A terceira boneca

No último post falei da terceira boneca, que estava esperando. Pois é, ela saiu… COM CAPA É TUDO!!!

Cláudia (diagramação), Marina (eu, duh!) e Tagore (edição)
Cláudia (diagramação), Marina (eu, duh!) e Tagore (edição)

Na editora, me contive. Quando cheguei em casa, abracei minha mãe e chorei de emoção. Está acontecendo, pessoal!!! O sonho já é real.

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Por onde anda o livro?

“E o livro, Marina?”, me perguntam.

“Tá saindo! Setembro ou Outubro vai ter lançamento”, respondo.

Daí eu lembro que estou trabalhando neste livro desde 2013. Bate uma ansiedade imensa. Com a editora, o processo começou no início do ano. Já estamos quase no meio de Agosto. AIMEODEOS. Seguro a ansiedade.

O negócio é o seguinte: para que um primeiro livro saia, é preciso paciência. Principalmente porque o desenvolvimento não depende só de você e porque você não é o único escritor da editora.

Como tem sido? Ah… a primeira revisão levou algum tempo. Daí ganhei uma boneca (o livro todo, mais ou menos diagramado e impresso). Corrigi e apontei observações na boneca. Tiro dúvidas, sento com o diagramador, corrigimos o que encontramos. Então, uma nova boneca. Mesmo esquema. Neste exato momento, aguardo a terceira. Se aprovo a nova versão (que já vem com capa, dedicatória e tudo mais), rubricarei todas as folhas e ela será enviada para a Biblioteca Nacional. Com o ISBN, finalmente “A Parede Branca do meu Quarto” terá a sua primeira (de muitas) tiragem.

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As bonecas e o instrumento de trabalho

Enquanto tudo acontecia, a ilustração da capa se resolveu (obrigada de novo, Maira!). Entre edições ali e lá, saíram: a capa propriamente dita, a contracapa e a orelha da frente, que vem com a apresentação da minha bela pessoa. O texto da outra orelha brevemente estará pronto também.

Produto, Praça, Preço e Promoção. Já ouviram falar nos 4Ps da Publicidade? Pois é? Acima, era só sobre o produto. Só depois da finalização que entra-se na praça (distribuição) e no preço (dispensa comentários). A promoção, no entanto, vem sido discutida. Não dá pra contar detalhes ainda, mas a página do facebook e o MARINESCRITORA surgiram daí.

É cansativo, não vou negar. Porém, cada minuto vale a pena. Acompanhar um livro sendo feito tem se mostrado uma experiência incrível e até enriquecedora. Apesar da ansiedade que insiste em ficar no meu pé, o Parede Branca vai sair do jeito que sempre sonhei (e adaptei ao longo deste ano).

Aguardem!

Página de Facebook

Blog arrumado? Check! Página do Facebook? Check também!

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https://www.facebook.com/marinescritora

Pois é, queridos leitores. Finalmente o blog invadiu a rede social mais famosa da atualidade. Por enquanto, apenas estão postados meus dados e alguns dados de “A Parede Branca do Meu Quarto”. Vale ressaltar que título do meu primeiro livro também ilustra a foto de perfil, outra arte linda da Maira Bravo.

Falando nela… essa flor de ipê de novo? Porque agora está roxa? OK, desta vez eu explico: é desse jeito que ela realmente aparece na história. Ainda assim, flores amarelas são as minhas favoritas.

Agora chega de papo! O que você está esperando para curtir a minha página do Facebook? Garanto que muita coisa bacana vai aparecer por lá!

Na Prática: Criando Personagens

Criar bons personagens pode ser um trabalho tão árduo quanto desenvolver o enredo em que eles se inserem. Então, sim, este post é sobre eles, os personagens. Simples e direto. Quais as inspirações? Como eles surgem? O que fazer para desenvolvê-los? Espero responder a estas perguntas e apoiar futuros escritores que estejam se sentindo inseguros (como um dia já me senti) a botarem suas histórias no papel.

