OPEP: Mamíferos, jogos vorazes e muita música

“O Papa é Pop” hoje está bem recheado! Tem música, seriado, filme e um vídeo muito louco para comentar e indicar.

Zootopia

A nova animação da Disney é simplesmente PERFEITA. Eu tinha achado os trailers engraçadinhos, mas até então não tinha entendido direito qual seria o tema tratado. Pois bem, a coelhinha Judy quer ser uma policial numa sociedade de animais mamíferos que deixaram o sistema de predador e presa pra trás. Porém nenhum coelho (ou animal de pequeno porte) jamais tinha conquistado esta posição. Cabe a Judy quebrar os padrões e seguir o seu sonho, ensinando as criancinhas a persistirem sempre naquilo que almejam mesmo quando todo o mundo duvide de você. Meio cliché, né? Sim. SÓ QUE Zootopia é muito mais do que isso.

ZootopiaPredadores e presa. Ricos e plebeus. Governantes e governados. Valentões e vítimas.  Maioria e minorias. Zootopia é isso, uma baita alegoria do nosso mundo. Fala de preconceitos, papéis que supostamente devemos assumir e até luta de poder (sério, tem uma parte que é super Maquiavel. É uma baita aula de sociologia e filosofia. Um filme completo, redondinho e adorável. Sinceramente, recomendaria o filme para todas as salas de aula. Imagina discutir esse filme com crianças e adolescentes? E em faculdades? Deixa eu sonhar.

Recomendo o filme pra ontem. Já assisti duas vezes no cinema (e provavelmente irei numa terceira em breve). Ah! Achei muito sensacional ver os nomes dos dubladores brasileiros de novo em destaque nos créditos. Valorizo!

A segunda temporada de Demolidor e Vikings

Teve maratona de Daredevil neste último fim de semana. Amei a primeira temporada e também esta segunda. Mantiveram o clima do vigilante noturno, os conflitos de personalidade do Murdock e também as lutas legais (o que foi o terceiro episódio?). Achei o arco do Justiceiro muito interessante, apesar de ter dormido bacana no episódio 10 ou 11. O personagem é um maluco psicopata, mas gostei dele ainda assim. Uma amiga sugeriu shippar ele com a Karen. Gostei. Quanto a Elektra… Bom, gostei dela no início. Lá pro final meu interesse por ela caiu, sei lá. Mas acho que o final da temporada em si ficou meio desinteressante. Na minha opinião, muita coisa ficou mal resolvida. E não me pareceu gancho pra próxima season. Enfim, ainda assim está no meu hall de séries favoritas.

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Quanto a Vikings, comecei ontem e já estou in love. Na verdade foi um amor à segunda vista. Achei o primeiro episódio legal, mas o dois me pegou de jeito. Nem tem muita coisa pra comentar. Ainda assim fica aqui a recomendação. Tive a oportunidade de visitar um museu viking na Dinamarca. Percebi que tinha uma ideia bem errada deles. Considerava o povo bárbaro, mega violento e conquistadores sem pudor. Well… que povo não era assim antigamente, né? O que mais me impressionou, no entanto, foi o tamanho dos barcos deles. ERAM MUITO PEQUENOS. E ainda assim conquistaram o norte, chegaram no Reino Unido e até na Islândia. A séria mostra isso muito bem. Aprovada.

Produce 101

Mudando de Dinamarca pra Coreia do Sul, tenho acompanhado um reality show chamado Produce 101. A proposta: colocar cento e uma trainees de agências de entretenimento diferentes para competir entre si. No final, o público elegerá as 1 1 favoritas para debutar como um grupo temporário por um ano.

Se você não sabe, o K-POP é literalmente uma fábrica de artistas. Jovens que queiram entrar no mercado musical, prestam audições de companhias para, assim, serem treinados e, por fim, lançados na mídia. Assim, o Produce 101 seria a oportunidade perfeita para garotas que queiram sentir logo como é ser um ídolo de verdade.

