GUIA PRÁTICO para aproveitar o I Enaejo

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1o dia (23/07) – manhã

Entrando na feira, dirijam-se ao Auditório Alvorada (peguem o elevador, 1o andar). Sugerimos que a chegada seja, pelo menos, quinze minutos antes para que possamos entregar os crachás do encontro. O evento era fechado, mas mudamos de ideia – podem levar acompanhantes sem problemas. Porém, apenas os inscritos participarão das dinâmicas programadas.

Um dado importante: recebemos inscrições de aspirantes a escritores! Eles também podem participar das dinâmicas, mas de outra maneira (esclareceremos no dia).

Às 10h damos início ao I Enaejo. A abertura terá quatro momentos:

  • Apresentação da curadoria
  • O que é ser escritor?
  • “Se vira nos 30”

Todos os participantes terão 30 segundos cronometrados para apresentar a sua obra. Não importa quantos livros tenha, o tempo é este (seja criativo!).

  • A roda dos gêneros

Momento para aprofundarmos a discussão da obra de cada escritor.

Dica: levem casaco (porque o ar condicionado é central, ou seja, congelante)

O auditório é nosso até as 12h.

1o dia (23/07) – tarde

Levando em consideração o tema da feira, “Meu mestre, meu livro”, nos dedicaremos a informar e profissionalizar escritores e aspirantes. Teremos no Espaço Oficinas 1 dois blocos informativos.

Às 14h, o escritor Flávio Vieira dará um Workshop de Escrita. Apenas os 25 primeiros a entrarem poderão participar. Detalhe: é aberto à feira. Portanto, cheguem cedo para garantir o seu lugar ao sol.

Às 15h30, é a vez do escritor Rodrigo Feres falar sobre A criação de obras literárias para E-book. Ótima pedida para os autores do Wattpad ou para quem quer se aventurar no mundo digital. Este workshop também é aberto ao público, mas o limite de participantes depende do Espaço Oficinas 1.

18h – Bate-papo com a escritora FML Pepper no Auditório Águas Claras

A Pepper, além de ser um amor de pessoa, tem uma história muito interessante e inspiradora. A mediação é por conta daMarina Oliveira e garante que escolheu perguntas que agradem o público e os participantes do Enaejo. Às 19h Pepper irá para o Abraço com Letras dar autógrafos, mas não se preocupem: Ela estará no stand da distribuidora Horizonte do Saber até o final da noite. Aviso isso porque…

Às 19h, teremos o Baile dos Escritores no Espaço Rapel. A ideia original era que apenas os escritores inscritos pudessem participar. Porém pensamos em algo melhor. Os blogueiros do I Encontro Nacional de Blogueiros também serão convidados. Motivo? Ora, é o momento perfeito para firmar parcerias! Sintam-se a vontade também para levar UM acompanhante. Coffee break, música e amor aos livros até as 20h. Existe combinação melhor?

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E, lembrando, que não tem código de vestimenta!

Dica: levem seus livros e material de divulgação!

2o dia (24/07) – manhã 

Começamos o dia de novo às 10h no Auditório Alvorada! Dessa vez teremos o painel “Escrevi meu livro e agora?” com Flávio Vieira, Victor Tagore e Maurício Gomyde. O escritor Arisson Tavares vai apoiá-los a expor algumas formas de publicação. Perfeito para quem não sabe como transformar as obras em livros físicos.

Depois ainda no Auditório Alvorada, às 11h, teremos o Grande Debate dos Escritores Jovens. A mesa será formada pelos escritores Jander Gomez, Dayse Dantas e João Doerderlein e a mediação fica com a Marina Oliveira. Será que a discussão nos levará a uma Guerra Civil?

Dica: Vão bem alimentados porque o debate vai até 12h30.

2o dia (24/07) – tarde 

Às 14h no Espaço Oficinas 1, Flávio Vieira (não temos culpa, o rapaz é ótimo!) fará um workshop sobre Bloqueio Criativo. Mesmo esquema do dia anterior – é aberto à feira e são 25 vagas. Portanto, cheguem cedo para garantir o seu lugar ao sol.

