Nove livros para 2018

Ainda sobre a meta de leitura, finalmente decidi quais livros entrarão para a categoria “deste ano não passa”. Todos os escolhidos já estão nas minhas estantes há, pelo menos, dois anos, então sigo com a ideia de diminuir o número de 170 não-lidos do meu quarto.

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Talvez eu tenha tentado fazer uma foto mais diferente. Talvez eu tenha falhado

A metamorfose – Franz Kafka

Em 2008 comecei a ler este livro. Como sei disso? Simples.  Agora pouco encontrei um “marcador de página” que foi o cupom da minha prova teórica do Detran. Ou seja, DEZ anos parado na estante. Se essa leitura não fora para frente, não irá nunca mais.

A noite da espera – Milton Hatoum

Desde “Dois irmãos”, Hatoum virou um dos meus autores nacionais favoritos. Nem sei sobre o que é esta história, mas soube que tem um personagem inspirado no pai do meu ex-chefe (sobrenome Alegria)! Achei sensacional!!!

A redoma de vidro – Sylvia Plath

Confesso que comprei este livro porque queria algo da autora na minha estante e estava em promoção. Assumi a responsabilidade, então “simbora”.

A volta ao mundo em 80 dias – Júlio Verne

No ano passado, estampei uma reportagem sobre uma nova edição do próprio livro que me propus a ler. Júlio Verne foi o autor que fez com que eu me apaixonasse pela leitura. Nada mais justo colocar uma obra dele nesta lista.

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Androides sonham com ovelhas elétricas? – Philip K. Dick

Eu não me lembro muito de Blade Runner, mas ainda hoje sinto que gostei. Pedi de aniversário para o meu melhor amigo o livro que inspirou o filme, mas nada de lê-lo desde então. E ano passado saiu um filme novo, né? Quero ler o, reassistir ao primeiro e finalizar com o 2049.

Aniquilação – Jeff Vandermeer

Logo teremos um filme baseado nesta obra. Só ouvi falar maravilhas. Assim, provavelmente será uma das primeiras leituras dessa meta de nove livro.

Assassinato na casa do pastor – Agatha Christie

Amar Agatha Christie é algo herdado na minha família. E, quando li meu primeiro livro dela, fiquei alucinada e comprei vários em seguida. Vários que continuam parados no cantinho de “Policial/Suspense”. Escolhi este porque é o primeiro caso da Miss Marple (que, sinceramente, prefiro ao Poirot!).

Os contos de Beedle, o Bardo – J.K. Rowling

DESONRA. É só o que sinto quando olho para este livro e constato que foi o único que não li da coleção de Harry Potter. Felizmente, até o final deste ano, esse sentimento horrível vai cessar.

Sono – Haruki Murakami

Comprei pela edição, não vou negar. Como a história me pareceu muito interessante também, achei que era o combo perfeito.


 

Marina, por que você escolheu nove livros em vez de doze, como os blogueiros, booktubers e instagramers fazem? Então… vamos dizer que estes seriam o que tenderia a esquecer de ler. Coloca-los nesta lista é como assinar um contrato para que isso não aconteça. 🙂

E vocês? Já fizeram suas listas de MUST READ de 2018? Algum dos seus coincide com um da minha lista? Mais de um? Quero saber!

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Lidos de junho/2016

Junho e começo de julho, tá? Logo mais começa a Maratona de Férias 2016, então o próximo post de Leituras estará relacionada a ela.

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#33: Fúria Vermelha – Pierce Brown

De tanto ver o booktubers falando desse livro, resolvi dar uma chance. Conta a história de uma sociedade interplanetária de castas dividida em cores, sendo o dourado o topo da hierarquia. O personagem principal, o Darrow, é um vermelho – que são tipo os Dalits. Ele vive no subsolo de Marte, num trabalho horrendo, mas é feliz. Devido a vários acontecimentos, ele resolve lutar contra essa mesma sociedade que o criou. Ou seja, é a premissa de quase todos os livros YA fantasia/distopia. Eu não me importo porque adoro narrativas de quebra de sistema. O livro é muito bem escrito, com um cenário interessante e cenas de ação sem iguais. Só que… não achei essa 8a maravilha não. Acho que criei expectativas muito grandes, sabe? Pensei que explodiria a minha cabeça, mas acabou só sendo um livro legal.

