HARRY POTTER TAG

Em meio a reforma do meu quarto, trabalho e estudo, venho aqui responder a Harry Potter Tag que vi lá no canal da Geli, o Vamos Ler.

1) Qual e seu livro de HP favorito?
Sem dúvida, o Cálice de Fogo. Afinal, é nesse livro que temos um vislumbre maior do mundo bruxo fora de Hogwarts. Gosto do clima adolescente misturado à introdução do sombrio. Sem contar que o Torneio Tribruxo é incrível, né?
2) Qual seu filme de HP favorito?
Acompanha o livro favorito.
3) Qual livro de HP que você menos gosta?
A Ordem da Fênix. SENHOR! O Harry está insuportável no quinto livro. Para completar temos a personagem mais odiada da série, Dolores Umbridge. A melhor parte é a Minerva sussurrando pro Pirraça melhorar a mira para acertar a adoradora de foto de gatinhos.
4) Qual partes dos livros/filmes fizeram você chorar?
Ain… Da primeira vez que li a série, muitas mortes do Relíquias da Morte me fizeram lacrimejar. Daí na segunda vez (em 2011), me peguei emocionada com momentos singelos. Harry olhando pro espelho de Ojesed, a libertação do Dobby, Harry e Sirius… Acho que preciso reler em breve. De filme, Dobby e Edwiges morrendo. 😦
5) Se você pudesse namorar um dos personagens, qual seria?
Sei lá. Acho que um dos gêmeos o Weasley.
6) Qual seu personagem favorito?
AIN! Pergunta difícil, viu? Para mim, Harry Potter sempre foi mais seu universo que seus personagens. Vou escolher o Lupin, porque gosto bastante dele e li recentemente “Histórias de Hogwarts: proezas, percalços e passatempos”; a história dele me tocou.
7) Que forma teria o seu Patrono?
De acordo com o Pottermore, é um texugo. Tá bom.
8) Qual você escolheria entre a Pedra da Ressurreição, a Capa da Invisibilidade ou a Varinha das Varinhas?
A Varinha das Varinhas. Mas a Capa da Invisibilidade pode ser bem útil também.
9) Para qual Casa você seria escolhido?
Corvinal. Porque sou bela e inteligente. Porque sempre me identifiquei com as qualidades da casa, daí Pottermore me confirmou (duas vezes). Nos teste da (1 e 2) casa híbrida, dá Slythenclaw e Ravendor. hahahah
10) Se você pudesse conhecer alguém do elenco, quem seria?
Tomar um café com a Emma Watson deve ser incrível!
11) Você jogou algum dos jogos de video game?
SIM! Os de computador da Pedra Filosofal e da Câmara Secreta (consegui todas as figurinhas dos Sapos de Chocolate) e o primeiro volume do Harry Potter Lego para Wii. Comprei o segundo também, mais meu console parou de funcionar. 😦
12) Se você jogasse Quadribol, em qual posição seria?
Goleira, pela menor probabilidade de contato físico. Meu lado selvagem gostaria de ser batedora, no entanto.
13) Você gostou do final?
Sim. Nunca vislumbrei um final diferente do que teve. O que me surpreendeu foi o capítulo da conversa com Dumbledore na estação de trem. Sensacional.
14) O que Harry Potter significa pra você?

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Eu sou da geração que cresceu com a série. Li a Pedra Filosofal e Câmera Secreta quando tinha dez anos, era ano 2000 (quando foi lançando aqui no Brasil). Eu que já gostava de livros me vi dentro de um mundo incrível e evoluindo com os personagens. Engraçado que não escrevi fanfics (porque estava escrevendo de animes) e nem participei de fóruns, mas compartilhava com os meus amigos. E o que isso significa? Que Harry Potter me marcou e ainda marca até hoje. Desconfio que continuará assim! 🙂

QUE VENHA ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM!!!

