GUIA PRÁTICO para aproveitar o I Enaejo

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1o dia (23/07) – manhã

Entrando na feira, dirijam-se ao Auditório Alvorada (peguem o elevador, 1o andar). Sugerimos que a chegada seja, pelo menos, quinze minutos antes para que possamos entregar os crachás do encontro. O evento era fechado, mas mudamos de ideia – podem levar acompanhantes sem problemas. Porém, apenas os inscritos participarão das dinâmicas programadas.

Um dado importante: recebemos inscrições de aspirantes a escritores! Eles também podem participar das dinâmicas, mas de outra maneira (esclareceremos no dia).

Às 10h damos início ao I Enaejo. A abertura terá quatro momentos:

  • Apresentação da curadoria
  • O que é ser escritor?
  • “Se vira nos 30”

Todos os participantes terão 30 segundos cronometrados para apresentar a sua obra. Não importa quantos livros tenha, o tempo é este (seja criativo!).

  • A roda dos gêneros

Momento para aprofundarmos a discussão da obra de cada escritor.

Dica: levem casaco (porque o ar condicionado é central, ou seja, congelante)

O auditório é nosso até as 12h.

1o dia (23/07) – tarde

Levando em consideração o tema da feira, “Meu mestre, meu livro”, nos dedicaremos a informar e profissionalizar escritores e aspirantes. Teremos no Espaço Oficinas 1 dois blocos informativos.

Às 14h, o escritor Flávio Vieira dará um Workshop de Escrita. Apenas os 25 primeiros a entrarem poderão participar. Detalhe: é aberto à feira. Portanto, cheguem cedo para garantir o seu lugar ao sol.

Às 15h30, é a vez do escritor Rodrigo Feres falar sobre A criação de obras literárias para E-book. Ótima pedida para os autores do Wattpad ou para quem quer se aventurar no mundo digital. Este workshop também é aberto ao público, mas o limite de participantes depende do Espaço Oficinas 1.

18h – Bate-papo com a escritora FML Pepper no Auditório Águas Claras

A Pepper, além de ser um amor de pessoa, tem uma história muito interessante e inspiradora. A mediação é por conta daMarina Oliveira e garante que escolheu perguntas que agradem o público e os participantes do Enaejo. Às 19h Pepper irá para o Abraço com Letras dar autógrafos, mas não se preocupem: Ela estará no stand da distribuidora Horizonte do Saber até o final da noite. Aviso isso porque…

Às 19h, teremos o Baile dos Escritores no Espaço Rapel. A ideia original era que apenas os escritores inscritos pudessem participar. Porém pensamos em algo melhor. Os blogueiros do I Encontro Nacional de Blogueiros também serão convidados. Motivo? Ora, é o momento perfeito para firmar parcerias! Sintam-se a vontade também para levar UM acompanhante. Coffee break, música e amor aos livros até as 20h. Existe combinação melhor?

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E, lembrando, que não tem código de vestimenta!

Dica: levem seus livros e material de divulgação!

2o dia (24/07) – manhã 

Começamos o dia de novo às 10h no Auditório Alvorada! Dessa vez teremos o painel “Escrevi meu livro e agora?” com Flávio Vieira, Victor Tagore e Maurício Gomyde. O escritor Arisson Tavares vai apoiá-los a expor algumas formas de publicação. Perfeito para quem não sabe como transformar as obras em livros físicos.

Depois ainda no Auditório Alvorada, às 11h, teremos o Grande Debate dos Escritores Jovens. A mesa será formada pelos escritores Jander Gomez, Dayse Dantas e João Doerderlein e a mediação fica com a Marina Oliveira. Será que a discussão nos levará a uma Guerra Civil?

Dica: Vão bem alimentados porque o debate vai até 12h30.

2o dia (24/07) – tarde 

Às 14h no Espaço Oficinas 1, Flávio Vieira (não temos culpa, o rapaz é ótimo!) fará um workshop sobre Bloqueio Criativo. Mesmo esquema do dia anterior – é aberto à feira e são 25 vagas. Portanto, cheguem cedo para garantir o seu lugar ao sol.