É um jogos vorazes. No início da competição as meninas foram classificadas em A, B, C, D e F pelos treinadores. O resultado é o clipe a seguir (a ordem de aparição são os grupos classificatórios).

As missões foram aparecendo e várias meninas sendo eliminadas. Uma das minhas favoritas já rodou e nesta sexta sobrarão 22. Tô apreensiva. O tanto que já chorei nas eliminações… só piora. Ainda assim é um programa muito legal pra quem gosta de ver apresentações de dança, canto e rap. Caso se interessem, o perfil do twitter @teampd101 tem legendado todos os episódios em inglês.

Jeon Somi, Kim Sejeong, Kang Mina, Han Hyeri, Hwang Insun, Lee Haein, Kang Yebin, Cathy e sobrevivente da KCONIC, FIGHTING!!!!

Meghan Trainor says NO

Ainda falando sobre música, preciso falar de No da Meghan Trainor. Já estou sentindo falta das madeixas loiras e o som super retrô. Porém não tem como amar a vibe final dos anos 90/2000 dessa música. Parece Ciara, Britney na época de Oops I did it again ou os primeiros solos da Beyoncé. Pra dançar não tem ritmo melhor.

E aí tem a letra. Ah, mon amour! Se você não está afim de escutar a cantada do cara, seja clara. Mostre que só quer ficar na sua e deixe claro que não precisa disso pra levantar a auto-estima. Já virou meu hino na balada que eu quase nunca vou.

Baile de… J-pop

Para terminar. Esse vídeo! ESSE VÍDEO! Não tem o que dizer, só sentir.

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Diarinho: Netflix, dança e cirurgia

Faz tempo que eu não falo da minha vida, não é?

Netflix

Eu não queria assinar o Netflix porque eu sabia que isso ia acontecer. Eu me conheço. Não jogo nenhum jogo no meu video game se não estiver de férias, do contrário não vou parar até terminar. O mesmo vale para jogos de celular. Série de livros? Seriados? Dramas? Mesmo esquema porque não vou me cansar até que eu saiba de tudo. Eu me vicio muito facilmente nesse tipo de coisa.

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Não é nenhuma super produção, mas adorei entender como várias passagens de Harry Potter surgiram =)

Mas o meu editor insistiu, sabe? Disse que tinha um  filme-documentário da J.K. Rowling que valeria a pena ver. Eu vi. Bem legal mesmo, ASSIM COMO ESSE CATÁLOGO INTEIRO DE POSSIBILIDADES. Aiai… Montei uma lista linda de filmes, seriados e animes. Dezembro e Janeiro prometem.

Falando em animes…

Com a facilidade do Netflix, animes estão muito mais acessíveis. O negócio é que: eu sempre serei uma #eternaotakinha. Porém, fazia tempo desde a última vez que busquei novos animes pra assistir, além dos que seguiam os mangás que acompanho. Já fiz maratona de Seven Deadly Sins/Nanatsu no Taizai, My Little Monster/Tonaru no Kaibutsu-kun (OK, esse mangá eu já tinha lido) e Knights of Sidonia.

Nanatsu foi amor ao primeiro episódio. Espero ansiosamente por uma segunda temporada. Enquanto isso, leio o mangá. A narrativa é incrível e um dia pretendo fazer um post só sobre ela. Já Knights of Sidonia, me prendeu lá no terceiro capítulo. Não coloquei o mangá na lista de prioridades, até porque já li tudo que acontece na Wikipédia. Agora é torcer por uma terceira temporada!

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QUERO FANFICS DESSA JOÇA QD///

#leiaumnacional

Claro que não vou comentar os livros que li aqui, mas estou impressionada com a quantidade de autores nacionais que tenho encontrado. Isso sem contar os originais que tenho lido para a Thesaurus. Sim, você leu corretamente. Mas não, não vou entrar em detalhes agora. 2016 promete~

Dança

IMG_5347Só que 2015 ainda não acabou! Semana que vem vai ter apresentação da Academia Juliana Castro, onde danço. A coreografia do Jazz Intermediário está incrível e estou super ansiosa pela performance. De hoje até terça-feira da semana que vem, os ensaios serão pesados. Quero dar o melhor de mim porque muito provavelmente só voltarei a dançar em 2017. Por que? Próximo item.

