Diarinho: antes que 2016 realmente comece

O ano só começa mesmo depois do Carnaval. Porém o que andei fazendo antes de chegar até aqui? Escrevi versões e…

Pernambuco

Passei o Natal, Ano Novo e o início de janeiro todo em terras pernambucanas. Quer dizer que eu fui para praia todo dia? Não. Anormalmente, choveu muito no Recife. Só entrei no mar em Porto de Galinhas, onde o mormaço me matou no 4o dia seguido de praia. Eu e o Sol não temos a melhor relação do mundo. Também passei alguns dias em Gravatá, cidade na serra, terra de cobras verdes e escorpiões. Quando não estava lutando pela minha vida e amando a minha priminha Laís, eu assistia à Netflix.

Netflix até a clonagem do meu cartão

Eu poderia fazer uma lista de tudo que assisti, mas não vou conseguir. Clonaram meu cartão de crédito e não pude renovar a oitava maravilha da internet. Tá sofrido e não posso checar meu histórico.

Comecei com uma maratona de filmes da década de 80 que nunca havia assistido. O primeiro foi “Curtindo a vida adoidado”. Achei bem mais ou menos, muito provavelmente por ter assistido na época errada. Depois, “The Wonders”, que amei de paixão. Sempre fui muito fã da música “That thing you do”. Agora a amo ainda mais depois do filme. Para finalizar o bloco, “Os Goonies”. Gente, que história incrível! Voltei a ser criança e ri demais com o Bocão.

A segunda maratona foi de animes. “Terror in Ressonance”, um ótimo thriller sobre terrorismo em Tóquio. “Kotoura-san”, uma brisa de fofura e paranormalidade. Pena que o encerramento é tão bobo… e também teve MADOKA MAGICA. Nossa, acho que um dia farei um post só para falar dessa história perturbada e incrível ao mesmo tempo.

12154322Seriados. O melhor de todos – “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que já indiquei para todos os meus amigos. Eu não costumo gostar de séries cômicas, porém a Kimmy quebrou esse paradigma. “Scream”, série baseada nos filmes do “Pânico” também me surpreendeu! Gostei bastante, um ótimo passatempo apesar de não ter adivinhado o assassino. Conferi o fenômeno “Sense8” e mal posso esperar por uma próxima temporada. Meus núcleos favoritos são: o indiano, o africano, o alemão (Wolfgang <3) e o mexicano. O abacaxi foi a canadense “Between”. A premissa de um vírus matando todo mundo acima de 22 anos é legal, mas os personagens e atores são muito ruins.

Voltando a falar de filmes. Deixarei breves comentários dos filmes que me lembro de ter assistido. Haja memória!

– Superbad: uma vergonha alheia atrás da outra.
– Os Delírios de Consumo de Becky Bloom: difícil…
– O Âncora: ri demais!
– Orgulho e Preconceito: Mr Darcy s2
– Noiva e Preconceito: quero dança indiana no meu casamento.

Além da Netflix

– A Escolha Perfeita 2: a apresentação final é de arrepiar!
– Perdido em Marte: quem diria que o Ridley Scott poderia fazer um filme divertido?
– O Clube de Leitura de Jane Austen: aqueceu meu coração (e ainda não li nada da autora).
– Ex-Machina: PERTURBADO, mas muito bom.
– A 5a Onda: Adaptação fraaaaca…

Curso intensivo de alemão A2.1

Por três semanas seguidas eu tive aula todos os dias, das 18:30 às 21:45. Cansativo, mas muito bom. O legal é que o meu professor também já tinha sido meu colega de trabalho na escola que ainda dou aula. O mundo dá voltas! Quando não estava no Goethe, estava estudando, assistindo a filmes em alemão e escutando música em alemão. Foi um baita de um mergulho na língua. Breve vai ter post falando da música germânica.

E não é que teve Carnaval também?

Acabei indo num dos blocos aqui de Brasília. Do bloco em si não aproveitei muito. Aquilo era um inferno de tanta gente. Agora do pós-bloco tenho história para contar por anos. Não tenho fotos de nada, apenas memórias.

