Versionando: so-so

“So-so”, “mais ou menos” ou “lua em virgem com vênus em capricórnio”. Todos são nomes perfeitos para a minha versão de “so-so” da cantora coreana Baek A Yeon. Adaptá-la foi fácil não só pela letra, mas também pelo sentimento passado – lua e o vênus ali na primeira linha são meus!

Vamos lá: a história contada e representada no clipe é sobre uma pessoa que não sente empolgação pelo amor, mas que lá no fundo espera por um alguém especial. Praticamente não precisei “inventar” partes para cobrir buracos difíceis de adaptar. Aliás, boa parte é a tradução certinha com troca de palavras, inversão de ordens ou mudança para-soar-natural-em-português. Como exemplo, deixo o início da canção:

ORIGINAL

Não é como se ninguém fosse bom o suficiente para mim
Eu apenas não tenho vontade de procurar
Eu saio com caras uma ou duas vezes ou por alguns dias
Mas o constrangimento sempre está lá

VERSÃO

Não é como se ninguém fosse bom pra mim
Apenas não consigo me entregar não
Se saio com um cara ou dois, nunca ligo depois
Será que algum dia isso vai mudar?

Os dois primeiros versos são bem literais, os outros exigiram um “trato”. Na verdade, apenas deixei evidente o que estava implícito: A Yeon continua buscando, porém ainda não encontrou ninguém que a faça o coração dela bater mais rápido. Pensando nisso, construí a bridge e o último refrão:

ORIGINAL

Onde está você, o que você está fazendo? Você está ainda aí?
Venha para mim agora, o que é para mim
Quero te abraçar no momento em que eu te ver

Embora eu continue tentando mais ou menos
Embora eu esteja lutando mais ou menos
Não há nenhuma emoção, não há diversão, tudo é apenas mais ou menos
Não lembro nem da última vez que meu coração acelerou
Eu quero sentir por alguém também
Quero amar alguém

VERSÃO

Onde é que você está? Por que não vem aqui?
Desperte-a, a emoção que é se apaixonar
Te abraçar, a cura pro meu amor

E se continuar so so
Pretendo lutar so so
Não quero evitar, nada de evitar meu coração
Tento recordar a dor da respiração ao se acelerar
Onde você está? Venha aqui já rápido
Pra que eu possa te amar

O tom ficou um pouco mais otimista, né? Não posso negar que sou sagitariana algumas vezes… Tá, Marina. Por que não traduziu o “so so”?  Talvez eu tenha optado pelo caminho mais fácil, até porque este é o título da música. Ainda assim adorei o resultado.

Por fim, gostaria de falar da gravação, a primeira depois da cirurgia ortognática. E, apesar de ter me enrolado com algumas palavras por ainda sentir o lábio inferior dormente, foi incrível notar o quanto já tenho mais fôlego para cantar. Também não me preocupei em afinar a voz porque o meu tom foi suficiente para as notas. Fiquei muito feliz. 🙂

Lidos de maio/2016

Definitivamente foi um bom mês para leituras. Poderia ter sido mais, já que tive 14 dias de exílio dentro de casa? Poderia. Porém, dei prioridade aos filmes da minha lista da Netflix que a preguiça não me deixava assistir.

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#23: A última princesa – Fábio Yabu

Sou fã do Yabu desde a época dos Combo Rangers fase bolinha. Ainda assim, soube da existência desse livro por acaso – uma amiga leu e postou suas impressões no Instagram. Fiquei super curiosa. Qual foi a minha surpresa logo depois? Essa mesma amiga me enviou o exemplar dela cheio de marcações como presente!!! Obrigada, Steady!!! A história da princesa que só queria livrar seu povo da escravidão e acabou expulsa do seu reino é maravilhosa. Não vou contar mais do enredo porque acabaria destruindo possíveis surpresas ao saberem quem a princesa realmente é. Amei demais a leitura.


