Diarinho: antes que 2016 realmente comece

O ano só começa mesmo depois do Carnaval. Porém o que andei fazendo antes de chegar até aqui? Escrevi versões e…

Pernambuco

Passei o Natal, Ano Novo e o início de janeiro todo em terras pernambucanas. Quer dizer que eu fui para praia todo dia? Não. Anormalmente, choveu muito no Recife. Só entrei no mar em Porto de Galinhas, onde o mormaço me matou no 4o dia seguido de praia. Eu e o Sol não temos a melhor relação do mundo. Também passei alguns dias em Gravatá, cidade na serra, terra de cobras verdes e escorpiões. Quando não estava lutando pela minha vida e amando a minha priminha Laís, eu assistia à Netflix.

Netflix até a clonagem do meu cartão

Eu poderia fazer uma lista de tudo que assisti, mas não vou conseguir. Clonaram meu cartão de crédito e não pude renovar a oitava maravilha da internet. Tá sofrido e não posso checar meu histórico.

Comecei com uma maratona de filmes da década de 80 que nunca havia assistido. O primeiro foi “Curtindo a vida adoidado”. Achei bem mais ou menos, muito provavelmente por ter assistido na época errada. Depois, “The Wonders”, que amei de paixão. Sempre fui muito fã da música “That thing you do”. Agora a amo ainda mais depois do filme. Para finalizar o bloco, “Os Goonies”. Gente, que história incrível! Voltei a ser criança e ri demais com o Bocão.

A segunda maratona foi de animes. “Terror in Ressonance”, um ótimo thriller sobre terrorismo em Tóquio. “Kotoura-san”, uma brisa de fofura e paranormalidade. Pena que o encerramento é tão bobo… e também teve MADOKA MAGICA. Nossa, acho que um dia farei um post só para falar dessa história perturbada e incrível ao mesmo tempo.

12154322Seriados. O melhor de todos – “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que já indiquei para todos os meus amigos. Eu não costumo gostar de séries cômicas, porém a Kimmy quebrou esse paradigma. “Scream”, série baseada nos filmes do “Pânico” também me surpreendeu! Gostei bastante, um ótimo passatempo apesar de não ter adivinhado o assassino. Conferi o fenômeno “Sense8” e mal posso esperar por uma próxima temporada. Meus núcleos favoritos são: o indiano, o africano, o alemão (Wolfgang <3) e o mexicano. O abacaxi foi a canadense “Between”. A premissa de um vírus matando todo mundo acima de 22 anos é legal, mas os personagens e atores são muito ruins.

Voltando a falar de filmes. Deixarei breves comentários dos filmes que me lembro de ter assistido. Haja memória!

– Superbad: uma vergonha alheia atrás da outra.
– Os Delírios de Consumo de Becky Bloom: difícil…
– O Âncora: ri demais!
– Orgulho e Preconceito: Mr Darcy s2
– Noiva e Preconceito: quero dança indiana no meu casamento.

Além da Netflix

– A Escolha Perfeita 2: a apresentação final é de arrepiar!
– Perdido em Marte: quem diria que o Ridley Scott poderia fazer um filme divertido?
– O Clube de Leitura de Jane Austen: aqueceu meu coração (e ainda não li nada da autora).
– Ex-Machina: PERTURBADO, mas muito bom.
– A 5a Onda: Adaptação fraaaaca…

Curso intensivo de alemão A2.1

Por três semanas seguidas eu tive aula todos os dias, das 18:30 às 21:45. Cansativo, mas muito bom. O legal é que o meu professor também já tinha sido meu colega de trabalho na escola que ainda dou aula. O mundo dá voltas! Quando não estava no Goethe, estava estudando, assistindo a filmes em alemão e escutando música em alemão. Foi um baita de um mergulho na língua. Breve vai ter post falando da música germânica.

E não é que teve Carnaval também?

Acabei indo num dos blocos aqui de Brasília. Do bloco em si não aproveitei muito. Aquilo era um inferno de tanta gente. Agora do pós-bloco tenho história para contar por anos. Não tenho fotos de nada, apenas memórias.

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Diarinho: Marina e a língua alemã

Na quinta-feira passada finalizei o meu primeiro semestre do curso de alemão (lembram que coloquei como meta aprender a língua?). Fiquei com 9,4 na média final. Sim, estou muito orgulhosa de mim mesma. Porém, não escrevo este post para me vangloriar. Na verdade, quero falar um pouco da minha experiência e, quem sabe, mudar a opinião de alguns sobre esta língua que a primeira vista parece ser tão impossível de se assimilar.

