#aminhaparede

O seu quarto pode ser o melhor e maior espelho da sua personalidade

Oliveira, Marina.

Na minha adolescência eu cultivava um mural com fotos dos meus amigos, enquanto trocava os pôsteres de cantores japoneses e animes que amava. Na estante, livros, bonequinhos e DVDs de filmes e seriados. Tudo gritava “este é o quarto da Marina”.

O tempo passou, mas a essência do meu quarto não mudou (ainda que esteja mais adulto, acho). E foi pensando nisso que bolei a seleção #aminhaparede para encontrar 10 novos parceiros literários! Já deu pra imaginar o que vou pedir, né?

Seleção #aminhaparede

Sendo um parceiro literário, você vai receber um exemplar do livro “A parede branca do meu quarto” para poder avaliar da maneira que bem queira! Além disso, apoiarei na divulgação das redes sociais e no que for preciso. É uma via de mão dupla. 🙂

Para participar:

  • Siga @aparedebrancadomeuquarto no Instagram;
  • Tire uma foto do seu quarto (que pode ser uma montagem como a que postei no Instagram) e poste com a tag #aminhaparede;
  • Na descrição da foto, escreva um texto de 30~50 palavras que fale sobre você. Vale tudo, de uma breve descrição da sua personalidade a um anagrama do seu nome contando a sua história de vida.

O que vou avaliar:

  • Foto
  • Personalidade (baseada no texto)
  • Instagram e todas as redes sociais que tiver!

Resultado: última semana de Janeiro/2016.

Aproveitem as férias para caprichar na foto. Podem pedir ajuda dos amigos e de quem quiser. Não se esqueçam de usar da criatividade.

Sabem? Eu sei que todos querem ganhar um livro. Porém, o processo seletivo não é para ser um competição. É mais uma oportunidade para se divertir e de se perguntar – quem sou eu e o que quero passar para o mundo?

Foi dada a largada! Estarei ansiosa, esperando pelas fotos. Já tenho certeza de que vou adorar todas!

 

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Parede Branca: A CAPA

Sobram elogios sobre a capa desde que o “Parede Branca” ganhou mundo. Convenhamos, ela é linda mesmo. Para prestigiá-la, pedi que a artista (e minha amiga) Maira Bravo escrevesse um texto comentando o processo criativo.
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Quando perguntei a Marina como ela imaginava a capa, o livro ainda nem estava finalizado – era apenas um .doc – mas como ela já estava trabalhando nisso há muitos anos, é claro que já deveria existir uma ideia para a ilustração.

“Uma menina olhando para uma parede branca.”

O tempo se passou e calhou de ser justo em meio a monografia para conclusão do curso de Direito que eu me vi tentando espremer alguma criatividade visual para fazer o restante funcionar. Foi então que surgiu a flor de ipê.

A aquarela de flor de ipê saiu como se há muito tempo estivesse presa no pincel. 

A ilustração original era amarela, pois eu não recordava mais a cor daquela constante no livro *SPOILER*.  Mudamos, mais tarde, para roxa com a ajuda do Photoshop.

Eu até tentei ilustrar outros elementos do livro, mas eu não conseguia arrumar tempo por conta da monografia.

Passamos, então, a trabalhar em cima da flor, mas também não queria abandonar a ideia principal de ter a Mariana na capa. 

No entanto, conforme fui analisando umas tendências de capa de livro, percebi que estava tudo bem minimalista, com o foco no título mesmo. 

Passei então a treinar fazer esse tipo de fonte mais manuscrita em aquarela. Queria que fosse original, algo só da Marina mesmo, que não encontrasse em nenhum título de blog ou estampando camiseta de fastfashion. Não podia ser uma fonte pronta. 

Eu enviei o primeiro rascunho.

“É isso mesmo o que eu imaginava!” 