Daí também já comecei a ler o Filho Dourado, mas me cansei na metade. Não abandonei ainda. Só que eu não sou tão fascinada assim por excesso de ação (e é só que li até agora). Por isso fui direto para próxima leitura.

#34: Tá todo mundo mal – Jout Jout

O livro das crises é um ótimo passatempo. Impossível não se identificar com os dramas piscianos da Jout Jout. Gostei principalmente dos da adolescência, que eram resumidos em “ser sempre A amiga dos meninos” e o “a falta de queixo”; muito eu. Já os mais atuais… uns eram ótimos, outros um tanto descartáveis, na minha opinião. Ainda assim tenho mais carinho pela youtuber depois de ler as crônicas da sua vida.

#35: A lente de Marbury – Andrew Smith

Pensem num livro que me tirou da zona de conforto? Li forçada para o primeiro encontro do Clube do Livro da Autêntica. Não que não tenha gostado. Apesar de em vários momentos duvidar da minha sanidade, como Jack, o narrador e protagonista, achei a experiência da leitura extremamente interessante. Um resumo: Jack é um menino normal até que é sequestrado por um maluco que quase o estupra. Depois disso, ele viaja pra Inglaterra com o seu melhor amigo e lá “recebe” um par de óculos muito doido que, sempre que o coloca, o transporta para Marbury – um mundo apocalíptico onde ele está sempre correndo de criaturas meio zumbis. É ou não é perturbador? Agora imaginem estar o tempo todo na cabeça de Jack, vivendo no mundo real e no mundo de Marbury, questionando-se o tempo todo o que está acontecendo. Até agora, quando me lembro da história, sinto um desconforto interno.  Principalmente por causa do fim! O fim não fez sentido algum… Pena que é uma trilogia. Sério.

#36: Münchhausens Abenteuer – Rudolph Erich Raspe

FullSizeRender-11Não se deixem enganar pelo autor na foto do livro. G.A. Bürger foi apenas o tradutor alemão do original escrito em inglês. A parte estranha é que o Sr. Raspe era alemão também. Vai entender…

O Barão de Münchhausen é uma figura notória na cultura germânica. O verdadeiro era um militar que viveu no fim do século XVI. A persona criada por Raspe, ainda hoje faz sucesso com as suas aventuras exageradas. A cada viagem, o barão encontra criados esdrúxulos, animais pitorescos e sobrevive às situações mais inimagináveis. A leitura foi um pouco difícil porque continha um tempo verbal que só fui aprender na última unidade do livro de alemão do semestre. Estou morrendo de vontade de comprar o livro ilustrado em português e assistir aos filmes sobre ele. 🙂

#37: United as One – Pittacus Lore

Minha resenha no SKOOB: Impressionante. Gosto muito dos Legados de Lorien, principalmente pela forma que o autor construiu a série com livros completos e mini-histórias. Ainda assim, temia pela finalização por conta da proporção da batalha contra os Mogadorianos e porque acho o ritmo da narrativa de “Lore” um tanto irregular. Talvez por esperar o pior, “United as one” me surpreendeu positivamente. TODOS os personagens foram bem utilizados e tiveram conclusões interessantes. Respeitosas, sabe? Eu que acompanho tudo desde o início, fiquei bastante feliz com o resultado.

Em breve, um post só falando SOBRE o fim da série!

Lidos de abril/2016 + Minha 1a maratona literária

Desta vez o post sobre os lidos do mês é um pouco diferente…

 

Pois é! Fiz este vídeo meio capenga, assim como a capa sem graça. Perdoem-me, eu quase reprovei na matéria de diagramação da faculdade de Jornalismo e TV (também como matéria) nunca foi o meu forte. Mas, como eu já deixo claro no início, tudo que tenho produzido no meu novo canal do YouTube é um experimento.

Espero o feedback de vocês! E aviso que até o final da semana farei outro vídeo para contar sobre a grande transformação da minha vida que está para acontecer. :B

 

Lidos de Fevereiro/2016

O mês de Fevereiro foi menor, teve Carnaval e três dias de feriado. Eu gostaria de ter lido muito, mas não foi o que aconteceu. Estava na vibe dos filmes e voltei com a vontade de ir ao cinema. Ainda bem porque fiquei duas semanas sem a Netflix; algo horrível e ao mesmo tempo libertador.

