Deixe a Tristeza entrar

O que são os sentimentos? O que comem? Onde habitam? Noturnos ou diurnos? Tudo junto e misturado. Na verdade, ninguém sabe ao certo explicar. A ciência estuda o cérebro, a psicologia nos dá um caminho para lidar com eles. No final, são apenas para serem sentidos, não? Mas, vem cá… Existe sentimento bom e sentimento ruim? Uns dizem que sim, outros que não. Ao meu ver, talvez. Só que nenhum é essencialmente melhor do que o outro.

365361Recentemente, fui ao cinema duas vezes para assistir ao “Divertida Mente”, a mais nova obra prima da Disney-Pixar. A história é sobre o que se passa na cabeça de Riley. Porém, ela não é a personagem principal; os seus sentimentos que são. De uma maneira super colorida e tátil, o filme mostra como os nossos principais sentimentos (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) atuam na sala de comando dos nossos corpos, a mente. A comandante, no caso da Riley, é a Alegria. Quando ela e a família se mudam de Minnesota para São Francisco, a Alegria meio que perde o controle da situação. Ainda assim, ela não quer que a Tristeza se aproxime e acaba fazendo com que as duas “sejam expulsas” da sala de comando.

A partir daqui vêm SPOILERS. Após visitarem várias partes da mente de Riley, Alegria se dá conta que só conseguirá voltar a apoiar a menina quando deixar que a Tristeza apareça. Aliás, Alegria toma consciência de que várias lembranças felizes aconteceram logo depois de um momento triste. Uma não existe sem a outra.

Infelizmente, vivemos numa sociedade em que não podemos nos permitir ficar triste. Se estamos nos sentindo mal, as pessoas já tratam de fazer o máximo para levantar o nosso astral. Às vezes funciona? Claro! Mas às vezes também precisamos chorar para que nos sintamos aliviados depois. Aliás, há casos que é melhor soltar as lágrimas logo do que ficar guardando para si.

E quanto a inveja? O ciúmes? O ressentimento? A culpa? A raiva? O medo? O tal do Nojinho do filme? Bom, realmente não é bom sentir inveja e a raiva pode até subir a pressão de algumas pessoas. Mas se os sentimos, de alguma forma estes sentimentos nos fazem humanos. E se o usássemos como termômetro? Em vez de ficarmos nos remoendo, percebêssemos logo o que eles fazem com a gente e mudamos a nossa energia? O medo também é um ótimo medidor da situação. Apesar de ter o poder de nos deixar para sempre na zona de conforto, ele também nos torna consciente de que saltar daquela cachoeira de 30m é perigoso (principalmente se existirem muitas pedras no rio abaixo).

Sentem e entendem o que quero dizer?

No fim, creio que nunca entenderemos como os sentimentos atuam de fato. Afinal, cada pessoa é um ser extremamente único. No entanto, seria legal se tivéssemos um pouco de educação emocional nos nossos currículos intelectuais. Enquanto esse dia ainda não chega,  assistam à “Divertida Mente”. Aliás faça com que todo mundo a sua volta assista também. É um bom começo.

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Review: Além do papel, o caso da série Os Legados de Lorien

Hoje com a variedade de plataformas disponíveis, não é preciso depender só dos “livros físicos” para manter um universo literário. A J. K. Rowling, autora de Harry Potter, autorizou o Pottermore – um site que te permite vivenciar as aventuras de cada livro de uma nova forma, competir com as outras casas de Hogwarts (sou da Corvinal) e também ter acesso a materiais exclusivos da série. Você sabia que o Merlin era sonserino? Que a professora Minerva foi casada com um trouxa? E o Brasil que chegou na final do campeonato de Quadribol este ano na Patagônia? Pois é, os fãs de HP foram os primeiros a terem acesso a esse tipo de informação.

EuSouONumeroQuatro
cartaz do filme no Brasil

Bacana, não é? E se eu te dissesse que não é só a J.K. que teve essa sacada genial de expandir a história além do papel? Já ouviram falar nos Legados de Lorien? O primeiro livro da série, “Eu sou o número quatro”, infanto-juvenil escrita pela dupla James Frey e Jobes Hughes (que assinam os livros como Pittacus Lore) até já teve um filme estrelado pelo maravilhoso e sensual Alex Pettyfer. Nada veio a sua mente? Tudo bem, posso contextualizar. A seguir vem a descrição no SKOOB do primeiro livro da série, “Eu sou o número quatro”:

“Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.”

