Review: 3%

Olá, queridos leitores!

O Marinescritora não é um blog apenas sobre literatura; é, acima de tudo, sobre a arte de contar histórias. Por isso que não podia deixar de comentar a primeira série 100% brasileira da Netflix, a 3% (sacaram o trocadilho?).

Ah! Vai ter spoiler.

Eu assisti ao piloto no youtube, quando foi lançado lá em… 2011? Não lembro. Achei a ideia super bacana e fiquei na torcida de um financiamento na época. Alguns anos depois, ela chegou. E espero que seja para ficar.

Tirado da Wikipédia, aí vai um resumo do enredo:

222495A série “3%” mostra um mundo pós-apocalíptico, depois de diversas crises que deixaram o planeta devastado. Num lugar não especificado do Brasil, a maior parte da população sobrevivente mora no Continente, um lugar miserável, decadente, onde falta tudo: água, comida, energia e outros recursos.

Aos 20 anos de idade, todo cidadão tem direito de participar do Processo, uma seleção que oferece a única chance de passar para o Mar Alto, onde tudo é abundante e há oportunidades de uma vida digna. Mas somente 3% dos candidatos são aprovados no Processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas e os coloca diante de dilemas morais.

Já tem alguns anos que estamos saturados de distopias. Não me levem a mal, eu gosto bastante. Mas é impossível evitar comparações após já ter lido e assistido a tantas. Em 3%, há muito da série “Divergente” da Veronica Roth com doses homeopáticas do clássico “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley. Isso acaba causando uma sensação de déjà vu contínua que só vai se dissipando a partir do quinto episódio, quando entramos na história do mandante do Processo, Ezequiel – um ótimo personagem, por sinal. Mas vamos voltar ao início.

O primeiro contato com a série é bacana. Gostei das cores dos ambientes, os efeitos especiais são decentes e a apresentação do contexto e dos personagens é interessante. Pontos negativos de cara: as roupas, que são muito artificiais e toscas, e a representação do Continente, mais artificial ainda. Afinal, 97% da população mora lá e as ruas sempre parecem vazias. Estranho.

Daí somos apresentados aos que parecem ser os protagonistas – Michele, Rafael, Fernando, Joana e Marco. Cada um tem seu passado misterioso, dilema e personalidade bem definidos. Particularmente, gostei bastante do desenvolvimento de todos. Apesar de os diálogos serem um tanto fracos, não temos flashbacks enormes e os dramas são rápidos, mas relevantes. O destaque, para mim, foi Rafael (ele me lembrou o Daniel Radcliffe algumas vezes). O arco de lobo solitário e raivoso toma o rumo da consciência. No final, ele se tornou o meu favorito.Curti também a Joana, que tem uma jornada parecida com a do Rafael, mas de um jeito bem mais BADASS! Michele é OK. Fernando foi perdendo a minha simpatia pela forma de menino apaixonado que ele ganhou. Marco… acabou que ele protagonizou o episódio mais legal, na minha opinião.

Quarto capítulo. Nome: Portão. Presos no alojamento sem água e comida, os candidatos do Processo acabam se dividindo em um grupo de opressores e oprimidos. Foi como assistir Das Experiment de novo! O perfeitinho Marco se transformou num tirano e as atuações (que oscilaram bastante ao longo dos episódios) arrasaram.

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Também gostei deveras do fechamento da série, apesar de ficar me questionando como nenhuma câmera não pegou o desespero da Michele depois de envenenar sem querer o outro fiscal lá. Nenhuma revelação foi chocante a nível Black Mirror, mas ainda assim  entretêm. Ezequiel já foi integrante da Causa, o irmão da Michelle tá vivão no Mar Alto, Joana e Fernando são eliminados e Rafael aceita a esterilização da vacina. Se a série não ganhar uma nova temporada, é um desfecho aberto, mas nem tanto, no nível Admirável Mundo Novo mesmo.

Vi numa entrevista do Omelete que esta temporada tem enfoque no Processo, então nem reclamo da falta de informações do universo criado pelo Pedro Aguilera. É uma parte de um grande retrato, espero. Porque as questões sociais discutidas ficaram apenas na meritocracia. É válido, claro! Só esperava mais, já que a acessibilidade foi relativamente fácil para o Fernando.

