Coco, Indy e a pedra filosofal

As ideias iniciais desta nova postagem seriam: falar sobre livros que lerei em 2018 ou fazer comentários sobre as previsões da astrologia e do horóscopo chinês. Ainda não fiz essa lista de livros nem procurei as previsões. Então, vou improvisar um pouquinho, com o que já tenho e que estou vivendo.

Há alguns dias assisti ao filme “Viva: a vida é uma festa” (“Coco”, nome original). Se ainda não assistiu, simplesmente vá. Quando eu achei que nada barraria Moana, veio a história de Miguel para me encantar, me emocionar, me divertir e, é claro, me botar para pensar. Aliás, Pixar, obrigada.

Se você não sabe nada sobre do que se trata, segue o pôster e a sinopse:

-1514908230-coverMiguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos.

Não vou entrar em detalhes do enredo para não estragar a experiência de ninguém. Quero apenas discorrer sobre elementos e reflexões, que por um acaso não têm nada a ver com esse resumo aí em cima.

Primeiramente, “Coco” (vou usar o nome original só porque é menor mesmo) é um filme que fala sobre ancestralidade. Se você está familiarizado(a) com “Mulan” e a própria “Moana”, sabe do que estou falando. Quem foram os antes de nós sempre reflete no que somos e nos que virão. É a memória dos nossos antepassados que os permite viver dentro de nós. E também é a nossa própria memória que nos faz ser quem somos. “Lembro, logo existo”.

O segundo ponto que gostaria de destacar é que “Coco” é também sobre morte. Morte física, espiritual e simbólica. O que nos remete novamente à memória. Se a sua história não é conhecida por ninguém é como se você nunca tivesse passado por este planeta. E se ela era conhecida e acaba esquecida, você morre.

A memória é a pedra filosofal, a fonte da juventude. É ela que concebe a imortalidade tão almejada por vários homens e mulheres ao longo dos tempos.

O corpo morre. Ficam as memórias das nossas memórias.

Mas o corpo ainda morre. E para os parentes e pessoas próximas, ancestralidade e essa tal imortalidade não importam. A pessoa que eu amava se foi para sempre.

Será?

Nas tradições mexicanas, não. “El dia de los muertos” é sempre um reencontro. Apesar de o México ser o país mais católico do mundo, seu povo crê na memória e que uma vez por ano as almas se juntam aos vivos para celebrar… a vida! É como se a morte fosse apenas uma ilusão ou uma passagem para outra vida.

“Coco” me tocou muito. Até agora não consigo parar de pensar nesses pontos de reflexão. Principalmente porque meu cachorrinho Indy (Indiana Jones) está nos deixando aos poucos. Ele já tem quase 12 anos. Também tem uma doença cardíaca de três nomes que está fazendo com que ele pare no hospital veterinário de uma a duas vezes por semana. O que estamos tentando fazer agora é lhe dar qualidade de vida para que a partida dele seja a mais confortável possível.

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Indy dormindo enquanto escrevo este post

Indy está comigo e com a minha família há quase 12 anos. A memória dele vai viver com a gente para sempre (até que a nós sejamos esquecidos), não tenho dúvida.

Para finalizar esta postagem, deixo o trecho de uma canção que está no CD da trilha sonora em espanhol de “Coco”. Chama-se “El corrido de Miguel Rivera”. Não aconselho escutá-la se ainda não viu o filme; vários spoilers. Porém o fechamento é incrível e tem tudo a ver com os parágrafos anteriores a este (ancestralidade?).

Llévanos Miguel a esa dimensión

En dónde la muerte es sólo una ilusión

Aquí estás, y te he venido a encontrar

Aquí estás, sé que no existen las despedidas

Miguel volvió

Y descubrió

Que sólo muere

Lo que se olvida*

* Olvidar é esquecer em espanhol

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OPEP: Mamíferos, jogos vorazes e muita música

“O Papa é Pop” hoje está bem recheado! Tem música, seriado, filme e um vídeo muito louco para comentar e indicar.