Voltei a treinar o manuscrito, até chegar ao original, em azul. Mudamos para preto posteriormente. Eu manchei bastante algumas partes e alterei com photoshop o posicionamento das letras para que ficasse um torto ajeitado hahaha. 

Com o título ilustrado e uma flor, voltei a pensar na ideia original – da menina olhando para uma parede branca. Sairam disto alguns esboços de meninas olhando para paredes e uma Mariana segurando uma flor de ipê. 

Ao final, em conjunto, optamos pela tendência minimalista mesmo: titulo e flor. Acho que ficou uma capa bem bonita, que instiga o público alvo a questionar o seu conteúdo.

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Enquanto o editor e a Maira conversavam e decidiam a capa, percebi que não tenho nenhuma vocação para artes visuais! A ideia da Mariana olhando para parede “passava solidão” e a Mariana com a flor “é muito delicada”, os dois concluíram. Tive que concordar!

Mas artes originais são igualmente incríveis, não é?

Na Prática: Criando Personagens

Criar bons personagens pode ser um trabalho tão árduo quanto desenvolver o enredo em que eles se inserem. Então, sim, este post é sobre eles, os personagens. Simples e direto. Quais as inspirações? Como eles surgem? O que fazer para desenvolvê-los? Espero responder a estas perguntas e apoiar futuros escritores que estejam se sentindo inseguros (como um dia já me senti) a botarem suas histórias no papel.

LEMBRANDO que não sou a dona da verdade. Talvez você discorde do que vou falar a seguir. Este é o meu método.

 

Objetivo

Assumindo que já se tem um plot montado, ao criar um personagem, acho que a primeira coisa que é preciso ter em mente é qual o objetivo dele na história. Fazendo isso, você não só dá o seu norte, como também entende as suas motivações. Ao menos que o personagem passe por uma transformação no meio da jornada, esse objetivo não pode mudar. Por que? Porque é assim que nós humanos agimos.

Quando se tem um esboço do personagem, é possível distinguir se ele será plano ou redondo. Aí vai um exemplo esdrúxulo sobre o que acabei de falar:

“Manuel viu os pais padeiros serem assassinados quando criança, cresceu atormentado e hoje é policial. Sua motivação é a sede de justiça, mas não confia mais em ninguém para alcançá-la.” Em três linhas deduzimos que Manuel é um justiceiro solitário; é o papel dele na história. Ele pode continuar como personagem plano e ter este mote até o final. Ou, de repente, eu posso adicionar algo: “Um dia Manuel encontra um bebê abandonado no lixo e, num momento de compaixão, resolve cuidar dele. Os sentimentos negativos que tinha com relação a infância começam desaparecer a medida em que o menino cresce. Manuel percebe que o amor vence o ódio acima de tudo”. O menino foi o agente da mudança do justiceiro. Várias coisas podem ter acontecido no meio do caminho, mas o agente é necessário. Quando há esse tipo de diferença do personagem inicial para o final, cria-se um personagem redondo.

Foi um exemplo ruim e bem simplificado, eu sei.

 

Personalidade

A personalidade é algo que pode surgir concomitantemente à designação de um objetivo. Arriscaria dizer que é algo que também está relacionado diretamente à inspiração. Já falei sobre o tema aqui algumas vezes. Só que estou disposta a te contar um segredo: na maioria das vezes a inspiração vem da observação passiva e ativa.

Considero a observação passiva como automática. É dela que vem os personagens baseados em pessoas que conhecemos, por exemplo. Interajo com essas pessoas, linko algo dela com a história que criei. O mesmo pode acontecer a partir de outros personagens já apresentados na literatura, no cinema, na TV… O processo é um tanto inconsciente, não requer esforço.

Já a observação ativa acontece quando vamos em busca da informação. Que informação? Qualquer uma que esteja relacionada ao estudo da natureza humana. Alguns exemplos que utilizei para construir os personagens de “A Parede Branca do Meu Quarto”:

  • Psicologia;
  • Eneagrama;
  • Astrologia.

