Lidos de Fevereiro/2016

O mês de Fevereiro foi menor, teve Carnaval e três dias de feriado. Eu gostaria de ter lido muito, mas não foi o que aconteceu. Estava na vibe dos filmes e voltei com a vontade de ir ao cinema. Ainda bem porque fiquei duas semanas sem a Netflix; algo horrível e ao mesmo tempo libertador.

Numa ida à livraria, voltei com Ms. Marvel e Como eu era antes de você. Cheguei em casa e já mergulhei na história da Kamala Khan. Eu não sou muito de quadrinhos americanos, apesar do meu mozão eterno ser o Capitão América, mas me apaixonei. O traço é bacana, o desenvolvimento do enredo cativante e a personagem genial. Amei principalmente a questão existencial que rodeia a vida de Kamala – ela nasceu nos Estados Unidos, é de família paquistanesa e não sabe onde se encaixa na sociedade. Meus olhos brilham toda vez que se depara com discussões sociológicas e culturais.

Logo depois iniciei Como eu era depois de você da Jojo Moyes. Já tinha gostado do trailer da adaptação pro cinema, gostei ainda mais do livro. Li tudo em praticamente um dia! Não conseguia largar da Clark e do Will. A história dos dois é envolvente, divertida e um tanto melancólica. Cada um tem sua vida presa ao passado, mas aos poucos Will começa a instigar Clark a sair e descobrir o mundo. É claro que chorei que nem uma criança no final, porém a lembrança de uma leitura excelente ficou.

Buscando treinar o alemão, escolhi Jungs sind keine Regenschirme. Comprei ano passado junto com o material  do nível que estou agora. OK. Tradução: Jovens não são guarda-chuvas. Sim, comprei pelo nome inesperado. Conta a história de uma menina que está preocupada em encontrar o par perfeito para acompanhá-la no baile de conclusão do curso de dança de salão. O porquê do título, já não me lembro. Tut mir leid, sinto muito…

Por fim, li um graphic novel brasileiro chamado Dois irmãos dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. A obra original é de Milton Hatoum. Sério, fiquei muito impressionada com a história. Não li o livro AINDA, portanto não sei AINDA se o trunfo vai para os adaptadores ou para o escritor de fato. Talvez para os dois. Manaus, século passado, uma família libanesa e irmãos gêmeos tomados pelo ódio que têm um do outro. Pelo que conheci de Moon e Bá, não é a toa que o senhor Hatoum é um dos maiores escritores vivos do Brasil.

Lidos de Janeiro/2016

Eu havia comentado que mudaria a estrutura dos “Comentários Skoob” e aqui estamos nós. Em essência ainda é um espaço para que eu comente sobre os livros que li. Só que agora não vou mais me comprometer com notas. Quem quiser vê-las, só acessar minha página do Skoob mesmo (e não confiem no que marco como “Lendo” #dica).

Comecei o ano com A garota das laranjas do Jostein Gaarder. Não poderia ter sido melhor. Sempre digo que o meu livro favorito é o “Mundo de Sofia”, então foi uma experiência incrível ler outra obra do mesmo autor. A história da garota das laranjas é muito mais simples que a de Sofia, o que não significa que seja menos profunda. O adolescente norueguês Georg Roed encontra uma carta gigantesca do pai, que faleceu quando ele tinha três anos. Sério, é o resumo. E é muito emocionante ver como a narrativa se desenvolve entre Georg e o pai; parece um quebra-cabeça que, depois de decifrado, mostra uma imagem muito mais linda do que a prometida na caixa. Acho que finalmente estou descobrindo o meu autor favorito.

Bride-and-prejudice
No meu casamento quero que tenha dança indiana

Ainda na praia, li o segundo livro do ano – Primeiras impressões da LRDO. Comentei no Instagram que fiz toda uma pesquisa antes de mergulhar no livro porque a história é uma versão moderna de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Pois é, nunca li nada da Sra. Austen. Não sou muito fã de romances de época, sabe? E por ser uma obra tão aclamada, achei que deveria saber do que se tratava antes. Assisti ao filme da Keira Knightley (achei lindo), depois a versão Bollywoodiana (gente, adorei demais toda aquela breguice) e li alguns artigos na internet. Fiquei com raiva porque não consegui evitar e acabei me apaixonando pelo Mr. Darcy. Não senti os mesmos amores pelo Frederick Darcy contemporâneo, mas não recusaria se me desse mole, mas ainda assim me envolvi completamente com a história. Muito legal ver os personagens no Brasil, comendo muffin do Starbucks e usando celular! Só tinha vezes que eu precisava parar um pouco porque não aguento muitas cenas românticas de uma vez. A astrologia explica que é o meu Vênus em Capricórnio.

Voltando para Brasília, vi que o filme do livro A quinta onda do Rick Yancey estrearia em uma semana. Acho que nunca disse claramente aqui no blog, mas tenho uma certa fixação por adaptações/versões. Posso passar uma tarde no youtube só comparando a mesma música da Disney em vários idiomas. E isso se extende aos filmes. E, caramba, acabei de me tocar que fiz a mesma coisa com “Orgulho e Preconceito”. Tá aí um bom exemplo. Enfim. Voltando. Já tinha ouvido falar na Quinta Onda e achei que seria o momento perfeito para conhece-la. Li o livro todo em praticamente um dia. Tenho uma queda por tramas e invasões alienígenas. Gostei também da forma que a história é organizada, em grandes capítulos com vários menores para mostrar o ponto de vista de um personagem. Aliás, o favorito: Zumbi.

No dia seguinte iniciei a continuação, O mar infinito. Demorei um pouco mais nesse porque, afinal, é o que acontece com os livros do meio de trilogias. Até a metade, estava achando tudo bem mediano (ironia). Era só o desdobramento do final do anterior, sem sair de um único lugar. Daí o terceiro ato salva o livro inteiro. Obrigada, Especialista/Ringer. Não tenho a mínima ideia de como será o final.

Quanto ao filme, achei bem fraquinho. Simplificaram vários pontos, o que é normal. Porém, não conseguia deixar de pensar que foi pura preguiça dos roteiristas. Boas adaptações surgem com doses de ousadia e criatividade. Perderam a oportunidade de faturarem com uma nova franquia.

castelo01A quinta e última leitura de Janeiro foi O vitral encantado da Diana Wynne Jones. Só conhecia o trabalho da autora pelas adaptações animadas (DE NOVO) feitas pelo Studio Ghibli. Nada como ler a fonte, né? Fiquei “encantada” com a escrita da Sra. Wynne Jones (parabéns ao tradutor também). Talvez, por ter morado e conhecido o countryside inglês, foi muito fácil imaginar várias partes do livro. O principal? A descrição dos personagens, caricata e deliciosa, assim como o decorrer dos eventos. O que me impressionou é que mesmo com o uso do “exagero”, todos ainda são muito verdadeiros – incluindo os seres mágicos. Que dom maravilhoso esse dos britânicos! Transformam uma fuga de um garoto de 12 anos para uma casa interiorana em uma trama fantástica. Para ficar perfeito, o livro só precisava de revisor e diagramador mais atentos. Sério, tem muito travessão faltando na edição. Não vale dizer que eles ficaram invisíveis graças à magia da história.