Lidos de maio/2016

Definitivamente foi um bom mês para leituras. Poderia ter sido mais, já que tive 14 dias de exílio dentro de casa? Poderia. Porém, dei prioridade aos filmes da minha lista da Netflix que a preguiça não me deixava assistir.

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#23: A última princesa – Fábio Yabu

Sou fã do Yabu desde a época dos Combo Rangers fase bolinha. Ainda assim, soube da existência desse livro por acaso – uma amiga leu e postou suas impressões no Instagram. Fiquei super curiosa. Qual foi a minha surpresa logo depois? Essa mesma amiga me enviou o exemplar dela cheio de marcações como presente!!! Obrigada, Steady!!! A história da princesa que só queria livrar seu povo da escravidão e acabou expulsa do seu reino é maravilhosa. Não vou contar mais do enredo porque acabaria destruindo possíveis surpresas ao saberem quem a princesa realmente é. Amei demais a leitura.


#24: Orange – Ichigo Takano

IMG_8166Que mangá maravilhoso. Posso ficar horas falando do desenvolvimento dos personagens, do plot e da forma sensível que as inseguranças da vida foram abordadas. Mas serei mais sucinta. Orange conta a história da Naho, que no primeiro dia de aula recebe uma carta de si mesma 10 anos no futuro. Na carta há detalhes dos dias que aconteceram e conselhos para evitar que o amigo Kakeru morra. Sério, que narrativa sensível e sensacional. Entrou na minha lista de mangás favoritos.

Ah sim! No final de cada volume do mangá outra história muito bonitinha de duas gêmeas descobrindo o amor. Muito fofo!

#25: Last Defense – Pittacus Lore

Mais um livreto da série dos Legados de Lorien. Por sinal, talvez o mais fraco de todos. É sobre a trajetória de Malcom Goode enquanto “O destino da número dez” ocorria. Eu gosto do personagem, mas ele sempre acaba nos mesmos dilemas. Apesar de Last Defense mostrar novos aspectos da participação do governo americano na invasão mogadoriana, não há nada que surpreenda.

#26: A Coroa – Kiera Cass

A série da Seleção é uma espécie de guilty pleasure para mim. O enredo inteiro me passa a impressão de uma fanfiction de Naruto bem divertida, principalmente no arco da America. No da Eadley, não senti tanto isso por causa da própria Eadley. Adoro o jeito prepotente dela, que me lembra muito o da Mariana do Parede Branca. Gostei também de ver o crescimento dos participantes da nova Seleção, apesar de escancarar o machismo existente no tratamento da mulher na mídia. Ainda assim foi legal ver as muralhas do coração da Eadley caindo aos poucos. Isso se mantém no último livro da série. Acertei a escolha dela e amei demais. Quanto à abordagem dos problemas sociais… sinceramente? Em nenhum momento dos cinco livros as revoltas do povo me convenceram, então nem me importava com elas. Na verdade, algumas vezes tinha vontade de pulá-las. O mais problemático, porém, é a conclusão da história: muito corrida. Uma pena.

#27: Persépolis – Marjane Satrapi

Como comentei no Instagram, adoro histórias reais contadas em quadrinhos. No caso do Persépolis isso ainda é mais profundo por ser uma autobiografia da autora. Marjane é iraniana e viveu a guerra de seu país. Ela começa narrando a infância, passa pela adolescência conturbada na Áustria e termina no início da idade adulta, antes de migrar definitivamente para França. É muito interessante ver que, mesmo inserida numa cultura extremamente opressora, Marjane conserva a sua identidade como descendente persa. Aliás, ela tem orgulho das origens, tradições e valores.

#28: A sala de banho – Mylle Silva

A coleção de contos da autora é, no mínimo, impressionante. Extremamente intimistas, variando do romântico ao lúdico, alguns contos podem causar estranhamento. O prefácio me ajudou neste quesito: explica que Mylle tem conhecimento prático e profundo das tradições japonesas (ela já morou na terra do sol nascente). De fato, em vários momentos me peguei imaginando o quanto tal conto poderia ser facilmente um curta de animação ou oneshot de uma revista semanal. A leitura, porém, foi bem fora da minha zona de conforto. O bom é que, quando terminamos obras assim, sentimos aquele orgulhinho por ter tido a coragem de mergulhar num lago de letras desconhecido.