#24: Orange – Ichigo Takano

IMG_8166Que mangá maravilhoso. Posso ficar horas falando do desenvolvimento dos personagens, do plot e da forma sensível que as inseguranças da vida foram abordadas. Mas serei mais sucinta. Orange conta a história da Naho, que no primeiro dia de aula recebe uma carta de si mesma 10 anos no futuro. Na carta há detalhes dos dias que aconteceram e conselhos para evitar que o amigo Kakeru morra. Sério, que narrativa sensível e sensacional. Entrou na minha lista de mangás favoritos.

Ah sim! No final de cada volume do mangá outra história muito bonitinha de duas gêmeas descobrindo o amor. Muito fofo!

#25: Last Defense – Pittacus Lore

Mais um livreto da série dos Legados de Lorien. Por sinal, talvez o mais fraco de todos. É sobre a trajetória de Malcom Goode enquanto “O destino da número dez” ocorria. Eu gosto do personagem, mas ele sempre acaba nos mesmos dilemas. Apesar de Last Defense mostrar novos aspectos da participação do governo americano na invasão mogadoriana, não há nada que surpreenda.

#26: A Coroa – Kiera Cass

A série da Seleção é uma espécie de guilty pleasure para mim. O enredo inteiro me passa a impressão de uma fanfiction de Naruto bem divertida, principalmente no arco da America. No da Eadley, não senti tanto isso por causa da própria Eadley. Adoro o jeito prepotente dela, que me lembra muito o da Mariana do Parede Branca. Gostei também de ver o crescimento dos participantes da nova Seleção, apesar de escancarar o machismo existente no tratamento da mulher na mídia. Ainda assim foi legal ver as muralhas do coração da Eadley caindo aos poucos. Isso se mantém no último livro da série. Acertei a escolha dela e amei demais. Quanto à abordagem dos problemas sociais… sinceramente? Em nenhum momento dos cinco livros as revoltas do povo me convenceram, então nem me importava com elas. Na verdade, algumas vezes tinha vontade de pulá-las. O mais problemático, porém, é a conclusão da história: muito corrida. Uma pena.

#27: Persépolis – Marjane Satrapi

Como comentei no Instagram, adoro histórias reais contadas em quadrinhos. No caso do Persépolis isso ainda é mais profundo por ser uma autobiografia da autora. Marjane é iraniana e viveu a guerra de seu país. Ela começa narrando a infância, passa pela adolescência conturbada na Áustria e termina no início da idade adulta, antes de migrar definitivamente para França. É muito interessante ver que, mesmo inserida numa cultura extremamente opressora, Marjane conserva a sua identidade como descendente persa. Aliás, ela tem orgulho das origens, tradições e valores.

#28: A sala de banho – Mylle Silva

A coleção de contos da autora é, no mínimo, impressionante. Extremamente intimistas, variando do romântico ao lúdico, alguns contos podem causar estranhamento. O prefácio me ajudou neste quesito: explica que Mylle tem conhecimento prático e profundo das tradições japonesas (ela já morou na terra do sol nascente). De fato, em vários momentos me peguei imaginando o quanto tal conto poderia ser facilmente um curta de animação ou oneshot de uma revista semanal. A leitura, porém, foi bem fora da minha zona de conforto. O bom é que, quando terminamos obras assim, sentimos aquele orgulhinho por ter tido a coragem de mergulhar num lago de letras desconhecido.

#29: No vermelho – Arisson Tavares

Outro livro de contos. Diferente do anterior, a leitura fluiu como água. O tom mais voltado para o humor ajudou, não vou negar. Confesso que ainda não entendi bem o porquê do título, mas adorei a variedade de temas. Futebol, casamento, astronautas, tem de tudo. E apesar do sorriso, vários contos são também reflexivos. O mais legal de tudo é que, por conhecer o autor, escutei a voz dele na minha cabeça em vários momentos. 😀

#30: Admirável mundo novo – Aldous Huxley 

Admirável mundo novo foi finalmente riscado da minha lista de livros que sempre estudei, mas que nunca li de fato. Onde estudei? Na faculdade de comunicação. Afinal, a obra de Huxley é uma ficção que trata de manipulação. Tá que neste caso não é só da sociedade, é dos nossos genes. Nesta civilização não há mais nascimentos naturais, nem noção de família. Todos são felizes, cada um nas suas castas. E quando você se sente triste, pode tomar sua dose de soma – a droga que escraviza todos. Ex-estudante de ciências sociais que sou, não teve como não amar este clássico – um prato cheio para análises antropo e sociológicas.