Zootopia

A nova animação da Disney é simplesmente PERFEITA. Eu tinha achado os trailers engraçadinhos, mas até então não tinha entendido direito qual seria o tema tratado. Pois bem, a coelhinha Judy quer ser uma policial numa sociedade de animais mamíferos que deixaram o sistema de predador e presa pra trás. Porém nenhum coelho (ou animal de pequeno porte) jamais tinha conquistado esta posição. Cabe a Judy quebrar os padrões e seguir o seu sonho, ensinando as criancinhas a persistirem sempre naquilo que almejam mesmo quando todo o mundo duvide de você. Meio cliché, né? Sim. SÓ QUE Zootopia é muito mais do que isso.

ZootopiaPredadores e presa. Ricos e plebeus. Governantes e governados. Valentões e vítimas.  Maioria e minorias. Zootopia é isso, uma baita alegoria do nosso mundo. Fala de preconceitos, papéis que supostamente devemos assumir e até luta de poder (sério, tem uma parte que é super Maquiavel. É uma baita aula de sociologia e filosofia. Um filme completo, redondinho e adorável. Sinceramente, recomendaria o filme para todas as salas de aula. Imagina discutir esse filme com crianças e adolescentes? E em faculdades? Deixa eu sonhar.

Recomendo o filme pra ontem. Já assisti duas vezes no cinema (e provavelmente irei numa terceira em breve). Ah! Achei muito sensacional ver os nomes dos dubladores brasileiros de novo em destaque nos créditos. Valorizo!

A segunda temporada de Demolidor e Vikings

Teve maratona de Daredevil neste último fim de semana. Amei a primeira temporada e também esta segunda. Mantiveram o clima do vigilante noturno, os conflitos de personalidade do Murdock e também as lutas legais (o que foi o terceiro episódio?). Achei o arco do Justiceiro muito interessante, apesar de ter dormido bacana no episódio 10 ou 11. O personagem é um maluco psicopata, mas gostei dele ainda assim. Uma amiga sugeriu shippar ele com a Karen. Gostei. Quanto a Elektra… Bom, gostei dela no início. Lá pro final meu interesse por ela caiu, sei lá. Mas acho que o final da temporada em si ficou meio desinteressante. Na minha opinião, muita coisa ficou mal resolvida. E não me pareceu gancho pra próxima season. Enfim, ainda assim está no meu hall de séries favoritas.

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Quanto a Vikings, comecei ontem e já estou in love. Na verdade foi um amor à segunda vista. Achei o primeiro episódio legal, mas o dois me pegou de jeito. Nem tem muita coisa pra comentar. Ainda assim fica aqui a recomendação. Tive a oportunidade de visitar um museu viking na Dinamarca. Percebi que tinha uma ideia bem errada deles. Considerava o povo bárbaro, mega violento e conquistadores sem pudor. Well… que povo não era assim antigamente, né? O que mais me impressionou, no entanto, foi o tamanho dos barcos deles. ERAM MUITO PEQUENOS. E ainda assim conquistaram o norte, chegaram no Reino Unido e até na Islândia. A séria mostra isso muito bem. Aprovada.

Produce 101

Mudando de Dinamarca pra Coreia do Sul, tenho acompanhado um reality show chamado Produce 101. A proposta: colocar cento e uma trainees de agências de entretenimento diferentes para competir entre si. No final, o público elegerá as 1 1 favoritas para debutar como um grupo temporário por um ano.

Se você não sabe, o K-POP é literalmente uma fábrica de artistas. Jovens que queiram entrar no mercado musical, prestam audições de companhias para, assim, serem treinados e, por fim, lançados na mídia. Assim, o Produce 101 seria a oportunidade perfeita para garotas que queiram sentir logo como é ser um ídolo de verdade.