#29: No vermelho – Arisson Tavares

Outro livro de contos. Diferente do anterior, a leitura fluiu como água. O tom mais voltado para o humor ajudou, não vou negar. Confesso que ainda não entendi bem o porquê do título, mas adorei a variedade de temas. Futebol, casamento, astronautas, tem de tudo. E apesar do sorriso, vários contos são também reflexivos. O mais legal de tudo é que, por conhecer o autor, escutei a voz dele na minha cabeça em vários momentos. 😀

#30: Admirável mundo novo – Aldous Huxley 

Admirável mundo novo foi finalmente riscado da minha lista de livros que sempre estudei, mas que nunca li de fato. Onde estudei? Na faculdade de comunicação. Afinal, a obra de Huxley é uma ficção que trata de manipulação. Tá que neste caso não é só da sociedade, é dos nossos genes. Nesta civilização não há mais nascimentos naturais, nem noção de família. Todos são felizes, cada um nas suas castas. E quando você se sente triste, pode tomar sua dose de soma – a droga que escraviza todos. Ex-estudante de ciências sociais que sou, não teve como não amar este clássico – um prato cheio para análises antropo e sociológicas.

#31: Simon VS. A agenda Homo sapiens – Becky Albertalli

Eu li este livro praticamente em “uma sentada”, iniciei às 17:00 e só fui largar às 01:00. A leitura é extremamente fácil, mas significativa. A história de Simon tentando lidar com as chantagens de um sem-noção que o ameaça a expor sua sexualidade para escola é muito singela. Ele é homossexual, porém não está afim de contar isso para outras pessoas. Claro, direito dele! Talvez o mais instigante do livro seja as pistas para descobrir quem é Blue, o confidente virtual de Simon. Ah! E as referências aos mangás, yaoi e fanfics?! Mais minha vida adolescência, só o livro que viria a seguir!

#32: Fangirl – Rainbow Rowell

Gente… por onde começar? Tem tanta coisa para comentar, discutir e se divertir! Cather, a personagem principal, é adorável tanto nas suas inseguranças quanto no seu lado tiete incomparável. Aliás, acho que quem não tem esse lado, não se identifica com a história. Tem romance? Tem. Desenvolvimento de personagens? Sem dúvida. Mas a paixão de Cather pelo mundo de Simon (o Harry Potter do mundo dela) é a atração principal. Fãs como a gente criam fanfics, decoram os quartos, fazem amigos com interesse em comum, colecionam artigos. Vemos algum trailer ou clipe, choramos de emoção. Nos pegamos encarando aquele pôster maravilhoso e sentimos o coração bater mais rápido. Fangirl é sobre isso: a beleza de amar algo com todas as forças. E isso fica mais evidente na Cather porque ela é do tipo que odeia mudanças – ela quer tudo continue funcionando do jeito que era antes. Quando se muda para um dos dormitórios faculdade, dividindo quarto com uma desconhecida mal encarada, ela se vê totalmente fora da zona de conforto. E o transtorno de ansiedade não apoia. Enquanto Cather vai descobrindo o mundo novo que se abre, não deixa de lado as fanfictions e o mundo de Simon. Isso faz com que ela comece a bater de frente com a irmã gêmea, Wren, que decide que quer curtir a vida. Só que, no fim, o lado fã nunca nos deixa. Podemos amadurecer e continuarmos adorando nossas séries de livro, TV, filmes, quadrinhos, artistas, etc.

Saindo um pouco da história, fiquei feliz em finalmente ler algo desta autora. Em algumas resenhas do Parede Branca de parceiros literários fui comparada com ela. Acho que ainda preciso evoluir muito para tanto, mas, ao mesmo tempo, identifico pontos que nos unem: personagens com vozes próprias, situações familiares e amor no ponto de vista de alguém que não liga tanto para romance.

