem muito mais linda do que a prometida na caixa. Acho que finalmente estou descobrindo o meu autor favorito.

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No meu casamento quero que tenha dança indiana

Ainda na praia, li o segundo livro do ano – Primeiras impressões da LRDO. Comentei no Instagram que fiz toda uma pesquisa antes de mergulhar no livro porque a história é uma versão moderna de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Pois é, nunca li nada da Sra. Austen. Não sou muito fã de romances de época, sabe? E por ser uma obra tão aclamada, achei que deveria saber do que se tratava antes. Assisti ao filme da Keira Knightley (achei lindo), depois a versão Bollywoodiana (gente, adorei demais toda aquela breguice) e li alguns artigos na internet. Fiquei com raiva porque não consegui evitar e acabei me apaixonando pelo Mr. Darcy. Não senti os mesmos amores pelo Frederick Darcy contemporâneo, mas não recusaria se me desse mole, mas ainda assim me envolvi completamente com a história. Muito legal ver os personagens no Brasil, comendo muffin do Starbucks e usando celular! Só tinha vezes que eu precisava parar um pouco porque não aguento muitas cenas românticas de uma vez. A astrologia explica que é o meu Vênus em Capricórnio.

Voltando para Brasília, vi que o filme do livro A quinta onda do Rick Yancey estrearia em uma semana. Acho que nunca disse claramente aqui no blog, mas tenho uma certa fixação por adaptações/versões. Posso passar uma tarde no youtube só comparando a mesma música da Disney em vários idiomas. E isso se extende aos filmes. E, caramba, acabei de me tocar que fiz a mesma coisa com “Orgulho e Preconceito”. Tá aí um bom exemplo. Enfim. Voltando. Já tinha ouvido falar na Quinta Onda e achei que seria o momento perfeito para conhece-la. Li o livro todo em praticamente um dia. Tenho uma queda por tramas e invasões alienígenas. Gostei também da forma que a história é organizada, em grandes capítulos com vários menores para mostrar o ponto de vista de um personagem. Aliás, o favorito: Zumbi.

No dia seguinte iniciei a continuação, O mar infinito. Demorei um pouco mais nesse porque, afinal, é o que acontece com os livros do meio de trilogias. Até a metade, estava achando tudo bem mediano (ironia). Era só o desdobramento do final do anterior, sem sair de um único lugar. Daí o terceiro ato salva o livro inteiro. Obrigada, Especialista/Ringer. Não tenho a mínima ideia de como será o final.

Quanto ao filme, achei bem fraquinho. Simplificaram vários pontos, o que é normal. Porém, não conseguia deixar de pensar que foi pura preguiça dos roteiristas. Boas adaptações surgem com doses de ousadia e criatividade. Perderam a oportunidade de faturarem com uma nova franquia.

castelo01A quinta e última leitura de Janeiro foi O vitral encantado da Diana Wynne Jones. Só conhecia o trabalho da autora pelas adaptações animadas (DE NOVO) feitas pelo Studio Ghibli. Nada como ler a fonte, né? Fiquei “encantada” com a escrita da Sra. Wynne Jones (parabéns ao tradutor também). Talvez, por ter morado e conhecido o countryside inglês, foi muito fácil imaginar várias partes do livro. O principal? A descrição dos personagens, caricata e deliciosa, assim como o decorrer dos eventos. O que me impressionou é que mesmo com o uso do “exagero”, todos ainda são muito verdadeiros – incluindo os seres mágicos. Que dom maravilhoso esse dos britânicos! Transformam uma fuga de um garoto de 12 anos para uma casa interiorana em uma trama fantástica. Para ficar perfeito, o livro só precisava de revisor e diagramador mais atentos. Sério, tem muito travessão faltando na edição. Não vale dizer que eles ficaram invisíveis graças à magia da história.