A cirurgia se aproxima

Na semana passada visitei o cirurgião que fará a minha cirurgia ortográfica. Pensei que poderia fazê-la logo depois do carnaval, mas deve ficar para final de Março ou começo de Abril.

Calma. Que cirurgia?

Explico, até porque acho que nunca comentei aqui no blog. No início do ano passado tive a confirmação de que o meu queixo precisa ser colocado para frente (taí um resumo do que será a cirurgia). Isso porque não tenho espaço suficiente para respirar, o que me causa cansaço contínuo e problemas para acordar. Quando usei aparelho pela primeira vez (de 10 aos 14 anos), fiz todo um tratamento para evitar a cirurgia. Não teve jeito e agora estou desfazendo todo o trabalho.

Foi horrível meio frustrante me ver de aparelho de novo, sabe? Felizmente, quando penso nos ganhos que terei logo (boas noites de sono e um belo queixo), relaxo… um pouco. Porque daí vem a ansiedade para que tudo aconteça de uma vez. Até porque a recuperação completa é de um ano! Por isso só devo voltar pro Jazz em 2017.

Enfim, se quiser saber um pouco mais do procedimento, a Jout Jout pode explicar:

E o lado nerd em chamas

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#pronta

Além dos meus animes e mangás, me esqueci de citar outras duas coisas que têm deixado o meu lado nerd em evidência.

  • Eu vou para a estreia de Star Wars: O despertar da força. Ganhei o ingresso porque uma amiga se separou do boy, o que foi bem trágico. Não ia fazer desfeito, né? Já garanti meu óculos 3D do BB8.
  • Meus amigos e eu resolvemos jogar RPG. Sou uma completa noob, mas estou adorando a experiência de ser uma meia-elfa druida do deserto.

 

E essa tem sido a minha vida.

 

OPEP: Digimon Adventure tri.

O Papa é Pop (OPEP) vai ganhar uma nova configuração! Em vez de comentar só os assuntos do momento, agora vou falar d0 que tenho presenciado no mundo do entretenimento (filmes, animes, desenhos, música, k-pop, novela, séries, etc.). Não entra literatura aqui porque… né? Praticamente todo o resto do blog é sobre isso!

Porém, hoje só vou falar de UM assunto. E vai ter SPOILER sim.

Digimon Adventure tri.

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Pense na pessoa que SURTOU assistindo ao primeiro OVA: Reunion (ou seriam os quatro primeiros episódios #confusa). Enquanto escrevo este post estou baixando loucamente as músicas que inundaram a minha infância feliz. Eu era tosca e insistia em dizer que Pokémon era melhor que Digimon e ainda assim não perdia um episódio sequer. Daí você cresce e percebe que a turma do Ash tem seu valor, mas não se compara aos Digiescolhidos e à história de Digimon como um todo. Sério! Não era só a aventura no mundo digital, eram crianças aprendendo a lidar com sentimentos e se descobrindo como pessoas. E o tri, trouxe isso de volta! Uma nova ameaça, amigos reunidos e digimons lutando. E essa luta é o principal questionamento de “Reunion”. Li no Kotaku uma análise interessante. Dizia, mais ou menos, que quando crianças, era incrível ver digimons batalhando nas ruas, mas depois de crescido você passa a perceber que por trás do “espetáculo” há grande destruição. Pessoas podem morrer. E esse é o dilema de Tai quanto a embarcar neste novo desafio do Digimundo ou não. Isso acaba recriando as boas brigas entre ele e Matt, que representa o lado da moeda que “não há o que pensar”, apenas agir. Um belo duelo. Além disso, temos Joe se esforçando que nem um louco para passar no vestibular (alô, é da casa da Mariana Vilar do “A parede branca do meu quarto”?). No próximo OVA que sai só no ano que vem, aposto que o tema Dever X Coração vai ser abordado. Afinal, o título será “Determination”.