#31: Simon VS. A agenda Homo sapiens – Becky Albertalli

Eu li este livro praticamente em “uma sentada”, iniciei às 17:00 e só fui largar às 01:00. A leitura é extremamente fácil, mas significativa. A história de Simon tentando lidar com as chantagens de um sem-noção que o ameaça a expor sua sexualidade para escola é muito singela. Ele é homossexual, porém não está afim de contar isso para outras pessoas. Claro, direito dele! Talvez o mais instigante do livro seja as pistas para descobrir quem é Blue, o confidente virtual de Simon. Ah! E as referências aos mangás, yaoi e fanfics?! Mais minha vida adolescência, só o livro que viria a seguir!

#32: Fangirl – Rainbow Rowell

Gente… por onde começar? Tem tanta coisa para comentar, discutir e se divertir! Cather, a personagem principal, é adorável tanto nas suas inseguranças quanto no seu lado tiete incomparável. Aliás, acho que quem não tem esse lado, não se identifica com a história. Tem romance? Tem. Desenvolvimento de personagens? Sem dúvida. Mas a paixão de Cather pelo mundo de Simon (o Harry Potter do mundo dela) é a atração principal. Fãs como a gente criam fanfics, decoram os quartos, fazem amigos com interesse em comum, colecionam artigos. Vemos algum trailer ou clipe, choramos de emoção. Nos pegamos encarando aquele pôster maravilhoso e sentimos o coração bater mais rápido. Fangirl é sobre isso: a beleza de amar algo com todas as forças. E isso fica mais evidente na Cather porque ela é do tipo que odeia mudanças – ela quer tudo continue funcionando do jeito que era antes. Quando se muda para um dos dormitórios faculdade, dividindo quarto com uma desconhecida mal encarada, ela se vê totalmente fora da zona de conforto. E o transtorno de ansiedade não apoia. Enquanto Cather vai descobrindo o mundo novo que se abre, não deixa de lado as fanfictions e o mundo de Simon. Isso faz com que ela comece a bater de frente com a irmã gêmea, Wren, que decide que quer curtir a vida. Só que, no fim, o lado fã nunca nos deixa. Podemos amadurecer e continuarmos adorando nossas séries de livro, TV, filmes, quadrinhos, artistas, etc.

Saindo um pouco da história, fiquei feliz em finalmente ler algo desta autora. Em algumas resenhas do Parede Branca de parceiros literários fui comparada com ela. Acho que ainda preciso evoluir muito para tanto, mas, ao mesmo tempo, identifico pontos que nos unem: personagens com vozes próprias, situações familiares e amor no ponto de vista de alguém que não liga tanto para romance.

TOP 7: Minhas próprias versões

Dei uma olhada no meu canal do YouTube (/marin4) dedicado às cantorias e me espantei ao ver que já estou quase nos 2 mil inscritos! Uau! Mesmo não se comparando a outros, fico surpresa em alcançar esta marca sem nenhum esforcinho em publicidade.

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Se você não sabe do que estou falando, permita-me resumir: desde 2008 escrevo versões em português de músicas coreanas. Até já postei algumas aqui no blog, falando do processo de adaptação. Por que eu faço? Porque é divertido! E ainda bem que tenho uma voz razoável que me permite interpretá-las.

Hoje vou deixar aqui as minhas sete letras favoritas. Nossa, como foi complicado escolher! Afinal, tenho carinha por todas que já escrevi. Porém, tentei me enfocar naquelas cujas letras são um pouco mais complexas e interessantes (e que também não comentei no Versionando). Espero que gostem!