Diarinho: 4 dias na Dinamarca

“Marina, um mês sem dar as caras aqui no blog ou na página no facebook? Não tem vergonha não?”

Não. Porque na primeira parte de julho estava super focada trabalhando no “Parede Branca” (um livro pra sair dá trabalho, viu?) e, na segunda, viajei com os meus pais. E este post vai ser sobre uma parte desta viagem porque ainda faltam algumas coisas para eu voltar a falar do primeiro meu primeiro livro.

Como o título já sugere, passei quatro dias na Dinamarca. Todas as noites, antes de dormir, fazia um resumo do que havia acontecido. Agora que estou postando aqui, adicionarei algumas informações para qualquer internauta que acabe no MARINESCRITORA quando buscar por relatos da Escandinávia.

Dia 1
Finalmente chegamos em Copenhagen. Foram 12h de avião no total, mas umas 30h sem dormir quase nada. O fuso horário acabou comigo… No hotel, deixamos as coisas e já saímos pra conhecer a cidade. Resultado? Nos perdemos, claro. Apesar do mapa em mãos, os nomes impossíveis de serem lidos dificultavam a localização. Ainda bem que todo mundo aqui fala inglês. Entramos num lugar e perguntamos para a atendente “que prédio é este?”. “O City Hall (Rådhus)”, ela respondeu. “Obrigada”, saí do prédio porque finalmente nos achamos no mapa. Será que ela pensou que éramos doidos?

Passeamos bastante, pedimos “almojanta” de pão negro dinamarquês com salmão defumado  (Delícia!) no Kafe Kys (RECOMENDO! Fica numa rua cheia de cafés e restaurantes, paralela  à Frederikgabe/Østergade – a rua dos turistas)  voltamos pro hotel para só acordar no outro dia.

Impressões:
– Que lugar lindo!
– Quanta gente bonita!
– Como essas mulheres conseguem ter essa pele de pêssego?
– Estou com inveja do item acima.

Dia 2
Acordei com uma mensagem de um amigo venezuelano dizendo que estava aqui em Copenhagen também! Estávamos com planos de visitar Malmö, uma cidade na Suécia que engloba “A Grande Copenhagen”. Isso porque muitos suecos trabalham em Copenhagen e voltam para o seu país depois do expediente. Incrível! Questionei sobre a barreira do idioma e Angel (o venezuelano) afirmou que eles se entendem muito bem apesar das diferenças. Isso sem contar que todos os suecos também falam inglês. Gostei de Mälmo!

Voltando para a estação principal de Malmö
A estação de trem de Malmö

Voltando a Copenhagen, conhecemos uma brasileira-dinamarquesa no trem. Ela se apresentou quando perguntamos se o Angel conhecia um lugar bom de salmão para almoçarmos (ele já está aqui há três meses). Eis que Layla entra na conversa e sugere dois lugares. O salmão une as pessoas! Daí começamos a conversar, né? Super gente boa, trabalha com artes e não consegue se acostumar com o inverno sem sol. Pediu para adicionar no facebook e farei isso daqui a pouco.

Fomos ao restaurante que Layla indicou (Algo como SkinderBuksed, numa ruela também paralela à Østergade, na super praça Kongens Nytorv – cheio de pratos típicos da região)! Que salmão incrível! Nada como pegar dica de nativos, né? Depois do almoço, nos despedimos de Angel! Ele vai embora da Dinamarca amanhã. O destino realmente queria nos encontrássemos na última badalada.

Turistar descansada e agora com os pontos do mapa com legenda em português é outra coisa (outra ajuda do Angel). Nada de se perder. Conhecemos Nyhavm (uma espécie de marina super descolada), a igreja de mármore, o palácio real Amelienborg (sem querer, presenciamos a troca de guarda!) e tiramos foto com a “Pequena Sereia” de H.C. Andersen. Passamos pela casa dele também. Mais um escritor “visitado” na minha coleção!