Às 15h, Hector Ângelo ministrará uma palestra no Auditório Alvorada. Aí vão alguns motivos para não perder:

  • 14 anos, 4 livros;
  • Recém-contratado da Editora 42;
  • Foi destaque numa feira literária de Londres;
  • Desenha, pinta e já produziu uma linha de bonecos;
  • O seu terceiro  livro “A Transformação de Joca” foi selecionado no Concurso Internacional de Escritores Infantojuvenil Lusofonos La Atrevida , instituição ligada à Universidade de Lisboa e fará parte do livro III Antologia Atrevida.

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É mole ou quer mais?!!!

Para fechar o I Enaejo com chave de ouro: Bate-papo com André Vianco, às 16h no Auditório Águas Claras. Ele é o cara! Ele tem bagagem! E vai dividir com a gente, mediado pelo blogueiro literário (e fã) Luciano Vellasco. Afinal, no encontro passamos por todos os estágios da vida de escritor. Nada mais justo do que terminar com um autor como Vianco, que já vem construindo seu legado há um tempo.

Após o bate-papo, vai direto para o Abraço com Letras e distribuir autógrafos.

 

 

 

TOP 7: Minhas próprias versões

Dei uma olhada no meu canal do YouTube (/marin4) dedicado às cantorias e me espantei ao ver que já estou quase nos 2 mil inscritos! Uau! Mesmo não se comparando a outros, fico surpresa em alcançar esta marca sem nenhum esforcinho em publicidade.

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Se você não sabe do que estou falando, permita-me resumir: desde 2008 escrevo versões em português de músicas coreanas. Até já postei algumas aqui no blog, falando do processo de adaptação. Por que eu faço? Porque é divertido! E ainda bem que tenho uma voz razoável que me permite interpretá-las.

Hoje vou deixar aqui as minhas sete letras favoritas. Nossa, como foi complicado escolher! Afinal, tenho carinha por todas que já escrevi. Porém, tentei me enfocar naquelas cujas letras são um pouco mais complexas e interessantes (e que também não comentei no Versionando). Espero que gostem!

7) Baek Ji Young – GOOD BOY

Muitas das minhas versões favoritas consistem em contar uma história (talvez por eu ser escritora?). Good Boy é sobre o relacionamento de uma mulher com um menino mais novo. Só que ela não é a melhor das namoradas… e nem ele! O rap teve a ajuda do AJ.

6) Yenny – Hello to Myself

Essa letra é uma reflexão sobre os momentos difíceis que às vezes passamos. Se pudesse enviar uma mensagem para o futuro, o que você diria?

5) Lee Hyori – Miss Korea

Apesar de falar da Miss Coreia do Sul, a crítica é sobre os padrões de beleza impostos pela sociedade. Eu sou uma ex-quase-socióloga, então adorei trabalhar o tema.

4) Spica – Tonight

Tonight é sobre aproveitar a vida e viver o agora. Além de amar o resultado da adaptação, a letra me permitiu usar várias estruturas diferentes do português e brincar com as palavras.

3) You and I – IU

Gente, essa é de longe a letra mais divertida que fiz até hoje. E ela tem um toque mágico do nível que poderia entrar facilmente num musical da Disney. Conta a história de uma menina que consegue viajar no tempo e vislumbrar o futuro com o amado. Fofo.

2) BoA – Only One

Versionar uma das maiores divas do k-pop é muita responsabilidade. Porém, realmente acredito que fiz jus. É uma canção de dor de cotovelo, de amor insuperável. Quem nunca?

1) Insooni – Goose’s Dream

Goose’s Dream é um clássico da música coreana. A cantora, Insooni, é filha de afro-americano com coreana. Tendo sofrido muito preconceito por causa da origem, essa canção é sobre a luta e as forças que juntou para seguir os sonhos de ser cantora no país onde nasceu. A versão veio a pedido da organização de um evento chamado Dream Concert que acontece todo ano em São Paulo. E isso foi mais um presente para mim do que para eles. Toda vez que me sinto desanimada ou preciso de gás para continuar perseguindo os meus sonhos, a escuto.