7) Baek Ji Young – GOOD BOY

Muitas das minhas versões favoritas consistem em contar uma história (talvez por eu ser escritora?). Good Boy é sobre o relacionamento de uma mulher com um menino mais novo. Só que ela não é a melhor das namoradas… e nem ele! O rap teve a ajuda do AJ.

6) Yenny – Hello to Myself

Essa letra é uma reflexão sobre os momentos difíceis que às vezes passamos. Se pudesse enviar uma mensagem para o futuro, o que você diria?

5) Lee Hyori – Miss Korea

Apesar de falar da Miss Coreia do Sul, a crítica é sobre os padrões de beleza impostos pela sociedade. Eu sou uma ex-quase-socióloga, então adorei trabalhar o tema.

4) Spica – Tonight

Tonight é sobre aproveitar a vida e viver o agora. Além de amar o resultado da adaptação, a letra me permitiu usar várias estruturas diferentes do português e brincar com as palavras.

3) You and I – IU

Gente, essa é de longe a letra mais divertida que fiz até hoje. E ela tem um toque mágico do nível que poderia entrar facilmente num musical da Disney. Conta a história de uma menina que consegue viajar no tempo e vislumbrar o futuro com o amado. Fofo.

2) BoA – Only One

Versionar uma das maiores divas do k-pop é muita responsabilidade. Porém, realmente acredito que fiz jus. É uma canção de dor de cotovelo, de amor insuperável. Quem nunca?

1) Insooni – Goose’s Dream

Goose’s Dream é um clássico da música coreana. A cantora, Insooni, é filha de afro-americano com coreana. Tendo sofrido muito preconceito por causa da origem, essa canção é sobre a luta e as forças que juntou para seguir os sonhos de ser cantora no país onde nasceu. A versão veio a pedido da organização de um evento chamado Dream Concert que acontece todo ano em São Paulo. E isso foi mais um presente para mim do que para eles. Toda vez que me sinto desanimada ou preciso de gás para continuar perseguindo os meus sonhos, a escuto.

BONUS: G.NA – Black and White

Esta é uma versão de coreano para inglês! A cantora narra a história dela e do namorado, que, mesmo tão diferentes, são perfeitos um para o outro.

Versionando: I feel you

Esses últimos cinco dias de feriado imprensado foram bem positivos no quesito versões. Quer dizer, só escrevi uma e gravei três. Para quem lançava cinco por mês, hoje sou bem mais recatada.

A escolhida desta vez foi I feel you das Wonder Girls. Esta foi a minha música número 1 de K-pop do ano passado. Escutei tanto, mas em nenhum momento pensei em gravar uma versão. Eis que na madrugada de domingo para segunda, tandan! Inspiração! Escrevi a letra e já fui cantar. O tom das WG, no geral, é bem tranquilo pra mim. A complicação é mais fazer os trejeitos e aquela técnica do JYP half air half sound. Nem sei se fiz direito. O resultado vem a seguir.

Serei sincera: a adaptação de I feel you foi rápida, mas não necessariamente fácil. Optei por passar o sentimento de “sou aficionada por você” e utilizar um pouco da criatividade. O exemplo perfeito está segunda parte após o refrão.

ORIGINAL

Isto parece como o seu toque,
isso continua roçando em mim
Isso soa como a sua voz,
continua sussurrando em minha orelha (não)

(Uh) Eu estou assim todo o dia,
bêbada em pensamentos sobre você
(Uh) Eu apenas estou esperando
para poder ir te ver
(Uh, uh, baby)
O que eu faço?
Eu não acho que consigo viver sem você (Uh, baby)

VERSÃO

Neste ciclo vicioso, eu vou
Sua boca a me hipnotizar
Suas mãos, sua voz, não tem fim
Cada olhar, um copo mais a me embriagar (não)

(Uh) Delirando em prazer,
meus pensamentos seguem
(Uh) Eu preciso te ver
no momento, um instante
(Uh, uh, baby)
Como lidar?
Seu sorriso me deixar sem ar

Como podem ver, adotei recursos que não existiam e alterei a ordem de outros (como o fator embriaguês estar no pré-refrão). O rap ficou bem parecido com o original, assim como o refrão. Eu diria que, no fim, a versão ficou 75% fiel.

