Adole-essência: As 10 músicas do meu Ensino Médio

Não sei se eu já deixei claro aqui no blog, mas a adolescência é uma das minhas maiores inspirações. Que período mágico! Descobertas, experiências, sonhos… Mesmo sendo uma adulta, não consigo parar de gostar dessa fase. Foi pensando nisso que resolvi criar uma nova categoria para o “Marinescritora”: a Adole-essência.

Como fica inferido, a essência dos meus 13 aos 18 anos começará a aparecer aqui. E, naquela época, não tinha nada que eu amasse mais que música! Tá, eu ainda amo, mas acho que a relação era um pouco diferente, sabe? Antes mais visceral, necessária. O estilo musical definia toda a sua personalidade e a sua história. Sim ou sim?

Aí vai a lista das 10 músicas que marcaram o meu Ensino Médio (2005-2007):

10 – Ain’t No Other Man – Christina Aguilera

Christina era a minha cantora americana favorita. Tudo que ela lançava, eu amava de cara. ANOM não foi diferente; um amor platônico só. O clipe da música é divino. O ritmo, dançante. Desde aquela época eu era chegada numa vibe retrô.

9 – Labareda – Vinícius de Moraes e Odette Lara

OK. Essa música é 1967, mas ela foi muito marcante no meu Ensino Médio. Por que? Simplesmente porque eu e meu melhor amigo tivemos a oportunidade de cantá-la juntos para todo o colégio na Semana da MPB, que acontecia uma vez ao ano. É uma lembrança muito querida no meu coração.

8 – Stupid Girls – P¡nk

Quem nunca teve uma paixonite por um garoto mais velho que atire a primeira pedra! Para que eu pudesse falar dele sempre e não desse muito na cara, apelidei-o toscamente de Garoto do Street Fighter (quem sabe eu conte essa história aqui mais pra frente). Um dia ele começou a namorar/pegar/sei lá uma menina loira e “perfeitinha” também do 3o ano. No mesmo dia escutei Stupid Girls (“Se eu agir daquele jeito talvez aquele cara me ligue”, melhor letra) e joguei todo o meu ódio dela na música. COITADA.

7 – Summer Jam – Underdog Project

A MÚSICA DAS FESTAS DE 15 ANOS. É só tocar que volto ao tempo daquelas festas “incríveis”. Outra coisa que não muda: o apito gruda na cabeça que é uma beleza.

6 – Baby Don’t Cry – Namie Amuro

Se Christina era minha diva americana, Namie era a asiática. Ainda assim, ela conseguia ser ainda mais especial: suas músicas me tiraram da minha “fase negra”. Tinha todos os álbuns. Só que a fase de sucesso dela já havia ficado para trás, nos anos 90. Quando Baby Don’t Cry saiu, não tinha Amuro suficiente para quem quisesse! A fase áurea havia voltado. Não me continha de felicidade. Até hoje escuto essa música se estou me sentindo meio para baixo.

5 – Home Again – Blackmore’s Night

Lembram que eu já fui autora de fanfics? Pois é. Home Again é a grande inspiração da minha última história de Naruto. Na verdade, tudo dessa banda, o Blackmore’s Night. A apresentação ficou por conta da minha melhor amiga. Ela sempre curtiu idade média, romances épicos e derivados.

4 – Labios Compartidos – Maná

Aconteceu no 1o ou no 2o ano, mas o fato é que a professora de espanhol passou essa música como exercício. De repente, era ela que também tocava para anunciar o intervalo. Isso só foi mudar lá no 3o ano, quando um rock católico acabou a substituindo.

3 – Only Hope – Mandy Moore

Música de “Um Amor pra Recordar”, o filme que 10 em cada 10 adolescentes da minha época assistiram, apaixonaram-se e choraram no final. Não sei nem o que falar, só sentir.

2 – Someday We’ll Know – Mandy Moore e Jonathan Foreman (Switchfoot)

A outra música de “Um Amor pra Recordar”. Não podia faltar. Até porque Switchfoot era trilha sonora constante naqueles dias em que eu estava sonhando demais com o Garoto do Street Fighter ou o meu melhor amigo. Aiai…

1 – Everything You Want – Vertical Horizon

Por mais que eu tente, não consigo me lembrar de como conheci essa música. A impressão é que a vi numa Songfic ou uma amiga me mostrou, não sei. Mas dúvidas acabam aí. No fim, eu nunca fui correspondida pelo Garoto do Street Fighter e nem pelo meu melhor amigo. Assim, eu deixava Everything You Want no repeat eterno. Vamos ao refrão:

Ele é tudo que você quer
Ele é tudo que você precisa
Ele é tudo dentro de você
Que você queria ser
Ele diz todas as coisas certas
Nos momentos exatos
Mas ele não significa nada para você
E você não sabe o porquê

Na minha cabeça, eu trocava “ele” por “ela”. E quando o último refrão entoava, eu ia a loucura:

Eu sou tudo que você quer
Eu sou tudo que você precisa
Eu sou tudo dentro de você
Que você queria ser
Eu digo todas as coisas certas
Nos momentos exatos
Mas eu não significo nada para você
E eu não sei o porquê

Lágrimas eternas. Não, eu não era emo.