Projeto Lene: Nora?

Vou confessar que entrei em crise no começo dessa semana. Escrevia e escrevia o Projeto Lene e acabava dando voltas no mesmo lugar. E o lugar era beeeem “boring”, fora do meu estilo. Questionei-me se estava fazendo a coisa certa, se não deveria tentar contar a história de outro jeito, começando do meio e tal. A cabeça estava confusa até dizer chega.

Na segunda-feira à noite conversei com um amigo sobre esse processo criativo. Ele me disse que é normal e que já passou por isso várias vezes. Por ser quadrinista, estamos no mesmo barco quando lidamos com a imaginação. Fui dormir mais tranquila naquele dia.

Mas uma coisa que ele me falou ficou martelando na minha mente. Disse que às vezes estava nesse “mind blow” e acabava aparecendo novidades na história ou a desenvolvendo ainda mais profundamente. E, de novo na segunda-feira, tentando reescrever o início do Projeto Lene, acabei escrevendo seis páginas de duas personagens que nunca tinha pensado antes. Lendo de novo no outro dia de manhã, achei muito louco porque não conseguia mais imaginar a maneira de como inseri-los no restante do contexto.

Só que eu gostei do que escrevi. Fazia sentido! Era intrigante, interessante, divertido. Uma conversa entre dois homens, sendo um deles o possível vilão da história. Ainda assim achava que não encaixava para Lene, ela já tinha o próprio “malvado” (o tempo e cof cof ela mesma cof).

Ontem veio a luz, amém. Não só encontrei a melhor maneira de começar a contar a saga de Lene, como também vi que realmente o tal trecho não pertencia a esse projeto. Na verdade, a cena deslocada se encaixa na história que vem depois da de Lene. Chamarei de Projeto Nora.

Sinto muito. É só isso que vocês saberão desse projeto, por enquanto. Que ele existe e que tem seis páginas. Hehehe

Nora está na gaveta. Somente a dona Lene que me importa agora. A cada transformação que ela passa, fica ainda mais empolgante de se escrever. Estou dando gordura e músculos a um esqueleto já montado. Aguardem!