LEMBRANDO que não sou a dona da verdade. Talvez você discorde do que vou falar a seguir. Este é o meu método.

 

Objetivo

Assumindo que já se tem um plot montado, ao criar um personagem, acho que a primeira coisa que é preciso ter em mente é qual o objetivo dele na história. Fazendo isso, você não só dá o seu norte, como também entende as suas motivações. Ao menos que o personagem passe por uma transformação no meio da jornada, esse objetivo não pode mudar. Por que? Porque é assim que nós humanos agimos.

Quando se tem um esboço do personagem, é possível distinguir se ele será plano ou redondo. Aí vai um exemplo esdrúxulo sobre o que acabei de falar:

“Manuel viu os pais padeiros serem assassinados quando criança, cresceu atormentado e hoje é policial. Sua motivação é a sede de justiça, mas não confia mais em ninguém para alcançá-la.” Em três linhas deduzimos que Manuel é um justiceiro solitário; é o papel dele na história. Ele pode continuar como personagem plano e ter este mote até o final. Ou, de repente, eu posso adicionar algo: “Um dia Manuel encontra um bebê abandonado no lixo e, num momento de compaixão, resolve cuidar dele. Os sentimentos negativos que tinha com relação a infância começam desaparecer a medida em que o menino cresce. Manuel percebe que o amor vence o ódio acima de tudo”. O menino foi o agente da mudança do justiceiro. Várias coisas podem ter acontecido no meio do caminho, mas o agente é necessário. Quando há esse tipo de diferença do personagem inicial para o final, cria-se um personagem redondo.

Foi um exemplo ruim e bem simplificado, eu sei.

 

Personalidade

A personalidade é algo que pode surgir concomitantemente à designação de um objetivo. Arriscaria dizer que é algo que também está relacionado diretamente à inspiração. Já falei sobre o tema aqui algumas vezes. Só que estou disposta a te contar um segredo: na maioria das vezes a inspiração vem da observação passiva e ativa.

Considero a observação passiva como automática. É dela que vem os personagens baseados em pessoas que conhecemos, por exemplo. Interajo com essas pessoas, linko algo dela com a história que criei. O mesmo pode acontecer a partir de outros personagens já apresentados na literatura, no cinema, na TV… O processo é um tanto inconsciente, não requer esforço.

Já a observação ativa acontece quando vamos em busca da informação. Que informação? Qualquer uma que esteja relacionada ao estudo da natureza humana. Alguns exemplos que utilizei para construir os personagens de “A Parede Branca do Meu Quarto”:

  • Psicologia;
  • Eneagrama;
  • Astrologia.

Peguei algumas matérias de psicologia na faculdade. Sempre me interessei por Astrologia. Fiz cursos para entender o Eneagrama e os eneatipos. Com exceção do primeiro (acho porque nunca me aprofundei muito), os outros dois exemplos me interesso por estudar até hoje. Ambos apresentam modelos de personalidade e ego, o que me apoiou bastante para moldar e especificar os objetivos de cada personagem. Só para se ter ideia, tenho um caderno especial onde guardo a data de aniversário, o signo e o eneatipo da Mariana e dos seus amigos.

É bom deixar claro que aqui que não acho legal seguir os modelos à risca. Eles funcionam apenas como estimulantes da inspiração.

 

Contexto 

Dependendo do tipo de personalidade e objetivo, o personagem toma as decisões de forma diferente. Uma mulher que já tinha ideais feministas no século XV não agiria da mesma forma como uma que tenha 30 anos em 2015. E se ele agisse? Bem, haveria consequências. No século XV, ela seria taxada de louca, deserdada e talvez nunca conseguisse arranjar um bom emprego caso quisesse sobreviver sozinha. Mas talvez você esteja escrevendo sobre uma mulher que obteve sucesso nesta mesma época. Daí seria preciso deixar claro o como ela chegou lá e quais foram as dificuldades. A questão geográfica também é importante: mulheres do século XV no Brasil (índias?) são diferentes das do Japão, por exemplo.