Às 15h, Hector Ângelo ministrará uma palestra no Auditório Alvorada. Aí vão alguns motivos para não perder:

  • 14 anos, 4 livros;
  • Recém-contratado da Editora 42;
  • Foi destaque numa feira literária de Londres;
  • Desenha, pinta e já produziu uma linha de bonecos;
  • O seu terceiro  livro “A Transformação de Joca” foi selecionado no Concurso Internacional de Escritores Infantojuvenil Lusofonos La Atrevida , instituição ligada à Universidade de Lisboa e fará parte do livro III Antologia Atrevida.

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É mole ou quer mais?!!!

Para fechar o I Enaejo com chave de ouro: Bate-papo com André Vianco, às 16h no Auditório Águas Claras. Ele é o cara! Ele tem bagagem! E vai dividir com a gente, mediado pelo blogueiro literário (e fã) Luciano Vellasco. Afinal, no encontro passamos por todos os estágios da vida de escritor. Nada mais justo do que terminar com um autor como Vianco, que já vem construindo seu legado há um tempo.

Após o bate-papo, vai direto para o Abraço com Letras e distribuir autógrafos.

 

 

 

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K-pop World Festival 2015

Mais um K-Pop World Festival. Desta vez, nada de cair de paraquedas; fui convidada com meses de antecedência para cobrir o evento pelo KPBRC. E, com isso, já dava para prever que o evento seria diferente da correria do ano passado.

IMG_3797Minhas previsões começaram a se concretizar logo na entrada. Cheguei dez minutos após a abertura dos portões. Havia fila porque, quem entrasse, portaria uma pulseira (rosa para a plateia, azul para a imprensa). Subo as rampas do teatro do colégio La Salle e me deparo com uma exposição sobre a Coreia do Sul. Às portas, integrantes do staff entregam DVDs e postais de bandas coreanas. Mesmo não sendo a maior fã do SHINee, adoro ganhar coisas de graça.

Dentro do teatro, encontro Natasha Belus, amiga fundadora do KPBRC. Ela conta que a organização (ela também é membro do KOREA ON, responsável pelo KWF do ano passado e deste) vem se preparando desde o início de 2015. Garantiu também que não devem ocorrer problemas de mídia. Em especial para os competidores de canto, havia retorno de voz testado e aprovado. O único porém é que, provavelmente, não teríamos pontualidade asiática. Acontece.

Resolvo caminhar um pouco pelo local. Ainda é possível escolher qual cadeira se sentar. Enquanto voltava para a minha, escuto o melhor comentário do mundo. “Esse povo do k-pop é muito louco, já chega nos lugares dançando”, disse alguém. Fiquei imaginando o que “alguém” falou quando Ice Cream do Red Velvet começou a tocar e a grande maioria das pessoas se levantou para dançar. Ou quando Bulletproof do BTS apareceu e todos gritaram e cantaram loucamente.

São 17:12. Pergunto para outra conhecida do staff sobre quando o KWF teria início. Ela responde que a avaliação de figurino estava acontecendo atrás do palco e todos jurados já estavam presentes! “Deve começar em, no máximo, quinze minutos”, Jana acrescenta. Dito e feito. Às 17:26, as luzes se apagaram e o espetáculo se deu.

Apresentações

Os mestres cerimônia foram Nina (Daebak? Só sei que a conheço de vista e de algum lugar) e Kenji (ex-CHAMPS). Apesar de algumas trapalhadas, tipo confundir Roraima com Rondônia, os dois me surpreenderam positivamente. Dava para ver que não tinham muita experiência no ramo, mas souberam como contornar – sendo objetivos com a função. Havia uma piadinha ali, outra lá. Porém, em nenhum momento eles deixaram de ressaltar que faziam parte de uma equipe organizadora e o que importava mesmo era os competidores.

E os competidores… Cada um que subiu ao palco, realmente merecia estar ali. Não houve apresentações ruins, apenas algumas que brilharam mais do que outras. Algo natural para, bem, competições. A seguir, seguem as impressões e sentimentos que cada um me passou:

– Kayak
Dupla de Brasília, com muitos fãs ao meu redor. Levaram o segundo lugar do ano passado e, por isso, minhas expectativas quanto a ela era alta. Repetindo a dose, interpretaram AKMU. As vozes se misturaram perfeitamente na versão dos irmãos coreanos para Eyes, Nose, Lips do Taeyang. O nervosismo, porém, pode ter atrapalhado um pouquinho na execução dos instrumentos.