Amelienborg Slotsplads
Amelienborg Slotsplads

IMG_3402
Mapa com “legendas” em português

IMG_2717
Nyhavn

Impressões:
– Quase todo mundo aqui é da minha altura (1,74) ou maior. Incrível!
– As mulheres, mesmo magras, não são super finas “parisienses”. Elas têm quadril e uma estrutura tipo a minha. Já não tenho mais tanta inveja da pele delas.
– Ô cidade cara!

Dia 3
Pegamos um trem às 10:00 e chegamos meia hora depois em Roskilde, antiga capital da Dinamarca. A cidade é uma fofura e abriga um museu Viking! Fomos direto para lá. Após a visita cheguei algumas conclusões:
– os cabras eram machos porque os barquiNHOS que eles navegavam quase não tinha proteção, viu?
– eles nem eram tão violentos assim;
– ainda assim eles eram bem legais.

Um navio Viking de verdade!
Um navio Viking de verdade!

Voltando pra Copenhagen, resolvemos fazer um passeio de barco pela cidade (perto da praça Nytorv). Apesar de ter sobrado só lugar ruim, o momento foi muito agradável. E eu nem fiquei enjoada! Passamos pelos canais da cidade e entramos no Chistianshavn, a comunidade hippie e estruturada que fica numa ilha.

Impressões:
– apesar das pessoas serem muito bonitas, tá faltando um charme latino nessa galera.
– já disse que essa cidade é muito cara?

Dia 4
Madrugamos e pegamos um trem para Holsingør (Duração de 01:10~01:20). Lá fica o Kronborg, castelo no qual Shakespeare retrata a peça de Hamlet (mesmo que ele nunca tenha estado lá). O lugar é enorme! A parte mais bacana é a estátua do Holger, um guerreiro Viking de pedra que acordará caso a Dinamarca seja invadida. Depois tem um tour muito “obscuro” pelas masmorras. Aventura total! Outro detalhe sobre Helsingør: é a cidade dinamarquesa mais próxima da Suécia. Do Kronborg dá para ver o outro país perfeitamente.

O Kronborg visto da baia
O Kronborg visto da baia

Em Copenhagen partimos para o último destino: o castelo de Rosenborg. A decoração é horrorosa, mas é possível ver o tesouro da família real! RYCO!

Coroa da rainha #quero
Coroa da rainha #quero

Para  fechar a despedida, fomos no café Songenfri (na esquina da terceira ou quarta rua paralela à Frederikgade/Østergade). Típico lugar dinamarquês também!

Considerações finais:
Eu não esperava nada da Dinamarca, então foi tudo uma grata surpresa. Em Copenhagen dá pra fazer tudo a pé, as ruas são limpas e os monumentos, conservados. Tudo é bem sinalizado, mas nem sempre as placas estão em inglês. Na estação central de trem sempre tem alguém para apoiar também. Recomendo trazer casaco quente no verão. E preciso voltar um dia para visitar o Tivoli, o parque de diversões mais antigo da Europa, e o Museu Louisiana.

Daí pegamos um avião para Berlim, na Alemanha. Mas isso conteúdo para outro post. 😉

Diarinho: Relato de como me tornei uma alboranista

Há pouco mais de um mês estava me preparando para ir a um dos melhores shows da minha vida. Duas das minhas amigas já tinham partido para o teatro onde o espetáculo se daria. Até então, não entendia bem o porquê de saírem tão cedo. Os lugares eram marcados, não eram? Três horas depois eu as avistaria do setor de cadeiras. Dava pra ver que elas estavam empolgadas na primeira fila, de frente para o palco. Eu estava super animada também. Não é todo dia que você vai para um país estranho só para ver alguém cantar. Luzes se apagam, a banda começa a tocar e Pablo Alborán entra em cena. Gritos tomam conta da acústica. Sem perceber, eu era uma das que gritava também. Sem perceber, eu tinha virado uma fã de carteirinha do cara!

Tá. Quem é Pablo Alborán? Eu explico: Um cantor espanhol. Vai aí o último clipe dele para avaliação.