E quando minha história é num universo fantástico ou acontece em outro planeta? Neste caso, o critério das ações é bem mais livre. Ainda assim, várias explicações precisarão ser dadas. Principalmente sobre a sociedade que cerca a personagem.

Localização, época e sociedade são os valores do contexto.

 

Toques finais

Como o personagem se parece? Ele alto ou baixo? Qual é a cor da pele, dos olhos e do cabelo? Magro? Acima do peso? Do que o personagem gosta? Quais são seus hobbies? Como se veste? O que come? Pratica esportes? Gosta de cozinhar? Como se relaciona com a família? E com os outros? Qual é a profissão? Posição política? Tem algum sonho? Quem o inspira? Viajaria para a lua se tivesse a oportunidade? Prefere azul ao rosa? Alérgico a camarão? São tantas perguntas…

Os toques finais são a roupagem do personagem. Você até pode planejar alguns, mas esteja aberto(a) para aparições espontâneas no meio do texto (e precisar voltar ao capítulos anteriores para acrescentar a nova característica). Apesar de serem “finais”, não são menos importantes. São esses toques que ajudam o leitor a visualizar e se relacionar com o personagem no início da leitura.

Uma imagem singela para ilustrar o post - A evolução do Mickey
Uma imagem singela para ilustrar o post – A evolução do Mickey

Diarinho: O drama ao me deparar com o “Nada Dramática”

Terminou a última aula (como professora) da semana e resolvi ir ao shopping. Passei pela FNAC. Tinha um objetivo claro, mas não sou de ignorar livrarias, por isso entrei. Eis que dou de cara com um livro. “Nada Dramática”, Dayse Dantas. Eu já tinha ouvido falar dele. Conheço uma pessoa que tem ligação com a autora. Sabia do que se tratava. Mesmo assim, me surpreendi ao ler a sinopse:

Gostei da capa
Gostei da capa

Nada Dramática – Aventuras e desventuras de uma garota que sobreviveu ao ensino médio sem ser popular, sem fazer mimimi… e sem conseguir evitar de se apaixonar – Dayse Dantas

Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas. Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.

Nossa! O pano de fundo é parecidíssimo com o do Projeto Parede Branca! As personagens principais estão na mesma série, são aplicadas na escola e têm um irmão cujo o nome começa com a letra “L”. OE? Qué issO? Magia Negra? “Transmimento de Pensassão”? Sério, se a câmera da loja me filmou quando eu estava processando o que lia, veria meu queixo caído.

Não vou mentir. Um milhão de coisas passaram pela minha cabeça sobre a minha história. E se 0s leitores acharem que eu copiei a Daisy? Devo desistir? Começar outro projeto encasquetado na minha mente? O que eu faço? Quero comprar o livro. Preciso ler o que está escrito. Mas e se eu me influenciar… o que eu faço??? Isso foi um resumo.

Respirei fundo. Mudei de atitude.

Essa autora é uma pessoa. Eu sou outra. Em comum, devemos amar livros e ter o sonho de ser escritora há anos. Vamos lá, eu acredito que as ideias estão aí pairando pelo espaço e tempo. Os escritores e os criativos são apenas pessoas que conseguem captá-las e transformá-las em obras. Abraçamos a mesma ideia. Ou apenas criamos histórias com planos de fundos parecidos. Ponto. Quantos filmes americanos falam sobre o último ano da High School? E os livros da Meg Cabot que tratam sempre da mesma coisa, só que com backgrounds diferentes (adoro do mesmo jeito, ok?).

Enfim, eu não posso desistir do Projeto Parede Branca.

Ufa.

Olhei para o “Nada Dramática” de novo. Decidi que não o compraria naquele momento, mas que seria a minha primeira aquisição assim que o meu livro estivesse pronto. Voltei para casa com a mente tranquila. Li algumas resenhas (todas positivas) a respeito da história antes de escrever este post. Realmente parece ser muito boa!

