Lidos de junho/2016

Junho e começo de julho, tá? Logo mais começa a Maratona de Férias 2016, então o próximo post de Leituras estará relacionada a ela.

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#33: Fúria Vermelha – Pierce Brown

De tanto ver o booktubers falando desse livro, resolvi dar uma chance. Conta a história de uma sociedade interplanetária de castas dividida em cores, sendo o dourado o topo da hierarquia. O personagem principal, o Darrow, é um vermelho – que são tipo os Dalits. Ele vive no subsolo de Marte, num trabalho horrendo, mas é feliz. Devido a vários acontecimentos, ele resolve lutar contra essa mesma sociedade que o criou. Ou seja, é a premissa de quase todos os livros YA fantasia/distopia. Eu não me importo porque adoro narrativas de quebra de sistema. O livro é muito bem escrito, com um cenário interessante e cenas de ação sem iguais. Só que… não achei essa 8a maravilha não. Acho que criei expectativas muito grandes, sabe? Pensei que explodiria a minha cabeça, mas acabou só sendo um livro legal.

Daí também já comecei a ler o Filho Dourado, mas me cansei na metade. Não abandonei ainda. Só que eu não sou tão fascinada assim por excesso de ação (e é só que li até agora). Por isso fui direto para próxima leitura.

#34: Tá todo mundo mal – Jout Jout

O livro das crises é um ótimo passatempo. Impossível não se identificar com os dramas piscianos da Jout Jout. Gostei principalmente dos da adolescência, que eram resumidos em “ser sempre A amiga dos meninos” e o “a falta de queixo”; muito eu. Já os mais atuais… uns eram ótimos, outros um tanto descartáveis, na minha opinião. Ainda assim tenho mais carinho pela youtuber depois de ler as crônicas da sua vida.

#35: A lente de Marbury – Andrew Smith

Pensem num livro que me tirou da zona de conforto? Li forçada para o primeiro encontro do Clube do Livro da Autêntica. Não que não tenha gostado. Apesar de em vários momentos duvidar da minha sanidade, como Jack, o narrador e protagonista, achei a experiência da leitura extremamente interessante. Um resumo: Jack é um menino normal até que é sequestrado por um maluco que quase o estupra. Depois disso, ele viaja pra Inglaterra com o seu melhor amigo e lá “recebe” um par de óculos muito doido que, sempre que o coloca, o transporta para Marbury – um mundo apocalíptico onde ele está sempre correndo de criaturas meio zumbis. É ou não é perturbador? Agora imaginem estar o tempo todo na cabeça de Jack, vivendo no mundo real e no mundo de Marbury, questionando-se o tempo todo o que está acontecendo. Até agora, quando me lembro da história, sinto um desconforto interno.  Principalmente por causa do fim! O fim não fez sentido algum… Pena que é uma trilogia. Sério.

#36: Münchhausens Abenteuer – Rudolph Erich Raspe

FullSizeRender-11Não se deixem enganar pelo autor na foto do livro. G.A. Bürger foi apenas o tradutor alemão do original escrito em inglês. A parte estranha é que o Sr. Raspe era alemão também. Vai entender…

O Barão de Münchhausen é uma figura notória na cultura germânica. O verdadeiro era um militar que viveu no fim do século XVI. A persona criada por Raspe, ainda hoje faz sucesso com as suas aventuras exageradas. A cada viagem, o barão encontra criados esdrúxulos, animais pitorescos e sobrevive às situações mais inimagináveis. A leitura foi um pouco difícil porque continha um tempo verbal que só fui aprender na última unidade do livro de alemão do semestre. Estou morrendo de vontade de comprar o livro ilustrado em português e assistir aos filmes sobre ele. 🙂

#37: United as One – Pittacus Lore

Minha resenha no SKOOB: Impressionante. Gosto muito dos Legados de Lorien, principalmente pela forma que o autor construiu a série com livros completos e mini-histórias. Ainda assim, temia pela finalização por conta da proporção da batalha contra os Mogadorianos e porque acho o ritmo da narrativa de “Lore” um tanto irregular. Talvez por esperar o pior, “United as one” me surpreendeu positivamente. TODOS os personagens foram bem utilizados e tiveram conclusões interessantes. Respeitosas, sabe? Eu que acompanho tudo desde o início, fiquei bastante feliz com o resultado.