Numa ida à livraria, voltei com Ms. Marvel e Como eu era antes de você. Cheguei em casa e já mergulhei na história da Kamala Khan. Eu não sou muito de quadrinhos americanos, apesar do meu mozão eterno ser o Capitão América, mas me apaixonei. O traço é bacana, o desenvolvimento do enredo cativante e a personagem genial. Amei principalmente a questão existencial que rodeia a vida de Kamala – ela nasceu nos Estados Unidos, é de família paquistanesa e não sabe onde se encaixa na sociedade. Meus olhos brilham toda vez que se depara com discussões sociológicas e culturais.

Logo depois iniciei Como eu era depois de você da Jojo Moyes. Já tinha gostado do trailer da adaptação pro cinema, gostei ainda mais do livro. Li tudo em praticamente um dia! Não conseguia largar da Clark e do Will. A história dos dois é envolvente, divertida e um tanto melancólica. Cada um tem sua vida presa ao passado, mas aos poucos Will começa a instigar Clark a sair e descobrir o mundo. É claro que chorei que nem uma criança no final, porém a lembrança de uma leitura excelente ficou.

Buscando treinar o alemão, escolhi Jungs sind keine Regenschirme. Comprei ano passado junto com o material  do nível que estou agora. OK. Tradução: Jovens não são guarda-chuvas. Sim, comprei pelo nome inesperado. Conta a história de uma menina que está preocupada em encontrar o par perfeito para acompanhá-la no baile de conclusão do curso de dança de salão. O porquê do título, já não me lembro. Tut mir leid, sinto muito…

Por fim, li um graphic novel brasileiro chamado Dois irmãos dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. A obra original é de Milton Hatoum. Sério, fiquei muito impressionada com a história. Não li o livro AINDA, portanto não sei AINDA se o trunfo vai para os adaptadores ou para o escritor de fato. Talvez para os dois. Manaus, século passado, uma família libanesa e irmãos gêmeos tomados pelo ódio que têm um do outro. Pelo que conheci de Moon e Bá, não é a toa que o senhor Hatoum é um dos maiores escritores vivos do Brasil.

#escritorasDF

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As escritoras do Distrito Federal se uniram para fazer uma campanha especial no mês das mulheres!

São quinze escritoras que acreditam no poder da literatura para expressar um novo lugar da mulher no mundo: um espaço onde ela pode ser a protagonista. Ao desconstruir estereótipos, inventar heroínas e aventuras insólitas ou criar histórias de prazer, o ato de escrever se torna um exercício de liberdade de pensamento e de crítica dos tempos atuais.

Durante a campanha, quinze escritoras da capital federal mostrarão seus trabalhos em um movimento de valorização da cultura local e da literatura de autoria feminina, com o apoio do blog brasiliense Conchego das Letras. São elas: Ane Soal, Bárbara Morais, Cácia Leal, Denise Barbosa, Elaine Andrade, Elaine Elesbão, Luana Barros, Maciane Gontijo, M. S. Fayes (Martinha Fagundes), Marcela Silva Marina Oliveira, Patrícia Baikal, Sinelia Peixoto, Tatyana Azevedo e Vivianne Fair.

Preparem-se para conhecer as autoras e suas obras num ciclo de entrevistas que começará a partir de 08 de março!

‪#‎sejaprotagonista‬  ‪#‎escritorasDF‬

Lidos de Janeiro/2016

Eu havia comentado que mudaria a estrutura dos “Comentários Skoob” e aqui estamos nós. Em essência ainda é um espaço para que eu comente sobre os livros que li. Só que agora não vou mais me comprometer com notas. Quem quiser vê-las, só acessar minha página do Skoob mesmo (e não confiem no que marco como “Lendo” #dica).