As (minhas) 10 coreanas mais tocadas de 2015

Ontem à noite, assistindo ao SBS Gayo Daejun 2015 (é como se fosse o Show da Virada coreano, mas que nem sempre acontece no dia 31/12), me pus a pensar sobre as músicas de k-pop que mais tinha escutado. Foi fácil fazer um Top 10 porque não dediquei tanto tempo da minha vida a essa obsessão esse estilo musical este ano. Motivo? Preguiça mesmo.

E a preguiça foi tanta que não vi muitos K-dramas (e consequentemente não escutei OSTs), nem busquei novos artistas. Aliás, a maioria da lista a seguir é da JYP Entertainment. Porém nunca escondi minha predileção pela companhia, né?

Lara aprova este post!

10. Love is Madness – 15&

Eu AMO essas baladinhas que me fazem sorrir. Grudam na minha cabeça que é uma maravilha! E amo mais ainda as vozes da dupla 15&, tão únicas e harmoniosas. Jimin e Yerin também lançaram solos muito bons ao longo do ano, mas foi o trabalho em equipe que mais se destacou pra mim.

9. Dumb Dumb – Red Velvet

Quando o Red Velvet apareceu, não curti muito Happiness. Tudo gritava para mim “novo f(x)”! Daí veio Ice Cream, não dei bola. Dumb Dumb foi o primeiro clipe que assisti inteiro. Porém foram as apresentações que roubaram meu coração. A dança é muito cativante. O “dumdumdumdum” ecoa na cabeça. Ganharam uma seguidora aqui.

8. Just Right – Got7

A culpa é do MV. Tenho consciência de que essa música nem é tão boa assim, apesar do refrão viciante. Só que… são bonecos! Fofos! Coloridos! JB no carro sendo lindo! Uma mensagem bacana! Poxa!!! Não tem como não se apaixonar.

7. Heart Attack – AOA

Aqui temos um exemplo de que não foi o MV, muito menos as apresentações. Gostei puramente da música que, como uma amiga descreveu, lembra um reggaeton super pop. Melhor lugar para ouvir: no carro, de manhã. O dia fica mais ensolarado e sexy!

6. Puss – Jimin feat. Iron 

Talking about sexy… O QUE É ESSA MÚSICA? O ritmo é enlouquecedor, assim como o senhor Iron ali em cima. Na minha singela opinião, Jimin fez todo o trabalho que o grupo dela, o AOA, não fez. Mesmo que ela realmente soe como o Cebolinha às vezes. 

5. Lion Heart – Girls’ Generation

Não sei do que gostei mais: da música ou da performance. É bom ver as todas as meninas se divertindo no palco depois de tanto tempo. A coreografia também é ótima para fazer em qualquer lugar!

4. My House – 2PM

Meus queridos fizeram um comeback incrível este ano. Másculo, bem interpretado e de tema sensacional. Eles são ou não são príncipes modernos? O coração dispara toda vez que o início toca. E a bridge do Jun.K? Quase que tirou a coroa de bias do Junho.

3. Like Ooh Ahh – Twice

O único grupo estreante da lista subiu na lista como um foguete. Eu simplesmente me apaixonei perdidamente pelo Twice. Assisti ao reality show SIXTEEN e a todas as performances. Quanto a  música? Viciante demais! O MV também é muito divertido. Elas trouxeram algo novo e refrescante para o K-pop. 🙂

2. AHH OOP! – Mamamoo feat. ESNA

Eu amo tanto essa música que, para mim, ela merecia ter tido muito mais destaque que Um Oh Ah Yeh. A letra é simplesmente incrível (e olha que não costumo ligar para letra em coreano), falando de machismo e empoderamento feminino. E a interpretação ficou fantástica, como sempre.