Em breve, um post só falando SOBRE o fim da série!

Lidos de maio/2016

Definitivamente foi um bom mês para leituras. Poderia ter sido mais, já que tive 14 dias de exílio dentro de casa? Poderia. Porém, dei prioridade aos filmes da minha lista da Netflix que a preguiça não me deixava assistir.

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#23: A última princesa – Fábio Yabu

Sou fã do Yabu desde a época dos Combo Rangers fase bolinha. Ainda assim, soube da existência desse livro por acaso – uma amiga leu e postou suas impressões no Instagram. Fiquei super curiosa. Qual foi a minha surpresa logo depois? Essa mesma amiga me enviou o exemplar dela cheio de marcações como presente!!! Obrigada, Steady!!! A história da princesa que só queria livrar seu povo da escravidão e acabou expulsa do seu reino é maravilhosa. Não vou contar mais do enredo porque acabaria destruindo possíveis surpresas ao saberem quem a princesa realmente é. Amei demais a leitura.


#24: Orange – Ichigo Takano

IMG_8166Que mangá maravilhoso. Posso ficar horas falando do desenvolvimento dos personagens, do plot e da forma sensível que as inseguranças da vida foram abordadas. Mas serei mais sucinta. Orange conta a história da Naho, que no primeiro dia de aula recebe uma carta de si mesma 10 anos no futuro. Na carta há detalhes dos dias que aconteceram e conselhos para evitar que o amigo Kakeru morra. Sério, que narrativa sensível e sensacional. Entrou na minha lista de mangás favoritos.

Ah sim! No final de cada volume do mangá outra história muito bonitinha de duas gêmeas descobrindo o amor. Muito fofo!

#25: Last Defense – Pittacus Lore

Mais um livreto da série dos Legados de Lorien. Por sinal, talvez o mais fraco de todos. É sobre a trajetória de Malcom Goode enquanto “O destino da número dez” ocorria. Eu gosto do personagem, mas ele sempre acaba nos mesmos dilemas. Apesar de Last Defense mostrar novos aspectos da participação do governo americano na invasão mogadoriana, não há nada que surpreenda.

#26: A Coroa – Kiera Cass

A série da Seleção é uma espécie de guilty pleasure para mim. O enredo inteiro me passa a impressão de uma fanfiction de Naruto bem divertida, principalmente no arco da America. No da Eadley, não senti tanto isso por causa da própria Eadley. Adoro o jeito prepotente dela, que me lembra muito o da Mariana do Parede Branca. Gostei também de ver o crescimento dos participantes da nova Seleção, apesar de escancarar o machismo existente no tratamento da mulher na mídia. Ainda assim foi legal ver as muralhas do coração da Eadley caindo aos poucos. Isso se mantém no último livro da série. Acertei a escolha dela e amei demais. Quanto à abordagem dos problemas sociais… sinceramente? Em nenhum momento dos cinco livros as revoltas do povo me convenceram, então nem me importava com elas. Na verdade, algumas vezes tinha vontade de pulá-las. O mais problemático, porém, é a conclusão da história: muito corrida. Uma pena.

#27: Persépolis – Marjane Satrapi

Como comentei no Instagram, adoro histórias reais contadas em quadrinhos. No caso do Persépolis isso ainda é mais profundo por ser uma autobiografia da autora. Marjane é iraniana e viveu a guerra de seu país. Ela começa narrando a infância, passa pela adolescência conturbada na Áustria e termina no início da idade adulta, antes de migrar definitivamente para França. É muito interessante ver que, mesmo inserida numa cultura extremamente opressora, Marjane conserva a sua identidade como descendente persa. Aliás, ela tem orgulho das origens, tradições e valores.