É um jogos vorazes. No início da competição as meninas foram classificadas em A, B, C, D e F pelos treinadores. O resultado é o clipe a seguir (a ordem de aparição são os grupos classificatórios).

As missões foram aparecendo e várias meninas sendo eliminadas. Uma das minhas favoritas já rodou e nesta sexta sobrarão 22. Tô apreensiva. O tanto que já chorei nas eliminações… só piora. Ainda assim é um programa muito legal pra quem gosta de ver apresentações de dança, canto e rap. Caso se interessem, o perfil do twitter @teampd101 tem legendado todos os episódios em inglês.

Jeon Somi, Kim Sejeong, Kang Mina, Han Hyeri, Hwang Insun, Lee Haein, Kang Yebin, Cathy e sobrevivente da KCONIC, FIGHTING!!!!

Meghan Trainor says NO

Ainda falando sobre música, preciso falar de No da Meghan Trainor. Já estou sentindo falta das madeixas loiras e o som super retrô. Porém não tem como amar a vibe final dos anos 90/2000 dessa música. Parece Ciara, Britney na época de Oops I did it again ou os primeiros solos da Beyoncé. Pra dançar não tem ritmo melhor.

E aí tem a letra. Ah, mon amour! Se você não está afim de escutar a cantada do cara, seja clara. Mostre que só quer ficar na sua e deixe claro que não precisa disso pra levantar a auto-estima. Já virou meu hino na balada que eu quase nunca vou.

Baile de… J-pop

Para terminar. Esse vídeo! ESSE VÍDEO! Não tem o que dizer, só sentir.

Diarinho: antes que 2016 realmente comece

O ano só começa mesmo depois do Carnaval. Porém o que andei fazendo antes de chegar até aqui? Escrevi versões e…

Pernambuco

Passei o Natal, Ano Novo e o início de janeiro todo em terras pernambucanas. Quer dizer que eu fui para praia todo dia? Não. Anormalmente, choveu muito no Recife. Só entrei no mar em Porto de Galinhas, onde o mormaço me matou no 4o dia seguido de praia. Eu e o Sol não temos a melhor relação do mundo. Também passei alguns dias em Gravatá, cidade na serra, terra de cobras verdes e escorpiões. Quando não estava lutando pela minha vida e amando a minha priminha Laís, eu assistia à Netflix.

Netflix até a clonagem do meu cartão

Eu poderia fazer uma lista de tudo que assisti, mas não vou conseguir. Clonaram meu cartão de crédito e não pude renovar a oitava maravilha da internet. Tá sofrido e não posso checar meu histórico.

Comecei com uma maratona de filmes da década de 80 que nunca havia assistido. O primeiro foi “Curtindo a vida adoidado”. Achei bem mais ou menos, muito provavelmente por ter assistido na época errada. Depois, “The Wonders”, que amei de paixão. Sempre fui muito fã da música “That thing you do”. Agora a amo ainda mais depois do filme. Para finalizar o bloco, “Os Goonies”. Gente, que história incrível! Voltei a ser criança e ri demais com o Bocão.

A segunda maratona foi de animes. “Terror in Ressonance”, um ótimo thriller sobre terrorismo em Tóquio. “Kotoura-san”, uma brisa de fofura e paranormalidade. Pena que o encerramento é tão bobo… e também teve MADOKA MAGICA. Nossa, acho que um dia farei um post só para falar dessa história perturbada e incrível ao mesmo tempo.

12154322Seriados. O melhor de todos – “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que já indiquei para todos os meus amigos. Eu não costumo gostar de séries cômicas, porém a Kimmy quebrou esse paradigma. “Scream”, série baseada nos filmes do “Pânico” também me surpreendeu! Gostei bastante, um ótimo passatempo apesar de não ter adivinhado o assassino. Conferi o fenômeno “Sense8” e mal posso esperar por uma próxima temporada. Meus núcleos favoritos são: o indiano, o africano, o alemão (Wolfgang <3) e o mexicano. O abacaxi foi a canadense “Between”. A premissa de um vírus matando todo mundo acima de 22 anos é legal, mas os personagens e atores são muito ruins.