No geral, achei a série boa. Talvez por ainda levar em consideração a minha felicidade por ver uma ficção científica nacional, dei 4/5 na avaliação da Netflix (mas o certo seria uns 3,7). Sei que há alguns buracos no roteiro, os momentos românticos dão um pouco de vergonha alheia e que, de novo, as roupas são toscas. Porém a história prende e os personagens são legais, realmente me importei com cada um deles (até os que claramente seriam eliminados).

Recomendo!

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4 Questionamentos sobre Fahrenheit 451

Já tem um bom tempo que quero fazer vídeos para discutir mais os livros, o processo de criação e a literatura. Pensei, pensei e pensei de novo. Cheguei a conclusão que não conseguiria ser uma booktuber. Porém, por que não uma escritora-meio-que-blogueira?

Após ler Fahrenheit 451 do autor Ray Bradbury, percebi que dizer o que achei da obra e fazer a minha avaliação não seria o suficiente. Até porque já exitem várias resenhas interessantes por aí! “Eu quero mesmo é discutir, ir mais fundo”,  disse para os meus botões. O resultado é o vídeo acima, que leva o nome do post.

Os tais questionamentos são mais convites a reflexão. Primeiro disserto sobre a mudança do protagonista, Montag. Depois comento o tom dos discursos dos personagens. Daí discorro sobre a questão da “memória”, do quanto é sempre “relembrada”. Finalizo filosofando sobre a neutralidade do mundo.

Ainda não tenho cenário, então fui guiada pela iluminação. Sentei no chão da sala, reli o roteiro que preparei e gravei. Espero que gostem!

Breakfast X Incomprendidos

Mais um post sobre filmes. Estou quase criando uma categoria para eles. Enquanto isso, ficamos na boa e velha “Review” (com um toque de Adole-essência). E, antes que corrijam, o “Incomprendidos” ali em cima não está errado! Explico no próximo parágrafo.

Depois da maratona de filmes de formatura, o Netflix começou a me oferecer tudo que é tipo de história com teor adolescente. Dando uma olhada rápida, encontrei  o espanhol “El club de los incomprendidos”. Dei play imediatamente porque iria ter prova escrita de espanhol no dia seguinte (e nada melhor que treinar os ouvidos e o cérebro do que um contato direto com a língua).

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O clube dos incompreendidos (2014)

O filme começa com Valeria se mudando para Madrid após a separação dos pais. No seu primeiro dia de aula, se mete numa briga com uma garota e acaba sendo encaminhada para um grupo de orientação na biblioteca. Lá ela conhece Raúl (o popular), Bruno (o nerd), Eli (a problemática), Ester (a atleta) e Meri (a calada). Os seis se estranham no primeiro contato, mas logo se tornam super amigos.

A história é boba, mas bonitinha. Valeria e Raúl se apaixonam, mas Eli também se interessa pelo rapaz e o casal não sabe o que fazer pela amiga. Bruno se declara para Ester, mas ela está de caso com o treinador de vôlei. Daí no final Meri acaba se declarando pra Ester (quando o filme leva a pensar que ela gosta do Bruno). Entre a teia amorosa, ainda são tratados o tema da depressão, do primeiro amor e da confiança. Ao terminar de assistir, fiquei com aquele sentimento bom, sabe?

Porém, ao mesmo tempo não parava de pensar no desenvolvimento meio ruim dos personagens (principalmente do Raúl, que é muito guapo por sinal). Mas o que mais me incomodou foi: o momento todo parecia que estava assistindo a um filme americano com pessoas falando em espanhol. Até a trilha sonora era toda em inglês! Acho que descaracterizou muito do que o filme poderia ter de “único”.

O clube dos cinco (1985)

Assim que os “Incomprendidos” começou, imediatamente me lembrei do “Breakfast”. Eu não tinha assistido ao filme até então, mas sabia que ele  tinha sido um marco no cinema adolescente (isso sem contar as inúmeras referências ao filme em Pitch Perfect). O motivo da lembrança foi a imagem dos alunos na detenção.