#28: A sala de banho – Mylle Silva

A coleção de contos da autora é, no mínimo, impressionante. Extremamente intimistas, variando do romântico ao lúdico, alguns contos podem causar estranhamento. O prefácio me ajudou neste quesito: explica que Mylle tem conhecimento prático e profundo das tradições japonesas (ela já morou na terra do sol nascente). De fato, em vários momentos me peguei imaginando o quanto tal conto poderia ser facilmente um curta de animação ou oneshot de uma revista semanal. A leitura, porém, foi bem fora da minha zona de conforto. O bom é que, quando terminamos obras assim, sentimos aquele orgulhinho por ter tido a coragem de mergulhar num lago de letras desconhecido.

#29: No vermelho – Arisson Tavares

Outro livro de contos. Diferente do anterior, a leitura fluiu como água. O tom mais voltado para o humor ajudou, não vou negar. Confesso que ainda não entendi bem o porquê do título, mas adorei a variedade de temas. Futebol, casamento, astronautas, tem de tudo. E apesar do sorriso, vários contos são também reflexivos. O mais legal de tudo é que, por conhecer o autor, escutei a voz dele na minha cabeça em vários momentos. 😀

#30: Admirável mundo novo – Aldous Huxley 

Admirável mundo novo foi finalmente riscado da minha lista de livros que sempre estudei, mas que nunca li de fato. Onde estudei? Na faculdade de comunicação. Afinal, a obra de Huxley é uma ficção que trata de manipulação. Tá que neste caso não é só da sociedade, é dos nossos genes. Nesta civilização não há mais nascimentos naturais, nem noção de família. Todos são felizes, cada um nas suas castas. E quando você se sente triste, pode tomar sua dose de soma – a droga que escraviza todos. Ex-estudante de ciências sociais que sou, não teve como não amar este clássico – um prato cheio para análises antropo e sociológicas.

#31: Simon VS. A agenda Homo sapiens – Becky Albertalli

Eu li este livro praticamente em “uma sentada”, iniciei às 17:00 e só fui largar às 01:00. A leitura é extremamente fácil, mas significativa. A história de Simon tentando lidar com as chantagens de um sem-noção que o ameaça a expor sua sexualidade para escola é muito singela. Ele é homossexual, porém não está afim de contar isso para outras pessoas. Claro, direito dele! Talvez o mais instigante do livro seja as pistas para descobrir quem é Blue, o confidente virtual de Simon. Ah! E as referências aos mangás, yaoi e fanfics?! Mais minha vida adolescência, só o livro que viria a seguir!

#32: Fangirl – Rainbow Rowell

Gente… por onde começar? Tem tanta coisa para comentar, discutir e se divertir! Cather, a personagem principal, é adorável tanto nas suas inseguranças quanto no seu lado tiete incomparável. Aliás, acho que quem não tem esse lado, não se identifica com a história. Tem romance? Tem. Desenvolvimento de personagens? Sem dúvida. Mas a paixão de Cather pelo mundo de Simon (o Harry Potter do mundo dela) é a atração principal. Fãs como a gente criam fanfics, decoram os quartos, fazem amigos com interesse em comum, colecionam artigos. Vemos algum trailer ou clipe, choramos de emoção. Nos pegamos encarando aquele pôster maravilhoso e sentimos o coração bater mais rápido. Fangirl é sobre isso: a beleza de amar algo com todas as forças. E isso fica mais evidente na Cather porque ela é do tipo que odeia mudanças – ela quer tudo continue funcionando do jeito que era antes. Quando se muda para um dos dormitórios faculdade, dividindo quarto com uma desconhecida mal encarada, ela se vê totalmente fora da zona de conforto. E o transtorno de ansiedade não apoia. Enquanto Cather vai descobrindo o mundo novo que se abre, não deixa de lado as fanfictions e o mundo de Simon. Isso faz com que ela comece a bater de frente com a irmã gêmea, Wren, que decide que quer curtir a vida. Só que, no fim, o lado fã nunca nos deixa. Podemos amadurecer e continuarmos adorando nossas séries de livro, TV, filmes, quadrinhos, artistas, etc.

