Diarinho: 4 dias na Dinamarca

“Marina, um mês sem dar as caras aqui no blog ou na página no facebook? Não tem vergonha não?”

Não. Porque na primeira parte de julho estava super focada trabalhando no “Parede Branca” (um livro pra sair dá trabalho, viu?) e, na segunda, viajei com os meus pais. E este post vai ser sobre uma parte desta viagem porque ainda faltam algumas coisas para eu voltar a falar do primeiro meu primeiro livro.

Como o título já sugere, passei quatro dias na Dinamarca. Todas as noites, antes de dormir, fazia um resumo do que havia acontecido. Agora que estou postando aqui, adicionarei algumas informações para qualquer internauta que acabe no MARINESCRITORA quando buscar por relatos da Escandinávia.

Dia 1
Finalmente chegamos em Copenhagen. Foram 12h de avião no total, mas umas 30h sem dormir quase nada. O fuso horário acabou comigo… No hotel, deixamos as coisas e já saímos pra conhecer a cidade. Resultado? Nos perdemos, claro. Apesar do mapa em mãos, os nomes impossíveis de serem lidos dificultavam a localização. Ainda bem que todo mundo aqui fala inglês. Entramos num lugar e perguntamos para a atendente “que prédio é este?”. “O City Hall (Rådhus)”, ela respondeu. “Obrigada”, saí do prédio porque finalmente nos achamos no mapa. Será que ela pensou que éramos doidos?

Passeamos bastante, pedimos “almojanta” de pão negro dinamarquês com salmão defumado  (Delícia!) no Kafe Kys (RECOMENDO! Fica numa rua cheia de cafés e restaurantes, paralela  à Frederikgabe/Østergade – a rua dos turistas)  voltamos pro hotel para só acordar no outro dia.

Impressões:
– Que lugar lindo!
– Quanta gente bonita!
– Como essas mulheres conseguem ter essa pele de pêssego?
– Estou com inveja do item acima.

Dia 2
Acordei com uma mensagem de um amigo venezuelano dizendo que estava aqui em Copenhagen também! Estávamos com planos de visitar Malmö, uma cidade na Suécia que engloba “A Grande Copenhagen”. Isso porque muitos suecos trabalham em Copenhagen e voltam para o seu país depois do expediente. Incrível! Questionei sobre a barreira do idioma e Angel (o venezuelano) afirmou que eles se entendem muito bem apesar das diferenças. Isso sem contar que todos os suecos também falam inglês. Gostei de Mälmo!

Voltando para a estação principal de Malmö
A estação de trem de Malmö

Voltando a Copenhagen, conhecemos uma brasileira-dinamarquesa no trem. Ela se apresentou quando perguntamos se o Angel conhecia um lugar bom de salmão para almoçarmos (ele já está aqui há três meses). Eis que Layla entra na conversa e sugere dois lugares. O salmão une as pessoas! Daí começamos a conversar, né? Super gente boa, trabalha com artes e não consegue se acostumar com o inverno sem sol. Pediu para adicionar no facebook e farei isso daqui a pouco.

Fomos ao restaurante que Layla indicou (Algo como SkinderBuksed, numa ruela também paralela à Østergade, na super praça Kongens Nytorv – cheio de pratos típicos da região)! Que salmão incrível! Nada como pegar dica de nativos, né? Depois do almoço, nos despedimos de Angel! Ele vai embora da Dinamarca amanhã. O destino realmente queria nos encontrássemos na última badalada.

Turistar descansada e agora com os pontos do mapa com legenda em português é outra coisa (outra ajuda do Angel). Nada de se perder. Conhecemos Nyhavm (uma espécie de marina super descolada), a igreja de mármore, o palácio real Amelienborg (sem querer, presenciamos a troca de guarda!) e tiramos foto com a “Pequena Sereia” de H.C. Andersen. Passamos pela casa dele também. Mais um escritor “visitado” na minha coleção!

Amelienborg Slotsplads
Amelienborg Slotsplads

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Mapa com “legendas” em português

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Nyhavn

Impressões:
– Quase todo mundo aqui é da minha altura (1,74) ou maior. Incrível!
– As mulheres, mesmo magras, não são super finas “parisienses”. Elas têm quadril e uma estrutura tipo a minha. Já não tenho mais tanta inveja da pele delas.
– Ô cidade cara!

Dia 3
Pegamos um trem às 10:00 e chegamos meia hora depois em Roskilde, antiga capital da Dinamarca. A cidade é uma fofura e abriga um museu Viking! Fomos direto para lá. Após a visita cheguei algumas conclusões:
– os cabras eram machos porque os barquiNHOS que eles navegavam quase não tinha proteção, viu?
– eles nem eram tão violentos assim;
– ainda assim eles eram bem legais.

Um navio Viking de verdade!
Um navio Viking de verdade!

Voltando pra Copenhagen, resolvemos fazer um passeio de barco pela cidade (perto da praça Nytorv). Apesar de ter sobrado só lugar ruim, o momento foi muito agradável. E eu nem fiquei enjoada! Passamos pelos canais da cidade e entramos no Chistianshavn, a comunidade hippie e estruturada que fica numa ilha.

Impressões:
– apesar das pessoas serem muito bonitas, tá faltando um charme latino nessa galera.
– já disse que essa cidade é muito cara?

Dia 4
Madrugamos e pegamos um trem para Holsingør (Duração de 01:10~01:20). Lá fica o Kronborg, castelo no qual Shakespeare retrata a peça de Hamlet (mesmo que ele nunca tenha estado lá). O lugar é enorme! A parte mais bacana é a estátua do Holger, um guerreiro Viking de pedra que acordará caso a Dinamarca seja invadida. Depois tem um tour muito “obscuro” pelas masmorras. Aventura total! Outro detalhe sobre Helsingør: é a cidade dinamarquesa mais próxima da Suécia. Do Kronborg dá para ver o outro país perfeitamente.

O Kronborg visto da baia
O Kronborg visto da baia

Em Copenhagen partimos para o último destino: o castelo de Rosenborg. A decoração é horrorosa, mas é possível ver o tesouro da família real! RYCO!

Coroa da rainha #quero
Coroa da rainha #quero

Para  fechar a despedida, fomos no café Songenfri (na esquina da terceira ou quarta rua paralela à Frederikgade/Østergade). Típico lugar dinamarquês também!

Considerações finais:
Eu não esperava nada da Dinamarca, então foi tudo uma grata surpresa. Em Copenhagen dá pra fazer tudo a pé, as ruas são limpas e os monumentos, conservados. Tudo é bem sinalizado, mas nem sempre as placas estão em inglês. Na estação central de trem sempre tem alguém para apoiar também. Recomendo trazer casaco quente no verão. E preciso voltar um dia para visitar o Tivoli, o parque de diversões mais antigo da Europa, e o Museu Louisiana.

Daí pegamos um avião para Berlim, na Alemanha. Mas isso conteúdo para outro post. 😉