Ensaio reflexivo sobre um celular quebrado

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Sumi das redes sociais? Pois é… uma semana parece um século na era digital. Isso é o que acontece quando o seu celular cai, trinca a tela toda e você precisa fazer uma “troca paga” para obter um novo. Eu juro que, se eu pudesse voltar no tempo, não compraria nada da Apple – uma vez que você se acostuma com o sistema, é difícil mudar para outro.

Seria nada de WhatsApp, Telegram e Instagram (porque inventei de colocar aquela dupla verificação nos ajustes) por, pelo menos, sete dias. Restou o Facebook, mas apenas quando conseguia acesso a internet no meu tablet. Ainda bem que tinha o celular do editora, que literalmente só faz ligações. Onde já se viu?

Sofri?

Sofri.

Porém, foi bem mais tranquilo do que imaginei.

Senti falta de poder acessar o meu e-mail a qualquer hora ou dar uma olhada no dicionário de alemão. As minhas pesquisas fora de hora (sobre a capital do Butão ou passagem de livro até “qual será a idade daquele ator coreano bonitinho”) precisaram ser adiadas também. A pior parte: ter que LIGAR para as pessoas. Ainda assim, não era o fim do mundo. Aliás, permiti-me ver as vantagens do “detox”.

Calma. Não entrei no movimento das pessoas que falam mal dos telefones. Eu AMO meu iPhone. É meu instrumento de trabalho, divulgação, lazer, leitura e máquina fotográfica. Ah, dá para fazer ligações também, né? RS

Só que percebi que não estava o utilizando da melhor forma. O tal lado negro da força, sabe?

No primeiro dia sem celular, várias vezes me peguei buscando o aparelho quando “não tinha nada para fazer”; pegando o elevador, esperando no sinal de trânsito, andando de um lugar para outro. Isso sem contar a insegurança de não poder se comunicar por mensagem e confirmar o compromisso com um cliente, por exemplo. Sorte que sou boa de direção e o Waze só me serve em situações extremamente desconhecidas. Do contrário, a insegurança seria ainda maior.

Daí no segundo dia, confiei. Se o autor atrasar, lerei um livro. Se o sinal demorar seis minutos (caso real) para abrir, eu simplesmente irei esperar. O tempo no elevador nem é tão grande assim.

E veio o terceiro. Impressionante. Fazia tempo que eu não rendia tanto num dia. Li e produzi muito bem. Triste constatar que sim, o tempo que gastava no celular estava prejudicando o trabalho e o estudo. Tanto que, quando o quarto dia chegou, decidi que os próximos dias seriam de produção total. Estava empolgada!

Foi quando recebi uma ligação da autorizada dizendo que o meu novo aparelho havia chegado. Sete dias se tornaram três e meio! Claro que não pensei duas vezes e fui correndo buscar o meu bebê. Na loja consegui ainda carregar um tico de bateria. Voltei para casa feliz, mas não completamente.

Acreditam que já no caminho de volta senti algumas “perturbações”? Esperando pelo sinal verde, meu coração deu uma aceleradinha e batei uma necessidade de comunicação, sei lá. Precisava conectar logo o celular ao meu computador para baixar o backup.

Sério, rolou uma preocupação forte.

Tanto que decidi que só voltaria a ser ativa nas redes sociais na segunda-feira e faria alguns experimentos. Por exemplo, deixar celular longe da minha cama. Notei que, por me deitar com ele por perto, acabo dormindo mais tarde e, ao acordar, enrolo para levantar. O despertador do tablet resolve (por incrível que pareça, não perco tanto tempo com ele).

Um passo de cada vez, né?

LAUDO: Marina Oliveira apresenta vício leve-moderado em smartphones e internet. Alguns dias foram suficientes para que a paciente tomasse consciência do seu problema e resolvesse mudar sua conduta. Recomenda-se acompanhamento periódico. 

 

Porque não vou para Bienal de SP

Título sensacionalista.

Keine Panik! Não vou fazer textão criticando o maior evento literário do Brasil ou dar um depoimento pesado sobre a minha vida. Na verdade, muita coisa boa tem acontecido!