Saindo um pouco da história, fiquei feliz em finalmente ler algo desta autora. Em algumas resenhas do Parede Branca de parceiros literários fui comparada com ela. Acho que ainda preciso evoluir muito para tanto, mas, ao mesmo tempo, identifico pontos que nos unem: personagens com vozes próprias, situações familiares e amor no ponto de vista de alguém que não liga tanto para romance.

Último “Comentário Skoob” de 2015 – só tem nacional!

Terminei a nova leva de livros há umas duas semanas, mas estava correndo tanto que não tive tempo de comentar nada. Até porque li dois livros que exigiriam comentários mais longos que os normais e sabia que precisaria de um pouco mais de tempo para escrever uma análise.

Bando de dois – Danilo Beyruth

4/5

Meu amigo Yoshi do estúdio Manjericcão tinha me indicado essa Graphic Novel há algum tempo, porém nunca a encontrei em livrarias. Sapeando o site Estante Virtual (o grande salvador do meu TCC de Jornalismo), encontrei vários exemplares do Bando de Dois e, a melhor parte, novinhos em folha. Pedi o meu e li a história de Tinhoso e Caveira de Boi em algum lugar do sertão nordestino. Foi rapidinho porque estava louca para saber se o plano do bando dos dois realmente daria certo. O final é super bem resolvido e só não dei a pontuação máxima porque queria um desenvolvimento maior de tudo. #sougulosa

Não pare! – FML Pepper

3/5

Fiquei sabendo da trilogia da editora Valentina na distribuidora do Parede Branca. Uma das vendedoras estava lendo e, a que já tinha terminado, me deu um resumo super empolgante da história. Nina tem uma anomalia nas pupilas (que está na capa do livro), assim sua mãe desenvolveu uma super tecnologia de lentes de contato para camuflá-las. Isso faz com que as duas se mudem constantemente, mas, com a proximidade dos 17 anos de Nina, várias coisas estranhas começam a acontecer a sua volta. Após várias discussões, a mãe de Nina resolve ficar de vez em Nova Iorque, o que seria uma felicidade imensa para a garota até a chegada do bonitão Richard. Resumindo bem: ele é a morte dela.

O ritmo de escrita da Pepper é muito bom, tanto que assim que terminei o livro fui correndo atrás do segundo, “Não Olhe!”. Fiquei realmente curiosa para saber o que aconteceria com Nina, apesar da consciência de que, como personagem, ela ainda era muito plana. Richard também não me pareceu muito bem desenvolvido, mas o mistério em volta dele me intrigou.

Não olhe! – FML Pepper

2/5

E daí comecei a ler o segundo livro de imediato. Não quero entrar muito em detalhes porque entregaria muitos spoilers (apesar de que acaba sendo um pouco inevitável se estamos no falando de uma trilogia). Fiquem avisados.

Então Nina se descobre uma híbrida, filha de uma humana e um zyrkiano. É o primeiro caso deste tipo de concepção e os clãs de Zyrk não sabem como se portar diante da situação. Até porque existe uma lenda que a híbrida poderia ser a chave da salvação de Zyrk, dimensão condenada a sentir apenas os sentimentos humanos ruins. Richard leva Nina para o seu clã, o mais temido de todos, porque já foi dominado pelos encantos dela. Ao longo do livro conhecemos mais outros dois clãs, o que é legal. Aliás, toda a mitologia de Zyrk ficou bem construída.