Voltando a falar de filmes. Deixarei breves comentários dos filmes que me lembro de ter assistido. Haja memória!

– Superbad: uma vergonha alheia atrás da outra.
– Os Delírios de Consumo de Becky Bloom: difícil…
– O Âncora: ri demais!
– Orgulho e Preconceito: Mr Darcy s2
– Noiva e Preconceito: quero dança indiana no meu casamento.

Além da Netflix

– A Escolha Perfeita 2: a apresentação final é de arrepiar!
– Perdido em Marte: quem diria que o Ridley Scott poderia fazer um filme divertido?
– O Clube de Leitura de Jane Austen: aqueceu meu coração (e ainda não li nada da autora).
– Ex-Machina: PERTURBADO, mas muito bom.
– A 5a Onda: Adaptação fraaaaca…

Curso intensivo de alemão A2.1

Por três semanas seguidas eu tive aula todos os dias, das 18:30 às 21:45. Cansativo, mas muito bom. O legal é que o meu professor também já tinha sido meu colega de trabalho na escola que ainda dou aula. O mundo dá voltas! Quando não estava no Goethe, estava estudando, assistindo a filmes em alemão e escutando música em alemão. Foi um baita de um mergulho na língua. Breve vai ter post falando da música germânica.

E não é que teve Carnaval também?

Acabei indo num dos blocos aqui de Brasília. Do bloco em si não aproveitei muito. Aquilo era um inferno de tanta gente. Agora do pós-bloco tenho história para contar por anos. Não tenho fotos de nada, apenas memórias.

Breakfast X Incomprendidos

Mais um post sobre filmes. Estou quase criando uma categoria para eles. Enquanto isso, ficamos na boa e velha “Review” (com um toque de Adole-essência). E, antes que corrijam, o “Incomprendidos” ali em cima não está errado! Explico no próximo parágrafo.

Depois da maratona de filmes de formatura, o Netflix começou a me oferecer tudo que é tipo de história com teor adolescente. Dando uma olhada rápida, encontrei  o espanhol “El club de los incomprendidos”. Dei play imediatamente porque iria ter prova escrita de espanhol no dia seguinte (e nada melhor que treinar os ouvidos e o cérebro do que um contato direto com a língua).

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O clube dos incompreendidos (2014)

O filme começa com Valeria se mudando para Madrid após a separação dos pais. No seu primeiro dia de aula, se mete numa briga com uma garota e acaba sendo encaminhada para um grupo de orientação na biblioteca. Lá ela conhece Raúl (o popular), Bruno (o nerd), Eli (a problemática), Ester (a atleta) e Meri (a calada). Os seis se estranham no primeiro contato, mas logo se tornam super amigos.

A história é boba, mas bonitinha. Valeria e Raúl se apaixonam, mas Eli também se interessa pelo rapaz e o casal não sabe o que fazer pela amiga. Bruno se declara para Ester, mas ela está de caso com o treinador de vôlei. Daí no final Meri acaba se declarando pra Ester (quando o filme leva a pensar que ela gosta do Bruno). Entre a teia amorosa, ainda são tratados o tema da depressão, do primeiro amor e da confiança. Ao terminar de assistir, fiquei com aquele sentimento bom, sabe?

Porém, ao mesmo tempo não parava de pensar no desenvolvimento meio ruim dos personagens (principalmente do Raúl, que é muito guapo por sinal). Mas o que mais me incomodou foi: o momento todo parecia que estava assistindo a um filme americano com pessoas falando em espanhol. Até a trilha sonora era toda em inglês! Acho que descaracterizou muito do que o filme poderia ter de “único”.