BONUS: G.NA – Black and White

Esta é uma versão de coreano para inglês! A cantora narra a história dela e do namorado, que, mesmo tão diferentes, são perfeitos um para o outro.

Na Prática: Criando Personagens

Criar bons personagens pode ser um trabalho tão árduo quanto desenvolver o enredo em que eles se inserem. Então, sim, este post é sobre eles, os personagens. Simples e direto. Quais as inspirações? Como eles surgem? O que fazer para desenvolvê-los? Espero responder a estas perguntas e apoiar futuros escritores que estejam se sentindo inseguros (como um dia já me senti) a botarem suas histórias no papel.

LEMBRANDO que não sou a dona da verdade. Talvez você discorde do que vou falar a seguir. Este é o meu método.

 

Objetivo

Assumindo que já se tem um plot montado, ao criar um personagem, acho que a primeira coisa que é preciso ter em mente é qual o objetivo dele na história. Fazendo isso, você não só dá o seu norte, como também entende as suas motivações. Ao menos que o personagem passe por uma transformação no meio da jornada, esse objetivo não pode mudar. Por que? Porque é assim que nós humanos agimos.

Quando se tem um esboço do personagem, é possível distinguir se ele será plano ou redondo. Aí vai um exemplo esdrúxulo sobre o que acabei de falar:

“Manuel viu os pais padeiros serem assassinados quando criança, cresceu atormentado e hoje é policial. Sua motivação é a sede de justiça, mas não confia mais em ninguém para alcançá-la.” Em três linhas deduzimos que Manuel é um justiceiro solitário; é o papel dele na história. Ele pode continuar como personagem plano e ter este mote até o final. Ou, de repente, eu posso adicionar algo: “Um dia Manuel encontra um bebê abandonado no lixo e, num momento de compaixão, resolve cuidar dele. Os sentimentos negativos que tinha com relação a infância começam desaparecer a medida em que o menino cresce. Manuel percebe que o amor vence o ódio acima de tudo”. O menino foi o agente da mudança do justiceiro. Várias coisas podem ter acontecido no meio do caminho, mas o agente é necessário. Quando há esse tipo de diferença do personagem inicial para o final, cria-se um personagem redondo.

Foi um exemplo ruim e bem simplificado, eu sei.

 

Personalidade

A personalidade é algo que pode surgir concomitantemente à designação de um objetivo. Arriscaria dizer que é algo que também está relacionado diretamente à inspiração. Já falei sobre o tema aqui algumas vezes. Só que estou disposta a te contar um segredo: na maioria das vezes a inspiração vem da observação passiva e ativa.

Considero a observação passiva como automática. É dela que vem os personagens baseados em pessoas que conhecemos, por exemplo. Interajo com essas pessoas, linko algo dela com a história que criei. O mesmo pode acontecer a partir de outros personagens já apresentados na literatura, no cinema, na TV… O processo é um tanto inconsciente, não requer esforço.

Já a observação ativa acontece quando vamos em busca da informação. Que informação? Qualquer uma que esteja relacionada ao estudo da natureza humana. Alguns exemplos que utilizei para construir os personagens de “A Parede Branca do Meu Quarto”:

  • Psicologia;
  • Eneagrama;
  • Astrologia.

Peguei algumas matérias de psicologia na faculdade. Sempre me interessei por Astrologia. Fiz cursos para entender o Eneagrama e os eneatipos. Com exceção do primeiro (acho porque nunca me aprofundei muito), os outros dois exemplos me interesso por estudar até hoje. Ambos apresentam modelos de personalidade e ego, o que me apoiou bastante para moldar e especificar os objetivos de cada personagem. Só para se ter ideia, tenho um caderno especial onde guardo a data de aniversário, o signo e o eneatipo da Mariana e dos seus amigos.

É bom deixar claro que aqui que não acho legal seguir os modelos à risca. Eles funcionam apenas como estimulantes da inspiração.