Sobre o design. Adorei. Mais clean, leve. Nos digimons não notei tanta diferença. Achei isso um ponto positivo também. A cereja do bolo foi a manutenção das músicas (com novos arranjos) e efeitos sonoros do anime original. É só o barulho do digivice e “Brave Heart” tocar e o digimon começar a evoluir, que os fãs podem sentir arrepios!

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Os mesmos digiescolhidos, uma nova fase da vida

Tai segue jogando bola, está mais reflexivo. Matt tem uma banda. Sora tirou aquele capacete horrível e é mais amável. Izzy continua sendo o maior geek de todos. Mimi ainda é a super extrovertida e patricinha. T.K. faz sucesso com as meninas. Kari, com os rapazes, porém se mantém discreta. Joe… Joe, cadê sua confiança, homem? Enfim, nada da personalidade do grupo foi alterado, porém é visível o amadurecimento. Agora eles são adolescentes, né?

Mas sabe o que vem com a adolescência? Hormônios em ação.

Vai ter ship e muita fanfic

Já nos primeiros minutos é evidente um triângulo amoroso entre Tai, Matt e Sora. Eu super torcia por Tai e Sora na primeira temporada (aquele episódio da pirâmide do Etemon em que a Sora está presa <3). Daí na segunda ficou claro que daria Sora e Matt… Achei estranho no início, mas acabei curtindo o casal. No tri., está rolando uma tensão que até a Mimi que estava morando nos EUA há tantos anos percebeu.

Falando da Mimi, Izzy tá caidinho por ela. Ficaram de papo na internet, daí juntou dois amores do rapaz, né? Será que ela vai dar bola para ele no final? Vou torcer. Aliás, Mimi é praticamente a Denise (Turma da Mônica) dessa história. Faz a diferença!

Então temos os grandes amigos de duas temporadas inteiras: T.K. e Kari. Takeru solta que vai levar uma “amiga” para o show da banda do Matt. Aham. Kari sacou tudinho. Só não sacou que esses os dois estão destinados a ficarem juntos desde sempre. Hello? Até os digimons deles são anjos nas evoluções, um masculino e outro feminino. É tipo Adão e Eva com sexos definidos. Só quero ver desenrolar.

Por fim é importante ressaltar que Joe TEM UMA NAMORADA. A cena que ele revela isso é sensacional. Dei replay umas dez vezes. Depois comecei a pensar que até ele tem um par. Cadê o meu?

Um digivice extra

Meiko_Mochidzuki_tA nona digiescolhida se chama Meiko Mochizuki. Ela é super tímida, parece que veio do interior. Fiquei com preguiça da caricatura, mas ela pode entrar no tópico dos ships em breve. Tá perdoada.

Como só foi aparecer e interagir mais com o grupo no quarto “episódio”, ela me deixou a sensação de ser uma extra. Só para gerar novidade, sabe? Mesmo que o digimon Gundam Wing parecesse estar atrás do Meicoomon (quando elas começaram a se chamar de Meiko, Mei, Meico fiquei super confusa), a “gata” dela, não fui convencida. Espero ser surpreendida!

Até porque… será que ela tem alguma ligação com a associação super secreta do professor Nishijima e da mulher sem nome que monitoram o digimundo??? Outro ponto que ainda não ficou claro para mim foram as imagens de outros digiescolhidos caindo no fundo vermelho bem no início do OVA. O que será?

Ai ai… Em pensar que agora só terei novidades no ano que vem…

Garotos

O que você está prestes a ler era um(a) fanfic. A versão original de 2005 pode ser conferida aqui (assim como os meus erros ortográficos). Sempre gostei de uma modalidade que nomeei de “Conto Musicado”. A partir de uma música, criava uma história. Simples, rápido e singelo. Qual é a canção que te inspirou desta vez? Garotos do cantor Leoni. Verdade seja dita: que menina não se sente especial com essa letra?