O clube dos cinco (1985)

Assim que os “Incomprendidos” começou, imediatamente me lembrei do “Breakfast”. Eu não tinha assistido ao filme até então, mas sabia que ele  tinha sido um marco no cinema adolescente (isso sem contar as inúmeras referências ao filme em Pitch Perfect). O motivo da lembrança foi a imagem dos alunos na detenção.

Engraçado que, numa busca relâmpago no Google, muitas pessoas compararam os dois longas. Até as denominações são parecidas! Temos Johh (o marginal), Claire (a patricinha), Allison (a neurótica), Brian (o nerd) e Andrew (o atleta).

Voltando só ao Breakfast, a história toda se passa num dia de detenção na biblioteca do colégio em que os cinco personagens estudam. No início eles também se estranham. Pouco a pouco, cada um vai se abrindo e expondo suas cicatrizes pessoais. No fim, todos entendem que laços foram formados.

Na primeira meia hora não entendia o “fanatismo” acerca do filme. Sinceramente, estava achando bem chato. No final, esbanjava um sorrisão enorme e cantava “Don’t you (forget about me)”. A história é muito bem construída (e justifica o início parado). Os atores são ótimos, os personagens também. Por que são ótimos? Porque em 1h30 consegui me envolver com cada um deles. Nenhum é somente um atleta ou um marginal; eles têm nuances, um background complexo apresentado de forma objetiva. É aí que se percebe a qualidade dos atores também.

Assim, não tem como negar: The breakfast club é a maior influência de todos os filmes adolescentes americanos (e, aparentemente, espanhóis).

Versão brasileira? Quando teremos?

Adole-Essência: Uma maratona de bailes de formatura

Na sexta-feira à noite tinha dor de garganta. No sábado de manhã, veio a moleza. Mais tarde, a gripe. Hoje me sinto melhor, mas foram quase três dias de cama e muito filme. E, nessa maratona, acabei assistindo a quatro filmes de adolescentes americanos (Mariana Vilar não curtiu isso). É um gênero repetitivo, que dá pra sacar o final já nos primeiros cinco minutos. Mas… e daí? É divertido! Um bom entretenimento disfarça o frio do estado febril.

Enfim, o que vale um post aqui no blog não é só a minha experiência. Coincidentemente (ou não), dois longas são da década de 90 e outros, de 2010 para frente. A moda mudou, os atores têm mais cara de adolescente, as histórias são mais rápidas. O que permanece: O DRAMA DO BAILE DE FORMATURA. Vamos aos comentários?

As patricinhas de Beverly Hills (1995)

Eu nunca tive a menor vontade de assistir a esse “clássico”, mas um antigo colega de trabalho é apaixonado pelo filme. Acabou me convencendo após “Fancy” da Iggy Azalea. Confesso que quase me arrependi no início da história. Não estou exagerando ao dizer que estava sentindo meu cérebro derreter. A última vez que me senti assim foi com Sharknado. Resisti à vontade de trocar de filme. Até que gostei do final.

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Aula de Educação Física…

Resumo: Uma adolescente de 15 anos, muito popular e rica chamada Cher passa seu tempo em conversas fúteis, fazendo compras com sua melhor amiga Dionne no shopping, namorando e mantendo a bateria do celular sempre carregada. Com a chegada do enteado de seu pai, Josh, Cher começa a “questionar” a sua realidade enquanto ajuda a nova aluna, Tai, a se tornar popular.

-Ponto positivo: Paul Rudd e a falecida Brittany Murphy no início de carreira.
-Ponto negativo: O resto.

Uma patricinha de outro mundo (2011)

Olha esse nome! Ainda bem que no Netflix está como “Teen Spirit” porque, do contrário, nunca clicaria para assistir. Aliás, eu cliquei sem querer do mesmo jeito. Meu plano era ver um outro filme da minha lista. Na hora de escolher, espirrei e acabou abrindo esse. A história é bem tosca. Não, não tem outra palavra para definir. Ainda assim foi um bom passatempo. É uma ótima escolha para Sessão da Tarde. Acorda, Globo!

