Review: 3%

Olá, queridos leitores!

O Marinescritora não é um blog apenas sobre literatura; é, acima de tudo, sobre a arte de contar histórias. Por isso que não podia deixar de comentar a primeira série 100% brasileira da Netflix, a 3% (sacaram o trocadilho?).

Ah! Vai ter spoiler.

Eu assisti ao piloto no youtube, quando foi lançado lá em… 2011? Não lembro. Achei a ideia super bacana e fiquei na torcida de um financiamento na época. Alguns anos depois, ela chegou. E espero que seja para ficar.

Tirado da Wikipédia, aí vai um resumo do enredo:

222495A série “3%” mostra um mundo pós-apocalíptico, depois de diversas crises que deixaram o planeta devastado. Num lugar não especificado do Brasil, a maior parte da população sobrevivente mora no Continente, um lugar miserável, decadente, onde falta tudo: água, comida, energia e outros recursos.

Aos 20 anos de idade, todo cidadão tem direito de participar do Processo, uma seleção que oferece a única chance de passar para o Mar Alto, onde tudo é abundante e há oportunidades de uma vida digna. Mas somente 3% dos candidatos são aprovados no Processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas e os coloca diante de dilemas morais.

Já tem alguns anos que estamos saturados de distopias. Não me levem a mal, eu gosto bastante. Mas é impossível evitar comparações após já ter lido e assistido a tantas. Em 3%, há muito da série “Divergente” da Veronica Roth com doses homeopáticas do clássico “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley. Isso acaba causando uma sensação de déjà vu contínua que só vai se dissipando a partir do quinto episódio, quando entramos na história do mandante do Processo, Ezequiel – um ótimo personagem, por sinal. Mas vamos voltar ao início.

O primeiro contato com a série é bacana. Gostei das cores dos ambientes, os efeitos especiais são decentes e a apresentação do contexto e dos personagens é interessante. Pontos negativos de cara: as roupas, que são muito artificiais e toscas, e a representação do Continente, mais artificial ainda. Afinal, 97% da população mora lá e as ruas sempre parecem vazias. Estranho.

Daí somos apresentados aos que parecem ser os protagonistas – Michele, Rafael, Fernando, Joana e Marco. Cada um tem seu passado misterioso, dilema e personalidade bem definidos. Particularmente, gostei bastante do desenvolvimento de todos. Apesar de os diálogos serem um tanto fracos, não temos flashbacks enormes e os dramas são rápidos, mas relevantes. O destaque, para mim, foi Rafael (ele me lembrou o Daniel Radcliffe algumas vezes). O arco de lobo solitário e raivoso toma o rumo da consciência. No final, ele se tornou o meu favorito.Curti também a Joana, que tem uma jornada parecida com a do Rafael, mas de um jeito bem mais BADASS! Michele é OK. Fernando foi perdendo a minha simpatia pela forma de menino apaixonado que ele ganhou. Marco… acabou que ele protagonizou o episódio mais legal, na minha opinião.

Quarto capítulo. Nome: Portão. Presos no alojamento sem água e comida, os candidatos do Processo acabam se dividindo em um grupo de opressores e oprimidos. Foi como assistir Das Experiment de novo! O perfeitinho Marco se transformou num tirano e as atuações (que oscilaram bastante ao longo dos episódios) arrasaram.

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Também gostei deveras do fechamento da série, apesar de ficar me questionando como nenhuma câmera não pegou o desespero da Michele depois de envenenar sem querer o outro fiscal lá. Nenhuma revelação foi chocante a nível Black Mirror, mas ainda assim  entretêm. Ezequiel já foi integrante da Causa, o irmão da Michelle tá vivão no Mar Alto, Joana e Fernando são eliminados e Rafael aceita a esterilização da vacina. Se a série não ganhar uma nova temporada, é um desfecho aberto, mas nem tanto, no nível Admirável Mundo Novo mesmo.

Vi numa entrevista do Omelete que esta temporada tem enfoque no Processo, então nem reclamo da falta de informações do universo criado pelo Pedro Aguilera. É uma parte de um grande retrato, espero. Porque as questões sociais discutidas ficaram apenas na meritocracia. É válido, claro! Só esperava mais, já que a acessibilidade foi relativamente fácil para o Fernando.

No geral, achei a série boa. Talvez por ainda levar em consideração a minha felicidade por ver uma ficção científica nacional, dei 4/5 na avaliação da Netflix (mas o certo seria uns 3,7). Sei que há alguns buracos no roteiro, os momentos românticos dão um pouco de vergonha alheia e que, de novo, as roupas são toscas. Porém a história prende e os personagens são legais, realmente me importei com cada um deles (até os que claramente seriam eliminados).