Peguei algumas matérias de psicologia na faculdade. Sempre me interessei por Astrologia. Fiz cursos para entender o Eneagrama e os eneatipos. Com exceção do primeiro (acho porque nunca me aprofundei muito), os outros dois exemplos me interesso por estudar até hoje. Ambos apresentam modelos de personalidade e ego, o que me apoiou bastante para moldar e especificar os objetivos de cada personagem. Só para se ter ideia, tenho um caderno especial onde guardo a data de aniversário, o signo e o eneatipo da Mariana e dos seus amigos.

É bom deixar claro que aqui que não acho legal seguir os modelos à risca. Eles funcionam apenas como estimulantes da inspiração.

 

Contexto 

Dependendo do tipo de personalidade e objetivo, o personagem toma as decisões de forma diferente. Uma mulher que já tinha ideais feministas no século XV não agiria da mesma forma como uma que tenha 30 anos em 2015. E se ele agisse? Bem, haveria consequências. No século XV, ela seria taxada de louca, deserdada e talvez nunca conseguisse arranjar um bom emprego caso quisesse sobreviver sozinha. Mas talvez você esteja escrevendo sobre uma mulher que obteve sucesso nesta mesma época. Daí seria preciso deixar claro o como ela chegou lá e quais foram as dificuldades. A questão geográfica também é importante: mulheres do século XV no Brasil (índias?) são diferentes das do Japão, por exemplo.

E quando minha história é num universo fantástico ou acontece em outro planeta? Neste caso, o critério das ações é bem mais livre. Ainda assim, várias explicações precisarão ser dadas. Principalmente sobre a sociedade que cerca a personagem.

Localização, época e sociedade são os valores do contexto.

 

Toques finais

Como o personagem se parece? Ele alto ou baixo? Qual é a cor da pele, dos olhos e do cabelo? Magro? Acima do peso? Do que o personagem gosta? Quais são seus hobbies? Como se veste? O que come? Pratica esportes? Gosta de cozinhar? Como se relaciona com a família? E com os outros? Qual é a profissão? Posição política? Tem algum sonho? Quem o inspira? Viajaria para a lua se tivesse a oportunidade? Prefere azul ao rosa? Alérgico a camarão? São tantas perguntas…

Os toques finais são a roupagem do personagem. Você até pode planejar alguns, mas esteja aberto(a) para aparições espontâneas no meio do texto (e precisar voltar ao capítulos anteriores para acrescentar a nova característica). Apesar de serem “finais”, não são menos importantes. São esses toques que ajudam o leitor a visualizar e se relacionar com o personagem no início da leitura.

Uma imagem singela para ilustrar o post - A evolução do Mickey
Uma imagem singela para ilustrar o post – A evolução do Mickey

Escrevendo Textos

Título autoexplicativo, não? Pois bem, não vou me alongar na introdução. Apenas gostaria de dedicar o post à amiga, Mariana, que veio me pedir dicas para melhorar nas redações. Espero que possa te apoiar na arte da escrita e que este apoio também sirva de apoio para outras pessoas.

Muito provável que este não seja um dos meus melhores trabalhos, mas vou me esforçar.

Primeiramente, não espere fazer um texto super sensacional de primeira. Existe sim pessoas que nascem com o talento para escrita, mas a maioria que vem para terra nasce com a propensão a desenvolvê-lo. E como se desenvolve um talento? Prática, prática e prática.

Certo, mas como vou praticar se nem sei como começar?

Calma gafanhoto, vamos falar disso agora mesmo. O primeiro a ser feito soa tosco, mas é isso aê: comece do começo. E o que é o começo? Ora, qual é o objetivo do texto. Do que se tratará? Amor, amizade, seu cachorro ou uma frase na porta de um banheiro. Tudo é válido. Tendo isso claro, pergunte-se para quem você vai escrever; quem é o seu público. Tá, eu sei que seria ideal que todos pudessem ler, mas não é assim que funciona. Por isso, entenda quem é a audiência que você quer atingir. Conhecendo-a, você vai saber imediatamente o tom, o vocabulário e o formato a serem utilizados.