Engraçado que, numa busca relâmpago no Google, muitas pessoas compararam os dois longas. Até as denominações são parecidas! Temos Johh (o marginal), Claire (a patricinha), Allison (a neurótica), Brian (o nerd) e Andrew (o atleta).

Voltando só ao Breakfast, a história toda se passa num dia de detenção na biblioteca do colégio em que os cinco personagens estudam. No início eles também se estranham. Pouco a pouco, cada um vai se abrindo e expondo suas cicatrizes pessoais. No fim, todos entendem que laços foram formados.

Na primeira meia hora não entendia o “fanatismo” acerca do filme. Sinceramente, estava achando bem chato. No final, esbanjava um sorrisão enorme e cantava “Don’t you (forget about me)”. A história é muito bem construída (e justifica o início parado). Os atores são ótimos, os personagens também. Por que são ótimos? Porque em 1h30 consegui me envolver com cada um deles. Nenhum é somente um atleta ou um marginal; eles têm nuances, um background complexo apresentado de forma objetiva. É aí que se percebe a qualidade dos atores também.

Assim, não tem como negar: The breakfast club é a maior influência de todos os filmes adolescentes americanos (e, aparentemente, espanhóis).

Versão brasileira? Quando teremos?

K-pop World Festival 2015

Mais um K-Pop World Festival. Desta vez, nada de cair de paraquedas; fui convidada com meses de antecedência para cobrir o evento pelo KPBRC. E, com isso, já dava para prever que o evento seria diferente da correria do ano passado.

IMG_3797Minhas previsões começaram a se concretizar logo na entrada. Cheguei dez minutos após a abertura dos portões. Havia fila porque, quem entrasse, portaria uma pulseira (rosa para a plateia, azul para a imprensa). Subo as rampas do teatro do colégio La Salle e me deparo com uma exposição sobre a Coreia do Sul. Às portas, integrantes do staff entregam DVDs e postais de bandas coreanas. Mesmo não sendo a maior fã do SHINee, adoro ganhar coisas de graça.

Dentro do teatro, encontro Natasha Belus, amiga fundadora do KPBRC. Ela conta que a organização (ela também é membro do KOREA ON, responsável pelo KWF do ano passado e deste) vem se preparando desde o início de 2015. Garantiu também que não devem ocorrer problemas de mídia. Em especial para os competidores de canto, havia retorno de voz testado e aprovado. O único porém é que, provavelmente, não teríamos pontualidade asiática. Acontece.

Resolvo caminhar um pouco pelo local. Ainda é possível escolher qual cadeira se sentar. Enquanto voltava para a minha, escuto o melhor comentário do mundo. “Esse povo do k-pop é muito louco, já chega nos lugares dançando”, disse alguém. Fiquei imaginando o que “alguém” falou quando Ice Cream do Red Velvet começou a tocar e a grande maioria das pessoas se levantou para dançar. Ou quando Bulletproof do BTS apareceu e todos gritaram e cantaram loucamente.

São 17:12. Pergunto para outra conhecida do staff sobre quando o KWF teria início. Ela responde que a avaliação de figurino estava acontecendo atrás do palco e todos jurados já estavam presentes! “Deve começar em, no máximo, quinze minutos”, Jana acrescenta. Dito e feito. Às 17:26, as luzes se apagaram e o espetáculo se deu.

Apresentações

Os mestres cerimônia foram Nina (Daebak? Só sei que a conheço de vista e de algum lugar) e Kenji (ex-CHAMPS). Apesar de algumas trapalhadas, tipo confundir Roraima com Rondônia, os dois me surpreenderam positivamente. Dava para ver que não tinham muita experiência no ramo, mas souberam como contornar – sendo objetivos com a função. Havia uma piadinha ali, outra lá. Porém, em nenhum momento eles deixaram de ressaltar que faziam parte de uma equipe organizadora e o que importava mesmo era os competidores.

