Projeto Parede Branca: O que é a parede branca, afinal?

Chega o momento de, finalmente, dar mais detalhes sobre o meu primeiro livro (que sai ainda este ano se tudo der certo). E se quero divagar um pouco mais sobre ele, nada mais justo do que começar com o título, “A Parede Branca do Meu Quarto”. Afinal, o que eu quis dizer com isso?

Bom, é simplesmente uma analogia.

Fim do post. Até mais!

Brincadeira.

Antes de tudo é importante dizer que a cor da parede não é bem a questão. Ela poderia ter sido azul, vermelha e até de petit pois. Calhou de ser branca porque é prático. Mas, repito, este não é o ponto principal. O ponto principal é a protagonista, Mariana. Só que acho que o nome dela não daria um título tão instigante assim e já existe um livro desse.

Mariana é uma adolescente que nunca se preocupou com nada além dos estudos. Quando chega ao último no ano do Ensino Médio, vários fatores a levam à pergunta mais discutida da humanidade: “Quem sou eu?”. As descobertas fazem com que ela mude por dentro. Sem perceber, ela começa a externar isso também na parede do seu quarto. TANDAN! Eu não disse que era uma analogia simples?

Pessoalmente, acredito que o quarto tem que ser um canto único; que mostre quem você é. Mesmo nas temporadas que passei em Santiago e em Cambridge, eu fazia questão de, pelo menos, pendurar uma bandeira do Brasil para fazer daquele espaço meu. Não acho que isso seja preciosismo. É bacana poder se lembrar de quem é apenas com um pequeno toque na decoração. No livro, a Mariana monta um moral com os “pequenos tesouros” que ela vai ganhando ao longo do ano. No meu caso, eu tenho uma estante/prateleira. Há livros, lembranças de viagens e de amigos, bonequinhos e CDs. Ali está a minha essência.

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Não é linda?

E você? Tem algum cantinho para esbanjar a sua personalidade?

Projeto Parede Branca: Certidão de “Nascimento”

“A Parede Branca do Meu Quarto” é minha história e de mais ninguém. Quer uma prova? Veja a foto abaixo:

O Registro da Biblioteca Nacional chegou!!!
O Registro da Biblioteca Nacional chegou!!!

Que alegria foi pegar a correspondência e encontrar este simples papel que significa tanto para mim. Torna tudo mais oficial sabe? E também dá um pouco mais de alívio já que as chances de um possível plágio diminuíram consideravelmente. Ufa!

Agora posso dar mais detalhes do livro. Aguardem!

O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder

O “Mundo de Sofia” é um livro que está na prateleira da minha casa desde que eu me entendo por gente. Só fui saber mais detalhes sobre ele, no entanto, quando a professora de Filosofia da 8a série insistiu que devíamos lê-lo. Folheei o primeiro capítulo, não me interessei até porque tudo que eu lia nessa época era mangá. Anos depois, em 2014, eu estava escrevendo “A Parede Branca do Meu Quarto” e o personagem Lucas aparece com um exemplar da história de Sofia num determinado momento. Eu não sei o porquê de ter citado logo este livro. Provavelmente foi intuição.  Assim, logo veio a ideia fixa na minha cabeça: Se o Lucas leu o livro, eu devo fazer o mesmo.

Resumindo a obra: A norueguesa Sofia está prestes a completar 15 anos de idade quando começa a receber cartas e encomendas misteriosas. Ela começa, então, estudar a história da filosofia e vê o mundo a sua volta mudar.

Esta é a edição que continua na prateleira do escritório
Esta é a edição que continua na prateleira do escritório

Daí eu li. Podia ter terminado em uma semana tranquilamente, mas não quis. O curso de filosofia de Albert e Sofia não merecia a isso. A cada capítulo, precisava de tempo para que a informação assentasse. O ritmo só começou a acelerar nos dez capítulos finais porque, primeiro, a curiosidade para saber o final estava me matando e, segundo, eu já tinha um pouco de conhecimento sobre os filósofos do século XX. Quando a última página foi terminada pensei: não há vazio, mas ainda há muito a ser pensado. QUE LIVRO FANTÁSTICO! Entrou na minha lista de favoritos.

E sabe o que acho mais fantástico nisso tudo? O senhor Gaarder explicar e instigar o leitor de uma maneira fácil e ilustrativa. A filosofia é inerente ao homem, mas às vezes nos esquecemos disso ou então não conseguimos entender obras de linguagem mais rebuscada. A filosofia é acessível a todos!

Sempre tive um tombo por essa área do conhecimento humano. Até já comentei aqui que cheguei a cursar 5 semestres de Sociologia na universidade. Antes eu achava interessante, mas não tinha paciência de estudar. Hoje, mais madura, creio que teria concluído o curso e me dedicado muito mais. Porém, não podemos voltar ao passado, né? Quem sabe mais para frente eu retome os estudos? Tudo é possível.

Nota: 6/5

Projeto Parede Branca: finalmente temos uma sinopse!