Tenho dois CDs. As músicas dele realmente me tocam e são ótimas para escutar no carro. E era só isso. Curtia a página dele no facebook por amizade. Participei de alguns projetos que o fã clube fez (até vídeos editei). Nunca imaginei que um dia me esforçaria para ir a um show dele. Os ventos mudaram de direção quando uma amiga resolveu morar em Santiago do Chile com o namorado. Minhas amigas decidiram visitá-la justamente na época que a Tour TERRAL (do novo CD) passaria pelo país. Pela farra e pela saudade, comprei o ingresso e a passagem.

E aí eu estava lá, naquela cadeira super apertada para um meu um metro de perna. Porém, eu não ligava. Pablo Alborán cantava, me embalava e encantava enquanto eu e o casal Brasil-Chile segurávamos a bandeira verde e amarela. No fim do show, eu era pura energia. “Vir até aqui valeu cada centavo”, pensava. Saímos do teatro Caupólican, desbravando um mar de mulheres e homens de todas as idades. O grupo se reencontrou. Abracei minhas amigas sem parar. Ríamos sem motivo. O show tinha sido incrível.

IMG_0581
“Vívela Vívela”

Depois da euforia veio a fome. Rumamos para um “shopping” de restaurantes chamado Pátio BellaVista. Só que não ficamos todos juntos. Ao encontrar o fã clube chileno, as amigas que tinham chegado mais cedo optaram por trocar experiências. Eram muitas meninas mesmo. Fiquei impressionada. Jantei com o casal amigo e depois seria a hora de dormir. Só que eu não dormi. As amigas estavam sem chave e fiquei de abrir a porta para elas. O portal do apartamento só foi atravessado lá pras cinco da matina. Entre sono que não se transformava no ato de dormir, escutei as duas narrarem que tinham aprendido muito com o fã clube chileno e estavam loucas para botar em prática com o fã clube brasileiro.

Foi nessa hora que percebi. Caramba, essa parada é séria mesmo.

Sabe? Eu super fã de uma boyband coreana que se chama 2PM duas da tarde. Participo da fanbase tupiniquim, escrevo versões para as músicas deles e acompanho quase tudo dos seis rapazes. Mas, né? Eles estão do outro lado do mundo. Realmente sonho em poder conhecê-los algum dia. Ainda assim é um sonho distante. Então não preciso me preocupar com a logística de me deslocar para os shows ou lidar com regras. Com o Pablo Alborán o esquema era outro.

No outro dia a sorte sorriu para mim: Tive a oportunidade de me encontrar com o cantor espanhol em pessoa.

Aliás, acabei ficando cara a cara com vários dos integrantes da banda também. Notei algo engraçado. Várias meninas pediam que eles autografassem seus CDs (do Pablo). Na minha cabeça aquilo não fazia muito sentido. Em compensação, alguns membros da banda usavam as fitinhas do Senhor do Bonfim que minhas amigas tinham passado a noite arrumando em pacotinhos super fofos. Fazia sentindo e tinha sido bem legal da parte deles.

Alguns minutos passam. Uma van branca estaciona quase na nossa frente. Dá pra ver que o Pablo está lá dentro. Todas ficam animadas. Primeiro sai um rapaz da produção. Ele avisa que o Pablo está muito cansado, que falará com todas, mas que só vai tirar uma foto do grupo. Concordamos.

Pablo Alborán sai do carro. Dá para ver que ele está muito cansado. Senti até um aperto no coração. Mesmo assim, ele cumprimenta cada uma de nós. Tira uma foto com o grupo. Despede-se. Por dentro não paro de gritar “CARACA MERMÃO, ACABEI DE ABRAÇAR O ALBORÁN”.

Mais tarde estaria numa reunião gigante entre as brasileiras e as chilenas. Eu só observava. Dali a dois dias, muitas de Santiago iriam para Viña del Mar para assegurar que tudo ocorresse bem por lá também. Elas eram como uma organização pronta não só para defender o trabalho do artista favorito, mas também para defender o bem-estar dele. Todo o estranhamento inicial tinha sido substituído por admiração.