 

Contexto 

Dependendo do tipo de personalidade e objetivo, o personagem toma as decisões de forma diferente. Uma mulher que já tinha ideais feministas no século XV não agiria da mesma forma como uma que tenha 30 anos em 2015. E se ele agisse? Bem, haveria consequências. No século XV, ela seria taxada de louca, deserdada e talvez nunca conseguisse arranjar um bom emprego caso quisesse sobreviver sozinha. Mas talvez você esteja escrevendo sobre uma mulher que obteve sucesso nesta mesma época. Daí seria preciso deixar claro o como ela chegou lá e quais foram as dificuldades. A questão geográfica também é importante: mulheres do século XV no Brasil (índias?) são diferentes das do Japão, por exemplo.

E quando minha história é num universo fantástico ou acontece em outro planeta? Neste caso, o critério das ações é bem mais livre. Ainda assim, várias explicações precisarão ser dadas. Principalmente sobre a sociedade que cerca a personagem.

Localização, época e sociedade são os valores do contexto.

 

Toques finais

Como o personagem se parece? Ele alto ou baixo? Qual é a cor da pele, dos olhos e do cabelo? Magro? Acima do peso? Do que o personagem gosta? Quais são seus hobbies? Como se veste? O que come? Pratica esportes? Gosta de cozinhar? Como se relaciona com a família? E com os outros? Qual é a profissão? Posição política? Tem algum sonho? Quem o inspira? Viajaria para a lua se tivesse a oportunidade? Prefere azul ao rosa? Alérgico a camarão? São tantas perguntas…

Os toques finais são a roupagem do personagem. Você até pode planejar alguns, mas esteja aberto(a) para aparições espontâneas no meio do texto (e precisar voltar ao capítulos anteriores para acrescentar a nova característica). Apesar de serem “finais”, não são menos importantes. São esses toques que ajudam o leitor a visualizar e se relacionar com o personagem no início da leitura.

Uma imagem singela para ilustrar o post - A evolução do Mickey
Uma imagem singela para ilustrar o post – A evolução do Mickey

Registro de livro na Biblioteca Nacional

Seguindo o conselho de várias pessoas e até da Babi Dewet, registrei o meu livro na Biblioteca Nacional. Oh Yeah! A Parede Branca do Meu Quarto será meu e só meu. Direitos Autorais, baby! Mal posso esperar para receber o meu certificado de registro dentre 90 dias. E você? Gostou da ideia? Quer fazer o mesmo com as suas histórias, suas músicas ou desenhos? Neste post resumirei os passos para tanto.

Levando em consideração que a sua obra está pronta, estes são os passos que você deve tomar:

1 – Imprima uma cópia com as páginas enumeradas. Depois, rubrique-as;

2 – Tire duas cópias, uma de um documento com RG e CPF e outra de um comprovante de residência;

3 – Entre na página da Biblioteca Nacional, imprima o formulário de registro e averbação e preencha-o;

4 – Gere o boleto de GRU com o valor do procedimento almejado e pague-o;

5 – Leve tudo para o Escritório de Direitos Autorais (Rua da Imprensa,16, 12º andar, Centro 20030-120 RJ) ou a um Posto Estadual.

Minha Experiência 

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Comprovante de registro. O certificado chegará na minha casa em 90 dias!

Em Brasília há um posto para registro, mas está fechado para reformas (previsão de reabrir só em Março). Como estou de férias e tenho familiares no Rio de Janeiro, resolvi fazer uma viagem. Desembarquei no Santos Dumont e fui andando até o escritório (20 minutos de caminhada). Chegando lá, não peguei nenhuma fila. Entreguei a papelada no balcão, recebi o canhoto aí do lado e pronto, o registro estava feito.

Confesso que esperava uma super emoção com esse feito nesta vida de escritora que pretendo levar, mas foi tão rápido que nem deu tempo para sentir nada. Quer dizer, só fome. Era hora do almoço.

Se pretende fazer o mesmo e ir ao Rio, sugiro que ainda dê uma passada na Biblioteca Nacional. É uma passeio muito bacana mesmo. As salas abertas ao pública são incríveis, assim como os livros e tratados em exposição. Infelizmente não cheguei a tempo para a visita guiada. Tudo bem. É um pretexto para voltar, no futuro.