– Elisabeth
Brasiliense. Optou por uma música do k-drama Heirs, Growing Pains II da banda Cold Cherry. O tom era masculino, mas Elisabeth segurou as notas super bem. No refrão, ela se soltava. Gostaria de tê-la ouvido mais como no refrão.

– Érica Shinomoto
De Manaus, Érica entrou no palco com um sorriso e um violão. Não sei que música ela cantou (foi mal…). Adorei a apresentação porque, além do timbre agradável, Érica parecia estar se divertindo no palco. Resultado? A plateia se empolgou junto.

– Kannon
Mais um brasiliense. Rapaz talentoso, mexe com música. Entrou no palco cheio de atitude, digna de Boom Dada do T.O.P. Foi a primeira vez que vi tanto rap coreano na voz de um brasileiro. Incrível.

– Alex
Outro brasiliense, conhecido pelo público. Tocou três instrumentos ao mesmo tempo para dar vida a Replay do SHINee. A voz dele é muito bonita, mas não gostei muito das modificações de ritmo feitas.

– Tammy Bueno
Só tem brasiliense na competição de canto? Enfim, outra apresentação de Eyes, Nose, Lips do Taeyang, mas agora em sua versão original. Fiquei impressionada com o tom grave e doce ao mesmo tempo, assim como a sua interpretação passional.

– Cibelle
A vencedora do KWF do ano passado voltou. Desta vez, ela trouxe de João Pessoa (ou seria Picos no Piauí, confusa estou) uma apresentação poderosa de 1,2,3,4 da LeeHi. Como já a acompanho há um tempo, não me impressionei com a evolução de um ano. Mentira. Fiquei impressionada sim. No meio da música, aparentou um pouco de cansaço. Ainda assim, arrasou nas notas finais e na pose.

– Bianca Carvalho
Goiana, praticamente vizinha. Optou por cantar Heaven da Ailee. E cantar Ailee é sempre uma baita de uma responsabilidade. Mas isso não foi um problema para Bianca. Apesar de estar com o microfone fixo, me chamou a atenção o quanto ela usava os braços para interpretar a música.

– Francine
A última brasiliense (do canto) também levou seu violão para o palco. Demonstrou muita capacidade vocal em Come Back Home do 2NE1. Gostei do rap e plateia pareceu concordar comigo.

– Para2dise
Diretamente de Salvador, o grupo misto dançou Can’t Be Friends do M.Pire. Interpretação impecável. O mesmo vale para o figurino. Mas a música… Sério, não gosto nada dessa música.

– K-Hyung
Representando Pernambuco, minha segunda terra, o grupo fez a performance de Hyde do Vixx. Hipnotizada, quase que me esqueço de gravar o snap. Não vou falar mais nada porque sou tiete deles e todo mundo sabe.

– Dynami
Com toda a simpatia de Natal, Dynami me fez sorrir com a apresentação de Too Very So Much do MYNAME. Baixei a música quando cheguei em casa porque não conseguia parar de pensar na energia bacana que eles me passaram no palco. Impressionante!

– West Sky
Alô, Brasília! Segunda vez no KWF, o grupo caprichou na execução de Maximum do TVXQ. Até elementos de cena e balãozinho distribuído para a plateia teve. Mais uma vez, fiquei tão hipnotizada que quase me esqueço de gravar o snap.

– Candy Pink
Tive vontade de chorar quando, no telão, apareceu que o grupo de Porto Velho iria dançar Kiss Kiss do Ladies Code. Foi só apresentação começar, que deixei as lágrimas de lado. Mais uma performance onde claramente as pessoas estavam se divertindo.

– Black Pearl
Gritos e mais gritos após o anúncio do último representante de Brasília da noite. A menina na outra ponta da minha fileira teve um ataque de emoção enquanto cantava Overdose do EXO. Vi muita atitude no palco. Naquela hora pensei: eles vão ganhar o prêmio de popularidade.

