Projeto Sem Título Ainda: 100 páginas e além

Lembram quando eu falei aqui que minha preferência mental estava tendendo para o projeto que dá nome ao título? Então, de quarta-feira (30/10) para ontem (04/11) eu simplesmente escrevi mais de quarenta páginas, ultrapassando assim a marca das cem!!!

Estou muito feliz. Nem sei o que comentar. Mas estou adorando essa fase. Jurava que o Projeto Lene vingaria até o final do ano, mas tudo indica que será  o Projeto Parede Branca (é assim que o chamo agora).

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Até o arquivo do word mudou!

Que tal falar um pouco mais das personagens? Mariana e Lara já foram apresentadas, agora é a vez de dois rapazes muito importantes para a trama. Lembrando que as características continuarão a ser tiradas apenas do primeiro capítulo do projeto.

Maurício

Quando Mariana o vê pela primeira vez, ela o descreve assim:

 “O “ser” da direita estava dormindo e tudo que se podia ver, além do uniforme padrão, casaco vinho do colégio e calça jeans, era um mar de cabelos negros e longos inundando a mesa (homem ou mulher?).”

Bom, pelo nome dá pra ver que ele é um homem, né? É amigo antigo de Lara, o que faz com que várias meninas tenham inveja dela. Mesmo assim, elas e os demais continuam o adorando. Ele é aquele tipo de pessoa que se dá bem com todo mundo, sabe?  A amizade com Mariana começa de uma maneira que ela não suporta, mas aos poucos ele vai conquistando a confiança dela com seus questionamentos antropossociológicos

Professor Henriques

 –       “Bom dia. Sejam bem-vindos ao último ano de tortura escolar de suas vidas – o professor começou. Ele era tão comum que nenhum característica física dele se sobressaía. – Em breve vocês poderão trilhar o caminho que bem quiserem e do jeito que quiserem. Mas, até lá, vocês estudarão História Mundial comigo.”

É assim que Henriques se apresenta no primeiro dia de aula. Mariana o admira bastante. Ele é um cara muito simpático que, de vez em quando, passa por Lara no caminho da escola Joana D’Arc. Mas nem sempre ele foi assim…

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Diarinho: Mente Maluca

Se você acompanha o blog há um tempo, já sabe que eu estou escrevendo dois projetos ao mesmo tempo. Eu sei, eu sei. Isso é loucura porque eu deveria me focar num só, não é? Posso dizer que concordaria, mas a minha mente é muito “bipolar” (não no sentido emocional) e muda de “preferências” constantemente. Exemplo: Uma semana só quero saber de textos filosóficos, outra não estou com vontade de ler nada do tipo. Às vezes estou com maior gás para leitura e leio um livro em menos de três dias. Daí na semana seguinte só quero saber de ver seriados.

Juro. É o que acontece comigo.

Mas bem, eu não ligava essa versatilidade com essa maluquice de tocar dois projetos ao mesmo tempo. Só fui perceber o quanto isso combinava comigo na última quarta-feira.

Geralmente eu trabalho à tarde. Saio de casa, escolho um dos meus três cafés preferidos da redondeza e fico escrevendo direto até umas 19:00. Só que esses dias essa rotina meio que se quebrou. Nada de crises existenciais dessa vez. Foi uma infecção alimentar que me deixou de cama, sem energia para fazer qualquer coisa que fosse. Quarta-feira, me senti um pouco melhor e fui a luta. Só que quando eu me sentei no café e abri o arquivo do Projeto Lene, nada saía.

Sério. Entrei em desespero, julgamento e tudo que tinha direito. Caramba. Era ele que eu queria terminar até o fim do ano; o Projeto Lene era a minha prioridade. Pensei em fechar o computador e voltar para casa novamente. Ainda bem que não o fiz, porque resolvi abrir o documento do Projeto Sem Título Ainda.