Projeto Parede Branca: Revisões Finalizadas

Eu poderia ter demorado menos tempo, mas me enrolei. Mesmo assim, é com grande orgulho que vos anuncio: A fase de revisão foi concluída com êxito. Neste post falarei do como o processo se deu, em três partes:

Revisão 1

A primeira releitura após o término do livro foi a mais demorada porque praticamente toda a revisão ortográfica aconteceu aqui. Além disso, identifiquei pequenos problemas e furos da narrativa. Anotei num papel para que não me esquecesse das futuras correções. Não me atentei a detalhes estéticos, deixei para a segunda parte.

Lista da Revisão 2
Lista da Revisão 2

Revisão 2

Na segunda releitura, quase não li!

Primeiramente, arrumei o recuo de algumas falas. Depois, eliminei as “puladas” de linha que eu insistia em colocar entre parágrafos (herança dos meus tempos de fanfiction.net) e troquei a fonte Cambria para Times New Roman. O engraçado é que, de 293 páginas, passou-se para 229! Fiquei um pouco tristonha, mas desapeguei.

Daí tive que fazer outras padronizações – as das falas da vó Fatinha. Como quis expressar o sotaque dela de goiana, meio que inventei algumas palavras. Só que eu não sabia como deixar isso claro… acabei optando por este estilo ‘palavra’. Palavras estrangeiras ficaram em negrito. Já as em inglês que a mãe da Mariana não entendia, ficaram  como “uordis”.

Outro impasse que enfrentei foi o de citação de marcas conhecidas. Lugares daqui de Brasília e nomes de colégio, deixei como são (apesar de que o Joana D’Arc, colégio da Mariana, é invenção minha). O mesmo valeu para celulares (lê-se iPhone). Porém as demais franquias e revistas, resolvi fazer uma brincadeirinha que sempre vi nos quadrinhos da Turma da Mônica – fiz versões. Aí vão alguns exemplos:

Revista FOCO – Revista ENFOQUE (revista da alta sociedade de Brasília)

Cultura Inglesa – Cultura Britânica (escola de idiomas famosa pelo Brasil)

Smart Fitness – Gym Fit (rede de academias espalhada por toda a capital)

As demais marcas, generalizei ou deixe implícito. Tipo um programa famoso que passa nas noites de domingo (Dá pra concluir que é o Fantástico).

Por fim, precisei verificar a diferença de idade entre o Lucas e a Mariana; incluir o aniversário do Lucas na trama porque é importante para o próximo livro e calcular corretamente quando teria sido a briga da Mariana com o Ian.

Revisão 3

A últimas parte foi a causa da minha demora. Aqui, revisei tudo gramaticalmente de novo e ainda averiguei os feedbacks dados pelas minhas amigas Luisa, Maira e Jacqueline (estes foram dados anteriormente). Eu pretendia botar as observações delas aqui, mas me toquei que acabaria revelando alguns momentos cruciais do livro. Sendo assim, darei apenas uma visão geral do que acabei mudando ou acrescentando:

– As primeiras descrições do Lucas mudaram. Simplesmente, o personagem do início não parecia com o do meio e do fim. Em vez de um pentelho, ele ganhou uma faceta “geek” e introspectiva. Ele ainda continua enchendo a paciência da Mariana algumas vezes, no entanto;

– A linha do tempo da Lara estava uma bagunça, então a consertei. A grande modificação é que, em vez da Inglaterra, no passado ela viveu nos EUA. O pai dela também virou americano;

– Alguns pequenos gostos do Ian também foram modificados;

– Preocupei-me um pouco mais em descrever a aparência dos personagens e dos locais. Ainda não é a coisa mais detalhada do mundo, mas creio que melhorei. É que sempre que eu tentava florear as descrições, percebia que não combinava muito com o meu estilo. Prefiro deixar impressões e priorizar diálogos.

E agora?

Seguindo os passos de um vídeo da Babi Dewet que já apareceu aqui no blog, chega a hora de fazer  a minha “carta de apresentação”, imprimir o livro e também transformá-lo em PDF. Estou super ansiosa. E vocês?