Sobre a grama verde do campus, lá estava ele debruçado e observando as nuvens como de costume. Alguns fios do cabelo castanho claro repousavam em seu rosto e os óculos de grau jaziam ao lado. Gostava daquele lugar. O lugar perfeito para apenas pensar, onde nada poderia interrompe-lo. Fechou os olhos curtindo aquela tranquilidade que tanto idolatrava e logo os abriu para admirar novamente com o azul do céu. Só que ele se deparou com outro azul.

“Ei, Léo!” A loira pertencente dos mais belos olhos azuis o chamou.

“Júlia…”

Seus olhos e seus olhares

Milhares de tentações

Léo se sentou para que ficassem lado a lado.

“O que faz aqui?” ele quis saber.

“Por que a pergunta? Não queria me ver?”

“Não! Não é isso…” o jovem não sabia o que responder, só tinha perguntado por perguntar. “Ah, mas que problema!” Ele terminou desconsertado.

Júlia abafou a risada com as mãos, deixando Léo mais confuso.

“Bobo… só estava brincando!”

Meninas são tão mulheres

Seus truques e confusões

Léo, mesmo sem entender direito, resolveu deixar aquilo de lado.

“E então, o que estava fazendo?” a loira perguntou.

“O de sempre…”

“Ah claro, as nuvens…” ela concluiu.

O silêncio caiu entre os dois. Léo pode ver que Júlia agora estava concentrada no céu.

Júlia…

Estava linda como sempre. O cabelo preso balançava no mesmo ritmo da brisa de outono que passava levemente deixando nela um ar angelical. As belas formas se destacavam na posição estava sentada, tudo era perfeitamente delineado. Aí ela já não era tão anjo assim. Ela o encantava, não tinha como negar. Era sempre assim quando ele a via; ficava perdido e meio seus desejos pela companheira de universidade.

Se espalham pelos pêlos

Boca e cabelo

Peitos e poses e apelo

Me agarram pelas pernas

Certas mulheres como você

Me levam sempre onde querem

“Léo” ela o chamou novamente, cortando o silêncio. “O que você tanto gosta nas nuvens?”

“Bem…” nunca tinha pensando muito sobre isso. “As nuvens. Como dizer? De certa forma, elas me passam paz que eu sempre quis.”

“Nossa! Nunca pensei que ouviria palavras assim vindas da sua boca!” ela exclamou.

“O que você quer dizer com isso?”

Ela o encarou rapidamente e depois balançou a cabeça.

“Esquece” ela respondeu.

Como era enigmática. Ele, o melhor de seu curso; possuidor de um QI de 200, não conseguia decifrá-la. Perto dela, ele não se sentia inteligente. Perto dela, ele se sentia apenas um menino que mal sabia o bê-á-bá.

Garotos não resistem aos seus mistérios

Garotos nunca dizem não

Garotos como eu sempre tão espertos

Perto de uma mulher…

São só garotos

Júlia não demorou a notar que Léo a observava. Abriu um belo sorriso para ele. Aquele sorriso cheio de charme que só ela sabia dar. Estava se tornando irresistível.

Seus dentes e seus sorrisos

Mastigam meu corpo e juízo

Estava tomando conta dele. Não conseguia em mais pensar nada senão ela. Apenas seu olhar fazia com que todo o pensamento lógico se dissipasse. O raciocínio já não trabalhava. Naquele momento ele só queria uma coisa.

Queria beijá-la.

Devoram os meus sentidos

E eu já não me importo com isso

Sem ligar para as consequências, Léo pousou um das mãos na face da amada e, com a outra, a puxou para mais perto de si. Estavam muito próximos. Não desgrudavam os olhos um do outro. Por fim, já tomados pelo clima presente, o beijo começou.

Então são mãos e braços

Beijos e abraços

Pele, barriga e seus laços

São armadilhas

E eu não sei o que faço

Aqui de palhaço

Seguindo seus passos

Após um bom tempo, aquele gesto tinha acabado. E Léo havia recobrado a consciência.

“Desculpe Júlia, eu não…” ele tentou se desculpar.

“Sabia que você não ia resistir!”