Como o objetivo e o público claros, é hora de buscar as informações das quais você quer falar. Intende-se por informação não só dados ou notícias factuais, mas também memórias e observações. Afinal como você vai escrever sobre um sonho que teve apenas fazendo um busca no Google? O sonho foi você quem teve. Agora, se quiser buscar os possíveis significados daquilo que você se lembra enquanto estava dormido, junte a memória e os fatos. Por que não? Deixa o texto ainda mais interessante.

O primeiro ato está completo. Até então, você não escreveu nada, certo? Apenas organizou tudo na sua cabeça ou num caderninho de notas. Hora de botar as mãos na massa!

Texto, texto, texto. Como iniciar um texto? Olha, o certo seria dizer que é da maneira que você acha melhor. Prevejo que talvez esteja confuso(a) sobre qual seria essa maneira. Essa é a graça, não tem uma maneira. Se fosse numa matéria jornalística, o mais correto seria seguir o formato da pirâmide invertida. Assim, no primeiro parágrafo, responde-se as seis perguntas fundamentais: O que? Onde? Quando? Como? Quem? E por que? Elas vêm daquele objetivo que estabelecemos lá em cima, no post. O que pode ser feito, no entanto, é encontrar qual é o questionamento mais importante a ser introduzido. Exemplifico. Se o tema da escrita é a arquitetura da cidade Brasília, indague-se qual será o enfoque do texto. São as formas como não se vê em nenhum lugar do mundo? Temos aí um “o que”. Se é sobre as dificuldades enfrentadas pelos candangos, um “quando” e “quem”. Pois é, há combinações também.

Outra forma de começar a tudo é montar um quebra-cabeças. Escreva trechos ou parágrafos que já estejam bem claros na sua mente. Depois é só tentar encaixar as peças e ver qual é a ordem que mais combina com o seu estilo. A partir daí, você vai completando o que falta.

Agora, digamos que você já fez tudo isso, gostou do resultado e está para fechar o texto. Como fazer isso de forma genial? O melhor conselho, na minha opinião, é para de pensar assim. A conclusão tem que vir naturalmente e “genial” é um conceito que vai variar de pessoa para pessoa. O que eu mais gosto de fazer é resgatar algo que foi dito lá no início; uma recapitulação do objetivo para que o leitor lembre o porquê de ter começado a ler seu trabalho. Não precisa ser algo didático tipo “conclui-se então que tananatananatanana”. Pode ser um agradecimento igual ao que coloquei no início do post.

E aí, deu aquela subidinha na barra do navegador para checar?

Acho que a última linha seria um ótimo final, mas ainda gostaria de ressaltar alguns pontos antes de concluir de fato.

1 – Não fique parado. Escreva qualquer coisa e não se julgue por isso (você terá bastante tempo depois). Muitas vezes, ficamos estáticos olhando para a tela do computador, pensando na maneira perfeita de iniciar o texto. Se o seu quebra-cabeça começou no meio, vá lá e monte o meio. Geralmente, quando se inicia a ação, o restante das ideias vêm logo em seguida.

2 – Não se prenda ao título. Aliás, deixe-o para o final, como já falei anteriormente. Quando se é escritor, você percebe que o texto tem vida própria. Ao colocarmos um título antes, automaticamente ignoramos todas as possíveis ideias (e novos títulos) que só estavam esperando pela nossa ação.

3 – Não se esqueça da revisão. Terminou o texto? Vá fazer um lanchinho, comer algo e esvaziar a mente. Só aí volte e inicie a revisão. Quando estamos trabalhando em algo por muito tempo, temos a tendência de a ignorar os erros e não enxergá-los. Por isso que é bom dar essa parada. Assim você vai relê-lo com uma “mente nova”.