Resumo: Amber Pollock é a abelha rainha do colégio. A única coisa que faltava para o seu reinado era a coroa do baile de formatura. Porém, na noite do baile, ela morre eletrocutada e sua alma fica fadada a perambular pela terra para que possa cumprir a tarefa que lhe foi dada: ajudar Lisa Sommers, a menina menos popular do colégio, a ser a Rainha do Baile.

-Ponto positivo: tudo é tão ridículo que fica difícil não se divertir. As cenas do Purgatório e do inferno são sensacionais.
-Ponto negativo: A menina do Guia de Sobrevivência Escolar do Ned não me convenceu…

D.U.F.F. – Você conhece, tem ou é (2015)

Quando vi o trailer do filme no cinema, achei que ia ser uma porcaria. No final, acho que foi o que mais me empolgou dos quatro que aparecem no post. A história é bem batida e ainda pega o cliché da impopular que muda o cara bonitão. Blergh! Ainda bem que o cara bonitão é realmente bonitão. E o casal rendeu bons momentos. s2

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Bom trabalho!

Resumo: A jovem Bianca descobre um dia que foi escolhidas pelas amigas de colégio como uma DUFF (Designated Ugly Fat Friend), ou seja uma amiga feia para que elas se pareçam ainda mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca pede a um atleta popular da escola para ajudá-la a melhorar o seu visual. Tem no NOW.

-Ponto positivo: o casal, já disse.
-Ponto negativo: achei a história tem muita gordura, no sentindo de que algumas cenas seriam dispensáveis.

Ela é demais (1999)

Esse sim tem/tinha lugar cativo na Sessão da Tarde. O destino, porém, sempre conspirou e só consegui assistir ao final uma vez, há um bom tempo atrás. Hoje de manhã, ainda me recuperando da gripe, finalmente o vi por completo. É tipo um “10 coisas que eu odeio em  você” com o Freddie Prize Jr. sendo um popular boa pinta. Achei o filme um pouquinho monótono, mas o FESTIVAL de atores novinhos (vejam a lista no link) é incrível. Até o falecido Paul Walker consta no elenco.

Resumo: Zach Siler é um jogador de futebol bastante popular e presidente de classe de sua turma. Após as férias de verão, sua namorada Taylor termina o namoro e Zack fala para seus amigos que ela é “substituível”. Então, Dean, o melhor amigo de Zack, diz que isso é impossível e os dois apostam a possibilidade de Zack transformar uma garota ou não em rainha do baile, que ocorrerá em seis semanas. Dean então escolhe Laney Boggs para ser esta garota.

-Ponto positivo: Trilha sonora. “Kiss Me” do Sixpence None the Richer já diz tudo.
-Ponto negativo: a história sem sal

 

 

Review: Mad Max também é “Girl Power”

O filme mais comentado da última semana, ganha a minha humilde opinião!

Trinta minutos depois minhas mãos continuavam a tremer. A adrenalina estava no pico. Cheguei em casa, não conseguia dormir. O motivo? Só conseguia pensar no filme que havia acabado de assistir: Mad Max – Estrada da Fúria. Ação, bons personagens e valores feministas, assim poderia resumir o espetáculo visual que é o longa-metragem.

10/10
Avaliação: 10/10

Num mundo pós-apocalíptico, grande parte humanos sofreu mutações genéticas e luta para sobreviver sem água. O elemento mais precioso, no entanto, é o combustível. Os que restaram da nossa raça, se dividiram em gangues com diferentes tipos de transporte. A Terra virou o deserto da Namíbia. Apesar de triste, o cenário é lindo. Porém, mais lindo ainda é se encantar com uma mulher incrível sendo representada pela atriz Charlize Theron, a imperatriz Furiosa.