Já é 05 de novembro, mas ontem (dia de Santa Bárbara) às 22:25 enviei o meu livro “A Parede Branca do Meu Quarto” para a caixa de entrada de uma Editora. Não vou entrar em detalhes quanto ao processo, no entanto. Até porque não tem tantos detalhes assim. O único objetivo deste post é mostrar para vocês como é que ficou a atual-sinopse-oficial da obra. OK. Aceito vibrações positivas para que tudo dê certo também!

Preparados?

Após ter um vídeo postado no Youtube sobre o surto psicótico que teve durante uma prova, Mariana Vilar virou uma celebridade da internet. Infelizmente, isso não trouxe nenhuma vantagem para a vida dela: foi expulsa do colégio antigo, perdeu o contato com o melhor amigo e, agora, ainda tem que aguentar as pessoas perguntando a toda hora se a conhecem de algum lugar. Mas, apesar de tudo, Mariana continua super confiante (e esnobe) – ela não tem dúvidas de que o seu elevado QI logo lhe garantirá uma vaga no curso de Medicina na UnB.

Só que o terceiro ano do Ensino Médio não vai ser fácil. Em um novo colégio, rodeado de pessoas diferentes, os desafios surgem e as inquietudes aumentam. Mariana começa a perceber que as experiências e desejos que guiavam o seu comportamento antes, de repente não fazem mais sentido; as certezas do passado, agora representam pouco para o futuro. Tentando entender todo esse processo de mudança, ela se vê em situações nunca antes imaginadas de descobertas sobre si e o resto do mundo, que vão desde belos momentos afetivos a festas da elite brasiliense, incluindo incríveis reencontros.

E quanto à parede branca do título? Ah, meu caro leitor. Só posso garantir que ela nunca mais será a mesma.

Curiosos? Quem aí já sabe o que é a Parede Branca?

PS: O wordpress desconsidera o horário de verão!

Projeto Parede Branca: Revisões Finalizadas

Eu poderia ter demorado menos tempo, mas me enrolei. Mesmo assim, é com grande orgulho que vos anuncio: A fase de revisão foi concluída com êxito. Neste post falarei do como o processo se deu, em três partes:

Revisão 1

A primeira releitura após o término do livro foi a mais demorada porque praticamente toda a revisão ortográfica aconteceu aqui. Além disso, identifiquei pequenos problemas e furos da narrativa. Anotei num papel para que não me esquecesse das futuras correções. Não me atentei a detalhes estéticos, deixei para a segunda parte.

Lista da Revisão 2
Lista da Revisão 2

Revisão 2

Na segunda releitura, quase não li!

Primeiramente, arrumei o recuo de algumas falas. Depois, eliminei as “puladas” de linha que eu insistia em colocar entre parágrafos (herança dos meus tempos de fanfiction.net) e troquei a fonte Cambria para Times New Roman. O engraçado é que, de 293 páginas, passou-se para 229! Fiquei um pouco tristonha, mas desapeguei.

Daí tive que fazer outras padronizações – as das falas da vó Fatinha. Como quis expressar o sotaque dela de goiana, meio que inventei algumas palavras. Só que eu não sabia como deixar isso claro… acabei optando por este estilo ‘palavra’. Palavras estrangeiras ficaram em negrito. Já as em inglês que a mãe da Mariana não entendia, ficaram  como “uordis”.

Outro impasse que enfrentei foi o de citação de marcas conhecidas. Lugares daqui de Brasília e nomes de colégio, deixei como são (apesar de que o Joana D’Arc, colégio da Mariana, é invenção minha). O mesmo valeu para celulares (lê-se iPhone). Porém as demais franquias e revistas, resolvi fazer uma brincadeirinha que sempre vi nos quadrinhos da Turma da Mônica – fiz versões. Aí vão alguns exemplos:

Revista FOCO – Revista ENFOQUE (revista da alta sociedade de Brasília)

Cultura Inglesa – Cultura Britânica (escola de idiomas famosa pelo Brasil)

Smart Fitness – Gym Fit (rede de academias espalhada por toda a capital)

As demais marcas, generalizei ou deixe implícito. Tipo um programa famoso que passa nas noites de domingo (Dá pra concluir que é o Fantástico).

Por fim, precisei verificar a diferença de idade entre o Lucas e a Mariana; incluir o aniversário do Lucas na trama porque é importante para o próximo livro e calcular corretamente quando teria sido a briga da Mariana com o Ian.