Comecei o ano com A garota das laranjas do Jostein Gaarder. Não poderia ter sido melhor. Sempre digo que o meu livro favorito é o “Mundo de Sofia”, então foi uma experiência incrível ler outra obra do mesmo autor. A história da garota das laranjas é muito mais simples que a de Sofia, o que não significa que seja menos profunda. O adolescente norueguês Georg Roed encontra uma carta gigantesca do pai, que faleceu quando ele tinha três anos. Sério, é o resumo. E é muito emocionante ver como a narrativa se desenvolve entre Georg e o pai; parece um quebra-cabeça que, depois de decifrado, mostra uma imagem muito mais linda do que a prometida na caixa. Acho que finalmente estou descobrindo o meu autor favorito.

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No meu casamento quero que tenha dança indiana

Ainda na praia, li o segundo livro do ano – Primeiras impressões da LRDO. Comentei no Instagram que fiz toda uma pesquisa antes de mergulhar no livro porque a história é uma versão moderna de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Pois é, nunca li nada da Sra. Austen. Não sou muito fã de romances de época, sabe? E por ser uma obra tão aclamada, achei que deveria saber do que se tratava antes. Assisti ao filme da Keira Knightley (achei lindo), depois a versão Bollywoodiana (gente, adorei demais toda aquela breguice) e li alguns artigos na internet. Fiquei com raiva porque não consegui evitar e acabei me apaixonando pelo Mr. Darcy. Não senti os mesmos amores pelo Frederick Darcy contemporâneo, mas não recusaria se me desse mole, mas ainda assim me envolvi completamente com a história. Muito legal ver os personagens no Brasil, comendo muffin do Starbucks e usando celular! Só tinha vezes que eu precisava parar um pouco porque não aguento muitas cenas românticas de uma vez. A astrologia explica que é o meu Vênus em Capricórnio.

Voltando para Brasília, vi que o filme do livro A quinta onda do Rick Yancey estrearia em uma semana. Acho que nunca disse claramente aqui no blog, mas tenho uma certa fixação por adaptações/versões. Posso passar uma tarde no youtube só comparando a mesma música da Disney em vários idiomas. E isso se extende aos filmes. E, caramba, acabei de me tocar que fiz a mesma coisa com “Orgulho e Preconceito”. Tá aí um bom exemplo. Enfim. Voltando. Já tinha ouvido falar na Quinta Onda e achei que seria o momento perfeito para conhece-la. Li o livro todo em praticamente um dia. Tenho uma queda por tramas e invasões alienígenas. Gostei também da forma que a história é organizada, em grandes capítulos com vários menores para mostrar o ponto de vista de um personagem. Aliás, o favorito: Zumbi.

No dia seguinte iniciei a continuação, O mar infinito. Demorei um pouco mais nesse porque, afinal, é o que acontece com os livros do meio de trilogias. Até a metade, estava achando tudo bem mediano (ironia). Era só o desdobramento do final do anterior, sem sair de um único lugar. Daí o terceiro ato salva o livro inteiro. Obrigada, Especialista/Ringer. Não tenho a mínima ideia de como será o final.

Quanto ao filme, achei bem fraquinho. Simplificaram vários pontos, o que é normal. Porém, não conseguia deixar de pensar que foi pura preguiça dos roteiristas. Boas adaptações surgem com doses de ousadia e criatividade. Perderam a oportunidade de faturarem com uma nova franquia.

castelo01A quinta e última leitura de Janeiro foi O vitral encantado da Diana Wynne Jones. Só conhecia o trabalho da autora pelas adaptações animadas (DE NOVO) feitas pelo Studio Ghibli. Nada como ler a fonte, né? Fiquei “encantada” com a escrita da Sra. Wynne Jones (parabéns ao tradutor também). Talvez, por ter morado e conhecido o countryside inglês, foi muito fácil imaginar várias partes do livro. O principal? A descrição dos personagens, caricata e deliciosa, assim como o decorrer dos eventos. O que me impressionou é que mesmo com o uso do “exagero”, todos ainda são muito verdadeiros – incluindo os seres mágicos. Que dom maravilhoso esse dos britânicos! Transformam uma fuga de um garoto de 12 anos para uma casa interiorana em uma trama fantástica. Para ficar perfeito, o livro só precisava de revisor e diagramador mais atentos. Sério, tem muito travessão faltando na edição. Não vale dizer que eles ficaram invisíveis graças à magia da história.