Furiosa é como uma comandante das “tropas” de Immortan Joe, o líder político e religioso da Cidadela. Tudo muda quando ela se rebela e foge com as mulheres “dele” (sic) que eram guardadas a sete chaves apenas para fins reprodutivos. Daí já percebemos o quanto a personagem não é apenas guerreira e forte; é também sensível e vulnerável. E o protagonista, Max, resolve apoiá-la. JUNTOS, eles saem em busca do lugar mais apropriado para reconstruir a humanidade perdida.

Não acredito que o nosso futuro seja igual ao do filme, mas não posso negar que ficções científicas são críticas metafóricas da sociedade em que vivemos. No fim, destaco novamente a palavra JUNTOS. Homens e mulheres em pé de igualdade podem lutar por uma amanhecer melhor.

Agora, se tudo isso ainda não foi o suficiente para te convencer a ir atrás da próxima sessão de cinema, aí vai mais um incentivo: a trilha sonora e um cara tocando guitarra que solta fogo. A sinfonia pesada vai soar na sua cabeça por horas, assim como todas as analogias que a história traz.

“Frozen” e a evolução da princesa “disneyniana”

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Quem não as conhece?

As maiores atrações da Disney são suas princesas. Não tem jeito. E mesmo com o enorme sucesso, elas estavam meio que aposentadas desde 1994, quando “O Rei Leão” foi lançado. Não sou grande estudiosa, mas dois anos antes, “Aladdin” tinha sido o blockbuster da produtora. Apesar de a trama do ladrão e o gênio da lâmpada ter uma princesa, a Jasmine, a personagem principal da trama é o próprio Aladdin. Um homem. Daí, Simba. Então, em 1995, veio “Pocahontas”, que não é beeem uma história princesa. A partir daquele momento, deu-se uma sequência de filmes protagonizados por homens, mulheres guerreiras (Mulan, melhor heroína de todos os tempos exemplo) ou animais e objetos falantes.

Em 2007, aparecia o filme “Encantada”, com direito a números musicas de volta e amor entre estranhos do melhor jeito “A Branca de Neve”. Fazia mais de dez anos que uma princesa “disneyniana” não era lançada de fato. Gisele, no entanto, era interpretada pela atriz Amy Adams. Uma atriz, não uma animação. Resultado? Bons números de bilheteria, mas nada de milhares de bonecas sendo vendidas nas lojas do mundo afora. Após dois anos, Tiana dava as caras nos cinemas. Era mais uma tentativa de “resgaste das princesas”, com a novidade de ser a primeira integrante negra da espécie (Kida de “Atlantis” e Esmeralda de “O Corcunda de Notre Dame” não são consideradas, infelizmente). Apesar de amar de paixão “A Princesa e o Sapo”, Tiana parece, mas não é uma princesa clássica. Ela é forte, linda e tem um vestido típico da realeza. Virou sapo, enfrentou o vilão Facilier, casou-se com o príncipe Naveen e realizou seu sonho de ter seu próprio restaurante. Princesas podem ter seu próprio restaurante? Não sei e não importa. A Disney ainda não tinha logrado juntar a mulher contemporânea com os elementos que tanto fizeram sucesso no passado.

Foi aí que os produtores se arriscaram e trouxeram “Enrolados”, nome unissex para o conto dos Irmãos Grimm da Rapunzel. Era a primeira vez em um intervalo de quinze anos que uma princesa realmente liderava uma trama. Infelizmente o filme nem chegou a concorrer a um Oscar (só de música original com “I See The Light”), mas rendeu melhores frutos que os de Tiana e Gisele. Depois, temos a Merida de “Valente”, que de valente não tinha nada. Não gosto muito desse filme e acho que ele deveria se chamar “Mimada”. Porém, preciso destacar a quebra de paradigma de filmes de princesa: não há nenhum príncipe ou pretendente amoroso!

Eis que chegamos a Frozen.