E os competidores… Cada um que subiu ao palco, realmente merecia estar ali. Não houve apresentações ruins, apenas algumas que brilharam mais do que outras. Algo natural para, bem, competições. A seguir, seguem as impressões e sentimentos que cada um me passou:

– Kayak
Dupla de Brasília, com muitos fãs ao meu redor. Levaram o segundo lugar do ano passado e, por isso, minhas expectativas quanto a ela era alta. Repetindo a dose, interpretaram AKMU. As vozes se misturaram perfeitamente na versão dos irmãos coreanos para Eyes, Nose, Lips do Taeyang. O nervosismo, porém, pode ter atrapalhado um pouquinho na execução dos instrumentos.

– Elisabeth
Brasiliense. Optou por uma música do k-drama Heirs, Growing Pains II da banda Cold Cherry. O tom era masculino, mas Elisabeth segurou as notas super bem. No refrão, ela se soltava. Gostaria de tê-la ouvido mais como no refrão.

– Érica Shinomoto
De Manaus, Érica entrou no palco com um sorriso e um violão. Não sei que música ela cantou (foi mal…). Adorei a apresentação porque, além do timbre agradável, Érica parecia estar se divertindo no palco. Resultado? A plateia se empolgou junto.

– Kannon
Mais um brasiliense. Rapaz talentoso, mexe com música. Entrou no palco cheio de atitude, digna de Boom Dada do T.O.P. Foi a primeira vez que vi tanto rap coreano na voz de um brasileiro. Incrível.

– Alex
Outro brasiliense, conhecido pelo público. Tocou três instrumentos ao mesmo tempo para dar vida a Replay do SHINee. A voz dele é muito bonita, mas não gostei muito das modificações de ritmo feitas.

– Tammy Bueno
Só tem brasiliense na competição de canto? Enfim, outra apresentação de Eyes, Nose, Lips do Taeyang, mas agora em sua versão original. Fiquei impressionada com o tom grave e doce ao mesmo tempo, assim como a sua interpretação passional.

– Cibelle
A vencedora do KWF do ano passado voltou. Desta vez, ela trouxe de João Pessoa (ou seria Picos no Piauí, confusa estou) uma apresentação poderosa de 1,2,3,4 da LeeHi. Como já a acompanho há um tempo, não me impressionei com a evolução de um ano. Mentira. Fiquei impressionada sim. No meio da música, aparentou um pouco de cansaço. Ainda assim, arrasou nas notas finais e na pose.

– Bianca Carvalho
Goiana, praticamente vizinha. Optou por cantar Heaven da Ailee. E cantar Ailee é sempre uma baita de uma responsabilidade. Mas isso não foi um problema para Bianca. Apesar de estar com o microfone fixo, me chamou a atenção o quanto ela usava os braços para interpretar a música.

– Francine
A última brasiliense (do canto) também levou seu violão para o palco. Demonstrou muita capacidade vocal em Come Back Home do 2NE1. Gostei do rap e plateia pareceu concordar comigo.

– Para2dise
Diretamente de Salvador, o grupo misto dançou Can’t Be Friends do M.Pire. Interpretação impecável. O mesmo vale para o figurino. Mas a música… Sério, não gosto nada dessa música.

– K-Hyung
Representando Pernambuco, minha segunda terra, o grupo fez a performance de Hyde do Vixx. Hipnotizada, quase que me esqueço de gravar o snap. Não vou falar mais nada porque sou tiete deles e todo mundo sabe.

– Dynami
Com toda a simpatia de Natal, Dynami me fez sorrir com a apresentação de Too Very So Much do MYNAME. Baixei a música quando cheguei em casa porque não conseguia parar de pensar na energia bacana que eles me passaram no palco. Impressionante!

– West Sky
Alô, Brasília! Segunda vez no KWF, o grupo caprichou na execução de Maximum do TVXQ. Até elementos de cena e balãozinho distribuído para a plateia teve. Mais uma vez, fiquei tão hipnotizada que quase me esqueço de gravar o snap.

– Candy Pink
Tive vontade de chorar quando, no telão, apareceu que o grupo de Porto Velho iria dançar Kiss Kiss do Ladies Code. Foi só apresentação começar, que deixei as lágrimas de lado. Mais uma performance onde claramente as pessoas estavam se divertindo.