Quem me acompanha, sabe que fui uma das curadoras da 32a Feira do Livro de Brasília. Muitas primeiras vezes; organizar, delegar e participar ativamente de um evento literário. Aprendi tanto! Apesar de ter quebrado a cara em alguns momentos, o saldo foi muito positivo. Ganhei uma bela bagagem de experiência e vários amigos e contatos interessantes em 10 dias intensos.

Daí depois tive tempo para descansar?

Neca de pitibiribas.

Já na semana seguinte comecei uma nova maratona. Logo ganhei uma nova rotina e TANDANDAN um novo emprego!!!

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Pois é, sai a Marina professora e entra a Marina editora. E-D-I-T-O-R-A. Confesso que ainda não me acostumei com o título, mas já estou exercendo a posição e dando o meu melhor. Como isso aconteceu? Resumidamente, o meu editor abriu uma nova editora e me chamou para trabalhar com ele. Projetos lindos têm aparecido; a bagagem literária só cresce. Estou louca para contar mais, porém vou esperar o site da Trampolim ficar pronto.

Tá. Daí eu sou escritora e trabalho numa editora, por que diabos não posso ir para Bienal? Não seria o local ideal para estar no momento?

Sim, não e talvez.

A verdade é que até chegamos a bolar (Trampolim) um plano de ida, mas acabou não dando certo. Eu poderia ir sozinha, mas preferi ficar aqui em Brasília, adiantar trabalhos e viajar tranquila no dia 11/09. Será uma viagem especial para celebrar a minha recuperação, a do meu pai (sim, ele também fez uma cirurgia) e presentear a mãe maravilhosa que tenho, que cuidou da gente com muito carinho. Quem quiser saber para onde vou, só me seguir duplamente no Instagram (@aparedebrancadomeuquarto e @marinoli22). 😉

Então é isso. Não vou para Bienal de São Paulo. Fiquei tristinha quando alguns leitores vieram me procurar empolgados, perguntando se conseguiriam me conhecer pessoalmente. Não vai ser DESTA vez. Com certeza, outras virão!

4 Questionamentos sobre Fahrenheit 451

Já tem um bom tempo que quero fazer vídeos para discutir mais os livros, o processo de criação e a literatura. Pensei, pensei e pensei de novo. Cheguei a conclusão que não conseguiria ser uma booktuber. Porém, por que não uma escritora-meio-que-blogueira?

Após ler Fahrenheit 451 do autor Ray Bradbury, percebi que dizer o que achei da obra e fazer a minha avaliação não seria o suficiente. Até porque já exitem várias resenhas interessantes por aí! “Eu quero mesmo é discutir, ir mais fundo”,  disse para os meus botões. O resultado é o vídeo acima, que leva o nome do post.

Os tais questionamentos são mais convites a reflexão. Primeiro disserto sobre a mudança do protagonista, Montag. Depois comento o tom dos discursos dos personagens. Daí discorro sobre a questão da “memória”, do quanto é sempre “relembrada”. Finalizo filosofando sobre a neutralidade do mundo.

Ainda não tenho cenário, então fui guiada pela iluminação. Sentei no chão da sala, reli o roteiro que preparei e gravei. Espero que gostem!

GUIA PRÁTICO para aproveitar o I Enaejo

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1o dia (23/07) – manhã

Entrando na feira, dirijam-se ao Auditório Alvorada (peguem o elevador, 1o andar). Sugerimos que a chegada seja, pelo menos, quinze minutos antes para que possamos entregar os crachás do encontro. O evento era fechado, mas mudamos de ideia – podem levar acompanhantes sem problemas. Porém, apenas os inscritos participarão das dinâmicas programadas.

Um dado importante: recebemos inscrições de aspirantes a escritores! Eles também podem participar das dinâmicas, mas de outra maneira (esclareceremos no dia).