Sugestão: releia mais livros

“Recordar é viver”. Quem nunca ouviu isso alguma vez na vida? Eu já escutei várias, apesar de não lembrar ao certo em quais situações. Provavelmente foi em filmes e em poemas. Ou talvez alguma frase motivacional de facebook, sei lá. Na verdade, isso não importa.

Comecei o post com as aspas porque meio que tenho praticado essas “recordações e vivências” bastante desde o início do ano. Porém, não é abraçando o saudosismo, amando o eu-lírico ou coisa do tipo. Não. É bem mais simples: tenho relido histórias que gosto.

Reler? Isso não é perda de tempo?

Não, não é.

Peguemos o exemplo de “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exuréry. Quem nunca leu o livro mais de uma vez não sabe o que está perdendo. Aquela lenda de que ele é um mapa de tesouros e que, cada vez que abri-lo, você vai encontrar um ensinamento novo é REAL. Digo por experiência própria. De dois em dois anos pego meu exemplar na estante e abro. Choro sempre no final, mas é sempre uma nova experiência. Sabem por que? Porque a Marina que leu o mesmo livro há dois anos atrás não existe mais.

Em dois anos pode acontecer muita coisa. Ou não. Mas se houve ao menos uma mudança na sua vida, desculpe, mas você também mudou. É um novo amigo, um novo emprego ou novo quadro na parede branca do seu quarto, tudo a sua volta te influencia, assim como você influencia tudo a sua volta. É por isso que até quando a gente não quer, a gente já mudou de um segundo para o outro.

Foi levando em consideração a magia do “principito” e esse raciocínio “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia” que comecei a reler alguns dos meus livros, séries e mangás favoritos. E, sério, é impressionante. Eu já sei a história, mas a diversão e os sentimentos que afloram são diferentes. Aparecem detalhes que não tinha notado antes e personagens que eu não gostava tanto viram as minhas favoritas. Como pode?

A única conclusão é que a história continua a mesma. Eu é que não sou a mesma.

Conseguem ver? Não? Que tal pegar um dos seus livros favoritos e o experimentar novamente?

Só devo alertá-los, porém, que releituras são viciantes. Principalmente se, além de ver questões diferentes da história, você consegue ver questões diferentes dentro de si. A minha outra sugestão é: intercalar uma obra antiga com uma nova. Daí, se gostou da nova, guarde-a no armário para o futuro. E, se não gostou mais tanto da antiga, hora de fazer uma doação.

“Mas e se eu reler lá para frente e voltar a gostar?” Olha, isso pode até acontecer. Mas para que guardar algo que você nem gosta mais? Ocupa espaço e toma sua energia.

Até porque, pode parecer paradoxal, mas “reler” também é um exercício de desapego.

Escrevendo Textos

Título autoexplicativo, não? Pois bem, não vou me alongar na introdução. Apenas gostaria de dedicar o post à amiga, Mariana, que veio me pedir dicas para melhorar nas redações. Espero que possa te apoiar na arte da escrita e que este apoio também sirva de apoio para outras pessoas.

Muito provável que este não seja um dos meus melhores trabalhos, mas vou me esforçar.

Primeiramente, não espere fazer um texto super sensacional de primeira. Existe sim pessoas que nascem com o talento para escrita, mas a maioria que vem para terra nasce com a propensão a desenvolvê-lo. E como se desenvolve um talento? Prática, prática e prática.

Certo, mas como vou praticar se nem sei como começar?

Calma gafanhoto, vamos falar disso agora mesmo. O primeiro a ser feito soa tosco, mas é isso aê: comece do começo. E o que é o começo? Ora, qual é o objetivo do texto. Do que se tratará? Amor, amizade, seu cachorro ou uma frase na porta de um banheiro. Tudo é válido. Tendo isso claro, pergunte-se para quem você vai escrever; quem é o seu público. Tá, eu sei que seria ideal que todos pudessem ler, mas não é assim que funciona. Por isso, entenda quem é a audiência que você quer atingir. Conhecendo-a, você vai saber imediatamente o tom, o vocabulário e o formato a serem utilizados.