Recomendo!

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OPEP: Mamíferos, jogos vorazes e muita música

“O Papa é Pop” hoje está bem recheado! Tem música, seriado, filme e um vídeo muito louco para comentar e indicar.

Zootopia

A nova animação da Disney é simplesmente PERFEITA. Eu tinha achado os trailers engraçadinhos, mas até então não tinha entendido direito qual seria o tema tratado. Pois bem, a coelhinha Judy quer ser uma policial numa sociedade de animais mamíferos que deixaram o sistema de predador e presa pra trás. Porém nenhum coelho (ou animal de pequeno porte) jamais tinha conquistado esta posição. Cabe a Judy quebrar os padrões e seguir o seu sonho, ensinando as criancinhas a persistirem sempre naquilo que almejam mesmo quando todo o mundo duvide de você. Meio cliché, né? Sim. SÓ QUE Zootopia é muito mais do que isso.

ZootopiaPredadores e presa. Ricos e plebeus. Governantes e governados. Valentões e vítimas.  Maioria e minorias. Zootopia é isso, uma baita alegoria do nosso mundo. Fala de preconceitos, papéis que supostamente devemos assumir e até luta de poder (sério, tem uma parte que é super Maquiavel. É uma baita aula de sociologia e filosofia. Um filme completo, redondinho e adorável. Sinceramente, recomendaria o filme para todas as salas de aula. Imagina discutir esse filme com crianças e adolescentes? E em faculdades? Deixa eu sonhar.

Recomendo o filme pra ontem. Já assisti duas vezes no cinema (e provavelmente irei numa terceira em breve). Ah! Achei muito sensacional ver os nomes dos dubladores brasileiros de novo em destaque nos créditos. Valorizo!

A segunda temporada de Demolidor e Vikings

Teve maratona de Daredevil neste último fim de semana. Amei a primeira temporada e também esta segunda. Mantiveram o clima do vigilante noturno, os conflitos de personalidade do Murdock e também as lutas legais (o que foi o terceiro episódio?). Achei o arco do Justiceiro muito interessante, apesar de ter dormido bacana no episódio 10 ou 11. O personagem é um maluco psicopata, mas gostei dele ainda assim. Uma amiga sugeriu shippar ele com a Karen. Gostei. Quanto a Elektra… Bom, gostei dela no início. Lá pro final meu interesse por ela caiu, sei lá. Mas acho que o final da temporada em si ficou meio desinteressante. Na minha opinião, muita coisa ficou mal resolvida. E não me pareceu gancho pra próxima season. Enfim, ainda assim está no meu hall de séries favoritas.

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Quanto a Vikings, comecei ontem e já estou in love. Na verdade foi um amor à segunda vista. Achei o primeiro episódio legal, mas o dois me pegou de jeito. Nem tem muita coisa pra comentar. Ainda assim fica aqui a recomendação. Tive a oportunidade de visitar um museu viking na Dinamarca. Percebi que tinha uma ideia bem errada deles. Considerava o povo bárbaro, mega violento e conquistadores sem pudor. Well… que povo não era assim antigamente, né? O que mais me impressionou, no entanto, foi o tamanho dos barcos deles. ERAM MUITO PEQUENOS. E ainda assim conquistaram o norte, chegaram no Reino Unido e até na Islândia. A séria mostra isso muito bem. Aprovada.

Produce 101

Mudando de Dinamarca pra Coreia do Sul, tenho acompanhado um reality show chamado Produce 101. A proposta: colocar cento e uma trainees de agências de entretenimento diferentes para competir entre si. No final, o público elegerá as 1 1 favoritas para debutar como um grupo temporário por um ano.

Se você não sabe, o K-POP é literalmente uma fábrica de artistas. Jovens que queiram entrar no mercado musical, prestam audições de companhias para, assim, serem treinados e, por fim, lançados na mídia. Assim, o Produce 101 seria a oportunidade perfeita para garotas que queiram sentir logo como é ser um ídolo de verdade.

É um jogos vorazes. No início da competição as meninas foram classificadas em A, B, C, D e F pelos treinadores. O resultado é o clipe a seguir (a ordem de aparição são os grupos classificatórios).

As missões foram aparecendo e várias meninas sendo eliminadas. Uma das minhas favoritas já rodou e nesta sexta sobrarão 22. Tô apreensiva. O tanto que já chorei nas eliminações… só piora. Ainda assim é um programa muito legal pra quem gosta de ver apresentações de dança, canto e rap. Caso se interessem, o perfil do twitter @teampd101 tem legendado todos os episódios em inglês.