E não é que a coisa fluiu? Terminei um capítulo, comecei outro. Foi uma maravilha. Desapeguei do Projeto Lene de novo. Aliás, decidi desapegar desse foco que todos insistem que eu deva ter. Estou escrevendo os dois livros ao mesmo tempo e ponto. Quando me sentar para escrever, eu escrevo o que estiver mais fresco na minha cabeça. Vou aproveitar enquanto posso fazer isso, né? Afinal, quando eu me tornar uma autora conhecida, prazos e cobranças com determinados projetos vão chegar. =D

Engraçado que eu nunca tinha percebido tão bem essas oscilações de “preferência mental” (Tá certo isso? Hahaha). Quer dizer, eu sabia. Só nunca tinha visto isso como uma vantagem. Vantagem em poder ter essa mudança e não me preocupar por não estar produzindo nada. Porque era isso que acontecia.

No fundo, a meta de terminar os dois não se desfaz. Quando a intenção é clara, o método vem. Mesmo que seja “bipolar” desse jeito.

Projeto “Sem Título Ainda”: Mariana e Lara

Finalmente falarei sobre a Lara que virou Mariana e a nova Lara que dá o nome a hashtag #LaraFeelings aqui do blog. HOORAY! \o/

Mariana

Na verdade, eu já descrevi um pouco da Mariana aqui. Mesmo assim vou reprisar as características dela: uma menina orgulhosa, mandona, metida independente e super chata. Legal, né? Pois é, mas tudo isso é uma máscara de uma menina que se transformou a raiva que tinha do mundo em rigidez. Em algum momento da vida, Mariana percebeu que precisaria crescer mais rápido e se esquecer dos próprios sentimentos se quisesse sobreviver.

Assim, ela acaba sempre protagonizando cenas assim:

“(…)Parecia aqueles filmes (imbecis) de adolescentes americanos em que você entra no corredor do colégio e as pessoas param de fazer o que quer que fosse só para te encarar. E te constranger, lógico.

 

A diferença é que as protagonistas desses filmes são sempre umas completas perdedoras e inseguras de si. E, bem, eu definitivamente não me encaixo nesse estereótipo. Desde pequena soube que meu Q.I. é acima da média e nunca fiz questão de esconder essa capacidade para ninguém. Claro que nem sempre as pessoas estão preparadas para isso, fazendo com que apelidos como “cabeçuda”, “CDF” e “nerd” me perseguissem a vida toda. Sorte que compreendo que tudo não passa de inveja. Até porque, além inteligente, sou bonita e nunca engordo. Fazer o que? Alguns são sempre mais favorecidos pela genética e outros, bem, são protagonistas desses filmes adolescentes americanos de que falava.”

O trecho acima foi retirado do primeiro capítulo do projeto “Sem Título Ainda”. Já deu pra notar a afabilidade dessa garota, né? Não é a toa que ela é uma baita de uma antissocial. Adoro estar na cabeça “irada” dela. Hahaha

Lara

A primeira vez que Mariana vê Lara, ela a descreve desse jeito:

“Já a menina da esquerda, usava óculos de grau grandes demais para o rosto dela e parecia entretida demais com seu iPhone e fone de ouvido.”

Essa parte também vem do primeiro capítulo. E, sinceramente, só com isso já dá para entender bastante a personalidade de Lara. Uma menina que vive num mundo próprio e não se importa muito com o que os outros pensam dela. No fundo, é como se ela se achasse super especial, que tudo deveria ser feito da maneira dela.

Sabe falar inglês e francês fluentemente porque, apesar de ser brasileira, foi alfabetizada nas duas línguas (os pais dela são diplomatas e, por isso, ela viveu muito tempo na Inglaterra e na França) e por isso, acaba misturando os vocabulários. O mundo particular que ela vive mais, no entanto, é o do k-pop. Ela adora várias boy bands e o-d-e-i-a quando alguém chama seus amados de “meninas japonesas”.

Lara também é antissocial, mas de uma maneira diferente de Mariana. Quando revelar mais sobre o livro, vocês entenderão o porquê. O que posso dizer agora é que ela tem uma relação especial com Maurício. E quem é ele? Ah, vocês terão que esperar pelo próximo post. ;D

Projeto “Sem Título Ainda”: estrutura do livro

Não, não darei uma aula de Português hoje também. Até porque, como comentei no post anterior, confesso que não teria capacidade para tanto. Na escola, eu usava mais meu instinto do que as aulas em si. Evidentemente que precisei aprender várias coisas, mas, quando o assunto era interpretação de texto e elementos de linguagem, acabava me saindo bem por conta dos livros que lia e as fanfictions os textos que já escrevia.