Então é isso, agora os alienígenas foragidos, os lorienos, precisam enfrentar os mogadorianos, que também querem acabar com a Terra. Esse é o plot do livro. Só que este post é para falar da utilização de diferentes plataformas em livros, lembram? Então quase não darei mais nenhum detalhe da história; o negócio aqui é comentar o como a história está sendo publicada. E quando digo publicada, estou falando nos EUA. Apesar de quase todos os livros já terem sido lançados em português (eu tenho todos), é por lá que as coisas estão sendo bem trabalhadas.

“Eu sou o número quatro” foi lançado em solo americano no dia 26 de julho de 2010. Em 23 de agosto de 2011, tivemos “O poder dos seis”. Daí em 21 de agosto de 2012 surgiu “A ascensão dos nove”. No 27 de agosto do ano passado, 2013, fomos presenteados com  “A queda dos cinco”. Agora, em 26 de agosto de 2014, veio o  penúltimo livro da série, “The Revenge of Seven” (A vingança dos sete). Ou seja, a dupla Pittacus Lore lança um título novo por ano. Sim, era mais fácil só ter dito a último frase, mas queria enfatizar as datas. Porque neste intervalo, a produção não para! Além dos livros principais, a dupla ainda consegue lançar e-books com histórias inéditas e produzir conteúdo também inédito para o site oficial. Isso é que é não deixar os fãs desamparados!

Bom, comecemos pelos e-books, denominados de “The Lost Files” (Os arquivos perdidos). Até agora já são nove livretos de 100 páginas publicados online. Pensando em marketing, essa sacada é genial porque, além de chamar sempre atenção para Os Legados, consegue-se lucro além do produto principal, que são os livros físicos. Em termos de história, que é a parte que eu mais gosto, os autores criaram uma oportunidade de contar o passado de alguns personagens, que não se encaixaria no enredo principal. Assim temos um e-book só da Seis, outro do Nove e dois dedicados ao número Cinco (Sim, estes são os nomes dos lorienos sobreviventes). Ainda sobre o passado, há o “The Last Days Of Lorien” (Os últimos dias de Lorien), que segue as impressões de Sandor, o mentor do Nove, antes de fugir para Terra. Na minha opinião, este é um dos mais legais porque nos permite visualizar Lorien antes de ser destruído. Havia toda uma estrutura social e cultural.

Continuando os Arquivos Perdidos, é muito importante falar do “The Fallen Legacies” (Os arquivos dos mortos), “The Search for Sam” (A busca por Sam) e “The Forgotten Ones” (Os esquecidos). Com estes três e-books, Pittacus Lore apresenta um personagem que, até “The Revenge of Seven”, não tinha aparecido “oficialmente” em nenhum dos livros principais: Adam. E, bem, só quem leu os e-books sabe da importância dele para a trama.  Adam é um figura tão rica que nos permite observar os habitantes de Mogadore de perto. Para se ter um bom livro de heróis, precisamos de bons vilões.

Assim sobra apenas um e-book, “Return to Paradise” (Retorno a Paradise, sem tradução oficial por enquanto). Como este ainda não foi lançado no Brasil, vou só comentar brevemente do que se trata: o presente. Enquanto os mogadorianos e os lorienos estão lutando entre si, o que nós terráqueos estamos fazendo? É aí que também entra o conteúdo do site oficial, que já divulgou pedaços de diário de dois personagens humanos e mídias medonhas que são transmissões do próprio Pittacus. Ah! O pseudônimo dos autores se dá porque, hipoteticamente, quem está escrevendo Os Legados de Lorien é o ancião mais poderoso do planeta e que está desaparecido.

Imagina essa gravação começar do nada no meio da noite? Sim, aconteceu comigo. Se não entendeu lhufas do que foi dito, tem a transcrição aqui.

No site ainda há um arquivo contando brevemente uma história do número Oito. Sem contar que ele, o site, nunca está desatualizado, o que demonstra que há uma boa equipe de comunicação por trás. O mesmo vale para a página de facebook, que está sempre publicando teasers dos próximos livros e estimulando debates entre os fãs. Existe também um aplicativo chamado TheyWalkAmongUs, que é o nome da revista sobre aliens citada nos livros. Ainda, exclusivamente para o lançamento do “The Revenge of Seven”, houve uma série de vídeos simulando câmeras caseiras e notícias da invasão alienígena.

Aliás, este último (que é o penúltimo livro da série) a ser lançado demonstrou a eficácia de toda essa escolha de promoção porque praticamente todos os arcos criados paralelamente, o do Adam, dos diários, das transcrições e, agora, dos vídeos, se juntaram. Enquanto a J.K. utilizou o Pottermore depois, a equipe lórica escolheu usar as diferentes plataformas para contar a história toda e simultaneamente. Muito inteligente mesmo.