Primeiramente gostaria de deixar claro que eu tenho uma vantagem: além de amar línguas, tenho facilidade para aprendê-las. Também incorporo sotaques rapidamente e preciso me segurar para não voltar falando “esquisito” de lugares onde fico por mais de três dias. Ainda assim, escorrego bastante no “pernambuquês” e no “carioquês” porque, em questão de português, são os sotaques com que tenho mais contato.

E mesmo possuindo essa “vantagem” não consegui me dar bem com o francês. Aliás, desisti da língua no início do intermediário. Analisando melhor, eu estava fadada a “fracassar” desde o primeiro semestre simplesmente porque não sabia  escrever em francês. Não entendia as regras porque a fala não correspondia à escrita. No alemão isso já não acontece; a fonética e a escrita são bastante similares, assim como no português. 

6f40d0d2edfec7c76f3c362fea2d5453“Vai me dizer que falar alemão é fácil?”, vocês podem me questionar. Não. Nada a ver. A língua tem uns fonemas bem diferentes do que estamos acostumados. No entanto, posso garantir que são menos complicados do que os do árabe, hebraico, coreano e mandarim. Querendo ou não, o alemão e o inglês derivaram do germânico. Os dois são como primos, principalmente do inglês britânico. Pode parecer maluquice, mas o meu accent voltou (dois anos longe da Inglaterra fazem isso) a ser mais como o da rainha Elizabeth depois que comecei a aprender alemão.

Na parte gramatical, os primos se tornam parentes bem distantes. Não caia na história de que as duas línguas têm estruturas parecidas. Vai parecer absurdo, mas, até onde aprendi, o alemão nesta área vai mais para o francês! Aliás, os meus colegas de classe que falam italiano também viram algumas similaridades. Principalmente na questão da conjugação do Passado Perfeito. Sem contar que alguns verbos e substantivos têm a versão germânica e a latina. Exemplo: o verbo anrufen é sinônimo do telefonieren. Já deu para sacar o que eles significam, não é?

OK. Vou confessar outra coisa – talvez as similaridades com o latim só fiquem no Passado Perfeito. Só estava tentando animá-los. A realidade é: a estrutura gramatical alemã não parece com nada como que já vi antes (apesar de haver uma lógica). Mas vejo isso como algo positivo. Por ser tão diferente, o alemão não vai se embolar com as línguas que vocês já conhecem. Claro que isso não vai te impedir de falar um “the” auto quando esquecer que auto (carro) é um substantivo neutro, o que faz com que o seu artigo seja “das“.

Agora vamos a algumas particularidades que aprendi neste primeiro semestre de alemão:

– Além dos substantivos neutros, existem os masculinos e os femininos. Ou seja, existem três “gêneros” no idioma;

– No plural, os substantivos vão para o feminino e não para o masculino, como estamos acostumados. Girl Power!;

– Todo substantivo começa com letra maiúscula;

– As palavras gigantes que nos assustam são, na maioria das vezes, duas ou mais palavras juntas. Se as falamos, elas ficam “separadas”;

– Sabe o número 25 (vinte e cinco)? Em alemão você diz cinco e vinte. A inversão só vale para as dezenas e pode causar uma confusão danada nos exercícios com áudio;

– Entender as horas pode ser um dos tópicos mais complicados! Afinal, “cinco minutos antes da metade das oito” nunca vai soar como 7:25.

– Se você, como eu, tinha e ainda tem dificuldade no inglês com as preposições in, on e, algumas vezes, at… Esquece. Falar em preposições alemãs sempre me deixa desanimada.

Por fim, quero compartilhar o que mais tem me deixado encantada com o alemão: a cultura. Entender uma língua é sempre conhecer uma cultura nova. Acho que este é um dos motivos principais por eu amar aprender novos idiomas. Só fiz um semestre e já tenho certeza que adoro a Alemanha. Apesar da história complicada e mais que polêmica (lê-se II Guerra Mundial), é um país que se mostra cada vez mais incrível para mim. Se derem uma chance, o mesmo pode acontecer com vocês também.

Ich liebe Deutschland und die Deutsche Sprache. ❤