– Black Pearl
Gritos e mais gritos após o anúncio do último representante de Brasília da noite. A menina na outra ponta da minha fileira teve um ataque de emoção enquanto cantava Overdose do EXO. Vi muita atitude no palco. Naquela hora pensei: eles vão ganhar o prêmio de popularidade.

– Navy
Para fechar com chave de ouro, Porto Velho aparece mais uma vez no palco e dança Everybody de SHINee. As roupas ficaram lindas e a sincronia entre os membros foi bastante perceptível. Ótimo trabalho.

Deixei tudo registrado no Snapchat. Vocês podem conferir a seguir. E, se quiserem mais fotos, só dar uma passada no meu Instagram (@marinoli22).

Avaliação final

Se o vídeo acima já foi assistido, os resultados da competição são sabidos. Mas e o resultado do evento KWF como um todo? Olha, o KOREA ON está de parabéns. Não foi só na entrada que a organização se destacou, durante os intervalos (que aconteciam entre quatro apresentações, mais ou menos) Nina e Kenji sorteavam pôsteres e outros presentes. No ano passado, os “mimos” ficaram todos para o final. Observava os staffs indo e vindo às vezes com pressa, mas nunca com o olhar de desespero do ano anterior.

O público também se portou de maneira espetacular. Respeitaram e apoiaram todos os competidores. Não ouvi nenhum comentário maldoso. Acho que eles acabaram entrando no clima organizado do evento.

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Minha única “reclamação” vai, de novo, para a pontualidade. Só que, ao mesmo tempo, tenho consciência que foi feito possível e o impossível para que atrasos não acontecessem. O maior gap veio entre a apresentação especial do Empório Cultural (adorei! Quero assistir ao musical quando estrear) e a escolha dos vencedores da noite. Os concorrentes eram tão bons que o júri (outro upgrade – contou com professores de canto, dança e língua coreana) não conseguia chegar a um veredicto. Nada mais justo, não é? Para compensar, o DJ subiu o som do teatro do La Salle e, de repente, eu estava numa balada de K-pop que nunca fui.

Em resumo, adorei participar e cobrir o KWF 2015. Espero que mais como estejam por vir e que eu possa estar presente para prestigia-lo.

Review: Mad Max também é “Girl Power”

O filme mais comentado da última semana, ganha a minha humilde opinião!

Trinta minutos depois minhas mãos continuavam a tremer. A adrenalina estava no pico. Cheguei em casa, não conseguia dormir. O motivo? Só conseguia pensar no filme que havia acabado de assistir: Mad Max – Estrada da Fúria. Ação, bons personagens e valores feministas, assim poderia resumir o espetáculo visual que é o longa-metragem.

10/10
Avaliação: 10/10

Num mundo pós-apocalíptico, grande parte humanos sofreu mutações genéticas e luta para sobreviver sem água. O elemento mais precioso, no entanto, é o combustível. Os que restaram da nossa raça, se dividiram em gangues com diferentes tipos de transporte. A Terra virou o deserto da Namíbia. Apesar de triste, o cenário é lindo. Porém, mais lindo ainda é se encantar com uma mulher incrível sendo representada pela atriz Charlize Theron, a imperatriz Furiosa.

Furiosa é como uma comandante das “tropas” de Immortan Joe, o líder político e religioso da Cidadela. Tudo muda quando ela se rebela e foge com as mulheres “dele” (sic) que eram guardadas a sete chaves apenas para fins reprodutivos. Daí já percebemos o quanto a personagem não é apenas guerreira e forte; é também sensível e vulnerável. E o protagonista, Max, resolve apoiá-la. JUNTOS, eles saem em busca do lugar mais apropriado para reconstruir a humanidade perdida.

Não acredito que o nosso futuro seja igual ao do filme, mas não posso negar que ficções científicas são críticas metafóricas da sociedade em que vivemos. No fim, destaco novamente a palavra JUNTOS. Homens e mulheres em pé de igualdade podem lutar por uma amanhecer melhor.

Agora, se tudo isso ainda não foi o suficiente para te convencer a ir atrás da próxima sessão de cinema, aí vai mais um incentivo: a trilha sonora e um cara tocando guitarra que solta fogo. A sinfonia pesada vai soar na sua cabeça por horas, assim como todas as analogias que a história traz.