A parte não tão legal, no entanto, é que tudo se resume a Nina questionando os sentimentos de Richard. Os dois ficam juntos, se separam, daí Richard aparece de novo, eles ficam juntos e daí se separam. O ciclo se repete três vezes. O desenvolvimento que esperava da Nina não acontece e ela acaba virando a mesma protagonista que li em Crepúsculo, Fallen e outros livros americanos com uma temática parecida (e da qual, particularmente, não sou muito fã). Richard também cai no estereótipo do bonitão inalcançável cruel e Nina tem o poder de mudá-lo para melhor. Também tem o bom moço para formar um triângulo amoroso; um cliché que não me importuna, mas que na história está desequilibrado.

NAO_FUJA_1425433569414260SK1425433570BAinda falando sobre livros americanos, muitas vezes fiquei me perguntando se estava lendo um produto brasileiro. A sensação foi muito parecida com a do filme “El club de los incomprendidos”. Em nenhum dos dois eu vi identidade nacional, sabe? E, bom, tem gente que não se importa com isso. Eu, sim. O que me interessou em “Não pare!” foi a oportunidade de ler algo do gênero, mas com pitadas da minha cultura. Como a história de Nina estava consistente, deixei passar. Porém todos os zyrkianos têm nomes puxados para o inglês… aí tranquei a passagem.

No fim somos apresentados a um novo mistério. Aguardarei o próximo livro porque a FML Pepper é talentosa com as palavras (sem contar que tem uma história de escritora muito bonita). Se um dia ela ler este texto, espero que não me entenda mal. Eu tinha expectativas que não foram cumpridas, mas sempre somos nós que as criamos. “Não fuja!” será lançado no início do ano que vem.

Machos alfa – Gustavo Carneiro

3.9/5

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O primeiro livro de Wattpad a gente nunca esquece, principalmente se o autor é um querido como o Gustavo. A temática é gay e atual. Uma sinopse seria “este é Guilherme, o protagonista, ele é brasiliense e está saindo do armário”. O interesse foi instantâneo. Acompanhei os capítulos serem lançados e fui me envolvendo com a história simples, mas sincera. Os personagens são muito reais (me identifiquei demais com a minha xará, Marina), apesar de que recomendaria um cuidado maior na forma de como expressam porque muitas vezes parecia que todos tinham “a mesma voz do protagonista”. Amei o fato de se passar na minha cidade maravilhosa e a melhor do Brasil. Cada expressão, canto e ação do Guilherme era familiar para mim. Porém, me perguntei várias vezes se as pessoas que não conhecem a capital entenderiam. Por isso que não dei a nota 4 completa (porque o enredo é um 5!). Quando o livro deixar de ser apenas digital, sugiro uma revisão neste aspecto. Talvez não precise mudar, mas possa ser mais explicadinho. No mais, adorei o final. Gustavo, você tem futuro.

Breakfast X Incomprendidos

Mais um post sobre filmes. Estou quase criando uma categoria para eles. Enquanto isso, ficamos na boa e velha “Review” (com um toque de Adole-essência). E, antes que corrijam, o “Incomprendidos” ali em cima não está errado! Explico no próximo parágrafo.

Depois da maratona de filmes de formatura, o Netflix começou a me oferecer tudo que é tipo de história com teor adolescente. Dando uma olhada rápida, encontrei  o espanhol “El club de los incomprendidos”. Dei play imediatamente porque iria ter prova escrita de espanhol no dia seguinte (e nada melhor que treinar os ouvidos e o cérebro do que um contato direto com a língua).

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O clube dos incompreendidos (2014)

O filme começa com Valeria se mudando para Madrid após a separação dos pais. No seu primeiro dia de aula, se mete numa briga com uma garota e acaba sendo encaminhada para um grupo de orientação na biblioteca. Lá ela conhece Raúl (o popular), Bruno (o nerd), Eli (a problemática), Ester (a atleta) e Meri (a calada). Os seis se estranham no primeiro contato, mas logo se tornam super amigos.