De repente outra ficha cai para mim. Eu quero fazer parte daquela organização também. Quero que os brasileiros possam ter a mesma experiência que eu tive e que o Pablo também possa desfrutar o melhor do Brasil. Eu havia me convertido numa alboranista.

Registro de livro na Biblioteca Nacional

Seguindo o conselho de várias pessoas e até da Babi Dewet, registrei o meu livro na Biblioteca Nacional. Oh Yeah! A Parede Branca do Meu Quarto será meu e só meu. Direitos Autorais, baby! Mal posso esperar para receber o meu certificado de registro dentre 90 dias. E você? Gostou da ideia? Quer fazer o mesmo com as suas histórias, suas músicas ou desenhos? Neste post resumirei os passos para tanto.

Levando em consideração que a sua obra está pronta, estes são os passos que você deve tomar:

1 – Imprima uma cópia com as páginas enumeradas. Depois, rubrique-as;

2 – Tire duas cópias, uma de um documento com RG e CPF e outra de um comprovante de residência;

3 – Entre na página da Biblioteca Nacional, imprima o formulário de registro e averbação e preencha-o;

4 – Gere o boleto de GRU com o valor do procedimento almejado e pague-o;

5 – Leve tudo para o Escritório de Direitos Autorais (Rua da Imprensa,16, 12º andar, Centro 20030-120 RJ) ou a um Posto Estadual.

Minha Experiência 

IMG_8992
Comprovante de registro. O certificado chegará na minha casa em 90 dias!

Em Brasília há um posto para registro, mas está fechado para reformas (previsão de reabrir só em Março). Como estou de férias e tenho familiares no Rio de Janeiro, resolvi fazer uma viagem. Desembarquei no Santos Dumont e fui andando até o escritório (20 minutos de caminhada). Chegando lá, não peguei nenhuma fila. Entreguei a papelada no balcão, recebi o canhoto aí do lado e pronto, o registro estava feito.

Confesso que esperava uma super emoção com esse feito nesta vida de escritora que pretendo levar, mas foi tão rápido que nem deu tempo para sentir nada. Quer dizer, só fome. Era hora do almoço.

Se pretende fazer o mesmo e ir ao Rio, sugiro que ainda dê uma passada na Biblioteca Nacional. É uma passeio muito bacana mesmo. As salas abertas ao pública são incríveis, assim como os livros e tratados em exposição. Infelizmente não cheguei a tempo para a visita guiada. Tudo bem. É um pretexto para voltar, no futuro.

Diarinho: Cavalos, deserto e estrelas; a “sincronicidade” se faz presente

Já disse aqui que acredito na “sincronicidade” das coisas, não é? Pois bem, acho que posso dizer que mais uma vez o universo conspirou e, de repente, lá estava eu no país que considero a minha segunda casa, o Chile. Sério, eu amo aquele lugar de paixão.

Começou assim: estávamos tomando o café da tarde na casa de uma amiga irmã e eu comento que gostaria de conhecer La Serena porque sabia que lá era um centro astronômico e o céu, límpido. O namorado dessa amiga irmã, que é chileno, comentou que já havia estado lá várias vezes e que poderia nos levar. Daí a irmã da amiga (que também é minha amiga, duh) do namorado chileno fala que gostaria de conhecer um local da região que tinha visto nas aulas de Arquitetura. Isso foi em novembro de 2013, se não me engano.

Resultado? No dia 23 de janeiro deste ano, nós quatro partimos numa viagem incrível de seis horas até o Valle del Elqui. Quando eu digo incrível, estou sendo eufêmica porque foi muito, mas muito mais que incrível. Para começar, assistimos ao pôr do Sol no Pacífico. Paramos em um povoado de pescadores, andamos por umas pedras e tivemos a oportunidade de ficar bem na ponta da baia, vendo o espetáculo acontecer.