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Garotos

O que você está prestes a ler era um(a) fanfic. A versão original de 2005 pode ser conferida aqui (assim como os meus erros ortográficos). Sempre gostei de uma modalidade que nomeei de “Conto Musicado”. A partir de uma música, criava uma história. Simples, rápido e singelo. Qual é a canção que te inspirou desta vez? Garotos do cantor Leoni. Verdade seja dita: que menina não se sente especial com essa letra?

Sobre a grama verde do campus, lá estava ele debruçado e observando as nuvens como de costume. Alguns fios do cabelo castanho claro repousavam em seu rosto e os óculos de grau jaziam ao lado. Gostava daquele lugar. O lugar perfeito para apenas pensar, onde nada poderia interrompe-lo. Fechou os olhos curtindo aquela tranquilidade que tanto idolatrava e logo os abriu para admirar novamente com o azul do céu. Só que ele se deparou com outro azul.

“Ei, Léo!” A loira pertencente dos mais belos olhos azuis o chamou.

“Júlia…”

Seus olhos e seus olhares

Milhares de tentações

Léo se sentou para que ficassem lado a lado.

“O que faz aqui?” ele quis saber.

“Por que a pergunta? Não queria me ver?”

“Não! Não é isso…” o jovem não sabia o que responder, só tinha perguntado por perguntar. “Ah, mas que problema!” Ele terminou desconsertado.

Júlia abafou a risada com as mãos, deixando Léo mais confuso.

“Bobo… só estava brincando!”

Meninas são tão mulheres

Seus truques e confusões

Léo, mesmo sem entender direito, resolveu deixar aquilo de lado.

“E então, o que estava fazendo?” a loira perguntou.

“O de sempre…”

“Ah claro, as nuvens…” ela concluiu.

O silêncio caiu entre os dois. Léo pode ver que Júlia agora estava concentrada no céu.

Júlia…

Estava linda como sempre. O cabelo preso balançava no mesmo ritmo da brisa de outono que passava levemente deixando nela um ar angelical. As belas formas se destacavam na posição estava sentada, tudo era perfeitamente delineado. Aí ela já não era tão anjo assim. Ela o encantava, não tinha como negar. Era sempre assim quando ele a via; ficava perdido e meio seus desejos pela companheira de universidade.

Se espalham pelos pêlos

Boca e cabelo

Peitos e poses e apelo

Me agarram pelas pernas

Certas mulheres como você

Me levam sempre onde querem

“Léo” ela o chamou novamente, cortando o silêncio. “O que você tanto gosta nas nuvens?”

“Bem…” nunca tinha pensando muito sobre isso. “As nuvens. Como dizer? De certa forma, elas me passam paz que eu sempre quis.”

“Nossa! Nunca pensei que ouviria palavras assim vindas da sua boca!” ela exclamou.

“O que você quer dizer com isso?”

Ela o encarou rapidamente e depois balançou a cabeça.

“Esquece” ela respondeu.

Como era enigmática. Ele, o melhor de seu curso; possuidor de um QI de 200, não conseguia decifrá-la. Perto dela, ele não se sentia inteligente. Perto dela, ele se sentia apenas um menino que mal sabia o bê-á-bá.

Garotos não resistem aos seus mistérios

Garotos nunca dizem não

Garotos como eu sempre tão espertos

Perto de uma mulher…

São só garotos

Júlia não demorou a notar que Léo a observava. Abriu um belo sorriso para ele. Aquele sorriso cheio de charme que só ela sabia dar. Estava se tornando irresistível.

Seus dentes e seus sorrisos

Mastigam meu corpo e juízo

Estava tomando conta dele. Não conseguia em mais pensar nada senão ela. Apenas seu olhar fazia com que todo o pensamento lógico se dissipasse. O raciocínio já não trabalhava. Naquele momento ele só queria uma coisa.

Queria beijá-la.