A história é boba, mas bonitinha. Valeria e Raúl se apaixonam, mas Eli também se interessa pelo rapaz e o casal não sabe o que fazer pela amiga. Bruno se declara para Ester, mas ela está de caso com o treinador de vôlei. Daí no final Meri acaba se declarando pra Ester (quando o filme leva a pensar que ela gosta do Bruno). Entre a teia amorosa, ainda são tratados o tema da depressão, do primeiro amor e da confiança. Ao terminar de assistir, fiquei com aquele sentimento bom, sabe?

Porém, ao mesmo tempo não parava de pensar no desenvolvimento meio ruim dos personagens (principalmente do Raúl, que é muito guapo por sinal). Mas o que mais me incomodou foi: o momento todo parecia que estava assistindo a um filme americano com pessoas falando em espanhol. Até a trilha sonora era toda em inglês! Acho que descaracterizou muito do que o filme poderia ter de “único”.

O clube dos cinco (1985)

Assim que os “Incomprendidos” começou, imediatamente me lembrei do “Breakfast”. Eu não tinha assistido ao filme até então, mas sabia que ele  tinha sido um marco no cinema adolescente (isso sem contar as inúmeras referências ao filme em Pitch Perfect). O motivo da lembrança foi a imagem dos alunos na detenção.

Engraçado que, numa busca relâmpago no Google, muitas pessoas compararam os dois longas. Até as denominações são parecidas! Temos Johh (o marginal), Claire (a patricinha), Allison (a neurótica), Brian (o nerd) e Andrew (o atleta).

Voltando só ao Breakfast, a história toda se passa num dia de detenção na biblioteca do colégio em que os cinco personagens estudam. No início eles também se estranham. Pouco a pouco, cada um vai se abrindo e expondo suas cicatrizes pessoais. No fim, todos entendem que laços foram formados.

Na primeira meia hora não entendia o “fanatismo” acerca do filme. Sinceramente, estava achando bem chato. No final, esbanjava um sorrisão enorme e cantava “Don’t you (forget about me)”. A história é muito bem construída (e justifica o início parado). Os atores são ótimos, os personagens também. Por que são ótimos? Porque em 1h30 consegui me envolver com cada um deles. Nenhum é somente um atleta ou um marginal; eles têm nuances, um background complexo apresentado de forma objetiva. É aí que se percebe a qualidade dos atores também.

Assim, não tem como negar: The breakfast club é a maior influência de todos os filmes adolescentes americanos (e, aparentemente, espanhóis).

Versão brasileira? Quando teremos?

Adole-Essência: Uma maratona de bailes de formatura

Na sexta-feira à noite tinha dor de garganta. No sábado de manhã, veio a moleza. Mais tarde, a gripe. Hoje me sinto melhor, mas foram quase três dias de cama e muito filme. E, nessa maratona, acabei assistindo a quatro filmes de adolescentes americanos (Mariana Vilar não curtiu isso). É um gênero repetitivo, que dá pra sacar o final já nos primeiros cinco minutos. Mas… e daí? É divertido! Um bom entretenimento disfarça o frio do estado febril.

Enfim, o que vale um post aqui no blog não é só a minha experiência. Coincidentemente (ou não), dois longas são da década de 90 e outros, de 2010 para frente. A moda mudou, os atores têm mais cara de adolescente, as histórias são mais rápidas. O que permanece: O DRAMA DO BAILE DE FORMATURA. Vamos aos comentários?

As patricinhas de Beverly Hills (1995)

Eu nunca tive a menor vontade de assistir a esse “clássico”, mas um antigo colega de trabalho é apaixonado pelo filme. Acabou me convencendo após “Fancy” da Iggy Azalea. Confesso que quase me arrependi no início da história. Não estou exagerando ao dizer que estava sentindo meu cérebro derreter. A última vez que me senti assim foi com Sharknado. Resisti à vontade de trocar de filme. Até que gostei do final.