Às 10h damos início ao I Enaejo. A abertura terá quatro momentos:

  • Apresentação da curadoria
  • O que é ser escritor?
  • “Se vira nos 30”

Todos os participantes terão 30 segundos cronometrados para apresentar a sua obra. Não importa quantos livros tenha, o tempo é este (seja criativo!).

  • A roda dos gêneros

Momento para aprofundarmos a discussão da obra de cada escritor.

Dica: levem casaco (porque o ar condicionado é central, ou seja, congelante)

O auditório é nosso até as 12h.

1o dia (23/07) – tarde

Levando em consideração o tema da feira, “Meu mestre, meu livro”, nos dedicaremos a informar e profissionalizar escritores e aspirantes. Teremos no Espaço Oficinas 1 dois blocos informativos.

Às 14h, o escritor Flávio Vieira dará um Workshop de Escrita. Apenas os 25 primeiros a entrarem poderão participar. Detalhe: é aberto à feira. Portanto, cheguem cedo para garantir o seu lugar ao sol.

Às 15h30, é a vez do escritor Rodrigo Feres falar sobre A criação de obras literárias para E-book. Ótima pedida para os autores do Wattpad ou para quem quer se aventurar no mundo digital. Este workshop também é aberto ao público, mas o limite de participantes depende do Espaço Oficinas 1.

18h – Bate-papo com a escritora FML Pepper no Auditório Águas Claras

A Pepper, além de ser um amor de pessoa, tem uma história muito interessante e inspiradora. A mediação é por conta daMarina Oliveira e garante que escolheu perguntas que agradem o público e os participantes do Enaejo. Às 19h Pepper irá para o Abraço com Letras dar autógrafos, mas não se preocupem: Ela estará no stand da distribuidora Horizonte do Saber até o final da noite. Aviso isso porque…

Às 19h, teremos o Baile dos Escritores no Espaço Rapel. A ideia original era que apenas os escritores inscritos pudessem participar. Porém pensamos em algo melhor. Os blogueiros do I Encontro Nacional de Blogueiros também serão convidados. Motivo? Ora, é o momento perfeito para firmar parcerias! Sintam-se a vontade também para levar UM acompanhante. Coffee break, música e amor aos livros até as 20h. Existe combinação melhor?

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E, lembrando, que não tem código de vestimenta!

Dica: levem seus livros e material de divulgação!

2o dia (24/07) – manhã 

Começamos o dia de novo às 10h no Auditório Alvorada! Dessa vez teremos o painel “Escrevi meu livro e agora?” com Flávio Vieira, Victor Tagore e Maurício Gomyde. O escritor Arisson Tavares vai apoiá-los a expor algumas formas de publicação. Perfeito para quem não sabe como transformar as obras em livros físicos.

Depois ainda no Auditório Alvorada, às 11h, teremos o Grande Debate dos Escritores Jovens. A mesa será formada pelos escritores Jander Gomez, Dayse Dantas e João Doerderlein e a mediação fica com a Marina Oliveira. Será que a discussão nos levará a uma Guerra Civil?

Dica: Vão bem alimentados porque o debate vai até 12h30.

2o dia (24/07) – tarde 

Às 14h no Espaço Oficinas 1, Flávio Vieira (não temos culpa, o rapaz é ótimo!) fará um workshop sobre Bloqueio Criativo. Mesmo esquema do dia anterior – é aberto à feira e são 25 vagas. Portanto, cheguem cedo para garantir o seu lugar ao sol.

Às 15h, Hector Ângelo ministrará uma palestra no Auditório Alvorada. Aí vão alguns motivos para não perder:

  • 14 anos, 4 livros;
  • Recém-contratado da Editora 42;
  • Foi destaque numa feira literária de Londres;
  • Desenha, pinta e já produziu uma linha de bonecos;
  • O seu terceiro  livro “A Transformação de Joca” foi selecionado no Concurso Internacional de Escritores Infantojuvenil Lusofonos La Atrevida , instituição ligada à Universidade de Lisboa e fará parte do livro III Antologia Atrevida.