Devoram os meus sentidos

E eu já não me importo com isso

Sem ligar para as consequências, Léo pousou um das mãos na face da amada e, com a outra, a puxou para mais perto de si. Estavam muito próximos. Não desgrudavam os olhos um do outro. Por fim, já tomados pelo clima presente, o beijo começou.

Então são mãos e braços

Beijos e abraços

Pele, barriga e seus laços

São armadilhas

E eu não sei o que faço

Aqui de palhaço

Seguindo seus passos

Após um bom tempo, aquele gesto tinha acabado. E Léo havia recobrado a consciência.

“Desculpe Júlia, eu não…” ele tentou se desculpar.

“Sabia que você não ia resistir!”

Léo ficou surpreso com a afirmação. Aquilo tinha sido um jogo para ela? 

Ele nunca saberia.

“Vamos. Temos aula de estratégia de empresas agora” a loira disse, se levantando e estendendo a mão para ele. “Depois disso, você podia me chamar para comer em algum lugar, sei lá…”

“Certo…” ele concordou calmamente e passando um dos braços pelos ombros da garota.

Nada fazia sentido. O que não queria dizer que não era bom.

Garotas sempre seriam problemáticas para garotos.

Garotos não resistem aos seus mistérios

Garotos nunca dizem não

Garotos como eu sempre tão espertos

Perto de uma mulher…

São só garotos

Obrigada, Naruto

Meu amigo Matheus Pacheco escreveu o texto seguir. É sobre o fim do mangá Naruto de Masashi Kishimoto.

“E Naruto acabou.

O mangá em si durou 15 anos, mas eu passei a acompanhá-lo a partir de 2004. Foram dez anos de minha vida onde reservei alguns (muitos) minutos de minha vida para ler, assistir, debater e comentar esta obra.

Para vocês, observadores externos, isso pode parecer a coisa mais estúpida e infantil que existe, eu ler um mangá, “coisa de japonês criança tetuda que não transa”, mas minha intenção com este texto não é entrar no mérito do conteúdo dos mangás. Mas sim, a importância que esta obra teve no meu crescimento pessoal e na formação do meu caráter.

Uma das maiores comunidades do Brasil se formou em torno de Naruto. Nos tempos do agora falecido Orkut, a comunidade chegou a quase meio milhão de pessoas, e era uma das mais movimentadas do mundo. Um fórum onde as pessoas se encontravam, não só para discutir Naruto, mas para interagirem das mais variadas formas.

E desta interação, surgiu um grupo de pessoas que acabou tornando-se muito especial para mim.

Pessoas de todos os cantos do mundo, que acabei conhecendo por causa de Naruto. Nos aproximamos por causa de Naruto. Grandes amizades floresceram por causa de Naruto. Amigos que tenho em minha mais alta estima até hoje. Tantas histórias juntos, tantas alegrias e até mesmo tristezas, compartilhadas no ambiente virtual, mas com a mesma significância de uma interação no mundo físico.

Tudo por causa de Naruto.

Crescemos juntos, nós e o pequeno ninja loiro. Até choramos juntos algumas vezes. Nosso senso crítico ficou mais aguçado também, o que acabou nos deixando com muitos pés atrás com o rumo que a história tomou. O desfecho não foi satisfatório, mas o último capítulo com certeza foi o que esperávamos.

Aos meus companheiros, meu muito obrigado por fazerem parte da minha vida, agora sem Naruto. Mas nossa amizade durará mais alguns bons mangás, com certeza. One Piece está aí que não me deixa mentir.”

Eu não leio One Piece e nem usaria o termo “coisa de japonês criança tetuda que não transa”, mas isso não vem ao caso. Quero enfatizar que é tudo o que foi escrito acima é real para mim. As discussões, as histórias, os amigos. Até porque, foi por causa de Naruto que nós dois nos conhecemos!

Sabem, até agora (agora MESMO), eu sempre considerei Harry Potter como a obra “com que eu cresci”. De fato, eu li meu primeiro livro do bruxinho com onze anos e ele acompanhou minha adolescência até o final. Porém, pensando bem, eu nunca fui uma potterhead, fã de HP, ativa. Não entrei em fóruns ou comunidades para discutir o mundo fantástico criado pela J.K. Rowling; apenas buscava informações e comentava com os meus amigos mais próximos.