Obrigada, Naruto

Meu amigo Matheus Pacheco escreveu o texto seguir. É sobre o fim do mangá Naruto de Masashi Kishimoto.

“E Naruto acabou.

O mangá em si durou 15 anos, mas eu passei a acompanhá-lo a partir de 2004. Foram dez anos de minha vida onde reservei alguns (muitos) minutos de minha vida para ler, assistir, debater e comentar esta obra.

Para vocês, observadores externos, isso pode parecer a coisa mais estúpida e infantil que existe, eu ler um mangá, “coisa de japonês criança tetuda que não transa”, mas minha intenção com este texto não é entrar no mérito do conteúdo dos mangás. Mas sim, a importância que esta obra teve no meu crescimento pessoal e na formação do meu caráter.

Uma das maiores comunidades do Brasil se formou em torno de Naruto. Nos tempos do agora falecido Orkut, a comunidade chegou a quase meio milhão de pessoas, e era uma das mais movimentadas do mundo. Um fórum onde as pessoas se encontravam, não só para discutir Naruto, mas para interagirem das mais variadas formas.

E desta interação, surgiu um grupo de pessoas que acabou tornando-se muito especial para mim.

Pessoas de todos os cantos do mundo, que acabei conhecendo por causa de Naruto. Nos aproximamos por causa de Naruto. Grandes amizades floresceram por causa de Naruto. Amigos que tenho em minha mais alta estima até hoje. Tantas histórias juntos, tantas alegrias e até mesmo tristezas, compartilhadas no ambiente virtual, mas com a mesma significância de uma interação no mundo físico.

Tudo por causa de Naruto.

Crescemos juntos, nós e o pequeno ninja loiro. Até choramos juntos algumas vezes. Nosso senso crítico ficou mais aguçado também, o que acabou nos deixando com muitos pés atrás com o rumo que a história tomou. O desfecho não foi satisfatório, mas o último capítulo com certeza foi o que esperávamos.

Aos meus companheiros, meu muito obrigado por fazerem parte da minha vida, agora sem Naruto. Mas nossa amizade durará mais alguns bons mangás, com certeza. One Piece está aí que não me deixa mentir.”

Eu não leio One Piece e nem usaria o termo “coisa de japonês criança tetuda que não transa”, mas isso não vem ao caso. Quero enfatizar que é tudo o que foi escrito acima é real para mim. As discussões, as histórias, os amigos. Até porque, foi por causa de Naruto que nós dois nos conhecemos!

Sabem, até agora (agora MESMO), eu sempre considerei Harry Potter como a obra “com que eu cresci”. De fato, eu li meu primeiro livro do bruxinho com onze anos e ele acompanhou minha adolescência até o final. Porém, pensando bem, eu nunca fui uma potterhead, fã de HP, ativa. Não entrei em fóruns ou comunidades para discutir o mundo fantástico criado pela J.K. Rowling; apenas buscava informações e comentava com os meus amigos mais próximos.

Com Naruto, a história foi completamente diferente. Eu acompanhava o mangá e o anime religiosamente. Eu fiz versões das músicas em japonês. Eu era dona e moderadora da maior comunidade do casal Sasuke e Sakura do Orkut (SasuSaku 4ever era o belo nome). Eu brigava com pessoas que defendiam Naruto e Sakura, por Deus. E as fanfics? Bom, esse é um caso de amor já mencionado aqui e aqui no blog: Eu escrevia fanfictions de Naruto também.

Naruto, de certa forma, me treinou para ser a quase-escritora que sou hoje!

Entenderam porque o ninja da Vila da Folha é tão importante para mim? Mesmo não acompanhando bem o mangá há uns três anos, fiz questão de ler os últimos capítulos. Quando terminei o de número 700, meus olhos estavam marejados. Postei no meu perfil do facebook “Foi meh, mas me emocionei lendo o último capítulo de Naruto. ‪#‎falei‬“. Pura realidade.

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Uma das capas da SasuSaku 4ever. Os bonecos eram meus!