É isso. Espero que tenham gostado das dicas. Tenho plena consciência de que não são novas e nem as melhores do mundo, mas pode ter sido a primeira vez que você lê algo do tipo de uma futura escritora. E, se isso não faz diferença e o texto ainda precisa ser redigido, trate de fechar esta janela e colocar as mãos na massa!

Diarinho: Mente Maluca

Se você acompanha o blog há um tempo, já sabe que eu estou escrevendo dois projetos ao mesmo tempo. Eu sei, eu sei. Isso é loucura porque eu deveria me focar num só, não é? Posso dizer que concordaria, mas a minha mente é muito “bipolar” (não no sentido emocional) e muda de “preferências” constantemente. Exemplo: Uma semana só quero saber de textos filosóficos, outra não estou com vontade de ler nada do tipo. Às vezes estou com maior gás para leitura e leio um livro em menos de três dias. Daí na semana seguinte só quero saber de ver seriados.

Juro. É o que acontece comigo.

Mas bem, eu não ligava essa versatilidade com essa maluquice de tocar dois projetos ao mesmo tempo. Só fui perceber o quanto isso combinava comigo na última quarta-feira.

Geralmente eu trabalho à tarde. Saio de casa, escolho um dos meus três cafés preferidos da redondeza e fico escrevendo direto até umas 19:00. Só que esses dias essa rotina meio que se quebrou. Nada de crises existenciais dessa vez. Foi uma infecção alimentar que me deixou de cama, sem energia para fazer qualquer coisa que fosse. Quarta-feira, me senti um pouco melhor e fui a luta. Só que quando eu me sentei no café e abri o arquivo do Projeto Lene, nada saía.

Sério. Entrei em desespero, julgamento e tudo que tinha direito. Caramba. Era ele que eu queria terminar até o fim do ano; o Projeto Lene era a minha prioridade. Pensei em fechar o computador e voltar para casa novamente. Ainda bem que não o fiz, porque resolvi abrir o documento do Projeto Sem Título Ainda.

E não é que a coisa fluiu? Terminei um capítulo, comecei outro. Foi uma maravilha. Desapeguei do Projeto Lene de novo. Aliás, decidi desapegar desse foco que todos insistem que eu deva ter. Estou escrevendo os dois livros ao mesmo tempo e ponto. Quando me sentar para escrever, eu escrevo o que estiver mais fresco na minha cabeça. Vou aproveitar enquanto posso fazer isso, né? Afinal, quando eu me tornar uma autora conhecida, prazos e cobranças com determinados projetos vão chegar. =D

Engraçado que eu nunca tinha percebido tão bem essas oscilações de “preferência mental” (Tá certo isso? Hahaha). Quer dizer, eu sabia. Só nunca tinha visto isso como uma vantagem. Vantagem em poder ter essa mudança e não me preocupar por não estar produzindo nada. Porque era isso que acontecia.

No fundo, a meta de terminar os dois não se desfaz. Quando a intenção é clara, o método vem. Mesmo que seja “bipolar” desse jeito.

Projeto Lene: Nora?

Vou confessar que entrei em crise no começo dessa semana. Escrevia e escrevia o Projeto Lene e acabava dando voltas no mesmo lugar. E o lugar era beeeem “boring”, fora do meu estilo. Questionei-me se estava fazendo a coisa certa, se não deveria tentar contar a história de outro jeito, começando do meio e tal. A cabeça estava confusa até dizer chega.

Na segunda-feira à noite conversei com um amigo sobre esse processo criativo. Ele me disse que é normal e que já passou por isso várias vezes. Por ser quadrinista, estamos no mesmo barco quando lidamos com a imaginação. Fui dormir mais tranquila naquele dia.