– Navy
Para fechar com chave de ouro, Porto Velho aparece mais uma vez no palco e dança Everybody de SHINee. As roupas ficaram lindas e a sincronia entre os membros foi bastante perceptível. Ótimo trabalho.

Deixei tudo registrado no Snapchat. Vocês podem conferir a seguir. E, se quiserem mais fotos, só dar uma passada no meu Instagram (@marinoli22).

Avaliação final

Se o vídeo acima já foi assistido, os resultados da competição são sabidos. Mas e o resultado do evento KWF como um todo? Olha, o KOREA ON está de parabéns. Não foi só na entrada que a organização se destacou, durante os intervalos (que aconteciam entre quatro apresentações, mais ou menos) Nina e Kenji sorteavam pôsteres e outros presentes. No ano passado, os “mimos” ficaram todos para o final. Observava os staffs indo e vindo às vezes com pressa, mas nunca com o olhar de desespero do ano anterior.

O público também se portou de maneira espetacular. Respeitaram e apoiaram todos os competidores. Não ouvi nenhum comentário maldoso. Acho que eles acabaram entrando no clima organizado do evento.

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Minha única “reclamação” vai, de novo, para a pontualidade. Só que, ao mesmo tempo, tenho consciência que foi feito possível e o impossível para que atrasos não acontecessem. O maior gap veio entre a apresentação especial do Empório Cultural (adorei! Quero assistir ao musical quando estrear) e a escolha dos vencedores da noite. Os concorrentes eram tão bons que o júri (outro upgrade – contou com professores de canto, dança e língua coreana) não conseguia chegar a um veredicto. Nada mais justo, não é? Para compensar, o DJ subiu o som do teatro do La Salle e, de repente, eu estava numa balada de K-pop que nunca fui.

Em resumo, adorei participar e cobrir o KWF 2015. Espero que mais como estejam por vir e que eu possa estar presente para prestigia-lo.

Caí de paraquedas no K-pop World Festival – Parte 3

Apesar das falhas no microfone, a abertura da competição deu-se sem nenhum problema. Aliás, fiquei impressionada com o grupo de dança do Korea ON que se apresentou em meio a um pot-pourri de grandes sucessos do k-pop nos últimos anos. Super Junior, Girls’ Generation, 2NE1, Wonder Girls são alguns exemplos que animaram o público. E eu quase gritei quando reconheci o mesmo Hugo Takumi desta entrevista lá, brilhando no palco!

Depois de três minutos de pop coreano, de repente, “dynamic dynamite, I’m gonna be your dynamite” toma conta dos meus ouvidos. Várias meninas se levantam e gritam. Eu saco minha câmera para filmar o momento. Champs estava no palco. Foram só trinta segundos (o final da música), mas ainda assim foi o suficiente para deixar o teatro Unip num alvoroço só.

Pyong retorna ao palco, anuncia os jurados das categorias de canto e de dança e um vídeo das audições dos concorrentes é mostrado no telão. Na minha cabeça, imagino a Effie dos Jogos Vorazes dizendo “May the odds be ever in your favor”.

Não pretendo descrever cada competidor, grupo ou solo. Lá no grupo do K-pop BR Covers já divulgamos os ganhadores e todos que estavam ali, repito, TODOS mereciam estar tanto no festival quanto entre os premiados. Infelizmente as minhas amadas QUEENS não ficaram entre os três primeiros. Meninas, vocês são sempre as rainhas do meu coração. Ainda assim preciso comentar alguns pontos que sucederam nas apresentações.

O evento teve quatro blocos, sendo o primeiro e o terceiro dedicado ao canto e os demais à dança. Os problemas no som persistiram, então todas as apresentações que envolviam microfone foram extremamente prejudicadas. “Não tinha retorno”, Gabi e Bia desabafaram quando me viram. Sabem o que isso significa? Que nenhum cantor conseguia se ouvir enquanto estava no palco. “Fiquei com medo me arriscar”, ouvi Camila comentando sobre alguma parte em que soltaria um de seus agudos.