1. I Feel You – Wonder Girls

Sem as Wonder Girls não haveria K-pop para mim. Quando soube da volta delas, fiquei extremamente feliz. Daí vi que elas retornariam como uma banda, quase caí para trás. Então, veio o álbum Reboot – uma obra de arte completa, mistura genial entre os anos 80 e o contemporâneo. Apesar de I Feel You ser o carro-chefe, nenhuma música ganha uma nota menor que 8. Obrigada, Wonder Girls!

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Versionando: Você se lembra?

Bateu uma vontade enorme de escrever uma versão. OK. Isso acontece com frequência, na verdade. Porém, dessa vez, eu também quis gravar e editar, como nos velhos tempos antes do K-pop BR Covers. Engraçado, né? E, assim, escolhi Remember, a nova música do grupo A Pink. Além de gostar pra caramba das meninas, o trabalho também é mais simples no quesito edição por não ter tantos “efeitos especiais”.

Quanto a letra, a adaptação foi relativamente simples. O sentimento a ser passado era da nostalgia de um antigo relacionamento de verão. Foi pensando nisso que mudei o pre-chorus e o refrão:

(Um, dois, três) Agora meu sorriso desapareceu lentamente,
E mesmo sem saber
(Um, dois, três) Nós ficamos tão exaustos
Não conseguindo olhar para trás ou para a frente

Vamos fugir juntos, pela brisa fria
Vamos esquecer o dia de hoje e voltar para aquele tempo
Do you remember do sol que brilhava sobre nós?
O grande e azul oceano, assim como você

Como se o tempo tivesse parado, do jeito que nós sempre quisemos
Remember, remember, remember

Gente… só pensei porcaria com esse cansaço de não olhar pra trás ou pra frente. A ideia do tempo parado no passado aparece mais de uma vez. Achei que era uma metáfora interessante, então não quis que se perdesse. Mas algumas mudanças precisaram ser feitas. Foi aí que anulei as falas do “cansaço” e resolvi colocar algumas minhas, mas que ainda se relacionassem com o tema da música.

(Um, dois, três) Agora meu sorriso começa a dissipar
Não sei onde você está
(Um, dois, três) Voltar àquela data, onde o tempo já parou
Será que iria encontrar você?

Que tal fugirmos pra onde ninguém nos vê?
Viver o nosso amor, tão cálido antes
Do you remember daquela nossa tarde?
O mar brilhante e azul sob a luz do sol

Lindas lembranças são assim e as guardo só pra mim
Remember, remember, remember

Um ponto que me deixou em dúvida foi se deveria traduzir “Do you remember” e “remember” para “Você se lembra” e “se lembra”. Acabei optando por deixar o refrão inalterado. Fora dele, ficou tudo em português. O resultado você confere no vídeo abaixo:

K-pop World Festival 2015

Mais um K-Pop World Festival. Desta vez, nada de cair de paraquedas; fui convidada com meses de antecedência para cobrir o evento pelo KPBRC. E, com isso, já dava para prever que o evento seria diferente da correria do ano passado.

IMG_3797Minhas previsões começaram a se concretizar logo na entrada. Cheguei dez minutos após a abertura dos portões. Havia fila porque, quem entrasse, portaria uma pulseira (rosa para a plateia, azul para a imprensa). Subo as rampas do teatro do colégio La Salle e me deparo com uma exposição sobre a Coreia do Sul. Às portas, integrantes do staff entregam DVDs e postais de bandas coreanas. Mesmo não sendo a maior fã do SHINee, adoro ganhar coisas de graça.

Dentro do teatro, encontro Natasha Belus, amiga fundadora do KPBRC. Ela conta que a organização (ela também é membro do KOREA ON, responsável pelo KWF do ano passado e deste) vem se preparando desde o início de 2015. Garantiu também que não devem ocorrer problemas de mídia. Em especial para os competidores de canto, havia retorno de voz testado e aprovado. O único porém é que, provavelmente, não teríamos pontualidade asiática. Acontece.