Na verdade, o que quero comentar hoje com vocês é: a estrutura, o tipo de narrativa e, consequentemente, a linguagem que adotei no projeto “Sem Título Ainda”.

Serei sincera com vocês: não tenho a mínima ideia de quantos capítulos e de quantas páginas precisarei para escrever o terceiro ano do Ensino Médio de Mariana. A história flui muito bem quando a escrevo. Sei perfeitamente qual é o início, o meio e o fim. Só que não consigo estimar o quanto de tempo cada parte vai levar.

Há outros elementos definidos, porém. Diferente da maioria dos livros de chick-lit, resolvi dar nomes aos capítulos. Eles não são relevantes, mas são divertidos de se criar. Remete aos tempos do Na Prática, onde eu penava para inventar títulos para as minhas matérias. Só que o contrário.

Anyway, até agora, cada capítulo tem uma média de sete/oito páginas. Todos são contados no ponto de vista (P.O.V.) da Mariana. Espero, assim, retratar a maneira que ela vai se transformando ao longo do livro. Demonstrando os pensamentos e sentimentos. Acho que estar dentro da cabeça, faz com a que jornada dentro dela seja bem mais rica.

Quanto às inspirações, acho que vai parecer cliché. Todas as meninas da minha geração passaram a adolescência lendo Meg Cabot. Então, sim, ela é A rainha da chick-lit  juvenil. Além dela, gosto bastante da Marian Keys, que, além de super engraçada, consegue ir mais a fundo no desenvolvimento das personagens.

Por fim, ultimamente, tenho buscado ler obras nacionais do gênero. Quero encontrar um ponto de encontro, que mostre a diferença da chick-lit internacional para a brasileira (ei! Isso daria um bom tema de Mestrado!). Comecei com “Fazendo Meu Filme”, até o terceiro livro da série, da Paula Pimenta, estou terminando “Sábado à Noite” da Babi Dewet (acho que vou escrever um pouco sobre ele depois) e, depois, lerei “De Volta aos Quinze” da Bruna Viera. Espero não acabar por aí…

Bom. Da próxima vez que eu postar algo sobre o projeto “Sem Título Ainda”, pretendo começar a descrever as personagens. Aguardem!

Projeto “Provador de Roupa”? Como assim?

Paciência, gafanhotos.

Já já o nome do projeto será explicado. Deixe-me primeiro introduzi-lo com polidez.

“Era uma vez uma menina que teve um contratempo, agora, ela precisa recuperar o algo que foi perdido. O problema é que ela vai precisar encarar uma rotina completamente diferente e sair da zona de comodidade. Conhecendo novos amigos e se reconciliando com antigos, a menina vai experimentar emoções nunca antes sentidas. Porém, o caminho a ser percorrido não será fácil, ela ainda está presa ao modus operandi velho. Sofrerá com a perda de um ente querido, magoará outras pessoas e vai perceber que nunca tinha olhado para dentro e se perguntado sobre o que queria de verdade. No fim, ela alcança a redenção. A felicidade sempre esteve a sua frente, mas ela nunca se preocupou em enxerga-la.”

O plot parece familiar para vocês? Pois é, não é coincidência. Praticamente todos os livros de chick-lit são assim. Essa é a “jornada do herói” (pretendo falar dela em outro post) das protagonistas desse gênero e, como já disse, raramente muda.

E isso não é falta de criatividade, render-se aos conteúdos de massa ou preguiça. É uma fórmula que dá certo. Ninguém tem medo de usa-la porque, apesar de o plot ser igual, a forma de como autor conta a história é que faz a diferença. É aí que a criatividade corre solta.

Como eu o utilizei: Pensei nesse projeto quando estava saindo do ensino médio. Aliás, lembrando agora, ele derivou de uma outra ideia anterior, um romance açucarado entre dois vizinhos de janela (baseado numa amiga). Não consegui desenvolver, mas meio que criei a personagem principal e decidi que queria usa-la em outra oportunidade. Nascia, assim, o Projeto “Provador de Roupa”.