Revisão 3

A últimas parte foi a causa da minha demora. Aqui, revisei tudo gramaticalmente de novo e ainda averiguei os feedbacks dados pelas minhas amigas Luisa, Maira e Jacqueline (estes foram dados anteriormente). Eu pretendia botar as observações delas aqui, mas me toquei que acabaria revelando alguns momentos cruciais do livro. Sendo assim, darei apenas uma visão geral do que acabei mudando ou acrescentando:

– As primeiras descrições do Lucas mudaram. Simplesmente, o personagem do início não parecia com o do meio e do fim. Em vez de um pentelho, ele ganhou uma faceta “geek” e introspectiva. Ele ainda continua enchendo a paciência da Mariana algumas vezes, no entanto;

– A linha do tempo da Lara estava uma bagunça, então a consertei. A grande modificação é que, em vez da Inglaterra, no passado ela viveu nos EUA. O pai dela também virou americano;

– Alguns pequenos gostos do Ian também foram modificados;

– Preocupei-me um pouco mais em descrever a aparência dos personagens e dos locais. Ainda não é a coisa mais detalhada do mundo, mas creio que melhorei. É que sempre que eu tentava florear as descrições, percebia que não combinava muito com o meu estilo. Prefiro deixar impressões e priorizar diálogos.

E agora?

Seguindo os passos de um vídeo da Babi Dewet que já apareceu aqui no blog, chega a hora de fazer  a minha “carta de apresentação”, imprimir o livro e também transformá-lo em PDF. Estou super ansiosa. E vocês?

Projeto Parede Branca: História concluída

É isso mesmo que está no título do post. O projeto está concluído. Pelo menos, a fase um: escrever a história. Foram mais ou menos dez meses que resultaram em 293 páginas e 51 capítulos. Tenho consciência que se tivesse sido mais esforçada, o tempo seria bem menor. Ainda assim, acredito que tudo é perfeito do jeito que é e está.

O que não significa que eu não vá revisar o livro. Até parece! Esse é o objetivo principal da fase dois! Reler e pedir que outras pessoas leiam também. Ao longo desses meses que passaram, eu contei com a ajuda da minha amiga Jacque, que revisa meus textos desde a minha época de fanfics. O apoio dela continua sendo precioso, mas agora convocarei mais pessoas. Preparem-se:

Maira (Ok, você já está lendo)
Luisa (certo, você também já começou)
Daniela
Mari
Larissa
Isabelle
Luluca
E outras pessoas que se apresentarem

Eu preciso de vocês para completar este novo processo. Eu confio! Aguardem um email meu proximamente. Peço apenas que, ao terminarem digam honestamente o que acharam, pontos que podem ser melhorados e se encontraram algum errinho no meio do caminho.

Ai, ai…

Neste exato momento, estou no Rio de Janeiro, na casa dos meus avós. Foi indescritível terminar de escrever, gritar de emoção e poder contar isso para eles. Estou feliz e sou grata por ter chegado até aqui.

Que venha a fase dois!

Projeto Parede Branca: O nome de batismo

Desde a minha época de fanfics, eu tenho uma prática: só começo a escrever a história de fato se eu sei qual vai ser o final. Aliás, eu preciso ter claro o início e o fim. O meio e o método vêm naturalmente quando estou enfocada onde quero chegar.

E não é assim com as coisas da vida também?

Visualize. Você tem um sonho ou uma meta. Pode ter algumas instruções de como alcançar o tão almejado objetivo, mas nunca deve se prender a apenas um caminho. De repente o lado direito é o mais rápido, mas você vai aproveitar muito mais o processo se for pelo esquerdo. Ou, então, algo vai acontecer e um caminho do meio (ou da transversal, sei lá) vai surgir magicamente na sua frente. Qual escolher? No fim, todos os caminhos são válidos se feitos com honestidade, carinho e ética.

Certo. Por que estou falando isso?

Explico.

Ontem cheguei à metade do último capítulo do Projeto Parede Branca. Quem acompanha o blog vai lembrar que eu tenho a linha da história da Mariana há muito tempo na minha cabeça. Apesar da mudança de personalidade dela, do surgimento de outros personagens e até da forma como tudo seria contado, o início e o fim nunca mudaram de uma maneira geral.

Não posso entrar em detalhes, claro. Porém vou falar dessa “maneira geral” do parágrafo anterior. Sendo franca, a abertura do projeto e o fechamento ficaram completamente diferentes do que eu havia imaginado algum dia. Só que, de novo, não são assim as coisas da vida também? Nossa! Se eu ficasse presa ao plano original, eu nunca teria conseguido avançar livro adentro. E quanto ao final? Ele não seria digno da evolução que a Mariana teve durante o último ano do Ensino Médio.

Modéstia aparte, eu estou muito satisfeita com o que essa primeira versão do projeto está para se tornar.

E, assim, eu posso dizer que estou pronta para revelar o nome de verdade do projeto. Ou vocês realmente pensavam que era só Projeto Parede Branca? hehehe

Preparados?

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O título será “A parede branca do meu quarto”.

Intrigante? Estranho? Feio? O que vocês acharam?

Particularmente, eu adorei (lógico,duh). Agora só apresentarei o livro assim, apesar de ter consciência de que isso pode mudar quando ele for parar na editora (em muito breve, se tudo der certo). Como agora eu só gostaria de ouvir a opinião de vocês, que tal deixarem um comentário para mim? Eu ficaria muito grata mesmo!