Comentário Skoob: Livros 8, 9, 10 e 11 de 2015

De repente fui bombardeada com informações sobre a série de livros da Kiera Cass,  “A Seleção” (é esse o nome? Confesso que não sei). Li os três primeiros livros de uma vez. O quarto, em três dias da semana seguinte.

A trilogia original
A trilogia original

A Seleção

4/5

Num novo Estados Unidos chamado Illéa predomina o sistema de castas – a Um é da família real e a Sete, dos párias. A personagem principal, America Singer, pertence à Cinco (a dos artistas) e vê sua vida mudar quando entra na Seleção, um reality show onde 35 meninas do país disputam o coração do príncipe Maxon. De início, ela só queria esquecer o antigo amor, Aspen da casta Seis, e ajudar a família com o dinheiro que recebia por estar participando do concurso. Só que a relação como príncipe se aprofunda e os sentimentos dela começam a mudar.

De início achei essa história muito bagunçada e meio machista, mas ela cresceu dentro de mim. Todos os personagens me cativaram. E o enredo é bem construído o que me fez relevar a ideia de  um bando de meninas atrás de um menino. Tudo é questão de contexto!

A Elite

3/5

De repente não há mais 35 garotas, apenas seis. E essas Seis são chamadas de Elite. Competição acirrada e o coração de America fica ainda mais dividido, já que Aspen agora é um guarda do palácio.

A dinâmica Aspen-America-Maxon é boa, mas chega a ser enjoada de tanto jogo que existe entre os três. Perdeu pontos aí. Por outro lado, o livro apresenta melhor as outras concorrentes da Seleção e a situação política de Illéa, que não está nada boa.

A Escolha

4/5

America finalmente faz a sua escolha e chega a vez do príncipe Maxon fazer a dele. Enquanto a Seleção continua, os grupos rebeldes atacam e a popularidade de America despenca.

Gostei bastante do livro por mostrar mais as questões sociais das castas e da monarquia. Há também os bastidores do jogo do poder; no fim, Maxon não é tão poderoso e não tem a liberdade que todos esperam de um príncipe. É uma desconstrução do paradigma da “realeza”. Mesmo que não se aprofunde muito, é legal saber que as meninas estão lendo isso e podem concluir que nem tudo se resolve com o príncipe encantado. O final é um tanto previsível, mas não tira o mérito da história.

o quarto e penúltimo livro da série
o quarto e penúltimo livro da série

A Herdeira

5/5

Daí Maxon e America tiveram quatro filhos. Na linha de sucessão, Eadlyn é a próxima rainha (ela nasceu oito minutos antes do irmão gêmeo, Ahren). O sistema de castas começa a ser dissolvido e, para variar, nem todo mundo está satisfeito com isso. Numa tentativa de acalmar os ânimos do povo, uma nova Seleção é arranjada. Dessa vez 35 rapazes disputarão o coração da princesa Eadlyn e ela está disposta a aterrorizar a vida dos concorrentes.

Meu primeiro pensamento ao ler a sinopse do livro foi: Ah não… Por que a menina não pode governar sozinha? O que há de errado nisso? E que diabos de ideia “pão e circo” é essa de distrair a população com um reality show? Só que tudo é uma questão de contexto. A autora soube apresentar isso muito bem, então deixei quieto. Principalmente porque, apesar de as situações da trilogia original se repetirem, Eadlyn é muito diferente de America. Aliás, Eadlyn lembra demais a Mariana em várias passagens. E isso transforma a narrativa: A Seleção para Eadlyn é mais uma jornada de auto-descobrimento. Ela recebe vários feedbacks, toma decisões, reflete sobre as atitudes. Mal posso esperar pela continuação porque as falas de Ahren no final do livro prometem mudanças para a futura rainha de Illéa.

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