Escrevendo Textos

Título autoexplicativo, não? Pois bem, não vou me alongar na introdução. Apenas gostaria de dedicar o post à amiga, Mariana, que veio me pedir dicas para melhorar nas redações. Espero que possa te apoiar na arte da escrita e que este apoio também sirva de apoio para outras pessoas.

Muito provável que este não seja um dos meus melhores trabalhos, mas vou me esforçar.

Primeiramente, não espere fazer um texto super sensacional de primeira. Existe sim pessoas que nascem com o talento para escrita, mas a maioria que vem para terra nasce com a propensão a desenvolvê-lo. E como se desenvolve um talento? Prática, prática e prática.

Certo, mas como vou praticar se nem sei como começar?

Calma gafanhoto, vamos falar disso agora mesmo. O primeiro a ser feito soa tosco, mas é isso aê: comece do começo. E o que é o começo? Ora, qual é o objetivo do texto. Do que se tratará? Amor, amizade, seu cachorro ou uma frase na porta de um banheiro. Tudo é válido. Tendo isso claro, pergunte-se para quem você vai escrever; quem é o seu público. Tá, eu sei que seria ideal que todos pudessem ler, mas não é assim que funciona. Por isso, entenda quem é a audiência que você quer atingir. Conhecendo-a, você vai saber imediatamente o tom, o vocabulário e o formato a serem utilizados.

Como o objetivo e o público claros, é hora de buscar as informações das quais você quer falar. Intende-se por informação não só dados ou notícias factuais, mas também memórias e observações. Afinal como você vai escrever sobre um sonho que teve apenas fazendo um busca no Google? O sonho foi você quem teve. Agora, se quiser buscar os possíveis significados daquilo que você se lembra enquanto estava dormido, junte a memória e os fatos. Por que não? Deixa o texto ainda mais interessante.

O primeiro ato está completo. Até então, você não escreveu nada, certo? Apenas organizou tudo na sua cabeça ou num caderninho de notas. Hora de botar as mãos na massa!

Texto, texto, texto. Como iniciar um texto? Olha, o certo seria dizer que é da maneira que você acha melhor. Prevejo que talvez esteja confuso(a) sobre qual seria essa maneira. Essa é a graça, não tem uma maneira. Se fosse numa matéria jornalística, o mais correto seria seguir o formato da pirâmide invertida. Assim, no primeiro parágrafo, responde-se as seis perguntas fundamentais: O que? Onde? Quando? Como? Quem? E por que? Elas vêm daquele objetivo que estabelecemos lá em cima, no post. O que pode ser feito, no entanto, é encontrar qual é o questionamento mais importante a ser introduzido. Exemplifico. Se o tema da escrita é a arquitetura da cidade Brasília, indague-se qual será o enfoque do texto. São as formas como não se vê em nenhum lugar do mundo? Temos aí um “o que”. Se é sobre as dificuldades enfrentadas pelos candangos, um “quando” e “quem”. Pois é, há combinações também.

Outra forma de começar a tudo é montar um quebra-cabeças. Escreva trechos ou parágrafos que já estejam bem claros na sua mente. Depois é só tentar encaixar as peças e ver qual é a ordem que mais combina com o seu estilo. A partir daí, você vai completando o que falta.

Agora, digamos que você já fez tudo isso, gostou do resultado e está para fechar o texto. Como fazer isso de forma genial? O melhor conselho, na minha opinião, é para de pensar assim. A conclusão tem que vir naturalmente e “genial” é um conceito que vai variar de pessoa para pessoa. O que eu mais gosto de fazer é resgatar algo que foi dito lá no início; uma recapitulação do objetivo para que o leitor lembre o porquê de ter começado a ler seu trabalho. Não precisa ser algo didático tipo “conclui-se então que tananatananatanana”. Pode ser um agradecimento igual ao que coloquei no início do post.

E aí, deu aquela subidinha na barra do navegador para checar?

Acho que a última linha seria um ótimo final, mas ainda gostaria de ressaltar alguns pontos antes de concluir de fato.