Resolvo caminhar um pouco pelo local. Ainda é possível escolher qual cadeira se sentar. Enquanto voltava para a minha, escuto o melhor comentário do mundo. “Esse povo do k-pop é muito louco, já chega nos lugares dançando”, disse alguém. Fiquei imaginando o que “alguém” falou quando Ice Cream do Red Velvet começou a tocar e a grande maioria das pessoas se levantou para dançar. Ou quando Bulletproof do BTS apareceu e todos gritaram e cantaram loucamente.

São 17:12. Pergunto para outra conhecida do staff sobre quando o KWF teria início. Ela responde que a avaliação de figurino estava acontecendo atrás do palco e todos jurados já estavam presentes! “Deve começar em, no máximo, quinze minutos”, Jana acrescenta. Dito e feito. Às 17:26, as luzes se apagaram e o espetáculo se deu.

Apresentações

Os mestres cerimônia foram Nina (Daebak? Só sei que a conheço de vista e de algum lugar) e Kenji (ex-CHAMPS). Apesar de algumas trapalhadas, tipo confundir Roraima com Rondônia, os dois me surpreenderam positivamente. Dava para ver que não tinham muita experiência no ramo, mas souberam como contornar – sendo objetivos com a função. Havia uma piadinha ali, outra lá. Porém, em nenhum momento eles deixaram de ressaltar que faziam parte de uma equipe organizadora e o que importava mesmo era os competidores.

E os competidores… Cada um que subiu ao palco, realmente merecia estar ali. Não houve apresentações ruins, apenas algumas que brilharam mais do que outras. Algo natural para, bem, competições. A seguir, seguem as impressões e sentimentos que cada um me passou:

– Kayak
Dupla de Brasília, com muitos fãs ao meu redor. Levaram o segundo lugar do ano passado e, por isso, minhas expectativas quanto a ela era alta. Repetindo a dose, interpretaram AKMU. As vozes se misturaram perfeitamente na versão dos irmãos coreanos para Eyes, Nose, Lips do Taeyang. O nervosismo, porém, pode ter atrapalhado um pouquinho na execução dos instrumentos.

– Elisabeth
Brasiliense. Optou por uma música do k-drama Heirs, Growing Pains II da banda Cold Cherry. O tom era masculino, mas Elisabeth segurou as notas super bem. No refrão, ela se soltava. Gostaria de tê-la ouvido mais como no refrão.

– Érica Shinomoto
De Manaus, Érica entrou no palco com um sorriso e um violão. Não sei que música ela cantou (foi mal…). Adorei a apresentação porque, além do timbre agradável, Érica parecia estar se divertindo no palco. Resultado? A plateia se empolgou junto.

– Kannon
Mais um brasiliense. Rapaz talentoso, mexe com música. Entrou no palco cheio de atitude, digna de Boom Dada do T.O.P. Foi a primeira vez que vi tanto rap coreano na voz de um brasileiro. Incrível.

– Alex
Outro brasiliense, conhecido pelo público. Tocou três instrumentos ao mesmo tempo para dar vida a Replay do SHINee. A voz dele é muito bonita, mas não gostei muito das modificações de ritmo feitas.

– Tammy Bueno
Só tem brasiliense na competição de canto? Enfim, outra apresentação de Eyes, Nose, Lips do Taeyang, mas agora em sua versão original. Fiquei impressionada com o tom grave e doce ao mesmo tempo, assim como a sua interpretação passional.

– Cibelle
A vencedora do KWF do ano passado voltou. Desta vez, ela trouxe de João Pessoa (ou seria Picos no Piauí, confusa estou) uma apresentação poderosa de 1,2,3,4 da LeeHi. Como já a acompanho há um tempo, não me impressionei com a evolução de um ano. Mentira. Fiquei impressionada sim. No meio da música, aparentou um pouco de cansaço. Ainda assim, arrasou nas notas finais e na pose.