Pôster brasileiro do filme
Pôster brasileiro do filme

“Frozen” é um sucesso. Além de estar há mais de um mês firme e forte no circuito dos cinemas brasileiros,  já  ultrapassou a bilheteria de “O Rei Leão” (olha ele aí de novo) ao redor do planeta e se tornou o segundo filme mais rentável da Disney com mais de 800 milhões de dólares arrecadados (apesar de alguns cálculos ainda o deixarem em terceiro). Isso sem contar as vendas de CDs, músicas online e brinquedos. “Frozen” é lucro.

Os fatores que levaram a esse posto são vários: selo Disney; promoção com Demi Lovato e cantoras famosas em outros países; Idina Menzel, a diva dos musicais na atualidade, emprestando a voz para uma das personagens; outros atores famosos também na produção; cópias do filme em 2D, 3D e 4D (eu vi em todas!); e, o mais importante, uma boa história.

Uma boa história. É sobre isso que quero falar, a maior razão de eu ter amado a produção toda. Fui surpreendida por algumas pequenas inovações no roteiro de uma típica história de princesa “disneyniana”. Detalhes que, na minha opinião fizeram muita diferença, se comparados a outros trabalhos da Disney:

1 – Anna e Elsa

Rainhas e princesas já apareceram algumas vezes em filmes da Disney. Mas “por uma vez na eternidade”, elas não são inimigas mortais. Muito pelo contrário, elas são irmãs que se amam de verdade. Outro mérito a ser destacado é a “audácia” de colocar as duas como protagonistas.

2 – O amor verdadeiro

Anna é criticada o filme inteiro por ter aceitado se casar com Hans no mesmo dia que o conheceu (IRONIA). Esse “amor verdadeiro” que ela tanto defendia, no final, se mostrou ser o que ela sentia pela sua irmã, alguém que ela conhecia desde que nasceu.

 3 – O lado “Mulan”

Tanto Anna quanto Elsa são um retrato da mulher que quero queremos ver atualmente. Elas estão no poder, protagonizaram uma história e ainda são bonitas. Não sabem lutar como a Mulan, mas uma tem poderes e a outra, força de vontade. Acho que está bom, não é?

4 – Vilão?

Onde está o vilão? Não existem vilões em Frozen. Existem pessoas com medo, gananciosas e solitárias, assim como qualquer pessoa deste mundo. Quem nunca sentiu medo? Quem nunca desejou ter mais do que tem? Quem nunca se sentiu só? Elsa passou por tudo isso e ainda superou as dificuldades no fim. Hans e o Duque da cidade impronunciável, por outro lado…

5 – Kristoff

O mocinho do filme pediu permissão para beijar a amada. Achei digno.

 6 – Um boneco de neve falante

Olaf é o alívio cômico do filme, mas tem background e objetivo claro. Ele é meio parecido com o Ray de “A Princesa e o Sapo”, só que muito mais fofo e inusitado. Cabe aqui um elogio à dublagem brasileira. Assisti às versões em inglês, português e espanhol. Nenhum Olaf foi tão engraçado quanto o nosso. As falas ficaram muito mais divertidas mesmo.

Como nem tudo é perfeito, Frozen tem defeitos sim. Por ser fã de carteirinha só consigo pensar em um (hahaha): a existência dos trolls. Não que eles precisem de uma explicação para existir, mas achei que a relação deles com o Kristoff foi meio que “forçada” demais. Gostaria de ver um curta parecido com o de “Enrolados”, só que enfocado neles. Fica a sugestão.

Caham.

E o futuro? Será que a Disney vai voltar aos tempos da era de ouro das princesas agora que tem mais do que certeza que elas continuam tendo apelo comercial? Só o tempo dirá. Porém, repito que gostei bastante dessas pequenas inovações na história. Já ouvi muitas amigas feministas criticando as Princesas Disney e concordo que, antes, elas eram umas tremendas de uma pamonhas que viviam em funções de seus príncipes. Os tempos mudaram e as princesas evoluíram, não concordam? Ou será tudo ilusão?