E o que o futuro reserva aos legados de Lorien? Acredito que tudo acabe no sexto livro físico. Já estão programados, pelo menos, mais dois e-books e aposto que outras novidades devam ser anunciadas na página do face e no site oficial. E o filme? Será que ganha continuação? Vira um seriado de TV? Anime? São palpites. No final, só depende dos autores expandir o universo criado na cabeça deles.

Atualização 22/05/2015: Foi anunciado que a série terá sete livros. O, agora, penúltimo se chamará “O Destino de Dez” e será lançado no segundo semestre deste ano. Quanto aos mini-livros, leia o que falei sobre “The Fugitive“, “The Navigator” e “The Guard” em outros posts.

Atualização 05/09/2015: Veja o que achei de “The fate of Ten“, penúltimo livro da série.

Abandone essa #vergonha, por favor

Vai começar a caça às bruxas.

Quem é o culpado pela goleada de 7×1 da Alemanha? Felipão? Júlio César? A tal Neymar-dependência? Fred? O time todo? A mídia? A presidenta Dilma? O governo? O PT? O papa? Os argentinos? Seu amigo sacana que sempre torceu contra o Brasil? O polvo Paul que nem está mais entre nós? Poderiam ser tantos os culpados…

Só que vamos lá: isso muda o resultado?

O Brasil perdeu. Perdeu feio. Mas isso é jogo. E jogo é jogo. Eu estou triste por essa semi-final histórica em que a seleção deixou escapar a conquista do hexa? Claro que estou. Porém, de novo, jogo é jogo. Hoje não foi o dia dos nossos jogadores. Vai dizer você é brilhante no trabalho todo o santo dia?

Aí você pode dizer que “esses jogadores ganham milhões para fazer um jogo de m**** desses”. Que “foi merecido”.

Olha, sinceramente, acho que você está sendo um babaca. Com todo o respeito.

Você só é amigo do seu amigo quando ele está tendo sucesso? A “seleção não é minha amiga”. OK, verdade. Lembre-se apenas que a seleção representa o seu país num esporte chamado futebol. Então, a seleção é você. É assim que você se trata?

Perdemos. “Bola pra frente”. Ainda temos o terceiro lugar aí. Você, torcedor, em vez de ficar sentido #vergonha, deveria apoiar a seleção e se apoiar. O resultado foi horroroso? Foi. Agora é hora de aprender com os erros. Analisar bem o que pode ser melhorado E melhorar.

O time da Alemanha foi superior. A boa notícia é que futebol brasileiro ainda tem muita Copa pela frente.

Força, Brasil!

Sinta orgulho do seu país na saúde e na doença, cara!
Sinta orgulho do seu país na saúde e na doença, cara!

“Frozen” e a evolução da princesa “disneyniana”

DisneyPrincess_Meet_Merida
Quem não as conhece?

As maiores atrações da Disney são suas princesas. Não tem jeito. E mesmo com o enorme sucesso, elas estavam meio que aposentadas desde 1994, quando “O Rei Leão” foi lançado. Não sou grande estudiosa, mas dois anos antes, “Aladdin” tinha sido o blockbuster da produtora. Apesar de a trama do ladrão e o gênio da lâmpada ter uma princesa, a Jasmine, a personagem principal da trama é o próprio Aladdin. Um homem. Daí, Simba. Então, em 1995, veio “Pocahontas”, que não é beeem uma história princesa. A partir daquele momento, deu-se uma sequência de filmes protagonizados por homens, mulheres guerreiras (Mulan, melhor heroína de todos os tempos exemplo) ou animais e objetos falantes.

Em 2007, aparecia o filme “Encantada”, com direito a números musicas de volta e amor entre estranhos do melhor jeito “A Branca de Neve”. Fazia mais de dez anos que uma princesa “disneyniana” não era lançada de fato. Gisele, no entanto, era interpretada pela atriz Amy Adams. Uma atriz, não uma animação. Resultado? Bons números de bilheteria, mas nada de milhares de bonecas sendo vendidas nas lojas do mundo afora. Após dois anos, Tiana dava as caras nos cinemas. Era mais uma tentativa de “resgaste das princesas”, com a novidade de ser a primeira integrante negra da espécie (Kida de “Atlantis” e Esmeralda de “O Corcunda de Notre Dame” não são consideradas, infelizmente). Apesar de amar de paixão “A Princesa e o Sapo”, Tiana parece, mas não é uma princesa clássica. Ela é forte, linda e tem um vestido típico da realeza. Virou sapo, enfrentou o vilão Facilier, casou-se com o príncipe Naveen e realizou seu sonho de ter seu próprio restaurante. Princesas podem ter seu próprio restaurante? Não sei e não importa. A Disney ainda não tinha logrado juntar a mulher contemporânea com os elementos que tanto fizeram sucesso no passado.