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É mole ou quer mais?!!!

Para fechar o I Enaejo com chave de ouro: Bate-papo com André Vianco, às 16h no Auditório Águas Claras. Ele é o cara! Ele tem bagagem! E vai dividir com a gente, mediado pelo blogueiro literário (e fã) Luciano Vellasco. Afinal, no encontro passamos por todos os estágios da vida de escritor. Nada mais justo do que terminar com um autor como Vianco, que já vem construindo seu legado há um tempo.

Após o bate-papo, vai direto para o Abraço com Letras e distribuir autógrafos.

 

 

 

Lidos de junho/2016

Junho e começo de julho, tá? Logo mais começa a Maratona de Férias 2016, então o próximo post de Leituras estará relacionada a ela.

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#33: Fúria Vermelha – Pierce Brown

De tanto ver o booktubers falando desse livro, resolvi dar uma chance. Conta a história de uma sociedade interplanetária de castas dividida em cores, sendo o dourado o topo da hierarquia. O personagem principal, o Darrow, é um vermelho – que são tipo os Dalits. Ele vive no subsolo de Marte, num trabalho horrendo, mas é feliz. Devido a vários acontecimentos, ele resolve lutar contra essa mesma sociedade que o criou. Ou seja, é a premissa de quase todos os livros YA fantasia/distopia. Eu não me importo porque adoro narrativas de quebra de sistema. O livro é muito bem escrito, com um cenário interessante e cenas de ação sem iguais. Só que… não achei essa 8a maravilha não. Acho que criei expectativas muito grandes, sabe? Pensei que explodiria a minha cabeça, mas acabou só sendo um livro legal.

Daí também já comecei a ler o Filho Dourado, mas me cansei na metade. Não abandonei ainda. Só que eu não sou tão fascinada assim por excesso de ação (e é só que li até agora). Por isso fui direto para próxima leitura.

#34: Tá todo mundo mal – Jout Jout

O livro das crises é um ótimo passatempo. Impossível não se identificar com os dramas piscianos da Jout Jout. Gostei principalmente dos da adolescência, que eram resumidos em “ser sempre A amiga dos meninos” e o “a falta de queixo”; muito eu. Já os mais atuais… uns eram ótimos, outros um tanto descartáveis, na minha opinião. Ainda assim tenho mais carinho pela youtuber depois de ler as crônicas da sua vida.

#35: A lente de Marbury – Andrew Smith

Pensem num livro que me tirou da zona de conforto? Li forçada para o primeiro encontro do Clube do Livro da Autêntica. Não que não tenha gostado. Apesar de em vários momentos duvidar da minha sanidade, como Jack, o narrador e protagonista, achei a experiência da leitura extremamente interessante. Um resumo: Jack é um menino normal até que é sequestrado por um maluco que quase o estupra. Depois disso, ele viaja pra Inglaterra com o seu melhor amigo e lá “recebe” um par de óculos muito doido que, sempre que o coloca, o transporta para Marbury – um mundo apocalíptico onde ele está sempre correndo de criaturas meio zumbis. É ou não é perturbador? Agora imaginem estar o tempo todo na cabeça de Jack, vivendo no mundo real e no mundo de Marbury, questionando-se o tempo todo o que está acontecendo. Até agora, quando me lembro da história, sinto um desconforto interno.  Principalmente por causa do fim! O fim não fez sentido algum… Pena que é uma trilogia. Sério.