Mais tarde, ainda ouviria o quarteto Sangosô (ganhadores do terceiro lugar) e a solista Mônica Neo (finalmente nos conhecemos! Ela interpretou minha versão de Goose’s Dream no Dream Concert 2012 em São Paulo) comentarem a mesma coisa.

Ainda sobre a categoria de canto, devo destacar outra coisa: o público brasiliense. Em dois momentos específicos a plateia fez a diferença e deu todo o apoio necessário para os competidores. Não cheguei a entrevistá-los, mas imagino as meninas do Kadum com a pressão de serem as primeiras a se apresentar e também o nervosismo do UCSX por ter saído lá de Rondônia para participar do festival. Parabéns a todos. Sério mesmo.

E se por um lado os blocos um e três enfrentaram os problemas acima, a galera do dois e do quatro pode dar seu 100% sem pestanejar. Nenhuma música parou no meio, ninguém caiu no palco ou se machucou. Os finalistas de dança deram um show de técnica e interpretação. Todos se saíram tão bem que estava difícil de escolher minhas apresentações favoritas (apesar de eu já ter falado várias vezes na internet que os grupos Dangerous e Allyance roubaram meu coração). E o bacana foi que, num intervalos entre blocos, um grupo de b-boys, o Natural Rocker, chamou a atenção da plateia com suas acrobacias inusitadas.

E foi num desses intervalos também que o embaixador da Coreia do Sul chegou no evento. Ele estava atrasado! Já virou brasileiro. Aiai…

No início do último bloco, houve mais problemas com o som e, dessa vez, com os vídeos no telão também. Pyong, então, subiu ao palco para apresentar alguns truques de mágica. Foi legal, mas comecei a me irritar com a quantidade de transtornos que o teatro Unip estava tendo. Porém, um salva de palmas para o próprio Pyong que soube improvisar da melhor maneira possível.

Daí as apresentações acabaram. Pensei que os vencedores logo seriam anunciados, mas antes ainda houve um sorteio de várias camisetas, DVDs e CDs de K-pop e do Champs (com a presença do Champs, há). Inicialmente tudo estava correndo bem, mas uma staff, de repente, avisa que o a entrega dos prêmios precisava ser mais rápido. Pyong acelera o ritmo. A camisa roxa aparece de novo, os nomes são chamados num nível “Velozes e Furiosos”, os vencedores das categorias também e o K-pop World Festival acaba. A essa altura estava morrendo de fome e nem percebi que algo estava muito errado.

Foto de carteirinha de colégio. Senta na cadeira e sai! Fonte: brazikorea.com.br
Foto de carteirinha de colégio. Senta na cadeira e sai! Fonte: brazikorea.com.br

Saio do teatro e me dirijo ao camarim. Enquanto esperava pelas QUEENS e a Natasha, reflito sobre aquele fim de evento corrido e sem noção. O que estava acontecendo?

A resposta veio rápido.

Seguranças da Unip apareceram e começaram a pressionar para que todos deixassem o lugar. Na correria, nem me lembro de quem me deu a informação. O negócio é o seguinte: O contrato previa que o teatro deveria fechar as portas às 22:00. Eram 22:00 e tanto e o local ainda estava cheio. Inacreditável. Fomos realmente expulsos do lugar. Não tiro a razão da Unip e ninguém foi mal educado nem nada. Eu só acho que devido ao nível do evento, o final deveria ter sido, sei lá, mais “glamoroso”.

E essa foi minha experiência no K-pop World Festival! Apesar dos apesares, foi legal presenciar uma competição oficial do pop coreano na minha cidade. Até a equipe da rede televisiva SBT não quis perder a oportunidade.

Antes de terminar gostaria de agradecer a Nat Belus por ter me convidado para participar. Nunca imaginei que voltaria a ser jornalista por um dia nessa situação, cobertura de evento (Capital Fashion Week deixou cicatrizes na minha alma). Também gostaria deixar meu agradecimento ao Kayo, o tal organizador equipe de comunicação que citei na parte 1. Pedi tanto que ele nos deu a camisa laranja! E, por fim, vale agradecimento ao Yudi, namorado da Bia. Ele foi minha companhia fixa melhor amigo do festival inteiro, emprestou carregador e ainda me ajudou carregar água e pipoca doce por todos os cantos.