Com Naruto, a história foi completamente diferente. Eu acompanhava o mangá e o anime religiosamente. Eu fiz versões das músicas em japonês. Eu era dona e moderadora da maior comunidade do casal Sasuke e Sakura do Orkut (SasuSaku 4ever era o belo nome). Eu brigava com pessoas que defendiam Naruto e Sakura, por Deus. E as fanfics? Bom, esse é um caso de amor já mencionado aqui e aqui no blog: Eu escrevia fanfictions de Naruto também.

Naruto, de certa forma, me treinou para ser a quase-escritora que sou hoje!

Entenderam porque o ninja da Vila da Folha é tão importante para mim? Mesmo não acompanhando bem o mangá há uns três anos, fiz questão de ler os últimos capítulos. Quando terminei o de número 700, meus olhos estavam marejados. Postei no meu perfil do facebook “Foi meh, mas me emocionei lendo o último capítulo de Naruto. ‪#‎falei‬“. Pura realidade.

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Uma das capas da SasuSaku 4ever. Os bonecos eram meus!

Para finalizar este post (e seguir o original), fica aqui uma homenagem. Essa vai para o casal mais masoquista da série. Não teve Neji e Tenten porque Neji, o melhor personagem da história, foi a única baixa da guerra e deixou a Tenten para titia-vendedora-de-armas. PORÉM, TEVE SASUSAKU! PARA NOOOOSSA ALEGRIA! CHOREM HATERS! ELA FLORECEU, ELA FLORECEU! Sakura inútil, Sasuke emo, ambos adoram sofrer. Ainda assim ficaram juntos no fim e tiveram uma linda filha que se chama Salada. Obrigada Kishimoto! Não estou sendo irônica!!!!

I ❤ NARUTO

“Considerações da autora sete anos depois”

Enquanto “A Parede Branca do meu quarto” está em mais uma revisão (alguns amigos e até meu pai resolveram entrar na onda da correção), resolvi fazer algo que já vinha pensando há algum tempo: corrigir minhas fanfics antigas. A primeira a entrar neste Projeto BETA foi a minha história de Naruto que batizei de “Estava Escrito nas Estrelas”.

Descrição: Numa primavera francesa do século XV, uma guerra entre o rei e os ciganos está marcada. E neste momento, pessoas se apaixonarão novamente quando menos esperarem. 

Segue o texto que postei ontem no site fanfiction.net.

Olá,

Aqui é a Marin (antiga “Marin The Noir”) e fazem quase sete anos que concluí “Estava Escrito nas Estrelas”. O primeiro capítulo foi lançado em 22 de fevereiro de 2007. O último, no dia 01 de dezembro do mesmo ano. Caramba. Eu passei o meu terceiro ano do Ensino Médio inteiro escrevendo esta história. O tempo passa…

Bom, eu disse a mim mesma que não tocaria em mais nenhuma fanfic. Resolvi parar com o gênero porque queria começar a trabalhar com os meus próprios personagens. Naquela época, reli todos os títulos que postei aqui. Notei vários erros, mas pensei assim “Quando eu for uma escritora famosa, as pessoas que acharem minhas histórias saberão que eu já errei bastante.” Daí na semana retrasada me deu uma saudade tremenda de Blackmore’s Night (foram as músicas da banda a inspiração da história) e, consequentemente, desta fanfic. Foi só eu começar “Caos em Notre Dame” que percebi que não queria deixar aqueles erros de português terríveis estragarem a minha leitura e a de mais ninguém.