1 – Não fique parado. Escreva qualquer coisa e não se julgue por isso (você terá bastante tempo depois). Muitas vezes, ficamos estáticos olhando para a tela do computador, pensando na maneira perfeita de iniciar o texto. Se o seu quebra-cabeça começou no meio, vá lá e monte o meio. Geralmente, quando se inicia a ação, o restante das ideias vêm logo em seguida.

2 – Não se prenda ao título. Aliás, deixe-o para o final, como já falei anteriormente. Quando se é escritor, você percebe que o texto tem vida própria. Ao colocarmos um título antes, automaticamente ignoramos todas as possíveis ideias (e novos títulos) que só estavam esperando pela nossa ação.

3 – Não se esqueça da revisão. Terminou o texto? Vá fazer um lanchinho, comer algo e esvaziar a mente. Só aí volte e inicie a revisão. Quando estamos trabalhando em algo por muito tempo, temos a tendência de a ignorar os erros e não enxergá-los. Por isso que é bom dar essa parada. Assim você vai relê-lo com uma “mente nova”.

É isso. Espero que tenham gostado das dicas. Tenho plena consciência de que não são novas e nem as melhores do mundo, mas pode ter sido a primeira vez que você lê algo do tipo de uma futura escritora. E, se isso não faz diferença e o texto ainda precisa ser redigido, trate de fechar esta janela e colocar as mãos na massa!

Diarinho: Mente Maluca

Se você acompanha o blog há um tempo, já sabe que eu estou escrevendo dois projetos ao mesmo tempo. Eu sei, eu sei. Isso é loucura porque eu deveria me focar num só, não é? Posso dizer que concordaria, mas a minha mente é muito “bipolar” (não no sentido emocional) e muda de “preferências” constantemente. Exemplo: Uma semana só quero saber de textos filosóficos, outra não estou com vontade de ler nada do tipo. Às vezes estou com maior gás para leitura e leio um livro em menos de três dias. Daí na semana seguinte só quero saber de ver seriados.

Juro. É o que acontece comigo.

Mas bem, eu não ligava essa versatilidade com essa maluquice de tocar dois projetos ao mesmo tempo. Só fui perceber o quanto isso combinava comigo na última quarta-feira.

Geralmente eu trabalho à tarde. Saio de casa, escolho um dos meus três cafés preferidos da redondeza e fico escrevendo direto até umas 19:00. Só que esses dias essa rotina meio que se quebrou. Nada de crises existenciais dessa vez. Foi uma infecção alimentar que me deixou de cama, sem energia para fazer qualquer coisa que fosse. Quarta-feira, me senti um pouco melhor e fui a luta. Só que quando eu me sentei no café e abri o arquivo do Projeto Lene, nada saía.

Sério. Entrei em desespero, julgamento e tudo que tinha direito. Caramba. Era ele que eu queria terminar até o fim do ano; o Projeto Lene era a minha prioridade. Pensei em fechar o computador e voltar para casa novamente. Ainda bem que não o fiz, porque resolvi abrir o documento do Projeto Sem Título Ainda.

E não é que a coisa fluiu? Terminei um capítulo, comecei outro. Foi uma maravilha. Desapeguei do Projeto Lene de novo. Aliás, decidi desapegar desse foco que todos insistem que eu deva ter. Estou escrevendo os dois livros ao mesmo tempo e ponto. Quando me sentar para escrever, eu escrevo o que estiver mais fresco na minha cabeça. Vou aproveitar enquanto posso fazer isso, né? Afinal, quando eu me tornar uma autora conhecida, prazos e cobranças com determinados projetos vão chegar. =D

Engraçado que eu nunca tinha percebido tão bem essas oscilações de “preferência mental” (Tá certo isso? Hahaha). Quer dizer, eu sabia. Só nunca tinha visto isso como uma vantagem. Vantagem em poder ter essa mudança e não me preocupar por não estar produzindo nada. Porque era isso que acontecia.

No fundo, a meta de terminar os dois não se desfaz. Quando a intenção é clara, o método vem. Mesmo que seja “bipolar” desse jeito.