Jeon Somi, Kim Sejeong, Kang Mina, Han Hyeri, Hwang Insun, Lee Haein, Kang Yebin, Cathy e sobrevivente da KCONIC, FIGHTING!!!!

Meghan Trainor says NO

Ainda falando sobre música, preciso falar de No da Meghan Trainor. Já estou sentindo falta das madeixas loiras e o som super retrô. Porém não tem como amar a vibe final dos anos 90/2000 dessa música. Parece Ciara, Britney na época de Oops I did it again ou os primeiros solos da Beyoncé. Pra dançar não tem ritmo melhor.

E aí tem a letra. Ah, mon amour! Se você não está afim de escutar a cantada do cara, seja clara. Mostre que só quer ficar na sua e deixe claro que não precisa disso pra levantar a auto-estima. Já virou meu hino na balada que eu quase nunca vou.

Baile de… J-pop

Para terminar. Esse vídeo! ESSE VÍDEO! Não tem o que dizer, só sentir.

Diarinho: antes que 2016 realmente comece

O ano só começa mesmo depois do Carnaval. Porém o que andei fazendo antes de chegar até aqui? Escrevi versões e…

Pernambuco

Passei o Natal, Ano Novo e o início de janeiro todo em terras pernambucanas. Quer dizer que eu fui para praia todo dia? Não. Anormalmente, choveu muito no Recife. Só entrei no mar em Porto de Galinhas, onde o mormaço me matou no 4o dia seguido de praia. Eu e o Sol não temos a melhor relação do mundo. Também passei alguns dias em Gravatá, cidade na serra, terra de cobras verdes e escorpiões. Quando não estava lutando pela minha vida e amando a minha priminha Laís, eu assistia à Netflix.

Netflix até a clonagem do meu cartão

Eu poderia fazer uma lista de tudo que assisti, mas não vou conseguir. Clonaram meu cartão de crédito e não pude renovar a oitava maravilha da internet. Tá sofrido e não posso checar meu histórico.

Comecei com uma maratona de filmes da década de 80 que nunca havia assistido. O primeiro foi “Curtindo a vida adoidado”. Achei bem mais ou menos, muito provavelmente por ter assistido na época errada. Depois, “The Wonders”, que amei de paixão. Sempre fui muito fã da música “That thing you do”. Agora a amo ainda mais depois do filme. Para finalizar o bloco, “Os Goonies”. Gente, que história incrível! Voltei a ser criança e ri demais com o Bocão.

A segunda maratona foi de animes. “Terror in Ressonance”, um ótimo thriller sobre terrorismo em Tóquio. “Kotoura-san”, uma brisa de fofura e paranormalidade. Pena que o encerramento é tão bobo… e também teve MADOKA MAGICA. Nossa, acho que um dia farei um post só para falar dessa história perturbada e incrível ao mesmo tempo.

12154322Seriados. O melhor de todos – “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que já indiquei para todos os meus amigos. Eu não costumo gostar de séries cômicas, porém a Kimmy quebrou esse paradigma. “Scream”, série baseada nos filmes do “Pânico” também me surpreendeu! Gostei bastante, um ótimo passatempo apesar de não ter adivinhado o assassino. Conferi o fenômeno “Sense8” e mal posso esperar por uma próxima temporada. Meus núcleos favoritos são: o indiano, o africano, o alemão (Wolfgang <3) e o mexicano. O abacaxi foi a canadense “Between”. A premissa de um vírus matando todo mundo acima de 22 anos é legal, mas os personagens e atores são muito ruins.

Voltando a falar de filmes. Deixarei breves comentários dos filmes que me lembro de ter assistido. Haja memória!

– Superbad: uma vergonha alheia atrás da outra.
– Os Delírios de Consumo de Becky Bloom: difícil…
– O Âncora: ri demais!
– Orgulho e Preconceito: Mr Darcy s2
– Noiva e Preconceito: quero dança indiana no meu casamento.

Além da Netflix

– A Escolha Perfeita 2: a apresentação final é de arrepiar!
– Perdido em Marte: quem diria que o Ridley Scott poderia fazer um filme divertido?
– O Clube de Leitura de Jane Austen: aqueceu meu coração (e ainda não li nada da autora).
– Ex-Machina: PERTURBADO, mas muito bom.
– A 5a Onda: Adaptação fraaaaca…

Curso intensivo de alemão A2.1

Por três semanas seguidas eu tive aula todos os dias, das 18:30 às 21:45. Cansativo, mas muito bom. O legal é que o meu professor também já tinha sido meu colega de trabalho na escola que ainda dou aula. O mundo dá voltas! Quando não estava no Goethe, estava estudando, assistindo a filmes em alemão e escutando música em alemão. Foi um baita de um mergulho na língua. Breve vai ter post falando da música germânica.