Mas uma coisa que ele me falou ficou martelando na minha mente. Disse que às vezes estava nesse “mind blow” e acabava aparecendo novidades na história ou a desenvolvendo ainda mais profundamente. E, de novo na segunda-feira, tentando reescrever o início do Projeto Lene, acabei escrevendo seis páginas de duas personagens que nunca tinha pensado antes. Lendo de novo no outro dia de manhã, achei muito louco porque não conseguia mais imaginar a maneira de como inseri-los no restante do contexto.

Só que eu gostei do que escrevi. Fazia sentido! Era intrigante, interessante, divertido. Uma conversa entre dois homens, sendo um deles o possível vilão da história. Ainda assim achava que não encaixava para Lene, ela já tinha o próprio “malvado” (o tempo e cof cof ela mesma cof).

Ontem veio a luz, amém. Não só encontrei a melhor maneira de começar a contar a saga de Lene, como também vi que realmente o tal trecho não pertencia a esse projeto. Na verdade, a cena deslocada se encaixa na história que vem depois da de Lene. Chamarei de Projeto Nora.

Sinto muito. É só isso que vocês saberão desse projeto, por enquanto. Que ele existe e que tem seis páginas. Hehehe

Nora está na gaveta. Somente a dona Lene que me importa agora. A cada transformação que ela passa, fica ainda mais empolgante de se escrever. Estou dando gordura e músculos a um esqueleto já montado. Aguardem!

No mundo das fanfictions

Semana complicada. Muita coisinha para fazer, marcar e, é claro, histórias para escrever. Por isso não consegui atualizar o tanto que eu gostaria. A boa notícia, porém, é que semana que vem voltarei a rotina. Então, podem esperar várias postagens por aqui.

Eu planejava falar mais sobre o Projeto Lene hoje, mas entrei num túnel do tempo (Seria o efeito “De Volta aos Quinze”?). Ao invés de comentar sobre projetos a serem concluídos, o assunto será sobre os que já concluí. Aqui vai a minha menção honrosa às fanfictions. Já ouviram falar delas?

A tradução de “fanfiction” (ou fanfics, como foram carinhosamente apelidadas) é literalmente “ficção de fã”. São enredos criados por pessoas que amam determinada série de TV, livros ou desenhos, e utilizam as personagens que já existem dentro daquele universo. Invenção de fã para fãs mesmo.

E não, isso não é produto do submundo. Além de existirem vários sites dedicados a elas, alguns livros são produtos diretos de fanfictions. O best-seller “Cinquenta Tons de Cinza” escancarou para o mundo que isso era totalmente plausível (Se você não sabia, o livro surgiu de uma fanfic da quadrilogia “Crepúsculo”). Aqui dentro do Brasil, temos “Sábado à Noite” da Babi Dewet, que veio de uma história com os garotos da banda McFly.

No meu caso, minha veia nerd sempre pulsou pelos animes, os famosos desenhos japoneses. Comecei a escrever histórias sobre Sakura Card Captors, passei por Cavaleiros do Zodíaco e terminei com Naruto. Ai. Dá um pouco de vergonha falar sobre isso, mas é o meu passado. Fazer o que? E eu tenho é que me orgulhar dele! Se não fosse o intensivão de fanfictions na minha vida escolar, eu nunca estaria aqui e agora.

Muitas pessoas não as levam a sério, infelizmente. Mas, como comentei brevemente, o legal das fanfics é que não é preciso se preocupar com as personagens; elas já estão estabelecidas. Claro que se pode mudar um pouquinho das personalidades existentes, mas o maior trabalho que se tinha era de bolar uma história bacana. Daí a mente poderia viajar do jeito que quisesse. Por isso adorava escreve-las.

Se  bateu a curiosidade de saber como era essa minha fase, podem dar uma passada na minha página do fanfiction.net. Optei por não corrigir nenhum dos textos desde que parei com essa vida (hehehe). É um registro do quanto eu evoluí (e um pouco de preguiça também).

Divirtam-se!