Léo ficou surpreso com a afirmação. Aquilo tinha sido um jogo para ela? 

Ele nunca saberia.

“Vamos. Temos aula de estratégia de empresas agora” a loira disse, se levantando e estendendo a mão para ele. “Depois disso, você podia me chamar para comer em algum lugar, sei lá…”

“Certo…” ele concordou calmamente e passando um dos braços pelos ombros da garota.

Nada fazia sentido. O que não queria dizer que não era bom.

Garotas sempre seriam problemáticas para garotos.

Garotos não resistem aos seus mistérios

Garotos nunca dizem não

Garotos como eu sempre tão espertos

Perto de uma mulher…

São só garotos

Para realizar desejos, não é preciso uma lâmpada mágica

Todo mundo tem sonhos. Todo mundo tem desejos. E todo mundo quer que eles se realizem. Acho que é da natureza humana. Já repararam que no fundo das fontes sempre têm moedas? Nem as de shopping escapam. Quando a história dessa prática começou, não sei. Mas, para mim, é uma das maiores provas das três afirmações com as quais comecei este post.

Recentemente, tive a oportunidade de assistir a um J-Drama chamado Proposal Daisakusen (Operação do Amor, tradução própria). O tema abordado é o desejo, mas precisamente o de “mudar o passado”. Fica aqui a sinopse:

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A novela é 2007, o tema é atemporal

Iwase Ken e Yoshida Rei são amigos desde o Ensino Fundamento. Ken não tem tato para o amor, mas acaba se apaixonando pela vibrante e alegre Rei. Só que Rei está para se casar com outro homem. Enquanto Ken e outros amigos da escola participam da cerimônia de casamento, uma fada aparece para mandar Ken de volta no tempo, dando-lhe uma segunda chance para ganhar a garota que ama.

A fada é um homem de barba e cartola, só por curiosidade.

Durante todos os capítulos da novela, Ken volta ao dia das fotos mostradas num slide-show que está sendo exibido na festa do casamento. Na maioria das vezes ele consegue ser uma pessoa melhor para Rei. Porém, quando volta para o presente, nada muda a situação dele; Rei continua lá, sentada ao lado do noivo assistindo à apresentação de slides. No fim, Ken percebe que não adianta mudar o passado para mudar o presente. Ele precisa agir no presente, para modificar o futuro.

Quantas vezes não desejamos voltar ao passado e fazer diferente? Acabar com alguns arrependimentos e tal? Eu mesma já pensei nisso algumas vezes. Só que, no fim, acaba sendo sempre uma ideia impossível. O passado já passou. Por outro lado, o presente está aqui, agora, acontecendo. É nele que operam as mudanças. É uma dádiva; literalmente um presente.

Como aproveitar esse regalo? AJA. TBC – Tira a Bunda da Cadeira. Quer emagrecer? Vá uma nutricionista e faça atividade física. Quer morar no exterior? Procure agências de intercâmbio e aprenda o idioma. Quer ser uma escritor(a) famoso(a)? Escreva o livro, procure uma editora e tenha uma boa rede de contatos.

Alguns desejos realmente começam com o “atirar da moeda do poço”. Não deixem de atirá-las, por favor. Apenas entendam que essa é apenas a parte de “desejar” (mentalizar, enfocar, meta, conquista maior, etc.). A ação é a parte de “realizar”.

Obrigada, Naruto

Meu amigo Matheus Pacheco escreveu o texto seguir. É sobre o fim do mangá Naruto de Masashi Kishimoto.

“E Naruto acabou.

O mangá em si durou 15 anos, mas eu passei a acompanhá-lo a partir de 2004. Foram dez anos de minha vida onde reservei alguns (muitos) minutos de minha vida para ler, assistir, debater e comentar esta obra.

Para vocês, observadores externos, isso pode parecer a coisa mais estúpida e infantil que existe, eu ler um mangá, “coisa de japonês criança tetuda que não transa”, mas minha intenção com este texto não é entrar no mérito do conteúdo dos mangás. Mas sim, a importância que esta obra teve no meu crescimento pessoal e na formação do meu caráter.