IMG_6117
pôr do sol em Los Molles

No outro dia, amanhecemos no Elqui Domos. Nos hospedamos lá por dois dias, na verdade. E, adivinhem? Este era o lugar que a amiga arquiteta queria conhecer. No meio do deserto, o frio de noite era de lascar para quem estava dormindo no chão (e com medo da araña rincón). Tinha aquecedor, mas era a gás… Ok. Dava para aguentar.

IMG_6133
Elqui Domos – ali é onde está a recepção
IMG_6281
E aqui é onde eu dormia. Era um iglu parecido com a recepção, só que menor

Aí saímos para andar a cavalo. Cavalo. Sabe quando foi a última vez que montei num? Nem sei ao certo, mas tem mais de quinze anos. Eis que, nas vésperas do ano do Cavalo, a Serpente de terra aqui resolve cavalgar em um. Quando o medo inicial acabou, consegui desfrutar da companhia maravilhosa desse animal e aproveitar a paisagem maravilhosa a minha volta. Ideias lindas para o Projeto Lene. Mais comentários num post futuro.

unnamed
O vale e Guadaña, minha égua!

O dia continuou agitado. Passamos por uma pedra que os Incas e outros índios consideravam sagrada, visitamos uma pisqueria e ficamos super alegres com o danado do Pisco no vilarejo onde Gabriela Mistral, prêmio Nobel da Literatura, nasceu e aproveitamos mais o belo Elqui Domos.

E à noite? Ah! Que noite. Como descrever? Bom, havia um observatório astronômico no hotel. Contratamos um astrônomo. Ele nos guiou e desfrutamos da vista que estava acima de nós. Nesse mundo de conspirações, naquela noite especificamente, a lua não saiu. Sabem o que isso significou? O céu estava em condições perfeitas para ser observado. Tão claro, que parecia que podia tocá-lo.

Do telescópio, vi anãs brancas, anãs vermelhas, as Plêiades, a constelação mais antiga do nosso Universo e até o planeta Júpiter (regente de Sagitário!). Perdi as contas de quantas vezes chorei de emoção e gratidão.

Infelizmente, nenhuma das nossas máquinas conseguiu registrar a magnitude daquele céu. Vai ficar tudo guardado bem na minha memória, o maior álbum de fotos que tenho nesta vida. Procurei na internet e achei uma foto que dá para ter apenas uma pequena ideia do que presenciei.

elqui-domos-architecture-timelapse-by-james-florio-5
Sabe esse céu da foto? O que vi estava pelo menos 3x mais bonito

É isso. Os seis dias restantes foram igualmente bons. Visitei lugares novos, revi antigos. Me diverti, fui roubada (nada grave, não se preocupem). Reencontrei e encontrei pessoas queridas. Foi maravilhoso. E tudo porque quatro corações desejaram estarem juntos no mesmo lugar. Essa tal de “sincronicidade” é sensacional.

“Sincronicidade”

Pensei que conseguiria voltar a escrever ontem, mas fracassei. Muita dor de cabeça e enjoo me deixaram de cama praticamente o dia todo. Isso é o que dá ficar quatro dias fora se alimentando mal e tomando muito café. Enfim, agora estou pronta para tocar os projetos para frente e escrever aqui.

Como gosto de começar a semana falando sobre as reflexões da vida, hoje não será diferente. Sem Dalai Lama, porém. Quero falar da sincronicidade das coisas. Aliás, “sincronicidade” aparentemente não está no dicionário de Português (e sublinhado em vermelho pelo Word). Vem de sincronia e sincronicidad, ok? É que eu sou ótima com neologismos em Portunhol e Espantuguês (eu vivo confundindo as “palabras”).

De acordo com o Wikcionário, “sincronia” é o termo usado para a condição de acontecimentos de ocorrência simultânea e relacionados entre si. Visualmente é como uma coreografia de música. “Vividamente”, é a vida.

Pois bem, há duas semanas atrás, quando comecei o “Aspirante a Escritora” entrei em uma dança desconhecida. Ao colocar em prática esse meu sonho de trabalhar nas minhas histórias, o universo começou a conspirar.