#36: Münchhausens Abenteuer – Rudolph Erich Raspe

FullSizeRender-11Não se deixem enganar pelo autor na foto do livro. G.A. Bürger foi apenas o tradutor alemão do original escrito em inglês. A parte estranha é que o Sr. Raspe era alemão também. Vai entender…

O Barão de Münchhausen é uma figura notória na cultura germânica. O verdadeiro era um militar que viveu no fim do século XVI. A persona criada por Raspe, ainda hoje faz sucesso com as suas aventuras exageradas. A cada viagem, o barão encontra criados esdrúxulos, animais pitorescos e sobrevive às situações mais inimagináveis. A leitura foi um pouco difícil porque continha um tempo verbal que só fui aprender na última unidade do livro de alemão do semestre. Estou morrendo de vontade de comprar o livro ilustrado em português e assistir aos filmes sobre ele. 🙂

#37: United as One – Pittacus Lore

Minha resenha no SKOOB: Impressionante. Gosto muito dos Legados de Lorien, principalmente pela forma que o autor construiu a série com livros completos e mini-histórias. Ainda assim, temia pela finalização por conta da proporção da batalha contra os Mogadorianos e porque acho o ritmo da narrativa de “Lore” um tanto irregular. Talvez por esperar o pior, “United as one” me surpreendeu positivamente. TODOS os personagens foram bem utilizados e tiveram conclusões interessantes. Respeitosas, sabe? Eu que acompanho tudo desde o início, fiquei bastante feliz com o resultado.

Em breve, um post só falando SOBRE o fim da série!

Versionando: so-so

“So-so”, “mais ou menos” ou “lua em virgem com vênus em capricórnio”. Todos são nomes perfeitos para a minha versão de “so-so” da cantora coreana Baek A Yeon. Adaptá-la foi fácil não só pela letra, mas também pelo sentimento passado – lua e o vênus ali na primeira linha são meus!

Vamos lá: a história contada e representada no clipe é sobre uma pessoa que não sente empolgação pelo amor, mas que lá no fundo espera por um alguém especial. Praticamente não precisei “inventar” partes para cobrir buracos difíceis de adaptar. Aliás, boa parte é a tradução certinha com troca de palavras, inversão de ordens ou mudança para-soar-natural-em-português. Como exemplo, deixo o início da canção:

ORIGINAL

Não é como se ninguém fosse bom o suficiente para mim
Eu apenas não tenho vontade de procurar
Eu saio com caras uma ou duas vezes ou por alguns dias
Mas o constrangimento sempre está lá

VERSÃO

Não é como se ninguém fosse bom pra mim
Apenas não consigo me entregar não
Se saio com um cara ou dois, nunca ligo depois
Será que algum dia isso vai mudar?

Os dois primeiros versos são bem literais, os outros exigiram um “trato”. Na verdade, apenas deixei evidente o que estava implícito: A Yeon continua buscando, porém ainda não encontrou ninguém que a faça o coração dela bater mais rápido. Pensando nisso, construí a bridge e o último refrão:

ORIGINAL

Onde está você, o que você está fazendo? Você está ainda aí?
Venha para mim agora, o que é para mim
Quero te abraçar no momento em que eu te ver

Embora eu continue tentando mais ou menos
Embora eu esteja lutando mais ou menos
Não há nenhuma emoção, não há diversão, tudo é apenas mais ou menos
Não lembro nem da última vez que meu coração acelerou
Eu quero sentir por alguém também
Quero amar alguém

VERSÃO

Onde é que você está? Por que não vem aqui?
Desperte-a, a emoção que é se apaixonar
Te abraçar, a cura pro meu amor

E se continuar so so
Pretendo lutar so so
Não quero evitar, nada de evitar meu coração
Tento recordar a dor da respiração ao se acelerar
Onde você está? Venha aqui já rápido
Pra que eu possa te amar

O tom ficou um pouco mais otimista, né? Não posso negar que sou sagitariana algumas vezes… Tá, Marina. Por que não traduziu o “so so”?  Talvez eu tenha optado pelo caminho mais fácil, até porque este é o título da música. Ainda assim adorei o resultado.

Por fim, gostaria de falar da gravação, a primeira depois da cirurgia ortognática. E, apesar de ter me enrolado com algumas palavras por ainda sentir o lábio inferior dormente, foi incrível notar o quanto já tenho mais fôlego para cantar. Também não me preocupei em afinar a voz porque o meu tom foi suficiente para as notas. Fiquei muito feliz. 🙂