“Lara tem um ataque de estresse um dia antes da última etapa da prova PAS* e fica desacordada por uma semana. Ela já vinha acumulando esse estresse há algum tempo por canta das horas de estudo (ela quer ser advogada), o pai desempregado e a avó maluca que foge sempre do asilo. O que fez com que ela tivesse o pirepaque, no entanto, foi uma revelação do melhor amigo, pelo qual sempre fora apaixonada. Lara, então, resolve entrar em um cursinho e, devido aos custos, começa a trabalhar em uma loja de roupas para paga-lo. Ainda lidando com muito estresse, ela acaba encontrando alívio ao desabafar sempre no provador de roupas de onde trabalha.”

Nisso, Lara faria novos amigos, se reconciliaria com o antigo e conheceria um rapaz especial. O nome do livro seria “Confissões de um provador de roupa”.

Até hoje continuo achando que esse plot daria uma boa história. Só que o tempo passou e me toquei que ainda não via o, até então, “Elemento X” (as tais confissões dentro do provador) fazendo tanta diferença para render uma boa saga. Tudo estava, sei lá, muito normal.

Então veio iluminação e percebi três coisas:

1 – A personalidade de Lara era normal demais (o que deixava tudo normalzão);

2 – Precisava decidir para qual público iria escrever;

3 – O título estava me limitando.

Falarei da mudança de Lara quando começar a descrever as personagens desse projeto. Quero falar sobre as outras duas ponderações porque foram elas que desencadearam a versão que estou escrevendo atualmente.

Eu sigo uma filosofia de que só posso escrever e falar daquilo que, de certa forma, entendo intelectualmente ou emocionalmente (melhor ainda se forem os dois). Então tá. Como eu poderia escrever sobre trabalhar em uma loja de roupas se eu nunca o fiz? Tá. Eu poderia procurar amigos e informações na internet. Mas senti que não seria o suficiente. Até porque, logo depois, veio o insight do público para qual escreveria.

Vi que a trama que desenvolvia era muito adolescente, até por conta da temática das expectativas de passar numa universidade pública. E isso não estava casando direito com o fato de Lara trabalhar. Percebi que o “provador de roupas” que estava no título estava me limitando. Uma maldição dos professores de Jornalismo que sempre insistem que deve ser último a ser escrito, justamente para evitar contradições como essa. E, bom, percebi que a regra não valia só para matérias.

Foi assim que nasceu o plot que tenho trabalhado. Lá vamos nós outra vez:

“No meio da segunda etapa do PAS, Mariana surtou. Estava tão estressada com os estudos (e ela só fazia isso), o problema de saúde indecifrável da avó e o rompimento da amizade com seu melhor amigo, que nem percebeu que já tinha chegado no limite. Depois de ficar conhecida graças aos vídeos de seu momento de insanidade, ela pensou que poderia ficar em paz e estudar em dobro para a prova do terceiro ano, numa nova escola.”

Sim, o nome da personagem principal mudou.

E, assim, criei um novo contexto para a tal “jornada do herói” que discuti no início do post.

Há muitos detalhes interessantes e engraçados (na minha opinião, pelo menos) que omiti. Prefiro deixar para quando partes dos capítulos começarem a ser postados aqui.

Dito tudo isso, resolvi mudar o nome do projeto. Alguma sugestão? O arquivo do Word se chama “Sem Nome”. É sério! Queria algo mais forte. Que tal “Sem Título”, remetendo à regra do título somente no final?

Espero a opinião de vocês. =)

* Segundo o site da Universidade de Brasília, o Programa de Avaliação Seriada (PAS) é uma modalidade alternativa de acesso ao ensino superior que surgiu para amenizar o impacto da passagem do vestibular. São aplicadas três provas, realizadas ao término de cada uma das séries do ensino médio. O conteúdo, que antes era cobrado de uma só vez no vestibular, é diluído nos três anos de avaliação. São destinadas metade das vagas do primeiro processo seletivo de cada ano para os alunos do PAS. Quem participa do PAS não está impedido de concorrer também pelo vestibular tradicional.