Eu realmente acredito naquilo que “O Segredo” prega. O livro e o filme são bem chatos, não se enganem. Só que quando colocamos uma meta clara e focamos nela, parece que tudo começa a se desenhar para alcança-la. E, sim, tenho vários exemplos disso acontecendo comigo, de formas diferentes.

Certo. O que uma meta clara tem a ver com a tal sincronia?

Tudo. A sincronia é o tal desenho que citei no parágrafo anterior. De repente, as pequenas coisas começam a se encaixar e, quando você menos espera, as coisas ao se redor começam a te indicar para o caminho certo. E só é possível enxergar isso se estivermos atentos aos sinais.

Começou com os projetos, depois veio esse blog. Vocês têm noção de quanto me sinto mais viva nessas últimas duas semanas? Estou fazendo o que amo, apesar de ainda não ter a escrita como o meu meio de sobrevivência (espero que isso mude até o meio do ano que vem). Muitas pessoas vêm me apoiando. Os que podem ler, leem. Outros não falam Português, mas continuam me mandando mensagens de incentivo. É muito bom ter isso.

Mas o melhor é quando o Universo começa a mandar os pequenos sinais que comentei. Eu disse antes que comprei um livro, o “De Volta aos Quinze” da Bruna Vieira. Não conhecia nada da autora, apenas entrei na livraria e fui direto (e sem pensar) no local onde estava exposto. Quando olhei para ele, minha intuição me disse “leve-o”. Daí o levei. Durante a viagem, li. E, nele, encontrei vários pontos que se encaixaram com tudo que vem acontecendo nas últimas duas semanas.

“De Volta aos Quinze” é o primeiro livro da série “Meu Primeiro Blog”. Blog, o primeiro ponto. Boa parte do livro se passa em São Paulo. Eu estava São Paulo desde quinta-feira, segundo ponto. A personagem principal, Anita, tem receio de largar a segurança e fazer o que ama de verdade. Por isso estou aqui, terceiro ponto. A lista segue. Vou parar por aqui, senão esse texto vai ficar bem cansativo.

Só sei que, quando acabei de ler a história (que é ótima, aliás), eu só conseguia escutar na minha cabeça “em curso, o caminho está certo”. Meu ânimo para continuar o que estou fazendo triplicou.

Isso é sincronia.

Não é um momento todo especial que está no imaginário das pessoas, tipo o céu se abrindo e um raio caindo na sua cabeça, mostrando todo o futuro a ser percorrido. Bom, na verdade, isso pode até acontecer, mas é raro. Na maioria das vezes a sincronia é sútil, como uma sinfonia que vai tocando ao fundo. Você sente alegria, tristeza, encontra pessoas especiais, escuta grilos cantando, lê livros.

No fim, tudo se encaixa perfeitamente e “sincronizadamente”.

 

Inauguração da categoria “Diarinho”

Este não será um post longo. Não só porque não tenho mais costume de escrever diários (me forcei na época que lia “O Diário de uma Princesa” da Meg Cabot), mas também por conta do tempo, que tá curto.

Na semana que passou, não houve muitas postagens aqui no “Aspirante a Escritora”. Não rolou o “Papa é Pop” e nem nenhum “Na Prática”. Mesmo assim, me programei para deixar, pelo menos, três textos adiantados.

Como assim adiantados?

Não, não viajei para o futuro (ainda). Apenas que, neste exato momento, devo estar no interior de São Paulo, me preparando para o casamento de dois amigos muito queridos. ❤

Aliás, já devo estar fora de Brasília desde quinta-feira. Já terei assistido ao show do John Mayer meio que a contra gosto, me divertido com minhas amigas e revisto um amigo que não via há anos. Amanhã ainda não sei o que vou fazer, mas tenho a noite toda para decidir (e me divertir).

Quem sabe depois eu não conte mais sobre a viagem aqui?

Enquanto isso, se estiverem curiosos em saber como estou, deem uma olhada no meu Instagram (marinoli22) e no meu Twitter.

Até segunda-feira!