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Aula de Educação Física…

Resumo: Uma adolescente de 15 anos, muito popular e rica chamada Cher passa seu tempo em conversas fúteis, fazendo compras com sua melhor amiga Dionne no shopping, namorando e mantendo a bateria do celular sempre carregada. Com a chegada do enteado de seu pai, Josh, Cher começa a “questionar” a sua realidade enquanto ajuda a nova aluna, Tai, a se tornar popular.

-Ponto positivo: Paul Rudd e a falecida Brittany Murphy no início de carreira.
-Ponto negativo: O resto.

Uma patricinha de outro mundo (2011)

Olha esse nome! Ainda bem que no Netflix está como “Teen Spirit” porque, do contrário, nunca clicaria para assistir. Aliás, eu cliquei sem querer do mesmo jeito. Meu plano era ver um outro filme da minha lista. Na hora de escolher, espirrei e acabou abrindo esse. A história é bem tosca. Não, não tem outra palavra para definir. Ainda assim foi um bom passatempo. É uma ótima escolha para Sessão da Tarde. Acorda, Globo!

Resumo: Amber Pollock é a abelha rainha do colégio. A única coisa que faltava para o seu reinado era a coroa do baile de formatura. Porém, na noite do baile, ela morre eletrocutada e sua alma fica fadada a perambular pela terra para que possa cumprir a tarefa que lhe foi dada: ajudar Lisa Sommers, a menina menos popular do colégio, a ser a Rainha do Baile.

-Ponto positivo: tudo é tão ridículo que fica difícil não se divertir. As cenas do Purgatório e do inferno são sensacionais.
-Ponto negativo: A menina do Guia de Sobrevivência Escolar do Ned não me convenceu…

D.U.F.F. – Você conhece, tem ou é (2015)

Quando vi o trailer do filme no cinema, achei que ia ser uma porcaria. No final, acho que foi o que mais me empolgou dos quatro que aparecem no post. A história é bem batida e ainda pega o cliché da impopular que muda o cara bonitão. Blergh! Ainda bem que o cara bonitão é realmente bonitão. E o casal rendeu bons momentos. s2

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Bom trabalho!

Resumo: A jovem Bianca descobre um dia que foi escolhidas pelas amigas de colégio como uma DUFF (Designated Ugly Fat Friend), ou seja uma amiga feia para que elas se pareçam ainda mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca pede a um atleta popular da escola para ajudá-la a melhorar o seu visual. Tem no NOW.

-Ponto positivo: o casal, já disse.
-Ponto negativo: achei a história tem muita gordura, no sentindo de que algumas cenas seriam dispensáveis.

Ela é demais (1999)

Esse sim tem/tinha lugar cativo na Sessão da Tarde. O destino, porém, sempre conspirou e só consegui assistir ao final uma vez, há um bom tempo atrás. Hoje de manhã, ainda me recuperando da gripe, finalmente o vi por completo. É tipo um “10 coisas que eu odeio em  você” com o Freddie Prize Jr. sendo um popular boa pinta. Achei o filme um pouquinho monótono, mas o FESTIVAL de atores novinhos (vejam a lista no link) é incrível. Até o falecido Paul Walker consta no elenco.

Resumo: Zach Siler é um jogador de futebol bastante popular e presidente de classe de sua turma. Após as férias de verão, sua namorada Taylor termina o namoro e Zack fala para seus amigos que ela é “substituível”. Então, Dean, o melhor amigo de Zack, diz que isso é impossível e os dois apostam a possibilidade de Zack transformar uma garota ou não em rainha do baile, que ocorrerá em seis semanas. Dean então escolhe Laney Boggs para ser esta garota.