Então, eu revisei (apenas os comentários no fim dos capítulos continuam intactos). Corrigi concordâncias, conjugações verbais e palavras que não faziam sentido no contexto. Acho que, na tentativa de querer escrever “bonito e complicado”, acabei cometendo várias gafes. Não mexi no conteúdo, no entanto. Apesar de ter arrumado algumas frases, fiz questão de deixar tudo o mais original possível. A única mudança drástica que acabei fazendo foi a da descrição do ferimento do Sasuke no primeiro capítulo. Antes, ele teria batido num muro e deslocado o ombro. Só que, bem, isso não causaria a infecção que tomaria conta dele nos capítulos seguintes.

Houve também um problema com metade do capítulo dois. O final simplesmente sumiu. Precisei, então, reescrevê-lo. Deu trabalho me manter fiel ao meu antigo estilo de escrita, mas creio que tenha dado certo.

Ainda sobre o conteúdo, estou ciente das gafes históricas. Tanto a Espanha quanto a França ainda não tinham os territórios que demarquei. Muito provavelmente, Calais e Dover ainda não tinham barcas que te levavam de uma cidade a outra. Isso sem contar que Toulouse nem é a cidade mais perto do território espanhol. Isso sem contar os estereótipos dos países… Enfim, deixa estar. O que importa é que, agora, a história está mais prazerosa aos olhos das pessoas.

Um dia pretendo recontar “Estava Escrito nas Estrelas” de uma maneira diferente. Enquanto esse dia não chega, fiquem à vontade para ler a fanfic quantas vezes quiserem.

A fanfic pode ser lida neste link aqui. Assim que adicionei o texto acima, recebi uma mensagem que há muito tempo não recebia.

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É. Voltei pro mundo das fanfics mesmo!

No mundo das fanfictions

Semana complicada. Muita coisinha para fazer, marcar e, é claro, histórias para escrever. Por isso não consegui atualizar o tanto que eu gostaria. A boa notícia, porém, é que semana que vem voltarei a rotina. Então, podem esperar várias postagens por aqui.

Eu planejava falar mais sobre o Projeto Lene hoje, mas entrei num túnel do tempo (Seria o efeito “De Volta aos Quinze”?). Ao invés de comentar sobre projetos a serem concluídos, o assunto será sobre os que já concluí. Aqui vai a minha menção honrosa às fanfictions. Já ouviram falar delas?

A tradução de “fanfiction” (ou fanfics, como foram carinhosamente apelidadas) é literalmente “ficção de fã”. São enredos criados por pessoas que amam determinada série de TV, livros ou desenhos, e utilizam as personagens que já existem dentro daquele universo. Invenção de fã para fãs mesmo.

E não, isso não é produto do submundo. Além de existirem vários sites dedicados a elas, alguns livros são produtos diretos de fanfictions. O best-seller “Cinquenta Tons de Cinza” escancarou para o mundo que isso era totalmente plausível (Se você não sabia, o livro surgiu de uma fanfic da quadrilogia “Crepúsculo”). Aqui dentro do Brasil, temos “Sábado à Noite” da Babi Dewet, que veio de uma história com os garotos da banda McFly.

No meu caso, minha veia nerd sempre pulsou pelos animes, os famosos desenhos japoneses. Comecei a escrever histórias sobre Sakura Card Captors, passei por Cavaleiros do Zodíaco e terminei com Naruto. Ai. Dá um pouco de vergonha falar sobre isso, mas é o meu passado. Fazer o que? E eu tenho é que me orgulhar dele! Se não fosse o intensivão de fanfictions na minha vida escolar, eu nunca estaria aqui e agora.

Muitas pessoas não as levam a sério, infelizmente. Mas, como comentei brevemente, o legal das fanfics é que não é preciso se preocupar com as personagens; elas já estão estabelecidas. Claro que se pode mudar um pouquinho das personalidades existentes, mas o maior trabalho que se tinha era de bolar uma história bacana. Daí a mente poderia viajar do jeito que quisesse. Por isso adorava escreve-las.

Se  bateu a curiosidade de saber como era essa minha fase, podem dar uma passada na minha página do fanfiction.net. Optei por não corrigir nenhum dos textos desde que parei com essa vida (hehehe). É um registro do quanto eu evoluí (e um pouco de preguiça também).

Divirtam-se!