E não é que teve Carnaval também?

Acabei indo num dos blocos aqui de Brasília. Do bloco em si não aproveitei muito. Aquilo era um inferno de tanta gente. Agora do pós-bloco tenho história para contar por anos. Não tenho fotos de nada, apenas memórias.

O Papa é Pop: Thor fazendo drama com Wan no País das Maravilhas

Faz tempo que essa coluna não recebe novidades, né?

Thor: O Mundo Sombrio dublado

O cinema aqui de casa só dava essa opção (dublado) no começo da tarde. Aí fui. Adorei o filme, que é infinitamente melhor que o primeiro. Além da participação especial e engraçadíssima do homem mais perfeito do mundo, o Capitão América, aconteceu algo inédito para mim em filmes de ação: eu entendi as cenas lutas. Talvez por eu ser mulher, sempre tive essa dificuldade. Estarei eu sendo machista comigo mesma? Tanto faz porque eu adorei as batalhas!

No final, nem me importei de o filme está dublado. Parte pelo filme ser legal, parte porque a dublagem estava muito bacana mesmo. Parabéns aos dubladores!

“Marry me if you dare” é o drama da vez

Lembram quando falei de k-dramas aqui? Que eles só seguem três fórmulas? Pois bem, esse que resolvi assisti se encaixa na categoria 3, viagens no tempo. Ao contrário dos que tinha assistido até agora, as duas linhas do tempo são muito próximas e a maior parte da história se passa no presente.

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MiRae (que por acaso é “futuro” em coreano) é uma aspirante escritora (!) de programas de variedade (?). Idade é algo muito importante na cultura coreana, então ela já estava um tanto velha (32) para o cargo. Então para sobreviver, ela tocava o emprego de atendente de call center, morava de favor na casa do irmão e andava pelas ruas com seu cabelo horrendo de permanente. Tudo muda quando uma senhora aparece e diz ser a “MiRae” do futuro. Ela fez a viagem clandestinamente para alertar sua versão mais jovem a não se casar com Kim Shin, o marido dela, e fazer com que SeJoo, um milionário gentil e tudo de bom, se apaixonasse por ela para que ela vivesse feliz para sempre.

Até agora foram seis capítulos muito bem construídos e empolgantes. Não há cenas melosas demais, nem demoradas demais. O humor não é escrachado como geralmente acontece e todas as personagens são apaixonantes (inclusive a suposta vilã, YooKyung).

Fica a dica para quem gosta do gênero.

A lenda de Wan

Na semana retrasada, Korra voltou ao tempo (adoooro) para entender como começou o processo kármico dos Avatares. Nisso, ela conhece Wan (one=um, sugestivo?), o primeiro de todos.

Foram dois episódios lindíssimos (foi o Studio Mir que fez a animação), contando a história de Wan. Não quero dar spoiler, então não vou entrar em detalhes de como foi ele que causou o desequilíbrio no planeta e acabou virando o avatar. Mas o que posso dizer? Melhores partes de uma temporada interessante, mas bem chatinha até agora.

Quer dizer, o nono episódio que assisti ontem foi até bem bacana. Luta, intriga, romance, reparação. Teve de tudo na dose certa. Espero que a partir de agora o ritmo seja esse.

Imagem oficial de Wan e Korra
Imagem oficial de Wan e Korra

Once Upon a Time e Once Upon a Time in Wonderland

 Achei muito genial a ideia dos produtores de OUT de fazerem uma série derivada do programa. Depois de três episódios, “Wonderland” se mostrou consistente, apesar de um pouco menos empolgante que a original. Fico feliz que a nova história não seja basicamente uma “cópia” de sua irmã mais velha.

Resumo: Alice volta ao País das Maravilhas depois de ser resgatada de um manicômio pelo Valete de Copas e o Coelho. O objetivo dela é encontrar Cyrus, um gênio da lâmpada por qual se apaixonou perdidamente e acreditava estar morto. Só que a Rainha Vermelha e Jafar farão de tudo para que esse encontro nunca aconteça. Detalhe amorzinho para o sotaque britânico de todos os atores.

Enquanto isso em Neverland/Terra do Nunca, uma imagem vale mais que mil palavras:

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Emma e Hook se pegando OMG

#LaraFeelings: Comeback do Fiestar

Como já falei bastante de algo coreano neste post, só vou compartilhar o novo clipe do grupo Fiestar. Não prestava muita atenção nas meninas, mas o vídeo é tão sugestivo e a música, tão divertida, que resolvi colocar aqui no AAE.