-Ponto positivo: Trilha sonora. “Kiss Me” do Sixpence None the Richer já diz tudo.
-Ponto negativo: a história sem sal

 

 

Comentário Skoob: livro 24 e além!

No início deste ano me comprometi a ler dois livros por mês. Ou seja, 24 até 2016. Na verdade, já ultrapassei a meta há algum tempo porque li graphic novels, mangás e o meu próprio livro (5 vezes). Ainda assim, contando só os livros, acabo de chegar aonde queria!

CasteloAltoO homem do castelo alto – Philip K. Dick

5/5

Comprei esse livro no início da faculdade de Publicidade. Retomei a leitura e em cinco dias fui absorvida pela realidade paralela em que os nazistas ganharam a II Guerra Mundial. Melhor? Pior? Diferente. Claro que prefiro a nossa versão, mas a história nos faz refletir que, independente do resultado, o homem ainda é o seu maior fator de destruição. Quanto ao título do livro, faz referência a um escritor que resolveu criar uma ficção que narra a vitória dos Aliados! Apesar de não ter gostado muito do final, amei a experiência.

1183-20150224163209O mundo de Aisha – Ugo Bertotti

4/5

A fotógrafa Agnes Montanari foi acompanhar o marido em missão ao Iêmen e se deparou com a realidade cruel das mulheres locais. Porém, essas mesmas mulheres não são mais aquelas que se cobrem a vida toda e são submissa aos maridos. Aos poucos e de maneiras distintas, elas vêm se rebelando e ganhando seu espaço na sociedade em que estão inseridas. É uma leitura forte, que me causou mal-estar assim como Kaputt. Porém, ao fim, ele foi substituído por força e esperança. As “aishas” estão despertando e não pretendem parar!

Os comentários skoob continuarão, mas mudarão um pouco de formato. Vídeos podem surgir para comentar literatura nacional. O que acham? Gostariam de ver?

Comentário Skoob: Trilogia Anômalos (21,22,23)

Como comentar esta trilogia que mal conheço, mas já considero pacas?

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OK. Eu menti. Conheço bem a história porque não só a li, como também fui a sessão de autógrafos da autora, Bárbara Morais, e tirei a maioria das minhas dúvidas.

Imaginem que o mundo se dividiu em duas nações, a União e o Império. Elas estão em guerra há não sei quantos anos, mas em ambas podemos encontrar os “anômalos”, humanos que desenvolveram algum tipo de mutação. Sybil Varuna, a personagem principal, se descobre como anômala após ser a única sobrevivente de um naufrágio. Assim, ela vê a vida mudar completamente: Antes refugiada de guerra, agora cidadã de Pandora – uma cidade especial para pessoas como ela. Sua nova vida tinha tudo para ser perfeita, mas os ventos tomam um caminho diferente quando é chamada para uma missão numa ilha inimiga. O que ela presencia lá faz com que seu mundo vire de ponta cabeça de novo. Só que Sybil não vai descansar até que consiga resolver a situação dos anômalos, do país e das pessoas que ama.

Quem agradece sou eu!
Quem agradece sou eu!

Eu sou uma ex-quase-socióloga (tranquei o curso no 5o semestre), então adoro histórias de ficção científica. De cara gostei da trama anômala porque me remeteu aos tão aclamados X-men. Há a questão das minorias, luta de classes e direitos civis. Enquanto lemos algumas passagens de tirar o fôlego, podemos refletir sobre a nossa sociedade também. 10!

Quanto aos personagens, senti alguns problemas de desenvolvimento. Não na Sybil – ela é bem concreta nos três livros. Aconteceu mais com as pessoas à volta dela. Ou talvez eu seja a chata da análise de personalidades, por isso não citarei nomes. Já o meu troféu de favorito vai para Hassam. No pódio ainda aparecem Andrei e Rubi. Se tiver montado um pódio também, trate de postá-lo nos comentários.

Nota final: 4,5/5