Uma das maiores comunidades do Brasil se formou em torno de Naruto. Nos tempos do agora falecido Orkut, a comunidade chegou a quase meio milhão de pessoas, e era uma das mais movimentadas do mundo. Um fórum onde as pessoas se encontravam, não só para discutir Naruto, mas para interagirem das mais variadas formas.

E desta interação, surgiu um grupo de pessoas que acabou tornando-se muito especial para mim.

Pessoas de todos os cantos do mundo, que acabei conhecendo por causa de Naruto. Nos aproximamos por causa de Naruto. Grandes amizades floresceram por causa de Naruto. Amigos que tenho em minha mais alta estima até hoje. Tantas histórias juntos, tantas alegrias e até mesmo tristezas, compartilhadas no ambiente virtual, mas com a mesma significância de uma interação no mundo físico.

Tudo por causa de Naruto.

Crescemos juntos, nós e o pequeno ninja loiro. Até choramos juntos algumas vezes. Nosso senso crítico ficou mais aguçado também, o que acabou nos deixando com muitos pés atrás com o rumo que a história tomou. O desfecho não foi satisfatório, mas o último capítulo com certeza foi o que esperávamos.

Aos meus companheiros, meu muito obrigado por fazerem parte da minha vida, agora sem Naruto. Mas nossa amizade durará mais alguns bons mangás, com certeza. One Piece está aí que não me deixa mentir.”

Eu não leio One Piece e nem usaria o termo “coisa de japonês criança tetuda que não transa”, mas isso não vem ao caso. Quero enfatizar que é tudo o que foi escrito acima é real para mim. As discussões, as histórias, os amigos. Até porque, foi por causa de Naruto que nós dois nos conhecemos!

Sabem, até agora (agora MESMO), eu sempre considerei Harry Potter como a obra “com que eu cresci”. De fato, eu li meu primeiro livro do bruxinho com onze anos e ele acompanhou minha adolescência até o final. Porém, pensando bem, eu nunca fui uma potterhead, fã de HP, ativa. Não entrei em fóruns ou comunidades para discutir o mundo fantástico criado pela J.K. Rowling; apenas buscava informações e comentava com os meus amigos mais próximos.

Com Naruto, a história foi completamente diferente. Eu acompanhava o mangá e o anime religiosamente. Eu fiz versões das músicas em japonês. Eu era dona e moderadora da maior comunidade do casal Sasuke e Sakura do Orkut (SasuSaku 4ever era o belo nome). Eu brigava com pessoas que defendiam Naruto e Sakura, por Deus. E as fanfics? Bom, esse é um caso de amor já mencionado aqui e aqui no blog: Eu escrevia fanfictions de Naruto também.

Naruto, de certa forma, me treinou para ser a quase-escritora que sou hoje!

Entenderam porque o ninja da Vila da Folha é tão importante para mim? Mesmo não acompanhando bem o mangá há uns três anos, fiz questão de ler os últimos capítulos. Quando terminei o de número 700, meus olhos estavam marejados. Postei no meu perfil do facebook “Foi meh, mas me emocionei lendo o último capítulo de Naruto. ‪#‎falei‬“. Pura realidade.

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Uma das capas da SasuSaku 4ever. Os bonecos eram meus!

Para finalizar este post (e seguir o original), fica aqui uma homenagem. Essa vai para o casal mais masoquista da série. Não teve Neji e Tenten porque Neji, o melhor personagem da história, foi a única baixa da guerra e deixou a Tenten para titia-vendedora-de-armas. PORÉM, TEVE SASUSAKU! PARA NOOOOSSA ALEGRIA! CHOREM HATERS! ELA FLORECEU, ELA FLORECEU! Sakura inútil, Sasuke emo, ambos adoram sofrer. Ainda assim ficaram juntos no fim e tiveram uma linda filha que se chama Salada. Obrigada Kishimoto! Não estou sendo irônica!!!!

I ❤ NARUTO