Foi aí que os produtores se arriscaram e trouxeram “Enrolados”, nome unissex para o conto dos Irmãos Grimm da Rapunzel. Era a primeira vez em um intervalo de quinze anos que uma princesa realmente liderava uma trama. Infelizmente o filme nem chegou a concorrer a um Oscar (só de música original com “I See The Light”), mas rendeu melhores frutos que os de Tiana e Gisele. Depois, temos a Merida de “Valente”, que de valente não tinha nada. Não gosto muito desse filme e acho que ele deveria se chamar “Mimada”. Porém, preciso destacar a quebra de paradigma de filmes de princesa: não há nenhum príncipe ou pretendente amoroso!

Eis que chegamos a Frozen.

Pôster brasileiro do filme
Pôster brasileiro do filme

“Frozen” é um sucesso. Além de estar há mais de um mês firme e forte no circuito dos cinemas brasileiros,  já  ultrapassou a bilheteria de “O Rei Leão” (olha ele aí de novo) ao redor do planeta e se tornou o segundo filme mais rentável da Disney com mais de 800 milhões de dólares arrecadados (apesar de alguns cálculos ainda o deixarem em terceiro). Isso sem contar as vendas de CDs, músicas online e brinquedos. “Frozen” é lucro.

Os fatores que levaram a esse posto são vários: selo Disney; promoção com Demi Lovato e cantoras famosas em outros países; Idina Menzel, a diva dos musicais na atualidade, emprestando a voz para uma das personagens; outros atores famosos também na produção; cópias do filme em 2D, 3D e 4D (eu vi em todas!); e, o mais importante, uma boa história.

Uma boa história. É sobre isso que quero falar, a maior razão de eu ter amado a produção toda. Fui surpreendida por algumas pequenas inovações no roteiro de uma típica história de princesa “disneyniana”. Detalhes que, na minha opinião fizeram muita diferença, se comparados a outros trabalhos da Disney:

1 – Anna e Elsa

Rainhas e princesas já apareceram algumas vezes em filmes da Disney. Mas “por uma vez na eternidade”, elas não são inimigas mortais. Muito pelo contrário, elas são irmãs que se amam de verdade. Outro mérito a ser destacado é a “audácia” de colocar as duas como protagonistas.

2 – O amor verdadeiro

Anna é criticada o filme inteiro por ter aceitado se casar com Hans no mesmo dia que o conheceu (IRONIA). Esse “amor verdadeiro” que ela tanto defendia, no final, se mostrou ser o que ela sentia pela sua irmã, alguém que ela conhecia desde que nasceu.

 3 – O lado “Mulan”

Tanto Anna quanto Elsa são um retrato da mulher que quero queremos ver atualmente. Elas estão no poder, protagonizaram uma história e ainda são bonitas. Não sabem lutar como a Mulan, mas uma tem poderes e a outra, força de vontade. Acho que está bom, não é?

4 – Vilão?

Onde está o vilão? Não existem vilões em Frozen. Existem pessoas com medo, gananciosas e solitárias, assim como qualquer pessoa deste mundo. Quem nunca sentiu medo? Quem nunca desejou ter mais do que tem? Quem nunca se sentiu só? Elsa passou por tudo isso e ainda superou as dificuldades no fim. Hans e o Duque da cidade impronunciável, por outro lado…

5 – Kristoff

O mocinho do filme pediu permissão para beijar a amada. Achei digno.

 6 – Um boneco de neve falante

Olaf é o alívio cômico do filme, mas tem background e objetivo claro. Ele é meio parecido com o Ray de “A Princesa e o Sapo”, só que muito mais fofo e inusitado. Cabe aqui um elogio à dublagem brasileira. Assisti às versões em inglês, português e espanhol. Nenhum Olaf foi tão engraçado quanto o nosso. As falas ficaram muito mais divertidas mesmo.

Como nem tudo é perfeito, Frozen tem defeitos sim. Por ser fã de carteirinha só consigo pensar em um (hahaha): a existência dos trolls. Não que eles precisem de uma explicação para existir, mas achei que a relação deles com o Kristoff foi meio que “forçada” demais. Gostaria de ver um curta parecido com o de “Enrolados”, só que enfocado neles. Fica a sugestão.

Caham.

E o futuro? Será que a Disney vai voltar aos tempos da era de ouro das princesas agora que tem mais do que certeza que elas continuam tendo apelo comercial? Só o tempo dirá. Porém, repito que gostei bastante dessas pequenas inovações na história. Já ouvi muitas amigas feministas criticando as Princesas Disney e concordo que, antes, elas eram umas tremendas de uma pamonhas que viviam em funções de seus príncipes. Os tempos mudaram e as princesas evoluíram, não concordam? Ou será tudo ilusão?