É isso. Espero que tenham gostado.

Não sei se haverá outras experiências do tipo, mas essa com certeza vai ficar gravada na minha memória para sempre.

Caí de paraquedas no K-pop World Festival – Parte 2

Ainda estava entusiasmada com a notícia da vinda do Champs ao K-pop World Festival. Precisava dividir a informação com alguém, então quase abraço a Natasha quando finalmente aparece (ela estava acertando os últimos detalhes de come seria a filmagem).

 -Nat, o Champs vai estar na abertura do evento.

– É, eu sei. Já filmei eles chegando aqui no teatro.

Meu furo estava furado… No final, acho que só eu que não sabia da vinda do primeiro grupo de B-pop. Ontem a Natasha também me passou uma reportagem do Jornal de Brasília falando do Champs na abertura. Bela jornalista eu sou.

Aliás, eu não sabia de muita coisa. Logo depois da minha parceira de Kpop BR Covers desaparecer mais uma vez, tomei um susto ao ver o youtuber (aspirante a paquita) Pyong perto do palco, falando com uma staff de camisa roxa, a equipe da administração. Pois é. Seria ele o apresentador de toda a competição. Nota metal de não cair mais em nenhum evento de paraquedas, principalmente se eu vou cobri-lo.

Enfim.

O teatro Unip começa a encher. Olho para trás e vejo que 80% das cadeiras já estava ocupada. Enquanto isso, era possível ouvir os organizadores testando o som. E eu ainda precisava de personagens.

Encontro Aryanne Rodrigues e Cássia Matos na fileira atrás da minha e inicio um diálogo. As duas conheceram o k-pop pelo irmão da Cássia. Estudantes da Unip, estavam saindo da faculdade quando notaram uma movimentação no teatro. Resolveram entrar por curiosidade. “Não sabemos o que esperar da competição, mas estamos empolgadas”, expressa Aryanne. Era bom saber que eu não era única desinformada ali. Já Bruno Falcão, de 15 anos, tem outra história – ele se programou para ir ao festival desde quando soube da existência dele. “Sempre que dá, vou a eventos de k-pop”, comenta. Outro detalhe: ele é ativo no grupo de facebook do Kpop BR Covers… Caramba. Em que mundo eu estava vivendo?

Converso também com Thiago Santos, outro membro agregado a staff de comunicação. Ele está fazendo mestrado em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP). O tema? Algo como a identidade do k-popper brasileiro. Para quem não sabe, estudei cinco semestres de sociologia, por isso acabei me esquecendo do mundo e trocando ideias bastante interessante com Santos (vale outro post!). Tanto que nem notei quando o relógio marcou 18:00 e o festival não começou.

Quinze minutos depois, começo a ficar preocupada. Observo camisas laranjas correndo de lá para cá e nada da situação se resolver. O que estava acontecendo?

Laranjinhas até em cima do palco!
Laranjinhas até em cima do palco!

Os problemas no som persistiam, uma staff me explica. Pelo que entendi, o técnico do teatro não facilitou para a produção do Korea ON e agora eles estavam fazendo o impossível para resolver o que ainda não estava funcionando.

E mais. Se o evento tinha apoio da emissora KBS, temi pela imagem do K-pop World Festival. Coreanos não toleravam atrasos. Aprendi isso quando estava morando em Cambridge, na Inglaterra. Num belo domingo, combinamos (amiga belga, amiga alemã, coreanos desconhecidos e eu) de almoçar juntos. Cheguei atrasada, como boa brasileira. Sabe o que aconteceu? Eles meio que me ignoraram a refeição inteira! A sorte é que tenho uma personalidade cativante cof cof e eles me perdoaram ainda naquela tarde. Mas, sério, foram momentos tensos.

Felizmente o atraso não chegou a uma hora. Às 18:40, Pyong subiu ao palco e anunciou que o evento se iniciaria. O microfone que ele usou falhou duas vezes.