Como o objetivo e o público claros, é hora de buscar as informações das quais você quer falar. Intende-se por informação não só dados ou notícias factuais, mas também memórias e observações. Afinal como você vai escrever sobre um sonho que teve apenas fazendo um busca no Google? O sonho foi você quem teve. Agora, se quiser buscar os possíveis significados daquilo que você se lembra enquanto estava dormido, junte a memória e os fatos. Por que não? Deixa o texto ainda mais interessante.

O primeiro ato está completo. Até então, você não escreveu nada, certo? Apenas organizou tudo na sua cabeça ou num caderninho de notas. Hora de botar as mãos na massa!

Texto, texto, texto. Como iniciar um texto? Olha, o certo seria dizer que é da maneira que você acha melhor. Prevejo que talvez esteja confuso(a) sobre qual seria essa maneira. Essa é a graça, não tem uma maneira. Se fosse numa matéria jornalística, o mais correto seria seguir o formato da pirâmide invertida. Assim, no primeiro parágrafo, responde-se as seis perguntas fundamentais: O que? Onde? Quando? Como? Quem? E por que? Elas vêm daquele objetivo que estabelecemos lá em cima, no post. O que pode ser feito, no entanto, é encontrar qual é o questionamento mais importante a ser introduzido. Exemplifico. Se o tema da escrita é a arquitetura da cidade Brasília, indague-se qual será o enfoque do texto. São as formas como não se vê em nenhum lugar do mundo? Temos aí um “o que”. Se é sobre as dificuldades enfrentadas pelos candangos, um “quando” e “quem”. Pois é, há combinações também.

Outra forma de começar a tudo é montar um quebra-cabeças. Escreva trechos ou parágrafos que já estejam bem claros na sua mente. Depois é só tentar encaixar as peças e ver qual é a ordem que mais combina com o seu estilo. A partir daí, você vai completando o que falta.

Agora, digamos que você já fez tudo isso, gostou do resultado e está para fechar o texto. Como fazer isso de forma genial? O melhor conselho, na minha opinião, é para de pensar assim. A conclusão tem que vir naturalmente e “genial” é um conceito que vai variar de pessoa para pessoa. O que eu mais gosto de fazer é resgatar algo que foi dito lá no início; uma recapitulação do objetivo para que o leitor lembre o porquê de ter começado a ler seu trabalho. Não precisa ser algo didático tipo “conclui-se então que tananatananatanana”. Pode ser um agradecimento igual ao que coloquei no início do post.

E aí, deu aquela subidinha na barra do navegador para checar?

Acho que a última linha seria um ótimo final, mas ainda gostaria de ressaltar alguns pontos antes de concluir de fato.

1 – Não fique parado. Escreva qualquer coisa e não se julgue por isso (você terá bastante tempo depois). Muitas vezes, ficamos estáticos olhando para a tela do computador, pensando na maneira perfeita de iniciar o texto. Se o seu quebra-cabeça começou no meio, vá lá e monte o meio. Geralmente, quando se inicia a ação, o restante das ideias vêm logo em seguida.

2 – Não se prenda ao título. Aliás, deixe-o para o final, como já falei anteriormente. Quando se é escritor, você percebe que o texto tem vida própria. Ao colocarmos um título antes, automaticamente ignoramos todas as possíveis ideias (e novos títulos) que só estavam esperando pela nossa ação.

3 – Não se esqueça da revisão. Terminou o texto? Vá fazer um lanchinho, comer algo e esvaziar a mente. Só aí volte e inicie a revisão. Quando estamos trabalhando em algo por muito tempo, temos a tendência de a ignorar os erros e não enxergá-los. Por isso que é bom dar essa parada. Assim você vai relê-lo com uma “mente nova”.

É isso. Espero que tenham gostado das dicas. Tenho plena consciência de que não são novas e nem as melhores do mundo, mas pode ter sido a primeira vez que você lê algo do tipo de uma futura escritora. E, se isso não faz diferença e o texto ainda precisa ser redigido, trate de fechar esta janela e colocar as mãos na massa!