Para finalizar este post (e seguir o original), fica aqui uma homenagem. Essa vai para o casal mais masoquista da série. Não teve Neji e Tenten porque Neji, o melhor personagem da história, foi a única baixa da guerra e deixou a Tenten para titia-vendedora-de-armas. PORÉM, TEVE SASUSAKU! PARA NOOOOSSA ALEGRIA! CHOREM HATERS! ELA FLORECEU, ELA FLORECEU! Sakura inútil, Sasuke emo, ambos adoram sofrer. Ainda assim ficaram juntos no fim e tiveram uma linda filha que se chama Salada. Obrigada Kishimoto! Não estou sendo irônica!!!!

I ❤ NARUTO

“Considerações da autora sete anos depois”

Enquanto “A Parede Branca do meu quarto” está em mais uma revisão (alguns amigos e até meu pai resolveram entrar na onda da correção), resolvi fazer algo que já vinha pensando há algum tempo: corrigir minhas fanfics antigas. A primeira a entrar neste Projeto BETA foi a minha história de Naruto que batizei de “Estava Escrito nas Estrelas”.

Descrição: Numa primavera francesa do século XV, uma guerra entre o rei e os ciganos está marcada. E neste momento, pessoas se apaixonarão novamente quando menos esperarem. 

Segue o texto que postei ontem no site fanfiction.net.

Olá,

Aqui é a Marin (antiga “Marin The Noir”) e fazem quase sete anos que concluí “Estava Escrito nas Estrelas”. O primeiro capítulo foi lançado em 22 de fevereiro de 2007. O último, no dia 01 de dezembro do mesmo ano. Caramba. Eu passei o meu terceiro ano do Ensino Médio inteiro escrevendo esta história. O tempo passa…

Bom, eu disse a mim mesma que não tocaria em mais nenhuma fanfic. Resolvi parar com o gênero porque queria começar a trabalhar com os meus próprios personagens. Naquela época, reli todos os títulos que postei aqui. Notei vários erros, mas pensei assim “Quando eu for uma escritora famosa, as pessoas que acharem minhas histórias saberão que eu já errei bastante.” Daí na semana retrasada me deu uma saudade tremenda de Blackmore’s Night (foram as músicas da banda a inspiração da história) e, consequentemente, desta fanfic. Foi só eu começar “Caos em Notre Dame” que percebi que não queria deixar aqueles erros de português terríveis estragarem a minha leitura e a de mais ninguém.

Então, eu revisei (apenas os comentários no fim dos capítulos continuam intactos). Corrigi concordâncias, conjugações verbais e palavras que não faziam sentido no contexto. Acho que, na tentativa de querer escrever “bonito e complicado”, acabei cometendo várias gafes. Não mexi no conteúdo, no entanto. Apesar de ter arrumado algumas frases, fiz questão de deixar tudo o mais original possível. A única mudança drástica que acabei fazendo foi a da descrição do ferimento do Sasuke no primeiro capítulo. Antes, ele teria batido num muro e deslocado o ombro. Só que, bem, isso não causaria a infecção que tomaria conta dele nos capítulos seguintes.

Houve também um problema com metade do capítulo dois. O final simplesmente sumiu. Precisei, então, reescrevê-lo. Deu trabalho me manter fiel ao meu antigo estilo de escrita, mas creio que tenha dado certo.

Ainda sobre o conteúdo, estou ciente das gafes históricas. Tanto a Espanha quanto a França ainda não tinham os territórios que demarquei. Muito provavelmente, Calais e Dover ainda não tinham barcas que te levavam de uma cidade a outra. Isso sem contar que Toulouse nem é a cidade mais perto do território espanhol. Isso sem contar os estereótipos dos países… Enfim, deixa estar. O que importa é que, agora, a história está mais prazerosa aos olhos das pessoas.

Um dia pretendo recontar “Estava Escrito nas Estrelas” de uma maneira diferente. Enquanto esse dia não chega, fiquem à vontade para ler a fanfic quantas vezes quiserem.

A fanfic pode ser lida neste link aqui. Assim que adicionei o texto acima, recebi uma mensagem que há muito tempo não recebia.

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É. Voltei pro mundo das fanfics mesmo!