– Bianca Carvalho
Goiana, praticamente vizinha. Optou por cantar Heaven da Ailee. E cantar Ailee é sempre uma baita de uma responsabilidade. Mas isso não foi um problema para Bianca. Apesar de estar com o microfone fixo, me chamou a atenção o quanto ela usava os braços para interpretar a música.

– Francine
A última brasiliense (do canto) também levou seu violão para o palco. Demonstrou muita capacidade vocal em Come Back Home do 2NE1. Gostei do rap e plateia pareceu concordar comigo.

– Para2dise
Diretamente de Salvador, o grupo misto dançou Can’t Be Friends do M.Pire. Interpretação impecável. O mesmo vale para o figurino. Mas a música… Sério, não gosto nada dessa música.

– K-Hyung
Representando Pernambuco, minha segunda terra, o grupo fez a performance de Hyde do Vixx. Hipnotizada, quase que me esqueço de gravar o snap. Não vou falar mais nada porque sou tiete deles e todo mundo sabe.

– Dynami
Com toda a simpatia de Natal, Dynami me fez sorrir com a apresentação de Too Very So Much do MYNAME. Baixei a música quando cheguei em casa porque não conseguia parar de pensar na energia bacana que eles me passaram no palco. Impressionante!

– West Sky
Alô, Brasília! Segunda vez no KWF, o grupo caprichou na execução de Maximum do TVXQ. Até elementos de cena e balãozinho distribuído para a plateia teve. Mais uma vez, fiquei tão hipnotizada que quase me esqueço de gravar o snap.

– Candy Pink
Tive vontade de chorar quando, no telão, apareceu que o grupo de Porto Velho iria dançar Kiss Kiss do Ladies Code. Foi só apresentação começar, que deixei as lágrimas de lado. Mais uma performance onde claramente as pessoas estavam se divertindo.

– Black Pearl
Gritos e mais gritos após o anúncio do último representante de Brasília da noite. A menina na outra ponta da minha fileira teve um ataque de emoção enquanto cantava Overdose do EXO. Vi muita atitude no palco. Naquela hora pensei: eles vão ganhar o prêmio de popularidade.

– Navy
Para fechar com chave de ouro, Porto Velho aparece mais uma vez no palco e dança Everybody de SHINee. As roupas ficaram lindas e a sincronia entre os membros foi bastante perceptível. Ótimo trabalho.

Deixei tudo registrado no Snapchat. Vocês podem conferir a seguir. E, se quiserem mais fotos, só dar uma passada no meu Instagram (@marinoli22).

Avaliação final

Se o vídeo acima já foi assistido, os resultados da competição são sabidos. Mas e o resultado do evento KWF como um todo? Olha, o KOREA ON está de parabéns. Não foi só na entrada que a organização se destacou, durante os intervalos (que aconteciam entre quatro apresentações, mais ou menos) Nina e Kenji sorteavam pôsteres e outros presentes. No ano passado, os “mimos” ficaram todos para o final. Observava os staffs indo e vindo às vezes com pressa, mas nunca com o olhar de desespero do ano anterior.

O público também se portou de maneira espetacular. Respeitaram e apoiaram todos os competidores. Não ouvi nenhum comentário maldoso. Acho que eles acabaram entrando no clima organizado do evento.

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Minha única “reclamação” vai, de novo, para a pontualidade. Só que, ao mesmo tempo, tenho consciência que foi feito possível e o impossível para que atrasos não acontecessem. O maior gap veio entre a apresentação especial do Empório Cultural (adorei! Quero assistir ao musical quando estrear) e a escolha dos vencedores da noite. Os concorrentes eram tão bons que o júri (outro upgrade – contou com professores de canto, dança e língua coreana) não conseguia chegar a um veredicto. Nada mais justo, não é? Para compensar, o DJ subiu o som do teatro do La Salle e, de repente, eu estava numa balada de K-pop que nunca fui.

Em resumo, adorei participar e cobrir o KWF 2015. Espero que mais como estejam por vir e que eu possa estar presente para prestigia-lo.