Continua…

Caí de paraquedas no K-pop World Festival – Parte 1

Cantores, dançarinos e amantes da música pop coreana, o k-pop, todos reunidos no mesmo lugar. Onde? No K-pop World Festival, realizado na última sexta-feira (22/08) no teatro UNIP em Brasília. Organizado pela Comunidade de Cultura Coreana de Brasília, a Korea ON, em parceria com a rede televisiva KBS e o MOFA (Ministry of Foreign Affairs), o evento ainda contou com o apoio da Embaixada da Coreia do Sul.

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flyer do evento

No total foram mais de 100 inscrições online, enviadas por covers do Brasil inteiro. Inicialmente seriam apenas vinte finalistas, mas o concurso ainda abriu as portas para mais dez. O prêmio do primeiro lugar? Uma vaga para disputar a final no país do K-pop.

Um dos grupos que veio a capital para a competição foi o Queens, composto de duas paulistanas e uma pernambucana. Minhas amigas lindas e talentosas. Por causa delas que precisei chegar às 15:00 no evento. Precisei. Verbo conjugado na primeira pessoa do singular; Eu.

Hora de esclarecer algo: Esta não é uma reportagem comum. Se, como leitor, você esperava ler sobre a cobertura do K-pop World Festival isenta de comentários, sugiro que procure outro link na vasta internet. Pretendo sim informar os acontecimentos do evento. Porém, também quero deixar clara as minhas impressões (que são várias). Estamos entendidos?

Voltando ao horário que cheguei ao evento para deixar as Queens Camila do Ó e Gabi Andrade. Percebi que a equipe do staff estava correndo e arrumando os últimos preparativos. Ainda assim, vários membros foram atenciosos com a gente e explicaram como funcionaria o uso dos camarins.

Eu não precisava de camarins, apenas de duas credenciais de imprensa para mim e minha parceira do K-Pop BR Covers (Se você nunca ouviu falar na nossa rede, veja este vídeo aqui), Natasha Belus. Nosso objetivo era produzir material para o canal do youtube das Queens. Mas antes precisávamos buscar a terceira integrante do grupo, a Bia Galvão, no aeroporto, então lá fomos nós.

Quando retornamos ao teatro UNIP, a correria havia diminuído um pouco. Agora, a dominância era de grupos de dança ensaiando suas coreografias mais uma vez. Natasha e eu, no entanto, saímos em busca das nossas credenciais. Eis que a nossa sorte muda. O organizador da equipe de comunicação nos chama para conversar e nos faz uma proposta – entrar no staff e apoiar na cobertura do evento oficialmente. Assim, em teoria, teríamos acesso livre no backstage.

Era tudo que queríamos, não é?

E assim viramos laranja staff
E assim viramos laranja staff

Só que, no fim, apenas a Natasha disfrutou dessas regalias. Eu ganhei uma camiseta laranja e fiquei a disposição para ajudá-la, já que não tenho vocação para filmar ou fotografar. Acabei me alocando no canto direito do lugar, onde permaneci até o final da competição.

Sentada, comecei a arquitetar na minha cabeça como faria a reportagem que vos escrevo neste exato momento. Observações não seriam problema, nem informação. Eu precisaria mesmo era de bons personagens. Olhei para o lado, reconheci a camisa laranja igual a minha e, de repente, tinha acabado de encontrar o primeiro. Hugo Takumi, 19 anos. Conheceu o k-pop em 2009, por meio da girlband Wonder Girls. Desde então, participa de todos os eventos relacionados ao estilo musical. Por isso, foi natural para ele estar naquele também. Quando pergunto quais eram expectativas para o festival, ele diz sem pestanejar. “Espero que seja ótimo porque veio gente de todo o lugar do Brasil e por isso espero uma boa competição”.

Só que antes de me dar as aspas acima, Takumi foi puxado por outro “camisa laranja” às pressas. Como fui treinada para ser jornalista, acabei escutando os sussurros trocados. Tive uma surpresa: o primeiro grupo representante do B-pop, Champs, estaria na abertura da competição. Contive minha emoção. Discretamente, busquei a minha volta mais alguém que havia ouvido aquele furo valioso. Ninguém nem desconfiava.

Olhei as horas. 16:20. Eu ainda teria quarenta minutos para apuração e já estava achando tudo aquilo o máximo!

Continua…